quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Editorial: A queda de braços entre a ministra Carmem Lúcia e Renan Calheiros, o moralista.


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Em duas ocasiões, o cientista político Michel Zaidan Filho, em artigos publicados aqui no blog, ironizou algumas atitudes tomadas pelo senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal. Numa dessas ocasiões, ele fez referências aos famosos implantes de cabelos do senador - realizados aqui no Recife - que, segundo informou-se depois - pelo menos as viagens de deslocamento - poderiam ter sido custeados pelo erário. Nesta ocasião, o cientista político usou a expressão: até a sua cabeleira é falsa. Num outro momento, este até mais delicado, dizia respeito à suposta "indignação" do senador quando ocorreram aqueles episódios entre a Polícia Federa e a Polícia do Senado Federal, quando ele invocou a questão do "abuso de autoridade", na percepção correta do professor bastante "relativo", uma vez que a violação de direitos passou a ser uma rotina no país e o senador, como presidente da "Câmara Alta", manteve-se omisso. 

Mas, as contradições do senhor Renan Calheiros parecem não parar por aí. Ele agora resolveu posar de paladino da moralidade, uma espécie de ombudsman da república, envolvido numa cruzada legal para criar uma legislação que coíba o abuso de autoridade. Na realidade, trata-se de algo bem mais expansivo que isso, ou seja, o que se pretende, na realidade, é  tolher a capacidade de ação dos órgãos de repressão aos crimes de colarinho branco, preferencialmente anistiando alguns gatunos envolvidos na Operação Lava Jato. Naturalmente, aqueles que estiveram articulados na engrenagem do golpe institucional que afastou a presidente Dilma Rousseff do poder. Se se tratasse apenas de uma legislação que punisse com rigor o abuso de autoridade, aí sim, pontualmente, ele até poderia ter razão. Na realidade, desde de sempre, estamos lidando com um governo de "bichados". Renan responde a 12 processos e o senador Romero Jucá, que é o líder do governo naquela Casa Legislativa, a 07 processos no STF.(...) 

(Conteúdo exclusivo, liberado apenas para os assinantes do blog)

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