quarta-feira, 30 de março de 2016

PMDB:Já vão tarde, traidores.





Na noite de ontem, em apenas alguns minutos, o PMDB, por aclamação, como desejava a "torcida" de uma certa mídia, tomou a decisão de desembarcar do Governo Dilma Rousseff. Para alguns analistas, com mais de 60 Deputados Federais, a decisão não deixa de ser um desfalque na base de sustentação que tenta garantir o mandato da presidente Dilma Rousseff. Nesses momentos difíceis, creio tratar-se de uma decisão que recomendaria ao Planalto precaver-se ainda mais no sentido de evitar uma "sangria" e garantir os votos necessários para o mandato da presidente Dilma Rousseff, mas não se trata de admitir taxativamente que, com a saída do PMDB, o destino de Dilma estaria selado. 

Como afirmou o ministro Jaques Wagner, logo depois da decisão, talvez tenha chegado o momento de o Governo ser repactuado entre as legendas que poderiam ampliar seus espaços ou mesmo ingressar na base de apoio governista. Com 49 deputados federais, o PP é a noiva da vez, cobiçada tanto pelo Governo quanto pelo "futuro" Governo, articulado pelo vice Michel Temer. Creio que, pragmaticamente, se bem conhecemos o PP, eles não deixarão o certo pelo duvidoso. Ainda ontem, em artigo publicado aqui no blog, o cientista político Michel Zaidan tecia alguns comentários sobre o que são os partidos políticos no Brasil. 

Esse presidencialismo de coalizão é um cancro a minar qualquer possibilidade de normalidade democrática. Não à toa, o líder do Governo no Senado Federal, senador Humberto Costa, da tribuna daquela Casa, alertou ao conspirador Temer que ele saria o próximo. Renan Calheiro, que era uma espécie de resistência governista dentro do PMDB, acompanhou os pares num piscar de olhos. De fato, não se poderia esperar muito coisa dessa gente. Já vão tarde. Aliás, eles não vão. Deixaram o Governo, mas desejam permanecer no cargo. 


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