Acreditamos que o primeiro petista a tratar publicamente sobre este assunto foi o Presidente Nacional do partido, Edinho Silva, que acabou confessando, em entrevista concedida ao Estadão, que o PT errou em não apoiar a CPI do Banco Master. As investigações do rombo bilionário do Banco Master - entre aqueles atores que defendem e aqueles que fogem das investigações como o diabo foge da cruz - estão se tornado o grande divisor de águas em Brasília. Conforme afirmamos no dia de ontem, a rejeição do nome do Advogado-Geral Jorge Messias para o STF foi um reflexo dessa queda de braços, envolvendo possivelmente atores dos Três Poderes da República, unidos em prol da não instauração dessa CPI.
A impressão que passa é que, o raciocínio de Edinho Silva é que, lá atrás, quando o assunto começou a ser ventilado, o PT deveria apoiar tal CPI. Agora, na ressaca da rejeição do nome de Jorge Messias, membros do partido, a exemplo de Gleisi Hoffmann, começam a cobrar a instauração da CPI do Master. Na realidade, depois do que ocorreu com a CPI do INSS e, logo em seguida com a CPI do Crime Organizado - cujos relatórios foram solenemente rejeitados - as CPI's perderam importância por força das circunstâncias, ou seja, foram esvaziadas inclusive quando começaram a mexer com o vespeiro do Banco Master, dando mais um reforço à nossa argumentação no início deste texto.
Conselheiros mais próximos do presidente Lula aconselham que um rompimento com Davi Alcolumbre se impõe por força das circunstâncias. Sugerem não haver nenhuma dúvida de que ele integrou a articulação pela rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. O Centrão nunca colocou os dois pés numa única canoa. Se há uma expectativa de poder na outra canoa, eles pulam dentro, com uma capacidade incomum de farejar expectativas de poder. É isso o que está ocorrendo. Hoje mesmo já líamos matéria acerca de uma eventual movimentação de Davi Alcolumbre no sentido de tornar-se vice de Flávio Bolsonaro.
