| Crédito da Foto: Agora Alagoas. |
Repercute bastante nas redes sociais um vídeo onde o deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, aparece comentando uma cena, num supermercado, onde o centro das atenções é uma peça de picanha. Todo o cenário e as falas fazem alguma referência às promessas de Lula, desde as eleições de 2022, quando disputou o terceiro mandato, afirmando que a tão sonhada picanha iria voltar ao prato dos brasileiros. Definitivamente, não voltou. O corte da carne bovina continua muito distante da mesa dos brasileiros comuns, exceto, talvez, para um grupo minoritário, protegido das oscilações da economia. Mas as promessas de Lula foram dirigidas àquele eleitor de baixa renda, um grupo que sempre sufragou seu nome nas campanhas eleitorais.
Ainda hoje é onde se situa o grande contingente eleitoral do petista, a despeito de algumas oscilações. Acreditamos que a picanha não deve entrar no cardápio dessas eleições. Ficaria muito complicado para Lula prometê-la de novo. Não como promessa de campanha. No que se refere à peça de crítica ao presidente Lula, que concorre à reeleição, no entanto, estima-se que o vídeo possa ser muito bem explorado, causando algum estrago à imagem do petista. A picanha é a estrela principal do vídeo, mas há referências ao custo de vida do período de governo, onde se pergunta o que poderíamos comprar hoje com R$ 100 reais. Em termos de proteínas, talvez dois quilos de osso do patinho e os ingredientes para se fazer uma sopa. Pelo menos o intestino agradeceria o reforço de colágeno.
O vídeo de Nikolas Ferreira, como sempre, já alcançou milhões de visualizações. Os caras que trabalham com esta estratégia de comunicação são muito bons. Sugere-se que o perfil do parlamentar tenha "caído" ou saído do ar alguns dias antes do lançamento do vídeo, exatamente para ampliar o seu alcance. É tudo muito bem pensado. Uma verdadeira peça de picanha, temperada com sal grosso, assada na brasa, envolvida na farinha de mandioca e servida ao algoritmo numa bandeja, que trata logo de viralizar o vídeo, entregando-o a milhões de internautas. Há bolsonaristas afirmando que isso poderá produzir danos irreparáveis à campanha do petistas. Como se trata de parte interessado, convém esperarmos mais um pouco.

