A eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados guarda algumas características bem particulares. Trata-se de uma dinâmica bem distinta de outras eleições. Não raro ocorrem algumas surpresas por ali, como um azarão, aparentemente sem chances, que se agiganta no momento da votação, assumindo o posto de comandante daquela Casa Legislativa. É uma eleição que se define nas alcovas, nos cafezinhos do buraco fundo, nos acordos entre os cavalheiros, onde são negociados os nacos de poder, entre outras benesses. Como a imprensa, em geral, não tem acesso a essas informações, por vezes alça este ou aquele como favorito e acaba se equivocando.
Durante muito tempo, o nome do deputado federal baiano, Elmar Nascimento, foi apresentado como o favorito de Arthur Lira para sucedê-lo na presidência daquela Casa. Recentemente, Elmar Nascimento ganhou o concurso do eventual apoio do MDB ao seu projeto, articulado a partir do apoio do União Brasil à reeleição do prefeito Ricardo Nunes, em São Paulo. Mesmo assim, sugere-se que suas chances não sejam das melhores, quando comparada ao pastor Marcos Pereira, deputado vinculado ao Republicanos, vice-presidente daquela Casa.
Marcos Pereira vive um dilema em relação ao apoio do Governo Lula. Busca o apoio do governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, articulação que já contou até mesmo com a participação do Ministro Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos. Em princípio, apoiá-lo seria interessante para o Governo, conforme algumas avaliações iniciais. Afinal, trata-se de um evangélico, segmento do eleitorado que não se bica com o PT. Por outro lado, como apoiar um nome que conta com o aval do eventual adversário do PT em 2026? Neste introito, Lira faz mistério sobre o nome que conta com a sua unção. Correndo por "fora", mas com o apoio da oposição - o que não pode ser desprezado - o deputado federal Altineu Côrtes, do PL do Rio de Janeiro.
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