quinta-feira, 9 de junho de 2016

A divisão do butim golpista no Estado gera desconforto na bancada federal.




Um dos nossos jornais, na edição do último domingo,trouxe uma matéria sobre as indicações para a ocupação dos cargos federais aqui no Estado, um butim que deve ser rateado entre aqueles que votaram a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff. Segundo a assessoria do governo interino, era necessário impor alguns regras, com o objetivo de disciplinar o processo, evitando maiores desgastes. A recomendação era a de que os deputados federais conversassem entre si e construíssem uma espécie de consenso sobre o assunto. Segundo essas fontes, antes mesmos dessas negociações, o senhor ministro da Educação, Mendonça Filho(DEM), indicou o economista Luiz Otávio Cavalcanti para a presidência da Fundação Joaquim Nabuco, gerando um certo descontentamento na bancada.   

Alguns cargos federais no Estado estão ainda sem nomeações definidas. Não são todos os cargos federais que despertam a cobiça dos políticos. Eles são atraídos, notadamente, por aqueles órgãos que concentram um orçamento polpudo. A Codevasf, segundo dizem, seria o órgão mais cobiçados entre eles, uma vez que a Chesf fica sob a jurisdição do Ministério das Minas e Energia e quem deve bater o martelo sobre o assunto é o ministro Fernando Filho, do PSB.O governo interino do senhor Michel Temer faz alguns movimentos curiosos. Ora fala numa redução drásticas dos cargos de DAS, ora cria novos cargos para satisfazer aos interesses dos seus apoiadores.Por diversos momentos, manifestamos nossa opinião a esse respeito aqui pelo blog.  

Algumas medidas, como, por exemplo, a redução das concessões de utilização dos jatos da FAB para o deslocamento da presidente afastada Dilma Rousseff, além da suspensão temporária dos cartões de suprimento que abasteciam o despensa do Palácio do Planalto, em nada altera o rombo nas finanças da máquina pública federal, o que foi logo entendida como medida retaliativa gerando um desgaste absolutamente desnecessário para o governo interino. Se não foi ele mesmo que determinou a medida, Temer bem que poderia demitir o assessor que o aconselhou, porque, ao que se sabe, a presidente afastada fez o maior sucesso nos voos comerciais. Melhor seria, portanto, que ele tratasse mesmo de medidas eficazes para reduzir o rombo de 170 bilhões das contas públicas, ao invés de se preocupar com as despesas do Palácio do Planalto, entre Dilma e alguns assessores. 

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