sábado, 28 de maio de 2016

Fora, Temer! Fora, Bruno! Fica,moradia!



No dia de ontem, publicamos aqui uma matéria sobre como a população brasileira está resistindo ao golpe institucional implantado no país. Grosso modo, embora a resistência ainda seja pequena, ela parece-nos bem qualificada. O novo ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, por exemplo, está tendo uma calorosa recepção dos movimentos sociais sempre que se encontra em solo pernambucano. Bruno Araújo mantém o seu escritório político na Avenida Agamenon Magalhães, um das principais do Recife. Os movimentos sociais de resistência ao golpe resolveram "recepcionar" o ministro promovendo protestos em frente ao seu escritório. 

O pacote de maldades de Temer é extenso, mas uma das primeiras evidências foi uma decisão impactante tomada pelo novo Ministro das Cidades, assim que sentou em sua cadeira. De uma canetada só, cancelou medidas da presidente Dilma Rousseff que previa a construção de novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. A construção de 36 mil novas moradias foram canceladas.  O menudo cancelou 12 mil, de imediato, e Michel Temer, depois, pediu para ampliar a sangria. Todos os indícios nos levam á conclusão de que os programas sociais que caracterizaram os anos de governo da era Lula/Dilma sofrerão um revés tremendo nesse governo interino. Aliás, como informa o cientista político Michel Zaidan, não se conhece um governo provisório e interino com tanto apetite em desmanchar o legado do outro governo, sem se constituir, antes, em definitivo, como um governo efetivo. Creio que até ações judiciais estão sendo mantidas contra este governo, exatamente em razão dessas violações.

Nos Ministérios da Saúde e da Educação, a tesoura também anda fazendo seus cortes. As políticas de caráter redistributivas de renda, se não extintas, sofrerão um forte impacto nesse governo. A questão do "pudor" em relação ao Bolsa-Família deve ter sido, tão somente, em razão do temor de uma reação em cadeia dos seus beneficiários, o que poderia provocar uma comoção nacional seguida de distúrbios. Eis o programa que o governo interino deverá matar aos poucos, de inanição. Quero crer que este governo não passe da interinidade,mas, se passar, nuvens negras surgirão no horizonte dos direitos humanos e sociais. 


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