sábado, 24 de agosto de 2013

O que siginifca endurecer com os movimentos sociais, governador? Sinto falta das convicções democráticas do seu avô.





 
 Confesso que estou bastante preocupado com os rumos que estão tomando o confronto entre os manifestantes que organizaram os últimos protestos no Recife e o aparato de Segurança Pública do Estado que, em tese, obedece às determinações do governador Eduardo Campos. Acabo de publicar um artigo no blog Viomundo abordanto essa questão, alertando para a necessidade de que todas as ações impetradas pelo Estado estejam estritamente dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Estado de Direito. No Rio de Janeiro, logo após as manifestações, o governador Sérgio Cabral adotou uma série de medidas que acabaram por extrapolar os limites impostos pelo respeito às garantias fundamentais e constitucionais do cidadão, inclusive aqueles que estiveram diretamente envolvidos nas mobilizações de rua, em atos previstos constitucionalmente. Ocorreram chacinas, sequestros, que acabaram por desmoralizar completamente o seu Governo. Ele mesmo acabaria por admitir os equívocos cometidos, informando a sua renúncia agora para Janeiro e, possivelmente, o isolamento em sua residência de veraneio, uma vez que tornou-se insuportável a vida onde ele hoje reside. Não teria coragem para ir às ruas pedir votos para Pezão. Seu prestígio está mais baixo do que poleiro de pato, como diria o Padre Reginaldo, o eterno pastor do Morro da Conceição, aqui no Recife. Acabo de ser informado que o Governo do Estado estaria convocando uma coletiva de imprensa para anunciar o "endurecimento" das ações contra as manifestações de rua, quando a medida mais coerente, desde o início, seria o Executivo e o Legislativo não medirem esforços no sentido de atender às demandas mais legítimas da população no que concerne à agenda de política públicas eficazes para a saúde, educação e mobilidade urbana. Coerentemente falando, os problemas nessas áreas apenas se agravaram desde as últimas manifestações de Junho. O que, de fato, foi feito para melhorar a qualidade dos serviços públicos nessas áreas? Continua o crescente descaso com a saúde pública - num processo célere de privatização - ; educação pública precarizada, com as raposas desviando os recursos do FUNDEB - e mobilidade urbana caótica. Um percurso entre a Av. Getúlio Vargas, Olinda, e a Agamenon Magalhães pode demorar mais de uma hora, algo que, num periodo de normalidade não demandaria mais de 15 minutos. O trânsito no entrocamento da Estrada de Belém, Av. Beberibe e Norte, está completamente estrangulado. Isso é que vandalismo, governador. Sinto falta da senbilidade, o bom-senso, equilíbrio e principalmente o compromisso democrático do seu avô, Miguel Arraes, neste momento. Que história é essa, como se especula, de carro preto seguindo as lideranças do movimento? Denúncias de torturas, desaparecimentos?

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