quarta-feira, 23 de julho de 2014

O caos instaurado na Secretaria de Educação do Município do Recife


A educação no Recife vai muito mal das pernas e isso não é de hoje. O quadro é bastante complicado, envolvendo problemas de toda a ordem. Má gestão, irregularidades e indicadores sofríveis nos ranking de desempenho do alunado. No IDEB, por exemplo, Recife é uma das capitais com os piores índices nacionais. Para completar o enredo, os professores entraram em greve. Para se ter uma ideia do caos, as contas, em dado momento, teriam sido bloqueadas, inviabilizando o recebimento do material escolar pelos alunos. Havia indícios fortes de irregularidades nas licitações. A merenda é outra desgraça. Os alunos estavam comendo uma gororoba feita com salsichas pré-cozidas, em razão do atraso do fornecimento de uma refeição mais decente, segundo consta, algo devidamente licitado. Segundo uma postagem do professor e Deputado Federal Paulo Rubem, o organograma da Secretaria de Educação do Município é até interessante quando se considera, por exemplo, a avaliação das políticas públicas implementadas pelo órgão. O problema é que não funciona como deveria funcionar. Se funcionasse, poderia estar oferecendo subsídios para fazer os ajustes necessários na condução da máquina. Vai ser muito difícil colocar as coisas nos eixos. O andar da carruagem política evidencia uma tendência - ou seria uma tara - dos neo-socialistas pernambucanos, que entregaram o órgão a um membro do Tribunal de Contas do Estado. Pensei que seria o único, mas já nos informaram que existem outros tantos na máquina, em diversas funções. Quando as coisas não vão bem, antes de desenterrar a caveira de burro, algumas medidas, se não amadurecidas suficientemente, longe de se apresentarem como solução, podem, de fato, contribuir para jogar a última pá de cal. Resolveram, então, contratar consultorias - a preço de ouro - para diagnosticar os problemas e propor soluções em pontos específicos. Vou aqui fazer coro com o Deputado. Tenho dúvidas sobre a eficácia desse procedimento. Por aquela Secretaria, num passado recente, já passaram muito gente boa, alguns egressos do Centro de Educação da UFPE, caso da professora Edla Soares, comprometida, de fato, com resultados concretos no que concerne a um tratamento digno ao alunado. Que nos perdoem os amigos petistas, mas, de alguma forma, o partido também contribuiu para a instauração do caos naquela órgão. Uma pena que tenhamos chegado a esse estágio, onde, aparentemente, não se vê uma luz no fim do túnel.

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