sábado, 4 de junho de 2016

Governo interino de Michel Temer corta até a comida do Palácio do Planalto.



Estamos vivendo um momento político muito delicado no país. No Senado Federal instaurou-se uma espécie de Tribunal de Exceção disposto a degolar sumariamente a presidente Dilma Rousseff, sequer sem o inalienável amplo direito de defesa. De preferência, o mais rápido possível, sem chances de que ela possa recuperar-se das investidas de corte golpista ou o governo do interino comece a fazer água, enredado nas mais cabeludas falcatruas da nossa política. Cai um ministro a cada semana. Desta vez foi Fábio Medina Osório, da Advocacia-Geral da União.  

Na semana passada, o governo interino conseguiu a aprovação das medidas que concedem aumentos salariais aos servidores públicos da União, dos três poderes. Alguns desses aumentos estavam previstos e acordados desde o Governo da Presidente Dilma Rousseff, como aquele que estava previsto para algumas categorias do Executivo, na ordem de 5% a partir de agosto de 2016 e 5% a partir de janeiro de 2017. O que deve impactar mais a Folha de Pagamento são os aumentos concedidos aos servidores do Poder Judiciário, acima de 40%. O teto salarial é o dos ministros do STF, que passam a receber um salário acima dos R$ 39 mil reais. 

Há uma polêmica muito grande em torno desses aumentos salariais. Primeiro, porque estamos diante de um rombo de 170 bilhões nas contas públicas, o que recomendaria prudência neste momento delicado da economia. O outro dado é o aumento do Judiciário que, segundo dizem, teriam colocado este poder no "Fora, Dilma", quando ela o vetou. O contraditório e mesquinho nisso tudo, entretanto, foi o corte do cartão de suprimento do Planalto, que permitia a Dilma Rousseff abastecer a sua despensa. O grave aqui é que a alegação do presidente interino não seria, naturalmente, na linha da contenção de despesas, mas uma preocupação com as "prerrogativas" da ex-presidente, que estão sendo avaliadas pela justiça. Ou seja, mais uma medida de assédio. A medida dá uma dimensão da "estatura" desse governo. 

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