quarta-feira, 9 de março de 2016

Lula, o maior patrimônio político dos lascados deste país.



Há alguns petistas temendo os desdobramentos da Operação Lava Jato, sobretudo quando se estar em jogo a figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sanha dos seus inquisidores parece que é vê-lo atrás das grades. Essa situação pode mudar se ele tiver um foro privilegiado, o que poderia ser viabilizado através da ocupação de uma vaga no ministério da Presidente Dilma Rousseff. Segundo se sabe, o presidente se recusa a atender os apelos dos amigos e correligionários. No seu entendimento, aceitar uma vaga no ministério poderia ser interpretado como uma admissibilidade de culpa.

Política é feita de circunstâncias e, no momento, elas não estão nada favoráveis ao ex-presidente Lula. Como o editor do portal Carta Maior, Saul Leblon salientou outro dia, Lula já foi condenado por alguns setores da sociedade brasileira. Encontrar indícios que o associe aos desvios de recursos da Petrobras, no caso, é apenas um detalhe. Um retrato na parede do sítio de Atibaia, um pedalinho com o nome dos netos. Para que prova mais contundente de seu envolvimento nos ilícitos da Operação Lava Jato? Como recomendava Maquiavel, quando o inimigo não tem defeitos, recomenda-se criá-los, plantá-los. Isso se faz com uma frequência inimaginável. As redes sociais estão abarrotadas de fotos de caixas, sugerindo, por exemplo, que o Palácio do Planalto foi "saqueado" quando Lula o ocupava. E a coleção de joias de Marisa, então...

Como informou o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, em artigo reproduzido aqui no blog, Lula é o maior patrimônio político dos lascados deste país. Seus algozes sabem que será muito difícil enfrentá-lo num jogo limpo, dentro das regras estabelecidas pela democracia representativa. Desejam então, inviabilizá-lo, condená-lo, execrá-lo, desmoralizá-lo. Aquela justificativa do juiz de que o aparato montado para ouvi-lo tinha a intenção de protegê-lo, aqui para nós, é uma grande piada. Até porque, como informou um jurista, o ex-presidente poderia não desejar aquela "proteção". Eu aconselharia a Lula ouvir mais os amigos e, quem sabe, colocar as barbas de molho nesses tempos bicudos. Eles vão tentar arrancar, no mínimo, uma inelegibilidade.  

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