sábado, 27 de fevereiro de 2016

Suspensão das investigações? O que é isso, companheiro?




Confesso que fiquei surpreso com a atitude dos advogados de Lula solicitarem ao Supremo Tribunal Federal a suspensão das investigações em torno do tríplex do Guarujá e o sítio de Atibaia. Com isso, do ponto de vista da percepção popular, fica cada vez mais evidente que há algo a esconder sobre os dois imóveis. Talvez esse não tenha sido o procedimento mais adequado. Já disse, e volto a repetir, que, se houve intervenções físicas no sítio de Atibaia, patrocinadas por empreiteiras, aqui já se configura um grave equívoco cometido pelo ex-presidente. E, hoje, parece não haver mais nenhuma dúvida sobre a participação de empreiteiras nas reformas do sítio, realizadas exclusivamente para acomodar a família do ex-presidente. 

Há muita coisa em aberto envolvendo este sítio. A começar pela real propriedade do mesmo, atribuída a dois sócios do filho do presidente. Hoje, um deles, o Jacó Bittar, fez algumas declarações sobre o tal sítio, informando que ele foi concebido para presentear o ex-presidente com um espaço para o seu descanso, depois que deixasse a Presidência da República. Informou que o ex-presidente Lula tomou conhecimento sobre o imóvel bem depois dele ser adquirido, numa perspectiva de se fazer uma surpresa para o casal.

A questão a ser explicada são duas. Quem, de fato, é o real proprietário do imóvel, assim como qual a razão que levaram empreiteiras a patrocinarem tais reformas. Simples assim. Não desejamos aqui fazer ilações descabidas, mas que isso precisa ser esclarecido, lá isso precisa. Se Lula tinha certeza de que não é o proprietário do imóvel, qual a razão de pedir a suspensão das investigações?  

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