sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Editorial: Primavera Secundarista - que belo exemplo dos estudantes.



Mesmo entre os analistas políticos, não havia um consenso sobre como seria esboçada a resistência a este golpe institucional ora em curso no Brasil. Este é um golpe de "novo tipo", com suas especificidades, comendo nossas entranhas, assim como um câncer em estágio de metástase, mas com aquela aparência de normalidade democrática que os seus patrocinadores insistem em demonstrar. Para alguns desaviados, até mesmo o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff poderia ser creditado na conta da solidez de nossas instituições democráticas. Claro que aqueles que se colocam do lado da luta pela democracia não estão de braços cruzados, mas o rolo compressor golpista, conforme afirmamos desde o início, foi muito bem engendrado. Nessas últimas eleições municipais, por exemplo, depois de um rigoroso massacre midiático, as forças do campo progressistas saíram ainda mais fragilizadas. 

A base parlamentar que dá sustentação aos golpistas, por outro lado, assegura vitórias sucessivas às suas medidas no Legislativo. Por ali seria outra batalha perdida. Uma #PecdoFimdoMundo, como a 241, passou em primeira votação sem maiores crises de consciência entre os parlamentares. Suas consequências são desastrosas para as políticas públicas em áreas estratégicas e constitucionalmente inerentes ao Estado, como saúde e educação. Consequências tão nefastas que parece ter acordado a estudantada, naquilo que já está sendo conhecido como "Primavera Secundarista", que já conta com a ocupação de 1154 escolas em todo o país. 


(Conteúdo exclusivo, liberado apenas para os assinantes do blog)

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