segunda-feira, 11 de abril de 2016

Editorial: Marina Silva, a oportunista.




O historiador Sérgio Buarque de Holanda, autor de Raízes do Brasil, costumava afirmar que a democracia entre nós era um grande mal entendido. Até recentemente, o ministro Barroso, do STF, numa aula que estava sendo gravada - e ele não sabia - confidenciou que seria um desastre a nossa opção de governabilidade, fosse qual fosse o desfecho desse pedido de impeachment que corre na Câmara dos Deputados contra a presidente Dilma Rousseff. Barroso fazia alusão a uma reunião da convenção do PMDB, onde apareciam aquelas figuras impolutas da política nacional. Depois do fato, chegou a pedir desculpas, creio que muito em razão do cargo que ocupa. Penso que, pessoalmente, não retiraria uma vírgula de suas declarações.

Em artigo publicado aqui no blog, o cientista político Michel Zaidan Filho, critica esses democratas de "ocasião", preocupados unicamente em salvaguardar seus interesses, torcendo para o quanto pior melhor, ao se  locupletarem da crise de institucionalidade que tomou conta do país com esse pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A senhora Marina Silva, que assistia a tudo de camarote, de repente, voltou à ribalta, advogando a tese de novas eleições. Uma atitude do mais vil oportunismo político. Olha que há muitos políticos dissimulados no país, mas penso que nenhum com a mesma "peçonha" da irmã Marina. 

Ainda bem que esta áurea de santidade que ela consegue passar com aquele corpo franzino e aquela fala mansa, logo é desmascarada por atitudes de fazer inveja às mais espertas raposas políticas do cenário nacional. Foi assim nas eleições que disputou, onde a irmã até tinha um bom arranque, mas perdia fôlego na reta final, enredada em profundas contradições, até mesmo as de caráter religioso. Em Marina se aplica perfeitamente aquela máxima d do filósofo Nietzsche de que toda palavra é uma máscara e todo discurso é uma fraude. Como é que você nos aparece agora, senhora, com essa tese oportunista?  

Em todo caso, é Marina sendo Marina. Um poço ambulante de contradições. Nenhum pouco preocupada com os destino do país, nenhum pouco consequente, mas objetivando unicamente seus interesses pessoais. Vamos aguardar as próximas eleições presidenciais de 2018, senhora, quando você deve mostrar a cara aos eleitores - qual delas? - e disputar uma eleição dentro das regras definidas pela democracia representativa. Acho essa proposta de anular as eleições de 2014 no mínimo indecente. 

Não se pode dar muito crédito às pesquisas de intenção de voto realizadas com tanta antecedência quanto esta última do Instituto Datafolha, divulgada no dia 09 de Abril. Em todo caso, o prestígio dos tucanos continua baixo, seja quem for indicado pelo partido. Nos dois cenários possíveis, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as pesquisas, acompanhado ali de perto pela irmã Marina. Isso explica a sanha miserável dos tucanos em usar os chamados expedientes do tapetão. Num confronto direto, eles não teriam chance. Marina também não. Sua máscara não resiste às primeiras investidas.  

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