quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tijolinho Real: Michel Temer assume a coordenação política do Governo Dilma.


Depois que retomou o diálogo com o ex-presidente Lula, a presidente Dilma passou a jogar melhor no tabuleiro político de Brasília. Dilma nunca foi muito feliz na articulação política. Acumula erros desde o primeiro mandato. Diante das recomendação de Lula para substituir Pepe Vargas, convidou Eliseu Padilha (Aviação Civil) para assumir a Secretaria de Relações Institucionais. Ele recusou. Diante da recusa, ela matou dois coelhos de uma cajadada só. Entregou essa atribuição ao vice-presidente, Michel Temer, e está decidida a extinguir aquela secretaria. Temer pode não ser essa flor que se cheire, mas, no que concerne ao strictu senso da realpolitik, ele pode sim resolver alguns pepinos do Planalto no Legislativo. É uma raposa que conhece a dinâmica do jogo pesado da política. A indicação também significa que ele passa a se comprometer mais com o Governo Dilma. Andava meio afastado, amuado, fazendo corpo-mole diante dos companheiros de agremiação que atuavam deliberadamente contra o Governo. O seu Governo.

PS do Realpolitik: Hoje, pelas redes sociais, tive a oportunidade de acompanhar opiniões bastante divergentes sobre a indicação do vice-presidente, Michel Temer, para a coordenação política do Governo Dilma Rousseff. Jornalistas como Josias de Souza, Cid Benjamin e Elio Gaspari, no gera, admitem que, com este ato, o Governo Dilma Rousseff chegou ao fim ou está próximo dele. Não existem mais coringas. Se as coisas não se arranjarem com o morubixaba peemedebista, o Governo acabou. Dois fatos nos chamam a atenção nessa mexida do tabuleiro da base aliada e, mais intrigante ainda, é a forma como Michel Temer esteve diretamente envolvido nesses episódios. O primeiro dele diz respeito à recusa do Ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB).Dilma teria insistido bastante e ele não voltou atrás. A princípio, poderia se pensar tratar-se das inerentes dificuldades em descascar o abacaxi da relação do Governo com o Legislativo. Mas, curiosamente, Padilha recebeu um "recado" de Temer, informando que ele não representaria o partido nessa função, o que, em última análise, seria a crônica de um malogro anunciado. Mais um. Outro fato é que teria sido Michel Temer que teria "convencido" a presidente a extinguir aquela secretaria. Impôs essa condição para assumir. Se nos permitem a licença poética, a presidente Dilma Rousseff, no frigir dos ovos, ainda permanece numa condição de fragilidade diante dos seus achacadores. Sarney riu bastante com a indicação de Temer. Quando Sarney ri, os interesses republicanos estremecem. 

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