terça-feira, 3 de maio de 2016

Os "notáveis" ministros de um futuro Governo Temer.




Todos os dias saem uma leva de ministeriáveis com a expectativa de integrarem um futuro Governo Temer. Penso que vou seguir o conselho do Dr. Miguel Arraes e aguardar essas nomeações onde, de fato, elas importam, ou seja, quando saírem no Diário Oficial da União. Até lá permanecem as especulações de que José Serra poderia assumir o Ministério da Educação ou o de Relações Exteriores. Que Cristovam Buarque, apesar de uma longa conversa com Temer, no Palácio Jaburu, informou que não pretende integrar o seu governo. Que Raul Jungmann é um dos ministeriáveis. Mendonça Filho poderia ir para a pasta das Comunicações, Mozar Neves poderia ir para a Educação. Já pensou? Certos mesmos, no nosso entendimento, por enquanto, apenas Geddel Vieira Lima(PMDB), que deverá assumir a Secretaria de Governo, e Romero Jucá(PMDB), nome certo para a pasta de Planejamento. Este último está envolvido na Operação Lava Jato e tem causado uma intensa polêmica, mas, sobretudo pelo foro privilegiado e a fidelidade canina ao chefe, ele deverá ser mantido, mesmo com o ônus.  

Talvez se esperasse que ele convidasse um time de notáveis para integrar o seu ministério. O objetivo seria garantir o apoio necessário, num governo de transição, entre diversos segmentos sociais - aqui incluso, de preferência, capital e trabalho - para tirar o país do atoleiro em que está metido. O problema é que a divisão do butim dificilmente permitirá que ele tenha a liberdade necessária, uma postura mais sensata ou republicana, uma vez que as costuras foram acertadas muito antes da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. E pactuadas com uma classe política capaz de provocar náuseas no cidadão comum. Isso já vai dando a "medida" de um futuro governo Temer. Os próprios tucanos estão reticentes quanto a este Frankenstein. 

Aqui na província, também já começaram as especulações em torno de escolhas de nomes que poderão ocupar as representações das instituições federais no Estado. A velha guarda da Mangueira golpista é a mesma que apoiou a Ditadura Militar instaurada no país com o golpe civil-militar de 1964. Ao invés de avançarmos, hoje parece certo que experimentaremos um retrocesso, caso a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma passe também pelo Senado Federal, como se prevê. Os próprios governistas já teriam jogado a toalha. 

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