segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Editorial: O DOI-CODI está de volta. Mas que DOI-CODI?



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Esta semana, membros do Exército Brasileiro chegaram a admitir que, de fato, o capitão Willian Pina Botelho, era um infiltrado nos movimentos de protestos contra o Governo Geraldo Alckmin, em São Paulo. No jargão militar, fazia uma espécie de "paquera", sobretudo entre as "meninas de esquerda", que não resistiam ao seu charme. Neste trabalho de monitoramento, vários nomes de pessoas que integravam os protestos foram "entregues" pelo capitão Willian e estão encrencados até hoje, notadamente neste momento de absoluta insegurança jurídica, característica de um Estado de Exceção, onde o direito é aplicado consoante as "conveniências" de ocasião. 

Como se a volta desse "monstro", que nos períodos mais intensos de repressão, lhes são creditadas 60 mortos, 19 desaparecidos e dezenas de torturados não fosse ainda suficiente, o que surpreende neste caso são as ligações do senhor Willian com velhos conhecidos do ancien regime militar, notadamente da chamada "comunidade de informação". Willian residia num apartamento que pertencia ao também capitão Manoel Morato de Almeida, figura conhecida daqueles tempos de obscurantismo, embora, de acordo com o jornalista Élio Gaspari, o DOI-CODI de Manuel Morato não seria aquele mesmo do delegado Antonio Fleury. Gaspari assegura que ambos não passavam daquela fase da "paquera", nunca chegando aos finalmente. Outros ficavam encarregados do serviço "sujo". Será, Élio? (...)

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