terça-feira, 8 de março de 2016

Polícia Federal demonstra preocupação com o vazamento de suas ações.




Comenta-se que a Polícia Federal estaria muito preocupada com a onda de vazamentos das investigações da Operação Laja Jato. E deveria se preocupar mesmo, uma vez que determinados veículos de comunicação tomam conhecimentos sobre suas ações, antes mesmo delas serem postas em prática, como ocorreu nesta 24ª fase, onde o ex-presidente Lula foi um dos alvos principais. O cuidado que precisa ser tomado não é se houve ocultação de provas no Instituto Lula ou na residência do ex-presidente, assim como no sítio de Atibaia, mas se saber, por exemplo, quem estaria abastecendo alguns canais de comunicação com informações privilegiadas. 

O problema é quando se constata que alguns desses vazamentos parecem convergir para a produção de determinados efeitos - como a execração pública de Lula, por exemplo - o que se sugere uma articulação das ações policiais e setores midiáticos, no sentido de potencializar suas consequências. Começa pelo exagero das medidas, como a determinação da condução coercitiva imposta ao ex-presidente. Por falar nisso, uma conhecida emissora de televisão desceu aos detalhes do relatório do delegado que ficou encarregado de ouvir Lula. Por esse tal relatório, soube-se, por exemplo, que Lula havia afirmado que só sairia de casa algemado.

Realmente eu não entendo como um relatório de um delegado vai parar na edição de um jornal transmitido em cadeia nacional. Talvez fosse o caso, em nome da transparência, que a assessoria de imprensa do órgão soltasse uma nota sobre a ação dos seus agentes. Mas, um relatório completo? Bom. Eles devem saber o que estão fazendo. 

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