sexta-feira, 18 de março de 2016

O "escândalo Dilmagate", Moro?








As notícias mais recentes sobre os grampos autorizados pela Justiça, envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, por tabela, a presidente Dilma Rousseff, antes de qualquer outra coisa, mostram as fragilidades da segurança da Presidência da República, cujo Gabinete de Segurança Institucional seria o responsável. Não sei exatamente quais as atribuições da ABIN no que concerne a este assunto, mas é possível que eles também possuam algum papel a desempenhar quando se está em jogo a presidente da República. De qualquer forma, ocorreram falhas clamorosas aqui. A presidente Dilma Rousseff, depois que a poeira baixar - e ela há de baixar - precisa tomar muito cuidado com sua assessoria. Falhas dessa natureza, sugerem colaboracionismo, traições, contra-espionagem. 

Aliás, é preciso uma devassa da devassa entre os seus auxiliares. No nosso modesto entendimento, são muitos os atores que estariam com a corda no pescoço, a um pé do cadafalso. A resiliência e concessões à oposição cercaram a presidente de urubus muito bem cevados, farejando a carniça do seu Governo. A ausência dos caciques do PMDB, ontem, durante a posse de Lula como ministro da Casa Civil é, talvez, o exemplo mas cabal do que estamos afirmando. O PSB está entre as instituições que entraram com um pedido de liminar para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Chegaram a cometer tamanho desatino. Não precisavam ir tão baixo. Confesso que não entendo como vocês ainda mantém o retrato do Dr. Miguel Arraes na parede da sede do partido. 

Ontem o juiz Sérgio Moro, ao comentar sobre os grampos realizados pela Polícia Federal, que tinham como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrou do Escândalo Watergate. Não entendi muito bem, mas, se ele se refere aos grampos instalados na sede do Partido Democrata, é bom que se esclareça que se trata de uma inversão do grampo sobre Lula. Naquele caso, foram agentes do FBI que passaram investigar os democratas, de forma ilegal, com o conhecimento de Nixon, que tentaria a reeleição. Havia também algumas fitas com conversas confidenciais de Nixon, no interior da Casa Branca, com assessores. Mas tarde, já na condição de ex-presidente dos Estados Unidos, ele confessou que não deu o encaminhamento correto a essas fitas. Teria sido melhor destruí-las. Moro acerta, no entanto, ao afirmar que Nixon tentou obstruir a justiça. Tentou mesmo. Tentou de tudo. Dilma, não. 

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