pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
Powered By Blogger

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Editorial: A interiorização do crime organizado


Comentar sobre a "interiorização" do crime organizado, quando que sabe que organizações como o PCC já atuam em diversos países do mundo, constituindo-se numa espécie de multinacional, pode parecer até algo desatualizado. A verdade é que eles estão em todas. Do tráfico de drogas para a Itália até aos garimpos ilegais dos rincões da Amazônia, alguns em terras indígenas, com prejuízos ambientais e humanos colossais. Atuam no parlamento, no judiciário, no executivo em todos os níveis, até de forma "legal" vencendo licitações públicas, utilizando-se de CNPJ. É assim de São Paulo até Cabedelo. O termo "interiorização" aqui é apenas para fazer alusão às recentes operações policiais realizadas entre os estados que hoje apresentam os índices mais críticos da presença do crime organizado, entre eles a Paraíba. 

São cada vez mais recorrentes as incursões de operações do crime organizado em cidadezinhas antes pacatas, do interior, com registro, inclusive, de mortes violentas e brigas entre facções. O fenômeno se constitui apenas numa capacidade do crime organizado adaptar-se a inúmeras realidades, bem como se contrapor às investidas das operações policiais nos grandes centros urbanos ou metropolitanos. Quem imaginaria, há alguns anos atrás, a presença ostensiva de facções do crime organizado com atuações efetivas em regiões como Tejucupapo, São Lourenço, Pontas de Pedra, na região de Goiana, Litoral Norte do Estado? 

Regiões históricas, com a presença forte, como é o caso de São Lourenço, de comunidades quilombolas. Escrevemos até um romance sobre a Comunidade Quilombola de São Lourenço, que costumávamos visitar, com regularidade, com os nossos alunos e alunas. Bons tempos aqueles, cuja única preocupação era com a caldeirada da Irene ou  com a comida de santo, gentilmente servida pelas religiões de matriz africana da localidade. Três fatores explicam essa presença do crime organizado em cidades interioranos. Se pudéssemos resumi-los: ausência do Poder de Estado. Estruturas policiais frágeis; menor capacidade de investigação; presença reduzida do aparelho de Estado. 

Na ilustração acima, a Comunidade Quilombola de São Lourenço, com destaque para a igrejinha onde começamos a nossa preleção com a turma. Exatamente com o propósito de descontruir essa questão do preconceito religioso, não paramos por aí. Depois vamos visitar um assento de Jurema Sagrada, almoçamos num terreiro de umbanda e, já no finalzinho da tarde, ainda acompanhamos um culto evangélico.

Editorial: Renan Santos no radar do Datafolha



Há uma grande expectativa em torno da nova pesquisa do Instituto Datafolha, sobre a disputa presidencial de 2026, que deve ser divulgada nas próximas horas. Pelo andar da carruagem política, mantida as circunstâncias atuais, muito dificilmente a candidatura de Flávio Bolsonaro se manterá de pé. Os dirigentes do PL informaram que o tal do ultimato dos 15 dias não estava relacionado às eventuais denúncias que envolvem o candidato, mas em relação à reação dos eleitorado, que pode ser aferido logo mais com a divulgação da pesquisa do Datafolha Na realidade, não há como separar um coisa de outra, entendendo que uma coisa reflete necessariamente sobre a outra. 

O problema são os arranjos dentro da direita bolsonarista em relação ao assunto, uma vez que o capitão já determinou que o seu herdeiro político seria o senador Flávio Bolsonaro. Uma candidatura que, aliás, que já começou com uma série de problemas, mas o eleitor bolsonarista renhido foi capaz de tolerar. Na realidade, de um modo geral, o país está órfão de candidaturas que respondam, neste momento, aos graves problemas que o país enfrenta, um encilhamento montado por esta armadilha da polarização. A questão que se coloca neste momento é como ficará a dinâmica da disputa com uma eventual queda da candidatura de Flávio Bolsonaro, seja em relação à capilaridade junto a um eleitorado bolsonarista consolidado, seja mesmo, em última análise, uma desistência. 

Aqui, várias hipóteses estão sendo lançadas, uma  vez que temos muitas opções à direita. Direita mais moderada, direita mais radical, direita para todos os gostos. A esquerda é luladependente. Uma dessas possibilidades é uma migração para a candidatura de Renan Santos, nem tanto pelas suas propostas, mas, sobretudo, pelo espaço que ele vem conquistando com sua atuação pelas redes sociais, algo que ele domina muito bem e isso pode fazer a diferença, conforme as últimas eleições demonstraram, inclusive no Brasil. Renan é aquele candidato que atua na fadiga do PT e no desgaste da grande família. 

______________



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557


_______________


Charge! Aroeira via Brasil 247

 


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Editorial: Delações insuficientes


Pelo andar da carruagem política, a Polícia Federal já trabalha com a rejeição da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, assim a do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A razão é simples. Essas delações não estão acrescentando absolutamente nada ao que a PF já sabe sobre esse enredo nebuloso, traduzido não apenas como a maior fraude do sistema financeiro brasileiro, mas interligado a uma rede de maracutaias de toda ordem. Vorcaro voltou a cumprir pena numa cela comum, em condições absolutamente distinta da cela que ele ocupava na sede da Polícia Federal, em Brasília. Há um consenso de que a proposta de delação premiada não será aceita, mesmo com as rasuras e emendas. 

Ele nunca chega ao que se pretende, ou seja, facilitar as investigações da Polícia Federal, apontando as autoridades compradas com recursos fraudulentos, entre outros "detalhes" sobre os quais a PF está debruçada. Certamente tem dado mais trabalho, mas a PF aprofunda as investigações mesmo se a colaboração do ex-banqueiro. Dizem que ele tem reclamado bastante, se sentindo abandonado. Acossado, tudo é possível. Inclusive nada. Ele sabe muito, mas não deseja falar. Será que vai aguentar o tranco de uma prisão comum? Muito improvável. Na outra margem do rio, mas não tão distante, a PF aprofunda investigações que corroem, a cada dia, a sustentabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro. Num dia são os diálogos sobre o financiamento do "Dark Horse"; no outro, os encontros negados;  depois, o escândalo do REFIT; e, agora, supostas emendas para favorecer gente ligada à morte de Marielle Franco. Uma tempestade perfeita. 

É pressão de um lado e do outro. Toda a direita está tentando tirar proveito deste momento difícil da candidatura do representante do bolsonarismo na disputa presidencial de 2026. Enquanto ele é cobrado pelos seus pares, candidatos como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos tentam ocupar este vácuo. O mais ousado de todos é o candidato do Missão, Renan Santos, um candidato que já aparece no retrovisor das pesquisas de intenção de voto sobretudo em razão de sua comunicação com o eleitorado mais jovem, que acompanha esses movimentos pelas redes sociais, onde ele tem forte penetração. 

_______________



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

Editorial: O ultimato a Flávio Bolsonaro


Já faz algum tempo que a verdade foi completamente relativizada e passamos a viver das narrativas, que se replicam continuamente, mesmo quando não procedem. O cérebro tem dificuldade de buscar a verdade dos fatos, as implicações jurídicas de propagar inverdades, as consequências reais dessas atitudes em relação às vítimas atingidas, daí o perigo dessas narrativas. Causava neste editor um profundo desconforto - quem acompanha o blog sabe disso - as narrativas de membros do PT durante os trabalhos da CPMI do INSS, tentando jogar na conta do bolsonarismo a responsabilização do escândalo do roubo dos aposentados e pensionistas, quando se sabia primariamente, que estávamos lidando com um escândalo sistêmico, estrutural, de longas datas, sem viés ideológico. 

Passamos a imaginar quantos outros ouvintes sentiam o mesmo desconforto com a desonestidade dessa narrativa. A investida de membros do Governo no sentido de propor uma CPMI do Master neste momento é simples. O escândalo também pode ser associado ao bolsonarismo, principalmente depois que vieram à público os tais diálogos cabulosos. Desta vez seria o Bolsomaster, um expressão simples, fácil de decorar, que pega com facilidade, não exigindo muito esforço dos neurônios, principalmente no calor de uma campanha eleitoral. O esquema urdido pelo ex-banqueiro, atingiu atores e instituições dos Três Poderes da República. Trata-se de um enredo nebuloso, assim como o escândalo do INSS, também sistêmico, com suspeita de ramificações até com o crime organizado. 

A situação de Flávio Bolsonaro é bastante complicada. Seu nome poderia ser associado a outro escândalo no Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo. Aliados já teriam sinalizado que ele teria alguns dias para tentar se recuperar da refrega, sob pena de se passar a pensar, concretamente, numa outra alternativa de candidatura. Nomes como Ronaldo Caiado e  Romeu Zema já tentam ocupar este vácuo político. Num encontro dos prefeitos, ocorrido em Brasília, um dos candidatos ao Planalto chegou a sugerir que, se o indivíduo tem seu nome associado ao banqueiro Daniel Vorcaro não pode pleitear ocupar a Presidência da República. 

____________



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557










quarta-feira, 20 de maio de 2026

Editorial: Real Time Big Data aponta empate técnico entre Ciro e Elmano no Ceará.



Quem acompanhou o lançamento da pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao Governo do Estado do Ceará, que ocorreu no último dia 16, no simbólico bairro do Conjunto Ceará, sabe que ele não está para brincadeiras. Ele vai para cima, com chances reais de ocupar a cadeira do Palácio da Redenção a partir de janeiro de 2027. Hoje ele está anunciando que chega ao Cariri, no dia 22, para abraçar os eleitores da região. Ele vem mantendo o ritmo de campanha que o  coloca numa vantagem competitiva até agora em relação ao candidato do PT, Elmano de Freitas. O Ceará enfrenta um gravíssimo problema de segurança pública e o "medo" será o grande eleitor de 2026. 

Os analistas advogam que, se ele mantiver este ritmo de campanha, ninguém tira a eleição dele. O Ceará, a despeito dos problemas, é uma arena emblemática para o PT no Nordeste. Ali se espera que o partido aposte todas as suas fichas na eleição de um aliado. Até mesmo a substituição de Elmano por Camilo Santana passou a ser cogitada. Não sabemos se por iniciativa pessoal ou por orientação dos seus marqueteiros, Ciro Gomes vem nacionalizando a campanha, com ataques duros ao PT. Camilo Santana deixou o Ministério da Educação para a ajudar no projeto de reeleição de Lula, mas se sabe nas entrelinha que ele focará mesmo na disputa do Ceará, onde já está engajado na campanha de Elmano de Freitas. Numa disputa direta com Ciro ele equilibra o jogo. 

Hoje, 20, porém saiu uma pesquisa que dá um certo alento aos petistas. Nesta pesquisa, Elmano de Freitas aparece em empate técnico com Ciro Gomes no primeiro e no segundo turno, numericamente à frente, inclusive. Nenhum questionamento aqui em relação aos dados apresentados pelo instituto, mas cumpre fazer uma consideração inevitável. Os dados destoam acerca de uma tendência de favoritismo da candidatura de Ciro Gomes, atestada por pesquisas anteriores realizadas por outros institutos. O mais surpreendente ainda é que a pesquisa foi realizada um pouco depois da confirmação da pré-candidatura de Ciro Gomes, evento bastante concorrido. O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores, por telefone, entre os dias 18 e 19 de maio. A margem de erro é de 2.p.p, com escore de confiabilidade de 95%, registro: TSE\CE- 03509\2026. 

Primeiro Turno: 

Elmano de Freitas(PT)        43%

Ciro Gomes(PSDB)               40%

Segundo Turno: 

Elmano de Freitas(PT)         46%

Ciro Gomes(PSDB)                45% 

Editorial: "Dark Horse", em breve, num cinema perto de você!



A situação do candidato Flávio Bolsonaro pode se complicar ainda mais, a partir de informações que tivemos acesso. Aqui se aplica a máxima dos males que vem para pior. Seus assessores o aconselharam a não manter qualquer contato com um ex-governador enredado até a medulo em investigações da Polícia Federal. O pior é que o tal governador é uma pessoa muito próxima ao candidato. As explicações sobre o contato mantido com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, quando ele já estaria utilizando tornozeleira eletrônica, também não convenceram. Pegou mal e agrava a sua situação diante de um eleitorado que está reagindo negativamente em relação a essas atitudes. A pesquisa do Atlas\Intel, publicada ontem, 19, com repercussão aqui pelo blog, mostra exatamente isso. A boca do jacaré abriu com 7 pontos de vantagem favoráveis a Lula num eventual segundo turno. O Planalto vem explorando as contradições do candidato à exaustão pelas redes sociais.  

Em todo caso, a produção do filme Dark Horse afirma que o filme continua em andamento e será apresentado ao público, independentemente dessas questões de natureza política. Não é bem o nosso caso, mas quem entende de produção cinematográfica afirma que o custo está muito alto para os padrões. Não podemos entrar neste mérito. Vamos aguardar o filme do capitão, que deve estrear, em breve, num cinema perto de você. Isso nos fez lembrar dos antigos cinema de bairro. Aqui no Recife tínhamos alguns deles, a exemplo do Veneza, do Moderno, do São Luiz, do Trianon, do Arte Palácio. Além da capital, alguns bairros também mantinham suas salas de cinema. Hoje eles estão confinados aos Shopping Centers, sem aquele glamour de antes. 

Nos intervalo das sessões, os filmetes do inesquecível Canal 100, com cenas do futebol brasileiro produzidas impecavelmente, com gols em câmara lenta, closes da torcida, dribles e jogadas épicas. Quando essas narrações, com aquela música característica, eram acompanhadas das crônicas do pernambucano Nelson Rodrigues, era mesmo de arrepiar. Estávamos observando que já existe uma grande produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Há livros sobre o seu período na caserna, como ele chegou à Presidência da República e também sobre o seu Governo. "Dark Horse" possivelmente complementa essa biografia.  

terça-feira, 19 de maio de 2026

Charge! Kleber via Correio Braziliense

 


Editorial: Atlas\Intel mostra o efeito "Dark Horse" sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro.



Acaba de sair os números da pesquisa do Instituto Atlas\Intel sobre a corrida presidencial de 2026. Como os próprios trackings do instituto já havia antecipado, o efeito "Dark Horse" já pode ser sentido sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. Não havia a menor dúvida de que isso iria se refletir sobre a candidatura do Bolsonarista, que passa a perder tração ou competitividade neste momento de pré-campanha, permitindo que o petista respire um pouco aliviado, uma vez que melhora seus índices de aprovação e competitividade no pleito que se aproxima. Lula amplia seus escores tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa. Este é um dado dos mais importantes, que pode ser confirmado pela pesquisa do Instituto Datafolha, que deve sair ainda nesta semana. 

O eleitor, mesmo diante das fragilidades das explicações que foram dadas até o momento sobre o assunto, poderia simplesmente ignorar o ocorrido, principalmente nesses momentos de torcida organizada, de polarização esgarçante, de pós-verdade, onde uma mentira dita sobre um adversário é verdade inquestionável e uma verdade sobre um amigo é uma mentira deslavada. Quer dizer, é tudo muito relativo. Neste caso, entretanto, o eleitor resolveu desconfiar dessas narrativas, o que deve ter deixado o Planalto em estado de graça. Na realidade, não há muito o que ser comemorado, uma vez que o jogo ainda está equilibrado e já se pensa na possibilidade de substituição do nome de Flávio Bolsonaro na disputa. 

Na realidade, a candidatura de Flávio vem de uma condição de fragilidades desde o início. Uma candidatura que se sustenta em função de uma polarização política que continua produzindo seus efeitos danosos ao país. É uma candidatura "inconsistente" sob vários aspectos. Um dado que passa a chamar a atenção é o terceiro lugar ocupado pelo pré-candidato Renan Santos, do Missão que vem soltando rojões pelas redes sociais. Renan utiliza de forma magistral as redes sociais e pode surpreender na disputa, principalmente entre os jovens. A pesquisa do Instituto Atlas\Intel foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, com 1p.p de margem de erro, ouviu 5.032 eleitores pela internet  e está registrada no TSE sob o número: BR-06939\2026. 

Primeiro Turno

Lula(PT)    47%

Flávio Bolsonaro(PL)     34,3%

Renan Santos(Missão)     6,9%

Segundo Turno: 

Lula(PT)      48,9%

Flávio Bolsonaro(PL)      41,8% 

____________________



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557




Editorial: Michelle será testada.


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem uma eleição para o Senado Federal praticamente assegurada, concorrendo pelo Distrito Federal. Está claro, desde o início, um eventual conflito de interesses entre a ex-primeira-dama e o clã Bolsonaro. Qualquer esboço de uma tentativa de Michelle no sentido de viabilizar seus projetos políticos, isso logo é desaconselhado por membros da família Bolsonaro. Agora, diante das dificuldades enfrentadas pela candidatura de Flávio Bolsonaro, o nome de Michelle passou a ser aventado por setores do PL como uma eventual alternativa. Ontem, numa declaração, o Eduardo Bolsonaro afirmou que a possibilidade de uma desistência de Flávio é zero. Por outro lado, as articulações políticas do senador ficaram sensivelmente prejudicadas depois que vazaram os áudios dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, enredado no escândalo do Banco Master. 

Numa declaração recente, o senador Ciro Nogueira, um dos principais expoentes do Centrão, aponta que seria prudente que o grupo político se mantivesse equidistante neste momento. Michelle tem um grande potencial eleitoral, isso já foi observado em inúmeras pesquisas de intenção de voto. Muito antes de Flávio se apresentar como o representante do bolsonarismo, Michelle já aprecia muito bem. E a resiliência eleitoral dela permanece. Diante da atual conjuntura, não se sabe se ela terá a mesma performance de antes. Política é como as nuvens, aconselhava a raposa Magalhães Pinto. De repente, o escândalo do Banco Master pode ter o potencial amaldiçoar todos os representantes do bolsonarismo. Ou não. 

Pelo que vem sendo divulgado pela imprensa, a partir das investigações da Polícia Federal, a encrenca é gigantesca, assim como tudo que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os operadores do PL aguardam a sondagem do Datafolha, mas sabem que se oferecerem a legenda a Michelle ela topa na hora e aí teríamos uma mulher concorrendo à Presidência da República no Brasil, um fato inédito. Essa pesquisa vai mostrar também o humor do eleitorado em relação aos áudios divulgados pelo site Intercept.

_____________________  



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

Editorial: Neymar foi convocado por Ancelotti



A crônica política de hoje está repleta de bons temas para o nosso debate cotidiano. Com o desgaste da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, sugere-se que a próxima pesquisa do Datafolha possa testar o nome da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Há versões acerca dos recursos repassados pelo Banco Master para o financiamento do filme "Dark Horse", mas, na realidade, essas versões precisam ser confirmadas através de uma documentação adequada. Uma candidatura em franca ascensão, hoje enfrenta uma crise de confiança junto aos eventuais apoiadores; A Polícia Federal, por sua vez, tomou medidas mais duras em relação à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, transferindo-o para uma prisão comum e restringindo o acesso dos advogados ao seu cliente. Há um consenso entre as autoridades que apuram o caso do escândalo Banco Master  no sentido de que o ex-banqueiro poderia colaborar muito mais. Ele pode se prejudicar sensivelmente, uma vez que a Polícia Federal avança nas investigações e a sua proposta de delação vai se tornando inútil. 

O editorial do Estadão de hoje é sobre a insistência de Lula em reapresentar o nome do advogado e amigo Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O editorialista aproveita para soltar um farpa: nada mudou no currículo de Messias desde então. Realmente não sabemos se ele atualizou o Lattes desde então, mas, mesmo assim, isso não seria suficiente para atender aos requisitos do "notório saber jurídico". No futebol, a grande paixão dos brasileiros, a comemoração da convocação de Neymar foi como se já estivéssemos ganho a copa do mundo, se estendendo por todo o país. A copa começa no próximo mês. O italiano finalmente entendeu que somos uma pátria de chuteiras, como diria o saudoso Nelson Rodrigues. Cada brasileiro é um técnico de futebol e quem escala a seleção é o torcedor. 

Imagina a encrenca em que ele iria se meter se não convocasse o Neymar. Minimiza, assim, suas responsabilidades sobre um resultado não satisfatório na competição. Pelo menos ninguém vai dizer que ele perdeu a copa por não ter convocado Neymar. Em 1978, numa copa do mundo realizada e vencida pela Argentina, o técnico Cesar Luis Menotti deixou Maradona de fora da competição. A Argentina venceu a copa, mas jamais os argentino superaram este trauma. No documentário da Netflix é triste acompanhar o trauma produzido sobre o jogador, que contava então com apenas 17 anos de idade e aquela seria a sua primeira convocação. Mais tarde, em entrevista, Menotti admitiu o grande erro que havia cometido. O pai de Maradona nunca perdoou Menotti por esta atitude. 

_______________________



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557



segunda-feira, 18 de maio de 2026

Editorial: Protestos interditam a PB-008



Acordamos hoje com a notícia da interdição da PB-008, realizada em função dos protestos de bugueiros, que foram impedidos de circular nas áreas turísticas de Barra de Gramame. A interdição foi promovida por índios Tabajaras, de um aldeia que fica próximo à localidade. Arrisco a dizer que Barra de Gramame é um das praias mais bonitas não apenas do Litoral Sul do estado, mas de toda o litoral paraibano. Gramame, na realidade, é um rio que separa os municípios de João Pessoa, capital, e o município do Conde. Quando o rio desagua no mar forma um espetáculo da natureza, capaz de encher os olhos de encantamento. As praias integram o roteiro dos turistas que procuram conhecer e desfrutar as belezas do Litoral Sul do estado. Por razões óbvias, não poderia ficar ausente deste roteiro. 

O município do Conde tem uma longa história vinculada à ancestralidade, traduzida, em parte, na presença de comunidades quilombolas e indígenas. O Quilombo do Gurugi é uma comunidade quilombola reconhecida, que fica logo na entrada da cidade. Ali existe museu comunitário que ainda conserva as características seculares da ancestralidade, construído em taipa. A aldeias dos índios Tabajaras, eventualmente, realizam a apresentações no centro de Jacumã, distrito do Conde, um espetáculo acompanhado pelos turísticas locais. Foram muito felizes os artistas que produziram um painel para esta praia com temas relativos às  tribos locais. Não conhecemos, em sua intereira, os argumentos dos índios para interditarem a presença de bugueiros no local, mas acreditamos que um consenso entre as partes, mediada pelo poder público municipal, possa ser construído. Do contrário, é preservação mesmo. 

Jacumã, principal distrito do Conde, que serve de apoio aos turistas que visitam o Litoral Sul, em épocas passadas, era uma pacata vila de pescadores, que não contava nem com energia elétrica. Hoje, tornou-se uma reduto badalado, sobretudo em razão de suas belezas naturais, imperdíveis para os turistas que estão em João Pessoa. Com o progresso também vieram os problemas hoje recorrentes em todos os balneários brasileiros, como a presença de facções do crime organizado brigando por territórios e espalhando o terror. Este trecho que fica entre o Litoral Norte de Pernambuco e o Litoral Sul da Paraíba está se tornando bastante vulnerável. Há alguns anos atrás quem poderia imaginar que uma praia pacata como Pontas de Pedra pudesse ser alvo da cobiça do crime organizado? 

_____________________


A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

Editorial: Lula vai bancar nome de Messias mais uma vez?


A ideia parece um pouco estapafúrdia, mas começou a ganhar força na crônica política nacional. Supostamente, Lula teria informado a assessores que irá reapresentar o nome do advogado Jorge Messias para o crivo do Senado Federal. Sequer sabíamos que alguém rejeitado numa sabatina pudesse ser reapresentado. A rejeição ao nome de Jorge Messias foi uma das maiores refregas sofridas pelo presidente Lula. Assessores mais diretos dizem que o morubixaba petista soltou fogo pelas ventas quando soube da notícia, como se diz no jargão popular nordestino. Não era para menos. A derrota veio marcada por uma série de simbolismos, entre eles ter sido a única indicação rejeitada ocorrida em 132 anos. 

Já fizemos por aqui uma série de avaliações acerca do episódio, onde tratamos da desarticulação do Governo, a autoconfiança excessiva do Lula e, principalmente, a não leitura correta sobre as jogadas da Oposição, neste caso, ao que se sugere, em articulação com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que sempre defendeu o nome do senador Rodrigo Pacheco para o cargo. Tinha tudo para dar errado e deu. A derrota da indicação de Jorge Messias veio no bojo, inclusive, de uma articulação maior, onde se previa, o cozinhamento de novas indicações até a posse do novo governo, ou seja, Lula poderia perder tal oportunidade se não for reeleito. Mesmo diante de todas essas circunstâncias adversas, começa a se tornar uma realidade a indicação novamente de Messias à sabatina do Senado Federal. Não há momento. Não há timing. Isso em política é fundamental. 

Messias enfrentou uma verdadeira via crucis até chegar à sabatina, onde seu nome foi rejeitado. Nada funcionou bem com esta indicação, embora não estejamos aqui tecendo alguma consideração sobre o indicado. O diálogo foi truncado desde o início. O cenário mudou desde então? Não. Alguém sugeriu que o presidente Lula poderia se empenhar pessoalmente na articulação política, na realidade, superdimensionando a crônica de uma eventual derrota anunciada. Não seria prudente. Pode ser evitada.


____________________



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557


domingo, 17 de maio de 2026

Editorial: O "emocionante" momento do lançamento da candidatura de Ciro ao Governo do Ceará.


Há três estados importantes da região Nordeste onde o PT terá enormes dificuldades de continuar à frente do Executivo Estadual: Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará. Uma autocrítica levaria o partido a admitir que pode ter cometido equívocos na gestão desses estados, a exemplo de permitir um avanço tão significativo de espaços controlados pelo crime organizado ou montar uma estrutura burocrática de gestão com 4o secretarias, como é o caso do Ceará. No tocante à questão da segurança pública, houve um momento em que a Polícia do Ceará foi utilizada para proteger um comboio de moradores que estavam se mudando de suas residências a mando de facções do crime organizado, quando, na realidade, o Estado deveria estar ali para assegurar que a população se mantivesse em suas residências. 

Na Paraíba, um estado que, infelizmente, já enfrenta situações do gênero, a Polícia Militar esteve presente num residencial localizado em Barra de Gramame para assegurar o exercício à cidadania da população, expulsando, na realidade, os faccionados que atuavam do local. A Paraíba já enfrenta um momento crítico, mas o Estado tomou a atitude que se esperava nesta situação e em outras, onde as polícias do estado estão realizando um trabalho excepcional para impedir que o crime organizado se instaure de vez no estado. 2.500 prisões realizada apenas de pessoas relacionadas com o crime organizado; a Operação Trapiche, realizada com o FICCO\PB, polícias Federal e Polícia Penal Federal, realizada na Grande João Pessoal, como desdobramento de operações anteriores. Na mesma semana a PF erradicou uma plantação de 18 mil pés de maconha na região do Cariri e a PRF apreendeu uma grande quantidade de haxixi, avaliada em 7 milhões de reais. 

O lançamento da candidatura do ex-ministro ao Palácio da Abolição foi um momento onde se tornou possível observar que ele irá trabalhar a emoção do eleitor cearense, hoje apavorado em seu estado, como de resto no Brasil, inteiro, uma vez que, segundo pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum de Segurança Pública, 41% da população já convive cotidianamente com práticas e ações do crime organizado. O Governo Federal não irá enfrentar este problema do dia para noite, há poucos meses de uma eleição. É coisa de longo prazo. De imediato já se observam as fragilidades desse plano lançado pelo Governo para o enfrentamento do crime organizado. O Governo fala em coibir o home office do crime organizado nas unidade prisionais. Parece desconhecer que aqui em Pernambuco, a PF desbaratou um esquema de uma unidade prisional onde o próprio diretor estava mancomunado com grupos faccionados, algo de fazer inveja ao Pablo Escolar com a sua Catedral. Nem ele ousou tanto. 

________________




A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. 

Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557




Editorial: Datafolha ainda não mediu o tamanho do estrago à candidatura de Flávio Bolsonaro.


Logo após os diálogos cabulosos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, foram divulgados os números de uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre a corrida presidencial de 2026. A pesquisa, no entanto, foi realizada num período anterior à divulgação dos diálogos pelo site Intercept, não traduzindo, portanto, o humor dos eleitores em relação ao assunto. Nesta pesquisa os dois candidatos aparecem rigorosomente empatados, dentro da margem de erro, num eventual segundo turno disputado entre ambos. 45% a 45%. Nos trackings que foram divulgados pelas redes sociais Lula teria aberto uma vantagem de 7 pontos sobre o seu principal adversário, mas os trackings são aferições diárias realizadas por institutos e órgãos do governo, não cumprindo os rigores legais impostos  pelas autoridades eleitorais para uma pesquisa de intenção de voto. Quem apresentou este dado dos 7 pontos de Lula sobre Flávio foi o Instituto Atlas\Intel. 

O melhor mesmo é aguardar os números das próximas pesquisas realizados pelos institutos. Não duvido que nesta semana já teremos algumas novidades. Agora que os diálogos cabulosos se tornaram públicos, a grande questão agora é  saber quem teria vazados esses áudios para o site Intercept. Os suspeitos estão sendo arrolados e as redes sociais, como sempre, já os elegeram, mas convém manter a prudência necessária em relação ao assunto. O Intercept, salvo melhor juízo, teria o direito de preservar sua fonte. Na realidade, foram inúmeros diálogos cabulosos mantidos pelo próprio banqueiro com inúmeras autoridades da República. O temor deles é que o site tenha tido acesso a outros diálogos comprometedores. 

É impressionante o cardápio de ofertas oferecidos pelo banqueiro para corromper autoridades. Cartões corporativos com gastos ilimitados; presentinhos com imóveis de luxo; festas da cueca com modelos internacionais; degustação de vinhos caríssimos; contratação de escritórios de advogados com remunerações muito acima do mercado; pagamento de mesadas regulares e até financiamentos de filmes. Isso é apenas o que estamos tomando conhecimento neste momento, uma vez que se sugere que o enredo seja ainda mais nebuloso, envolvendo, inclusive, o crime organizado. 



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.
E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557


sábado, 16 de maio de 2026

Editorial: O filme de Lula e o filme de Jair Bolsonaro



Especula-se sobre inúmeras negociações em torno do financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas vamos deixar a Polícia Federal investigar e tirar as suas conclusões. O fato é que Flávio Bolsonaro, finalmente, percebeu que o melhor posicionamento neste momento é abrir o jogo e está até se antecipando a novos diálogos que possam ter sido mantidos entre ele o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Possivelmente trata-se de uma decisão tomada em consonância com o seu staff de campanha, certamente por orientação do seus marqueteiros. Precisamos hoje de escudos de proteção para acessar as redes sociais, com o objetivo de nos proteger contra os dados atirados entre petistas e bolsonaristas, alimentando, assim, a esgarçante polarização política que parece não ter fim e que vem produzindo danos consideráveis às nossas instituições, conforme observa o editorial do jornal O Estado de São Paulo do dia de hoje, 16. 

Especulou-se, por exemplo, a partir de uma determinada publicação, que o filme sobre Lula poderia ter recebido também algum tipo de financiamento do Banco Master. O cineasta americano Oliver Stone precisou se pronunciar a este respeito, desmentindo qualquer ilação sobre o assunto. Ele não recebeu recursos do Banco Master. Esta discussão sobre este ou aquele filme nos fez recordar da década de 50 do século passado, quando o cineasta italiano, Roberto Rossellini, esteve em Pernambuco para fazer um filme sobre o livro A Geografia da Fome, de Josué de Castro. Segundo dizem, estava tudo bem encaminhado, com contrato assinado, definições de atores e tomadas já na cabeça do cineasta do realismo italiano. 

Por razões que se especulam até hoje o filme não foi feito. Temos uma hipótese formada a tal respeito e explicamos isso num romance\ensaio que está em processo de edição. Em suas andanças pela capital, como era de praxe à época, o cineasta foi levado ao Solar de Apipucos para conhecer o antropólogo Gilberto Freyre. Final da tarde, já sem muitas opções sobre o que fazer, alguém sugeriu levar o cineasta para conhecer o Recife antigo, onde ele acabou caindo na gandaia,  depois de ingerir alguns whiskies. O curioso disso é que um cartão do cineasta dirigido às meninas do cabaré de Dona Bombom acabou dentro de um livro vendido num sebo, transformado depois num enredo de um romance do escritor Cícero Belmar. 


___________________

A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.
E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557


Editorial: Medo, o grande eleitor de 2026


O Governo Lula 3 teve mais de três anos para apresentar para a população brasileira um programa muito bem concebido de enfrentamento do avanço do crime organizado no país. O chamado SUS da Segurança Pública enfrentou grandes atropelos, seja na articulação com os entes federados, seja na costura com a Oposição, assim como em relação às divergências sobre suas ações. Agora, às vésperas das eleições de 2026, apresenta um programa, com investimentos de 11 bilhões de reais, mas que todos sabem tratar-se de um programa inconsistente, insuficiente, de cunho marcadamente eleitoral. De acordo com uma pesquisa do Instituto Datafolha, o medo será o grande eleitor das eleições de 2026. 41% da população brasileira já convive em áreas onde se verifica uma atuação ostensiva de facções do crime organizado ou milícias.  

Com ações mais intensificadas de combate ao crime organizado em estados como o Ceará e a Bahia - possivelmente motivadas pelas críticas e proximidade das eleições - grupos faccionados estão migrando para estados como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte. Paraíba e Rio Grande do Norte já entraram num estágio crítico, com a ampliação de territórios controlados por facções, a despeito do enorme esforço empreendido pelas forças policias desses estados. No caso da Paraíba, com uma forte articulação com forças nacionais. Em Pernambuco, é bastante observar os índices de violência em cidade como Petrolina, em função da guerra travada entre  facções rivais. Nas inserções de TV do PSDB no Ceará o ex-ministro Ciro Gomes, que será candidato ao Governo do Estado, promete exatamente enfrentar este "medo" que a população está sentido. Ciro lança sua pré-candidatura logo mais, em evento programado para o bairro Conjunto Ceará.  

O PT vai enfrentar um petardo pela frente. Não adianta ações paliativas em relação a este enfrentamento. Exige-se gestão sistêmicas, estratégia de longo prazo, liderança coordenada. Na Bahia, o problema se repete, com a liderança de ACM Neto, ancorada numa estratégia de marketing político bem elaborada, mostrando sua experiência como prefeito da capital e dizendo ao eleitor o que vai fazer e não apenas atuando no medo da população. Será muito difícil o PT reverter a situação na Bahia como ocorreu em eleições passadas. Mesmo com o timaço entrando em campo, eles vão precisar de muitas orações ao nosso senhor do Bomfim, como fez Jerônimo nas eleições anteriores.

__________________




A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.
E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Editorial: As intimidades reveladas nos celulares de Daniel Vorcaro

Arte de IA sobre foto de Geraldo Majela\Agência Senado\Gazeta do Povo


À medida em que poeira assenta, vão ficando mais desanuviadas todas as implicações relativas ao maior escândalo de fraudes bancárias já ocorridos no país, atribuída ao Banco Master. É sempre bom a gente observar as coisas nas entrelinhas, juntando as peças pacientemente. Os celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro tinham várias barreiras de proteção, algo que levou a Polícia Federal, segundo divulgou-se, a procurar ajuda no exterior para ultrapassar essas barreiras. Os cartões por onde parceiros e políticos realizam suas orgias eram de propriedade do próprio banco ou do banqueiro, evitando que essas pessoas fossem identificadas. Em relação aos recursos destinados ao financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, na realidade, a PF suspeita da possibilidade de tais recursos terem sido destinado, na verdade, à manutenção de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. 

Tudo que envolve Daniel Vorcaro é marcado por inúmeros ardis e somas estratosféricas. É um enredo de filme de terror. Hoje talvez se entenda porque a Polícia Federal sugeriu recusar sua proposta de delação premiada. A PF descobriu muito mais do que ele imagina, daí se entender do que o que ele está oferecendo é insuficiente. Ainda não há uma precisão acerca de como o site Intercep obteve acesso ao diálogo entre Daniel Vorcaro e o candidato Flávio Bolsonaro, embora haja a confirmação de que os diálogos sejam autênticos. Essas coisas vazam com uma velocidade impressionante. Hoje, 15, as redes sociais estão repletas de "discussões" acerca de se identificar, por exemplo, quem é o deputado federal que foi flagrado nu em um vídeo de um celular, supostamente do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele é alagoano.

A semana que se aproxima promete muitas novidades, inclusive na arena política. Os analistas políticos se dividem acerca do impacto do vídeo sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. Alguns acreditam que Lula pode ir preparando o terno de posse no seu quarto mandato, enquanto outros advertem sobre o comportamento previsível do eleitorado brasileiro que, como fez no passado em relação a outras grandes escândalos, possa tão tão somente ignorar mais um escândalo. A candidatura de Flávio, a rigor, já tinha um rosário de acusações que pesam contra ele e se mantinha firme, competitiva. 

________________


A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

Editorial: Coisa de cinema

 


A capa da revista Veja desta semana é sobre a história de cinema envolvendo eventuais financiamentos do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, articulados entre o pré-candidato às eleições presidenciais de 2026, Flávio Bolsonaro, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, autor de uma das maiores fraudes bancárias já ocorridas no país. O caso vem produzindo uma repercussão gigantesca, sendo o principal assunto da crônica política neste momento. Deu até no The Economist. Muitos analistas políticos estão fazendo alguns prognósticos do desfecho deste caso para a candidatura de Flávio Bolsonaro, mas é preciso cautela, principalmente quando se considera o comportamento do eleitorado brasileiro. 

Uma megaoperação de combate ao crime organizado realizada recentemente melhorou sensivelmente os índices de popularidade de um ex-governador enredado até a medula com o próprio crime organizado. Já perdeu o mandato em razão deste envolvimento. Flávio Bolsonaro continua conversando com os correligionários, possando para fotos, negando que a Michelle Bolsonaro pudesse substituí-lo. O planalto continua intensificando os seus tracking, tentando medir a temperatura e os reflexos do escândalo para a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Sidônio Palmeira possivelmente com a prancheta na mão, observando a reação do eleitorado, algo que poderemos aferir a partir da publicação das novas pesquisas de intenção de voto. Flávio derrete ou não? Ficamos na dúvida.

Na última pesquisa do Instituto Genial\Quaest o presidente Lula deu aquele respiro dos afogados. Melhorou seus índices de aprovação e superou, numericamente, Flávio Bolsonaro no segundo turno. O episódio que depõe contra a candidatura de Flávio, portanto, ocorreu num bom momento para o petista. Aliado a este fato, as próximas pesquisa também poderão trazer alguns indicadores acerca da repercussão do pacote de bondades que estão sendo implementadas pelo Governo, buscando, exatamente, a recuperação da competitividade na disputa. Enquanto houver bambu tem vara, independentemente das consequências. 

__________________


A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Editorial: 6º Fase da Operação Compliance Zero


Hoje a Polícia Federal realizou a 6º Fase da Operação Compliance Zero, que culminou com a prisão do pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, sobre quem pesa a suspeita de continuar operando na organização denominada de "A Turma", utilizando-se de expedientes como troca regulares de aparelhos celulares, assim como procedendo as ligações de outros países, a exemplo da Colômbia, financiando suas operações. A PF suspeita que, mesmo com a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, as operações da "Turma" continuaram. Já se imaginava a dimensão gigantesca da teia de irregularidades que estavam por trás das operações fraudulentas envolvendo o Banco Master. 

Num país como o nosso, não se trata de nenhuma surpresa que essa teia tem atraído tantos agentes públicos nos Três Poderes da República. Em certa medida, é a régua ou medida do que nós somos. Num país mais sério, já seria o momento de fechar o cabaré mas no Brasil eles dão sempre um "jeitinho". CPI's de "conveniência", longe de serem motivadas em defesa do interesse público, políticos legislando para favorecer as falcatruas - caso Master e INSS - ministros ordenando o arquivamento de provas obtidas com um esforço tremendo da Polícia Federal, entre outras espertezas. Não foi por acaso que admitimos, logo cedo, que essa acusação contra o candidato Flávio Bolsonaro possa ser creditada no arsenal da "perseguição política" e, num contexto de polarização esgarçante possa até "colar", principalmente junto ao seu eleitorado cativo, que atinge em média um pouco mais de 40% do eleitorado. 

A direita está dividida e alguns dos seus mais ilustres representantes até tentam tirar proveito da situação. Eduardo Bolsonaro e o Romeu Zema já andam trocando farpas nas rede sociais. Ronaldo Caiado foi mais discreto assinalando que o mais importante ainda é derrotar o PT. O próprio Flávio admitiu ter pedido dinheiro ao banqueiro para a realização do filme sobre o seu pai, Jair Bolsonaro. O áudio é autêntico. Ainda não se sabe com o Intercept teve acesso a ele antes de outros canais. Falou-se que poderia ter sido resultado das perícias da Polícia Federal nos aparelhos celulares do banqueiro, mas a informação não é oficial. 

_________________


A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

Editorial: O diálogo cabuloso entre Flávio e Vorcaro



Hoje, 14, em operação da Polícia Federal, o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi preso. Segundo as primeiras informações, a PF suspeita que ele integrava aquela "turma" que havia prometido arrancar os dentes de um jornalista. Ontem, 13, já no final da tarde, começou a repercutir a divulgação de um áudio onde o pré-candidato às eleições presidenciais de 2026, Flávio Bolsonaro, aparece pedindo a quantia de 61 milhões de reais ao banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de um filme sobre o seu pai, Jair Bolsonaro. Durante o diálogo, Flávio Bolsonaro relata ao banqueiro as dificuldades com as faturas que precisam ser pagas com o objetivo de viabilizar a película. 

Ainda no dia de hoje teremos novas repercussões deste fato, mas já podemos tirar algumas conclusões depois que o próprio Flávio confirmou o diálogo e inúmeros órgãos de imprensa assegurarem a autenticidade do áudio obtido pelo site Intercept. É o que no jargão popular é conhecido como batom na cueca. Ontem mesmo o staff de campanha do pré-candidato teria se reunido para avaliar os danos colaterais produzidos pelo escândalo, com potencial, inclusive, de sepultar o seu projeto de tornar-se presidente da República Federativa do Brasil. A análise é feita tomando como parâmetro os princípios republicanos, mas no Brasil de uma polarização política esgarçante tudo é possível, inclusive nada. 

O PT já se movimento para instaurar uma CPMI do Banco Master, algo que abominava no início, com o objetivo de jogar o escândalo da maior fraude bancária do país no colo do bolsonarismo. Esta mesma CPMI que, num determinado momento político, o partido fez gestão para não aprová-la. A equação indica claramente as motivações do partido, que não são motivações republicanas. Ontem o Planalto conseguiu subir um pouco à superfície e dar aquela respirada do que estão se afogando. A pesquisa do Instituto Quaest mostra uma melhoria da avaliação de Lula, mesmo que pontual ainda; o "teto" de Flávio Bolsonaro - com uma torcida pela queda depois dos diálogos cabulosos -; e a vantagem numérica de Lula sobre Flávio num eventual segundo turno. 


__________________

A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557



quarta-feira, 13 de maio de 2026

Editorial: Ciro lança candidatura no Conjunto Ceará


A pauta de hoje, dia 13, a rigor, está até bem movimentada, com uma nova pesquisa do Instituto Quaest sobre a disputa presidencial e a avaliação do Governo Lula, assim como as repercussões em torno do "novo" plano de segurança pública para o enfrentamento do crime organizado. Já íamos esquecendo aqui da extinção da taxa das blusinhas - no bojo desse pacote de bondades pré-eleitoral - medida com o potencial de prejudicar os produtores locais, gerando desemprego no setor têxtil. Em relação à pesquisa, nada a comentar, exceto o fato de que Lula ultrapassou Flávio num eventual segundo turno, mas tudo dentro da margem de erro, ou seja, 42% a 41%. 

Depois de evitar a arapuca- e a tentação, registre-se - de mais uma candidatura presidencial, o ex-Ministro Ciro Gomes lança sua candidatura ao Governo do Ceará, no próximo dia 16, no Conjunto Ceará, em Fortaleza, tradicional reduto político do candidato. Ciro mantém com este bairro uma relação afetiva, desde as décadas de 80 e 90, quando ainda era prefeito de Fortaleza. Como prefeito, Ciro fez vários investimentos de infraestrutura no bairro, tornando-se uma referência de gestor público para os moradores locais. Não sabemos em que circunstâncias, mas o próprio Ciro admite que a sugestão para que ele assumisse uma candidatura ao Governo do Estado surgiu neste bairro. 

Ciro é meio doido, como ele mesmo admitiu. Quase aceitava a proposta de Aécio Neves para mais uma candidatura presidencial. Seria um melhor presidente do que as opções que estão sendo oferecidas aos eleitores neste momento. Mas, por algum motivo,  a centrífuga da polarização continua produzindo seus efeitos danosos para o país. A batalha pelo Palácio da Abolição poderá se tornar, com certeza, a campanha mais renhida que Ciro Gomes já enfrentou. Mantida a candidatura de Elmano de Freitas, ela terá toda a carga de apoios do Planalto. Se, mesmo assim, ele não reagir nas pesquisas de intenção de voto, sugere-se que Camilo Santana poderá entrar na disputa, tornado o pleito equilibradíssimo, disputado voto a voto.


__________________ 


A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.


E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557






Editorial: Alcolumbre ainda está amuado com Lula


Política é feita de gestos. A ausência de um político em determinada cerimônia oficial é logo observada pela imprensa, daí se tirando as conclusões inevitáveis. Se deixou de comparecer é porque fez uma desfeita com o anfitrião. Se não foi convidado é porque o prestígio está em baixa. Ontem, 12, em dois episódios, o lançamento do programa de enfrentamento ao crime organizado do Governo Federal, assim como na posse de Nunes Marques no TSE, o comportamento do Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, foi observado pelos atentos repórteres. Alcolumbre, embora convidado, preferiu não comparecer ao lançamento do programa do Governo Federal. Foi à posse de Nunes Marques, mas não teria conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Por razões que interessam a ambos, este distencionamento deve ocorrer. O Governo optou por não entrar num confronto direto, mas, ao que sabe, mandou averiguar os cargos indicados pelo presidente do Senado Federal no segundo escalão do Executivo. Hoje, 13, o jornal O Estado de São São Paulo traz uma matéria sobre o PCC, apontando como esta organização cresceu desde 2o12. Hoje eles atuam em 14 tipos de negócios, com os seus chefes de departamento, que vão desde a coleta de lixo aos garimpos ilegais na Amazônia, e movimentam algo em torno de 10 bilhões de reais por ano. Ou seja, em apenas um ano eles arrecadam com suas operações todo o montante de recursos destinados a combatê-los.  

Um fato que chama a atenção é que algumas igrejas neopentecostais é hoje um desses "departamentos". Já foram publicados alguns livros tratando especificamente deste assunto. Existe o fato da proximidade geográfica, uma vez que a maior atuação dessas igrejas é exatamente em áreas também de atuação de milícias e o crime organizado, a exemplos das favelas, assim como a questão nevrálgica da lavagem da dinheiro. Em áreas controladas pelo TCP - Terceiro Comando Puro - segundo comenta-se, até as missas realizadas pela Igreja Católica estão sendo proibidas. Este componente é sensivelmente preocupante porque entramos aqui no terreno pantanoso do radicalismo religioso. 

_______________

A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557

terça-feira, 12 de maio de 2026

Editorial: O colapso de Cabedelo



Vamos começar fazendo os elogios. Isto talvez atenue um pouco o que virá a seguir. Recomendamos a leitura de um artigo escrito pelo Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco, Áureo Cisneiro, publicado no blog do Magno Martins, hoje, dia 12. De fato, o crime organizado tornou-se uma grande organização empresarial, movimentando cifras astronômicas, sem que o Estado consiga manter um controle sobre tais movimentações. Um perfil de multinacional, para sermos mais precisos, uma vez que atua em vários países. O PCC, segundo suspeita-se, poderia ter o controle de drogas que abastecem o mercado europeu. Hoje eles atuam com CNPJ, como as investigações em São Paulo já indicaram, principalmente no transporte de passageiros. Na iniciativa privada, então, até um perfume que você compra naquela cadeia de perfumaria famosa pode ter ligação com a facção. 

O afastamento de suas funções de 25 servidores da Receita Federal que atuavam no Porto do Rio de Janeiro, que, supostamente, agiam de forma mancomunada com práticas ilícitas, dá uma dimensão da encrenca que temos pela frente quando estamos tratando do envolvimento dos agentes de Estado que, teriam, por dever de ofício, impedir essas práticas. Um dado que merece o nosso reconhecimento por aqui é o trabalho primoroso que vem sendo realizado pela Polícia Civil do Estado da Paraíba no tocante ao enfrentamento ao crime organizado, inclusive com um padrão excepcional de articulação com as polícias e órgãos federais. Se o Governo Federal deseja articular  bem essas ações é bom ficar atento ao que já vem ocorrendo na Paraíba. 

Infelizmente, o estado passa por um momento muito delicado neste sentido. Enquanto a reportagem do Fantástico sobre o o que ocorre em Cabedelo ia ao ar, facções rivais trocavam tiros no bairro da Colinas do Sul, Grande João Pessoa, pelo controle de territórios. Cabedelo é um caso emblemático de como o crime organizado saiu das periferias, dos bairros mais empobrecidos da cidade e chegou às altas esferas do poder público municipal, através de um conluio perpetrado entre agentes públicos e privados, atuando em licitações fraudulentas, práticas de rachadinhas, emprego de faccionados na máquina, entre outros expedientes. Inclusive um caso de logística curioso, porque, pelo que se sabe, o suposto operador comanda tudo a partir do Complexo do Alemão. 


__________________



A sua opinião faz diferença. Cada comentário enriquece o debate, amplia perspectivas e transforma este espaço em algo maior do que um simples canal de leitura: uma comunidade ativa, crítica e consciente.

E se você acredita nesse propósito, considere dar um passo além. Sua contribuição, por menor que pareça, é o que mantém este projeto independente, relevante e em constante crescimento. Não há grandes patrocinadores por trás — há pessoas como você, que entendem o valor de uma voz livre.

Participe. Comente. E, se puder, apoie.

Porque informação de qualidade não é um custo — é um investimento coletivo.

Chave PIX: 81 986844557