terça-feira, 8 de março de 2016

E Sérgio Moro criou a "Jararaca". Nem João Santana faria melhor.





Não se espere muita coisa do destino do marqueteiro João Santana nas mãos do Juiz Sérgio Moro. Comenta-se que ele não ficou nada satisfeito com a sua ouvida durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, que apura, entre outras coisas, o pagamento de despesas de campanha com dinheiro oriundo dos desvios da Petrobras. Até recentemente, para avaliar o momento político, Lula s reuniu com alguns dos seus assessores mais próximos. Não tenho dúvida de que se o João estivesse em liberdade, estaria ali, auxiliando o ex-presidente, numa vídeo conferência, transmitida da República Dominicana, onde cuidava de uma campanha à reeleição. 

Mas o João não pode receber telefonemas...muito menos do Lula. Está literalmente impossibilitado de atendê-lo nesse momento em que a imagem do PT parece mais baixa do que poleiro de pato. João Santana é muito bom nessa área de comunicação institucional. Já tirou o partido e o governo de muito embaraços. Houve um período em que se falou muito sobre a capacidade de Lula em comunicar-se com as massas. Um gigante. Um dos melhores, quem sabe o melhor, de sua geração política. 

Ele sabe usar bem as palavras, no momento certo. Não se pode dizer que Lula não tenha acusado o golpe de uma condução coercitiva. Seu semblante, logo em seguida, era de uma pessoa visivelmente abatida. Durante sua fala no Sindicato dos Bancários, fez questão de externar o quanto se sentia magoado com o fato de seus filhos também terem sidos acionados pela justiça. Coisa de paizão, desses que poupam o quanto pode os filhos dos seus problemas. Mesmo assim, num momento de empolgação - creio que muito mais de revolta  - reafirmou seu compromisso de voltar a disputar uma eleição presidencial, possivelmente a de 2018. Afirmou que não acertaram a cabeça, mas o rabo da jararaca. Há quem assegure que Moro deu um tiro no pé, ao adotar medidas de "segurança" para ouvir o ex-presidente. Mas também, sem querer, criou um símbolo, a "jararaca", que já está nas ruas, como neste último protesto realizado pela militância na sede da Rede Globo. 

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