sexta-feira, 19 de maio de 2017

O governo foi devastado

O governo foi devastado

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A leitura dos jornais, a A a Z, mostra o Governo de Michel Temer devastado como Hiroshima após a bomba.
No Estadão, a tucanérrima Vera Magalhães, diz que nem a “imunidade temporária” do cargo presidencial salva Temer e a “Coluna do Estadão” dá conta que o PSDB já ser reuniu e, com o cadáver presidencial insepulto já tratava de quem colocar em seu lugar. Teriam chegado à conclusão que seria a Ministra do STF, Cármem Lúcia, que problemas que presidente seja escrito no feminino com a e nenhum problema em que se eleja sem votos.
A inefável Eliane Cantanhêde faz aquele “ai, Jesus” chocado com tudo o que ela já sabia que ocorria, porque Temer sempre foi bom em outras atividades além dos romances e das risadas com as quais ambos, outro dia, se divertiam.  E deputados e senadores, muito guapos e dignos para derrubar a presidenta eleita com o voto popular agora são, para ela, um terror para elegerem quem ficará no lugar de Temer.
Em O Globo, já na primeira página, a sua legião de porta-vozes editoriais dá a senha do fim. Merval, o Richelieu  do Jardim Botânico, admite que “Temer não tem mais condições de governar” e já estende o conceito aos presidentes da Câmara e do Senado, investigados na Lava Jato. Merval surpreende-se que “com toda a responsabilidade que lhe pesava nos ombros, num momento crucial da vida nacional, Temer continuasse a agir como o acusam  de ter agido em toda sua vida pública”.
E, cá comigo, é que me surpreendo que Merval se surpreenda por bananeira dar bananas.
Numa coisa, porém, concordamos: esta aí não dá mais cacho.
Noblat já não se lembra de achar que Temer “é até bonito” e propõe a saída de Temer por renúncia, depois de cassada a chapa com Dilma no TSE. Mas tem lá suas dúvidas que o “bonitão” tenha grandeza para isso.
Da Folha, trato num próximo post. E em outro, da repercussão mundial.

(Publicado originalmente no site do Tijolaço)

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