Já não fosse o suficiente as especulações envolvendo o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", o PT amanhece no dia de hoje diante de algumas condições preocupantes. As previsões pessimistas dos economistas sobre os rumos da nossa economia parece que estão se confirmando muito antes do esperado. Grandes marcas do mercado varejista estão pedindo falência, a exemplo da famosa Casas Bahia. E não é a única. Na corrida presidencial, os dados da última pesquisa de intenção de voto apontam para um rigoroso empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e o bolsonarista Flávio Bolsonaro. Na margem de erro, eventualmente, Flávio já pode ter ultrapassado Lula: 46 a 45. Em São Paulo, o colégio eleitoral mais disputado do país, as novas pesquisas apontam para uma eventual vitória do governador Tarcísio de Freitas ainda no primeiro turno.
Na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal, a situação, que antes favorecia os nomes de Simone Tebet e Marina Silva, agora favorece a oposição. Guilherme Derrite já assume a dianteira nas pesquisas para a Casa Alta. A eleição para o Senado em São Paulo era tido, até bem pouco tempo, como favas contadas para a direita bolsonarista. O outro nome que se previa que fosse lançado ali, além de Derrite, seria o do próprio Flávio Bolsonaro. Ontem líamos os nomes que estão na suplência de Simone Tebet e de Marina Silva. Uma verdadeira miscelânia ideológica, segundo dizem, considerando-se a p0ssibilidade de uma vitória de ambas e um eventual convite para assumir um ministério no Governo Lula 4. Muito difícil se contrapor a uma vitória de Derrite naquela praça, por inúmeras razões. Secretário de Segurança do Governo Tarcísio, ligado às forças de segurança do estado, militar, ancorado no "medo" do crime organizado sentido pela população.
Vamos em frente. Aguardemos as novas pesquisas para se saber, com mais convicção, quais os rumos que estão tomando aquelas eleições. No momento a tendência não é favorável. Se Tarcísio, por exemplo, liquidar a fatura no primeiro turno poder ser um desastre para o PT no maior colégio eleitoral do país. Em Minas, a situação também não é das melhores. Sabe-se das dificuldades do nome de Patrus Ananias na disputa. Muito bem posicionado nas pesquisas, Cleitinho já disse que o seu nome ao Planalto é o de Flávio Bolsonaro, independentemente do humor do dirigente nacional da legenda, o pastor Marcos Pereira.


