quinta-feira, 24 de março de 2016

E a tal listinha da Odebrecht, em gente?




Dizem que gato escaldado tem medo de água fria. Será que este ditado se aplica às ultimas decisões tomadas pelo juiz Sérgio Moro no que se refere à tal listinha de "doações" da Construtora Odebrecht aos políticos de todas as matizes ideológicas? Ou ele teria outras motivações, para além da reprimenda aplicada a ele pelo ministro Teori Zavascki, do STF, ao condenar o vazamento dos grampos sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vamos ficar com a primeira hipótese, em razão dos ânimos acirrados desses tempos bicudos.

Há de separar o joio do trigo nessa planilha de doações da Construtora Odebrecht que, segundo dizem, era comandado pelo próprio Marcelo Odebrecht. As doações - legais ou pelo caixa dois - eram distribuídas a políticos de todos os campos ideológicos, inclusive tucanos do bico fino. Na construtora existia uma espécie de "departamento" apenas para cuidar dessa questão. Seus dirigentes se ofereceram para abrir a "caixa preta", mas a decisão ainda precisa ser melhor apreciada pela justiça que, inclusive, afirmou não existir nenhum acordo neste sentido.

Se vivo fosse, seria um material se ser igualmente apreciado pelo folclorista da Fundação Joaquim Nabuco, Mário Souto Maior, dada a profusão de apelidos curiosos que aparecem na lista, como um tal de "caranguejo", numa referência ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ou um tal de "Bruto" que, segundo dizem, se refere ao deputado pernambucano Raul Jungmann. O Deputado Federal Jarbas Vasconcelos é conhecido como "Viagra". O senador do PT, Humberto Costa, como "Vampiro". Seria ou não uma boa fonte de pesquisa para o nosso folclorista pernambucano? A questão agora é separar aquilo que é "doação legal" de "propina".

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