Essa questão da candidatura do empresário e influencer Pablo Marçal à Presidência da República está se tornando, sob alguns aspectos, um assunto mais da alçada jurídica do que política. Se é jurídica, convém consultarmos a banca. O que se sabe é que Pablo Marçal teve seus direitos políticos cassados por instâncias da Justiça Eleitoral estadual de São Paulo. Ele encontrou uma brecha aqui para lançar-se como candidato à Presidência da República, desconsiderando a determinação que valeria, em tese, para barrar sua concorrência a algum cargo público pelo estado de São Paulo. Sua candidatura foi lançada ao apagar das luzes do prazo final e, a partir de então, começaram as polêmicas políticas e jurídicas em torno do assunto.
A quem interessa tal candidatura? A primeira conclusão é que ele deseja atrapalhar uma eventual vitória de Lula no primeiro turno, conforme ele mesmo admitiu. Trata-se de um candidato declaradamente antipetista, de onde se conclui que o seu objetivo seja exatamente este, ou seja, atrapalhar o projeto de reeleição de Lula. O MPE está bastante ativo, atuante, o que é muito bom para o andamento do pleito com a observância rigorosa do que determina a legislação eleitoral. Até recentemente, o Ministério Público Eleitoral da Paraíba pediu a impugnação da candidatura do ex-prefeito da capital paraibana, Cícero Lucena, do MDB, por problemas enfrentados quando ele era ainda prefeito da capital. Não sabemos qual será o desfecho, uma vez que seus advogados alegam o que eles chamam de presunção de culpa.
Por falar na Paraíba, circula nas redes sociais um vídeo com uma verdadeira bomba, onde pseudos agentes públicos estariam articulando, junto a gestores estaduais, a indicação de um nome estratégico, para assumir uma função pública, com o propósito de facilitar suas ações ilegais dentro da máquina. Se verdadeiro, indica o potencial de ramificação do crime organizado no aparelho de Estado, principalmente numa área nevrálgica, a segurança pública.


