pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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segunda-feira, 4 de maio de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: A União Progressista alinha-se a Raquel Lyra.



O alinhamento da Federação União Progressista ao projeto de reeleição de Raquel Lyra já estava previsto há algum tempo. O deputado federal Eduardo da Fonte, que comanda a poderosa federação no estado, não iria contrariar as bases por ele comandadas. Era voz corrente entre seus aliados que o melhor caminho a seguir seria o apoio ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. Neste intervalo, antes de uma decisão sacramentada sobre o assunto, ocorreram algumas preliminares pela imprensa local, onde as bases vinculadas ao parlamentar se manifestaram reafirmando o desejo de ver o deputado Eduardo da Fonte como um dos nomes a disputar o Senado Federal na chapa a ser formada pela governadora. 

Eduardo da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, aparecem juntos e sorridentes por ocasião do anúncio da integração da federação ao projeto de reeleição da governadora, mas nos escaninhos da política se sabe que, possivelmente, nenhum dos dois desejam abdicar de suas prerrogativas de representar a federação como candidato ao Senado Federal. A rigor, Raquel já se comprometeu demais em relação à composição dessa chapa. Ora acena para Túlio Gadelha, ora acena para Fernando Dueire, ora acena para Miguel Coelho. Não há como acomodar tanta gente em apenas uma chapa. Aqui se aplica a máxima do Evangelho de Mateus, ou seja, muitos são os chamados e poucos os escolhidos. Talvez antes dos festejos juninos ela bata o martelo em relação ao assunto. 

Por enquanto, como coordenadora da ações de enfrentamento dos danos produzidos pela última enchente no estado, a governadora já tem problemas demais para se preocupar. Por falar em preocupações, as iniciativas tomadas pelo ex-prefeito da capital, João Campos, quando montou uma espécie de gabinete de crise na cidade de Goiana para tomar algumas iniciativas em relação ao assunto suscitaram algumas polêmicas nas redes sociais, sobretudo no que concerne à pertinência institucional ou legal da iniciativa. Seus assessores precisam ficar atentos. João Campos não é mais prefeito. 

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Editorial: A reconciliação entre Flávio Bolsonaro e Silas Malafaia


Em princípio, setores evangélicos não se mostraram simpáticos à candidatura de Flávio Bolsonaro como representante do bolsonarismo ou dos setores conservadores, para sermos mais genéricos. Salvo melhor juízo, o próprio pastor Silas Malafaia andou externando essa preocupação através de um pronunciamento. Por essa época acreditava-se que já haveria algum compromisso selado entre tais segmentos com o então governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O tempo passou e a candidatura de Tarcísio não vingou para a Presidência da República. Tarcísio vai tentar a reeleição num momento onde já não se pode falar, como antes, de céu de brigadeiro. Por alguma razão, o candidato Fernando Haddad, que se lançou como azarão, vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto, trazendo algumas preocupações ao Palácio dos Bandeirantes. 

Hoje já existe uma preocupação do governador em estancar o crescimento de Fernando Haddad, principalmente na capital, onde o prefeito Ricardo Nunes foi convocado para entrar em campo. Nada melhor para a aparar arestas do que um candidato bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, com expectativas reais de chegar ao poder. A desenvoltura das movimentações de Flávio Bolsonaro em Brasília, articulando votações importantes, a exemplo da rejeição do veto presidencial à Lei da Dosimetria é um bom exemplo do que estamos afirmando. Amplos segmentos do Centrão já namoram o novo aspirante ao Palácio do Planalto. É neste contexto que se explica o encontro recente entre ele, Flávio, e o pastor Silas Malafaia, que fez questão de afirmar que estava entre amigos. 

Lula está vivíssimo para a disputa da reeleição. Há condições efetivas de reverter esta situação que hoje é considerada incômoda. Agora é preciso ajustar muita coisa, inclusive entendendo que receituários antigos baseados no assistencialismo não estão produzindo os resultados esperados, a exemplo da isenção de impostos para quem ganha até cinco mil reais. Hoje se fala em programas para atenuar a vida dos endividados, sempre dentro desta mesma perspectiva. O melhor programa agora é a adoção de medidas que contenha a inflação, acabe com a carestia e permita, de fato, que o cidadão comum possa ter acesso a tão sonhada picanha prometida lá atrás. 


Pensata: O que significou a rejeição de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto presidencial ao Projeto da Dosimetria?


Em política, voltamos a insistir, acontecem algumas coisas curiosas. Acabamos de ser informado que, apesar da crise - e talvez por causa dela - as pesquisas diárias de popularidade do Governo Lula 3 podem ter melhorado. São pesquisas internas, não auferidas por nenhum grande instituto, o que recomenda prudência. Salvo melhor juízo, são realizadas pela SECOM, para consumo interno. Com as ranhuras no "consórcio", o que os analistas observam é que pode ser reforçada a tese ou narrativa do antissistema governista, a partir de uma aliança entre uma trinca de atores conhecidos, alguns dos quais já foram aliados do Executivo no passado recente. De fato não seria um apocalipse, como sugere o Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social,  Wellington Dias, em entrevista publicada no Jornal do Commércio, mas que o Governo Lula acusou o tranco da derrota da indicação do advogado Jorge Messias ao STF isto é um fato que não pode ser ignorado. 

Houve uma trinca de atores que estiveram diretamente envolvidos na articulação para a rejeição do nome de Messias ao STF, unidos, de alguma forma, pelo impedimento das investigações envolvendo o rombo bilionário do Banco Master. Mesmo o menos infenso desses atores sabia que essa questão nevrálgica seria determinante para o êxito da articulação. Esses atores não agiram de foram republicana, tendo como horizonte o interesse público, que, neste caso, significaria uma retomada dos padrões de relações democráticas e republicanas no país. Desde 2016 que esses padrões estão comprometidos de alguma forma, e, hoje se sabe, que não apenas a partir da ascendência do bolsonarismo ao poder. A questão é mais complexa. 

Convém registrar que cada um desses atores - nos referimos aqui à trinca que articulou a derrota do advogado Jorge Messias na sabatina do Senado Federal - trabalhou pelos interesses comezinhos, particularista, inclusive preocupados com o andamento das investigações sobre o rombo no Banco Master. Líamos há pouco um texto escrito pelo cientista político Fernando Schuler, publicado no jornal O Estado de São Paulo, onde ele invoca que fatos como a derrocada da indicação de Messias ao STF, assim como a rejeição do veto presidencial ao projeto da Dosimetria  pode ser creditado ao início do desmoronamento de um sistema de poder criado recentemente no país, envolvendo uma articulação entre o Executivo e o Judiciário, onde, ainda segundo o texto, algumas questões basilares da democracia, como a liberdade de expressão, ficaram comprometidas durante este processo. 

O artigo é sublime, assim como tudo que é produzido pela cabeça de um pesquisador com a expertise, o  preparo acadêmico e capacidade ímpar de análise de Schuler, cujos textos sempre lemos com bastante atenção. Vai aqui apenas uma ponderação deste modesto leitor, apenas como uma contribuição ao debate, algo pelo qual o pesquisador sempre se pautou. A partir de um determinado momento, a questão das investigações envolvendo o escândalo do Banco Master passou a pautar as relações de poder na capital federal. A derrubada do veto presidencial ao Projeto da Dosimetria foi derrubada em razão de um acordo onde a proposta de uma CPI para investigar o escândalo do Master seria sepultada. Se fosse um movimento que se propusesse a desconstruir esse sistema de poder, envolvendo, em sua essência, uma diretriz republicana, em consenso comum, em consonância com o interesse púbico, nenhuma objeção. Mas infelizmente não foi. 

Os principais protagonistas dessa engrenagem agiram para preservar interesses particulares, e, se entendemos bem, a rigor, as ações contribuíram, na realidade, para manter essa estrutura de poder, preservando atores sensivelmente comprometidos com ela. Mesmo com alguns ganhos institucionais aqui e ali - cedidos em função da preservação de um interesse maior - ao fim e ao cabo manteve-se no controle - ainda que precário - aquilo que, de fato, esteve em jogo durante todo o tempo, ou seja, atrapalhar o avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master. Este sim poderia minar a estrutura de poder que foi montada, à qual se refere o pesquisador. Os ganhos institucionais até existem, mas eles foram negociados a que preço?


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Para a economista Monica de Bolle, a rejeição a Jorge Messias e a reversão ao veto de Lula ao PL da Dosimetria talvez sejam os sinais mais visíveis de uma mudança maior. No lugar do presidencialismo de coalizão, argumenta, teria surgido uma invenção à brasileira: o “autoritarismo parlamentar”. ⁠

O Congresso já não seria apenas o balcão indispensável de negociação de qualquer governo, mas o centro efetivo de poder: derruba vetos, controla o orçamento, coopta o Executivo e constrange o Judiciário. “Nesse contexto, o Centrão funciona exatamente como um cartel”, afirma.⁠

O resultado, diz De Bolle, é uma democracia capturada “à plena luz do dia”, sob a aparência da normalidade institucional. 

OBS.: O artigo completo da economista está na edição da semana da revista Carta Capital. Vejam como a percepção de um mesmo movimento pode suscitar inúmeras avaliações distintas. Enquanto há otimismo de Fernando Schuler em relação ao assunto, suscitando, inclusive, a sinalização de uma descompressão autoritária, Bolle vê exatamente o contrário, ou seja, a morte do presidencialismo de coalizão e o surgimento de um modelo de parlamentarismo autoritário. ⁠

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domingo, 3 de maio de 2026

Editorial: A feira de JHC


Como algo inerente a quem se propõe a acompanhar a movimentação dos atores políticos, sigo uma boa parte deles nas redes sociais. Já fomos mais rigorosos no passado, onde o filtro ideológico era uma espécie de balizamento. Hoje, as clivagens não possam por este critério e temos grandes "conservadores" entre aqueles que acompanhamos. Entre eles, JHC, o ex-prefeito de Maceió. João Henrique Caldas é de uma geração de políticos que perfilam, junto ao prefeito do Recife, João Campos(PSB-PE), como uma geração de futuro promissor na política. JHC já foi socialista - salvo melhor juízo foi eleito pelo PSB - depois filiou-se ao PL e, mais recentemente, diante da confusão dos bolsonaristas estaduais, filiou-se ao PSDB. 

Ambos hoje concorrem ao governo nos seus respectivos estados. João Campos em Pernambuco, JHC em Alagoas. Houve um momento em que se especulou acerca de uma eventual aproximação política entre ambos. No entanto, João permanece no seu berço socialista, enquanto JHC surge como uma grande esperança tucano na região, ao lado de Ciro Gomes, no Ceará. JHC é um candidato extremamente competitivo, principalmente pela aprovação alcançada na gestão da capital, mesmo fenômeno que impulsiona a candidata de João Campos aqui no estado. Algumas pesquisas apontam ele já na liderança da competição para ocupar a cadeira do Palácio da República dos Palmares. Um fato que nos chamou a atenção  são suas aparições nas feiras do interior do estado, parando nas barracas de feirantes, adquirindo produtos frescos para a geladeira. 

Sabe-se lá quem são os seus assessores que estão  juntado os itens comprados, mas o fato é que ele está comprando.  Consideramos as feiras um espaço maravilhoso de convivência humana. Quando estivemos em Cachoeira, na Bahia, acordamos num sábado, de manhã, com o barulho dos feirantes oferecendo seus produtos. Elas estão sempre em nossos romances. Na década de 30 do século passado, na cidade de Paulista, Região Metropolitana do Recife, ocorreu um movimento dos mais emblemáticos na indústria têxtil local. As mulheres pararam a linha de produção da indústria para reivindicaram uma hora de liberação do expediente para realizarem suas feiras. É curioso como as mulheres estiveram sempre à frente da luta sindical na cidade, liderando os movimentos grevistas mais importantes. 

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sábado, 2 de maio de 2026

Editorial: Agora é o PT que deseja a CPI do Banco Master.

 


Acreditamos que o primeiro petista a tratar publicamente sobre este assunto foi o Presidente Nacional do partido, Edinho Silva, que acabou confessando, em entrevista concedida ao Estadão, que o PT errou em não apoiar a CPI do Banco Master. As investigações do rombo bilionário do Banco Master - entre aqueles atores que defendem e aqueles que fogem das investigações como o diabo foge da cruz - estão se tornado o grande divisor de águas em Brasília. Conforme afirmamos no dia de ontem, a rejeição do nome do Advogado-Geral Jorge Messias para o STF foi um reflexo dessa queda de braços, envolvendo possivelmente atores dos Três Poderes da República, unidos em prol da não instauração dessa CPI. 

A impressão que passa é que, o raciocínio de Edinho Silva é que, lá atrás, quando o assunto começou a ser ventilado, o PT deveria apoiar tal CPI. Agora, na ressaca da rejeição do nome de Jorge Messias, membros do partido, a exemplo de Gleisi Hoffmann, começam a cobrar a instauração da CPI do Master. Na realidade, depois do que ocorreu com a CPI do INSS e, logo em seguida com a CPI do Crime Organizado - cujos relatórios foram solenemente rejeitados - as CPI's perderam importância por força das circunstâncias, ou seja, foram esvaziadas inclusive quando começaram a mexer com o vespeiro do Banco Master, dando mais um reforço à nossa argumentação no início deste texto. 

Conselheiros mais próximos do presidente Lula aconselham que um rompimento com Davi Alcolumbre se impõe por força das circunstâncias. Sugerem não haver nenhuma dúvida de que ele integrou a articulação pela rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. O Centrão nunca colocou os dois pés numa única canoa. Se há uma expectativa de poder na outra canoa, eles pulam dentro, com uma capacidade incomum de farejar expectativas de poder. É isso o que está ocorrendo. Hoje mesmo já líamos matéria acerca de uma eventual movimentação de Davi Alcolumbre no sentido de tornar-se vice de Flávio Bolsonaro.

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Editorial: Falhas na comunicação institucional?

Crédito da Foto: Yacy Ribeiro, Secom


O PT já deixou de ser um partido antissistema faz algum tempo. A rigor, talvez nunca tenha sido, se considerarmos as avaliações do ex-homem forte da Casa Civil dos Governos Militares, o general Golbery do Couto e Silva, que, tranquilizando seus superiores, informava não haver nada o que temer em relação a Lula, uma vez que ele não era comunista. A tônica de uma narrativa antissistema para ser usada nas próximas eleições, muito provavelmente, surgiu por ocasião do 8º Congresso da legenda, realizado recentemente na capital federal. Isso é muito reflexo da ausência de criatividade, da imposição de se reinventar, ou seja, vai se usar um tema desgastado, mas que ainda possa surtir algum efeito junto ao eleitorado, como o medo de um retrocesso autoritário representado pelo seu principal oponente. 

Matéria de um jornal carioca informa que o PT vai voltar a usar a fórmula. O Recife e o estado de Pernambuco estão passando por um momento de emergência, provocado pelas fortes chuvas que estão caindo na capital, na Região Metropolitana e cidades da Zona da Mata, principalmente a cidade de Goiana, banhada por rios, que costuma ser muito atingida nessas ocasiões. No dia de ontem, circulou a informação - é preciso ter a certeza de que foi isso mesmo o que ocorreu - que o presidente Lula, ao se referir ao apoio do Governo Federal para o estado, teria mantido contato com o ex-prefeito João Campos e com o senador Humberto Costa. Se, de fato, isso ocorreu, estamos diante de uma falha de comunicação institucional, uma vez que a governadora Raquel Lyra está na linha de frente, coordenando as ações de enfrentamento da crise, percorrendo as áreas alagadas, tomando as providências cabíveis juntamente com gestores municipais, numa articulações com órgãos estaduais. 

A governadora interrompeu até agendas que estavam programadas para o interior. João Campos não é mais o prefeito do Recife. Que seja muito bem-vinda a ajuda que está sendo oferecida pelo Governo Federal ao estado, que registra mais uma tragédia em função das chuvas. Há registro de cinco mortos até o momento. Principalmente no Recife, há sérios problemas habitacionais que contribuem para o agravamento do problema, como o expressivo número de pessoas morando em áreas vulneráveis. Se houve essa falha de comunicação institucional, isso é o de menos. 

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Editorial: Tarcísio recorre a Nunes para impedir avanço do PT na capital


Política tem algumas situações interessantes. Nas eleições de 2024, quando o PT apoio o nome de Guilherme Boulos para a Prefeitura de São Paulo, uma das grandes preocupações era manter ou transferir o capital político que a ex-prefeita Marta Suplicy havia conquistado na periferia da capital. O esforço foi tanto que impuseram o nome de Marta para disputar a vice, compondo uma chapa puro-sangue, o que muitos analistas consideraram um equívoco, principalmente num cenário de voto conservador consolidado. A candidatura de Haddad ao Governo de São Paulo nas próximas eleições surgiu a contragosto do próprio Haddad, que não desejava candidatar-se, aceitando, meio a contragosto, a missão de ajudar a candidatura presidencial de reeleição do companheiro Lula. 

Surpreendentemente, o petista começou a aparecer bem nas pesquisas de intenção de voto, mesmo num cenário onde a reeleição do governador Tarcísio de Freitas era dada como favas contadas. Tarcísio conta com alguns trunfos, como a sua identificação com o eleitorado conservador e antipetista - bolsonarista ou não - além dos bons índices de avaliação. Mesmo assim, o avanço da candidatura de petista Fernando Haddad começou a preocupar o republicano. Hoje, 02, o jornal O Estado de São Paulo traz a informação dando conta que o prefeito Ricardo Nunes(MDB-SP) será utilizado como um cabo eleitoral do projeto de reeleição do governador, atuando principalmente na capital, com o objetivo de barrar o avanço do petista. 

Tarcísio de alguns trunfos, mas também conta com algumas dificuldades, como as denúncias crescentes de corrupção e letalidade na atuação do aparelho policial do Estado. A performance de Fernando Haddad surpreende até o mais otimista dos petista. A economia não vai bem sob sua gestão no Ministério da Fazenda, assim como o PT encontra dificuldades no cenário nacional. Diante de um cenário onde se vislumbra uma disputa equilibrada, o petista parece ter tomado gosto pelo enfrentamento ao projeto de reeleição de um governador tido como imbatível. 

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Charge! Aroeira via Brasil 247

 


Charge! Thiago Lucas via Jornal do Commércio

 


Drops Político: Messias não pretende continuar na gestão da AGU



Segundo a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, Jorge Messias teria comunicado a Lula que não pretende continuar como ministro da AGU. Servidor concursado, deve continuar exercendo suas funções, mas deve deixar a chefia do órgão. Há pouco tivemos acesso a uma foto onde ele agradece o apoio recebido pelos companheiros e companheiras de trabalho para a sua indicação ao STF, que acabou não se concretizando. Na condição de chefe ele teria que lidar, inevitavelmente, com ministros do STF e senadores, entre os quais aqueles que não apoiaram o seu pleito. Seria uma situação um pouco constrangedora, o que justifica o seu pedido de desligamento do cargo de chefia. Este assunto está rendendo muito tinta. A cada dia surge uma novidade sobre o assunto, uma pista sobre os eventuais traíras. Os Renan, de Alagoas, desmentiram categoricamente que teriam, supostamente, votado contra a indicação. 

Editorial: Por que o PT não assinou a CPI do Master?



É curioso como a imprensa tem especulado acerca das motivações que levaram os senadores a rejeitaram a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Algumas atitudes são emblemáticas, como a precisão com que o Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, cravou o número de votos pelos quais o indicado de Lula seria reprovado. "Ele vai perder por oito votos". O áudio vazou num momento em que ele conversava com o líder do Governo no Senado Federal, o senador baiano Jaques Wagner, cujo comportamento durante o episódio tem sido questionado pelos aliados no Governo.  Jaques teria convencido Lula de que Jorge Messias teria 45 votos, quatro a mais do que precisava para ser aprovado. 

Outro dado curioso é que, Jorge Messias, a despeito da emoção daquela momento, enigmaticamente, parecia muito convencido sobre quem seria o traíra. Quem teria trabalhado pela sua rejeição ao Supremo Tribunal Federal. Hoje, alguns setores da imprensa teria identificado este "traíra", mas não vamos polemizar por aqui. Há muitos interesses envolvendo este escândalo do Banco Master, envolvendo atores dos Três Poderes da República. Em princípio, o PT não assinou a proposta de uma CPI do Master em razão dos danos colaterais que uma CPI deste quilate poderia produzir negativamente num ano eleitoral. Hoje, porém, numa entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo, o Presidente Nacional do PT, Edinho Silva, num ato de sinceridade, admitiu que foi um erro o PT não ter assinado esta proposição de CPI. 

De fato foi um erro. O pior é que pouco importou ter assinado ou não, uma vez que o fantasma do escândalo do Banco Master está cobrando sua fatura, inclusive foi determinante na rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. Montou-se uma articulação de blindagem sobre esta CPI que esta prejudicando sensivelmente o Governo. A derrota do veto do Executivo da dosimetria também entra nesta fatura. O PT acabou, de forma indireta, fazendo o jogo do Centrão, que foge dessa CPI como o diabo foge da cruz.  Neste jogo de soma zero, Alcolumbre marcou três golaços. Rejeitou Messias, impediu a instauração da CPI e derrubou o veto da dosimetria, acenando para as negociações futuras com o bolsonarismo. Coisa de raposa bem cevada. 



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Editorial: Investigações sobre o Master tornou-se a "pêndulo" político de Brasília


A rejeição à indicação do advogado Jorge Messias ao STF representou uma obra de engenharia política bem calculada, envolvendo atores dos Três Poderes da República, todos eles com objetivos bem definidos. O jornal Valor Econômico traz a informação dando conta de um jantar ocorrido dias antes da sabatina, onde o destino de Jorge Messias foi traçado. O jornal lista os convivas, mas não vamos expô-los por aqui. O que impressiona neste episódio é o feeling apurado do Centrão pelo poder. Onde há expectativa de poder eles estão dentro, desta vez já se articulando com uma eventual ascensão do candidato Flávio Bolsonaro, a julgar pelos indicadores das pesquisas de intenção de voto. O cálculo indica que eles já estão trabalhando com a hipótese de derrota de Lula nas urnas, em outubro e, consequentemente, descartando-o. 

O Planalto vai precisar de uma grande reação para desanuviar este ambiente, indicado que ainda está vivo. E olha que a caça às bruxas, embora simbólica, não muda nada o jogo, uma vez que as traições estão na ordem do dia. Há um grupo que votou contra a indicação de Messias e, ontem, novas defecções na base aliada, quando da votação do veto à dosimetria, que foi rejeitado, a despeito do atendimento de milhões em emendas pelo Planalto. A lista de traidores é muito grande. O resumo da ópera é o seguinte: o sistema está tentando se proteger em relação às investigação do rombo do Banco Master, que passou a ser usado como parâmetro para os movimentos estratégicos de atores nos Três Poderes da República. Essa movimentação de conveniência daria um bom estudo, uma vez que, maquiavelicamente, juntou inimigos impensáveis num mesmo propósito, se sobrepôs a fé, produziu concessões antes inimagináveis, como a redução das penas dos condenados pelo 08 de janeiro. 

A derrota do Planalto em relação à dosimetria foi negociada em função de fechar a pauta em relação a uma eventual criação da CPMI do Master, hoje completamente descartada. O pernambucano Jorge Messias foi, na realidade, uma vítima dessa engrenagem sórdida, onde o interesse público é abandonado em função de interesses vis. Com o êxito da manobra, André Mendonça fica praticamente isolado na Corte, movendo moinhos republicanos. Uma das respostas que está sendo pensada é a indicação de Messias para o Ministério da Justiça, dando total liberdade de atuação à Polícia Federal nas investigações conduzidas sobre o maior escândalo do sistema financeiro já ocorrido no país. 

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Charge! Thiago via Jornal do Commércio

 


Editorial: Ciro lidera no Ceará na Quaest\Genial


Aguardávamos desde de ontem, 29, o resultado de uma pesquisa sobre as intenções de voto no estado do Ceará. Hoje saiu o resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Quaest|Genial, com dados que não surpreendem a quem nos acompanha por aqui, ou seja, a manutenção do franco favoritismo do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes(PSDB-CE). Num embate direto com o atual governador, Elmano de Freitas(PT-CE), Ciro lidera com folga. A situação apenas se complica para o tucano quando ele é confrontado com o ex-Ministro da Educação, Camilo Santana. Aqui a disputa torna-se equilibradíssima, em algumas situações, favorecendo até mesmo Camilo Santana, num segundo turno.

Ciro acredita que, na realidade, Elamano de Freitas deverá ceder a vaga pela disputa ao Palácio da Abolição ao companheiro Camilo Santana, dentro de uma estratégia já prevista pelo Palácio do Planalto, que não deseja perder a hegemonia pelo comando do Governo do Estado, um dos mais estratégicos da região Nordeste. Como Elmano encontra dificuldades, essa tese volta a fazer sentido. Em princípio, o projeto de Camilo é auxiliar o PT a nível nacional, integrando o staff de campanha de Lula. Mas nunca se sabe. O estado do Ceará enfrenta um gravíssimo problema na área de segurança pública, o que desgasta bastante a gestão de Elmano de Freitas. Até recentemente, por pouco não ocorreu uma nova chacina no Crato, onde uma facção rival atacou uma festa realizada pelo crime organizado. Uma pessoa morreu e seis ficaram feridas. A população local está apavorada.

Embora estimulado a assumir a candidatura por um conjunto de forças importantes do estado, Ciro reluta em confirmar sua candidatura. E isso não ocorre apenas porque ele estaria em dúvida se disputa o Governo do Estado ou se tenta, mais uma  vez, a Presidência da República. Até a segunda semana de Maio ele deve tomar uma decisão a esse respeito. O cearense enfatiza a necessidade de contar com os apoios necessários no estado para enfrentar as facções do crime organizado, que se enraizaram por todo o território cearense. A pesquisa do Quaest\Genial está registrada sob o número: TSE\CE -01725\2026. A margem de erro é de 3pp, 95% de escore de confiabilidade, realizada entre 24 e 28 de abril, ouvindo 10002 eleitores. 

Ciro Gomes(PSDB)         41%

Elmano de Freitas(PT)   32%

Girão(Novo)                       4%        


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Editorial: Quem são os Judas Iscariotes do Planalto?


Crédito da Foto: Carlos Moura, Agência Senado


Hoje, 30, realmente vai ser um dia de muitas polêmicas envolvendo ainda a rejeição do nome do advogado Jorge Messias para ocupar uma das vagas do STF. Estão fazendo tanta confusão em torno desta rejeição que, pelo andar da carruagem política, logo vão culpar o Floriano Peixoto pela reprovação do Messias, o que seria uma grande injustiça. Na realidade, Messias esteve muito bem na sabatina. Embora possamos fazer aqui algumas considerações acerca dos discursos e narrativas - que nem sempre são levados a sério pelos seus protagonistas, tampouco traduzem, de fato, as verdadeiras intenções - Messias se colocou à altura do cargo, principalmente em temas nevrálgicas que só agora estão sendo discutidos no parlamento, como a própria reforma do judiciário. 

Ele chorou durante vários momentos da sabatina, mas uma cena captada por um repórter, onde ele aparece em prantos dentro de um automóvel trata-se de manipulação rasteira de uma foto original publicada pelo site Metrópoles. O Planalto tenta refazer as contas para tentar descobrir quem seriam os eventuais Judas Iscariotes. As contas não fecharam conforme as previsões. Messias poderia ter obtido 46 dos votos, cinco a mais do que seria necessário. Mesmo assim o Governo foi derrotado. Se investigar muito, o Governo pode ter a surpresa de que os traidores estavam entre os 12 apóstolos. O Governo Lula 3 está chegado atrasado às articulações. Durante a sessão na CCJ, um dos senadores chegou insinuar que gente da Suprema Corte teria feito lobby contra Messias. Se, de fato, isso ocorreu, ficamos aqui imaginar quem poderia ter sido. Quem entre eles não desejava Messias na Suprema Corte?

Verdade ou não, o senador sabia muito antes de o fato tornar-se uma possibilidade no Planalto. Na fúria, o que não se recomenda muito bem, conforme dissemos pela manhã, não seria surpresa se as rotativas do Diário Oficial da União comessem a funcionar imediatamente, com as portarias de exoneração de alguns apadrinhados dentro do Governo Lula 3. O arranjo, salvo melhor juízo confessado pelo próprio Alcolumbre, é que apenas o próximo governo eleito em 2026 possa fazer a próxima indicação para a Suprema Corte. Falta combinar com os eleitores, mas os oposicionistas acreditam que tal prerrogativa já tenha o DNA bolsonarista. Lula precisa dimensionar corretamente o que significou esta derrota para o seu futuro político. Não pode negligenciá-la, sob pena de novas surpresas em 04 de outubro. 

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Editorial: O day after da rejeição de Messias no Senado Federal.


Hoje o país amanheceu sob uma ressaca política daquelas. Os manuais de psicologia recomendam que não se deve tomar decisões sob fortes emoções. Os manuais de política, por outro lado, recomendam sempre, como medida básica, conhecer o adversário. No caso da rejeição da indicação do advogado Jorge Messias ao Senado Federal - algo que não ocorria há 132 anos - Lula equivocou-se pessoalmente com a indicação - considerando que poderia ir de encontro a uma situação que desde o início se mostrou-se inconsistente - e subestimou o adversário, na pessoa do Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Não se conhecer e não conhecer o adversário é derrota na certa. Não poderíamos ter outro resultado na sabatina de ontem. Trata-se da crônica de uma derrota anunciada. 

Hoje, 30, a imprensa e as redes sociais vão se dedicar às especulações em torno do assunto, quase sempre em torno das medidas que poderão vir a ser tomadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os conselheiros mais próximos sugerem que se estabeleça um rompimento definitivo entre o Executivo e o Senado Federal. Davi Alcolumbre tem vários cargos no Governo Lula e desejava ampliar esta participação. É preciso considerar, no entanto, que o Governo ainda precisa do apoio de Alcolumbre para aprovação de projetos do interesse da governança. Lá atrás, quando ele sugeriu o nome de Rodrigo Pacheco para o cargo - alguém que também tinha a confiança de Lula e sempre foi leal ao Governo - Lula não quis ouvi-lo. 

O danado é que, na primeira votação, a da CCJ, o Governo estimava 18 votos a favor de Messias e obteve apenas 16. Especula-se que Pacheco possa ter votado contra a indicação, desarranjando o projeto que o Governo tinha para ele nas Alterosas, ou seja, apoiar sua candidatura ao Governo de Minas Gerais. Hoje, no dia da ressaca, circula um vídeo onde, supostamente, o Presidente do Senado Federal antecipa o resultado da votação: "Ele vai perder por 8 votos". A Oposição, naturalmente, comemorou bastante o resultado, mas sem "aquela" providencial ajudinha o Governo teria emplacado Messias na Suprema Corte.  

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Editorial: Senado rejeita Messias e impõe derrota histórica ao Governo Lula


Por 42 a 34, o Senado Federal impôs uma derrota histórica ao Governo Lula, rejeitando a indicação do advogado Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Quando a poeira baixar vamos entender melhor o que se passou, mas, a rigor, o rolo compressor montado para a viabilizar a indicação de Messias fracassou fragorosamente. Embora Davi Alcolumbre tenha supostamente dito a Lula que "lavava as mãos", o Planalto mobilizou senadores aliados, liberou emendas em cifras estratosféricas - pelo menos é isso que se diz - além de contar com o apoio de gente do próprio STF, a exemplo dos Ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Gilmar Mendes. Enigmaticamente, Davi Alcolumbre havia afirmado, segundo chegou a ser divulgado, que não receberia Messias. Consideramos muito estranho tal posicionamento. É como se o Presidente do Senado Federal desejasse sinalizar algo. 

Em política acontece algumas coisas curiosas. A Oposição, principalmente a bolsonarista, não demonstrava grande expectativa em torno da rejeição do nome de Jorge Messias. Seria uma estratégia? Agir em silêncio? nas coxias? Sóstenes Cavalcante chegou a abraçar o indicado, mas isso pode ser creditado aos laços religiosos que os unem. Houve um momento emblemático durante a sabatina na CCJ. O pronunciamento do senador Alessandro Vieira foi muito aplaudido pelos senadores, recebendo, inclusive, a solidariedade do senador Otto Alencar, governista que preside a CCJ. Pouco depois, algumas horas antes da votação em plenário, ao que se sabe, um membro da Suprema Corte entrou com uma representação contra o senador, alegando afirmações infundadas ou caluniosas durante uma entrevista. 

Isso poderia ter mudado o rumo da votação? Não se sabe. A máquina governista que foi exitosa para derrubar dois relatórios recentes de CPI's, desta vez falhou feio. Havia estimativas da ordem de 46 votos a favor da indicação. Obtiveram apenas 34. Como foi uma votação secreta, sabe-se lá quem foram os dissidentes. No geral, a indicação do nome de Messias enfrentou enormes dificuldade de afirmação deste o início. Seu nome já havia sido rejeitado por órgãos da grande mídia, a exemplo do Estadão, cujo editorial tratando do assunto foi lido durante a sessão. Era um nome demasiadamente próximo a Lula e as dificuldades sempre existiram, embora Lula tenha insistido.  

Editorial: Queda de braço entre Governo e Oposição na sabatina de Messias

Crédito da Foto: Cristiano Mariz


Estamos acompanhando a sabatina de Jorge Messias na CCJ do Senado Federal. O painel de votação já foi aberto e a Oposição ainda acredita na possibilidade de impor uma derrota ao Governo. A aprovação de Messias tornou-se uma questão pessoal para Lula, que se empenhou pessoalmente nas articulações. Membros do próprio STF, a exemplo dos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e André Mendonça estiveram empenhados no sentido de aparar as arestas em relação em à rejeição ao nome do advogado Jorge Messias. Ele tem se saído bem na sabatina. Estudou bastante o assunto, possivelmente porque sabia que seria confrontado com temas polêmicos, a exemplo do 08 de janeiro, relações entre os Três Poderes da República, temas nevrálgicos, como o código de ética do STF,  assuntos de natureza religiosa, como a sua posição sobre o aborto, respeito às prerrogativas do Legislativo. 

No memento em que relatava a sua trajetória de servidor público, chegou a chorar ao lembrar das dificuldades de sua família, de recursos modestos. Ele foi o primeiro da família a ingressar no Serviço Público. Nossa previsão é que ele será aprovado. A despeito de sua formação acadêmica sólida - concluiu o doutorado - não se pode concluir daí que ele atende ao requisito do notório saber jurídico. Sua trajetória, igualmente, é de muita identificação com o Governo Lula. Messias pertence ao Grupo Prerrogativas, um conjunto de advogados que se empenharam na defesa de Lula quando ele ainda estava preso em Curitiba, no curso das investigações da Operação Lava-Jato. 

Messias, que é pernambucano, chegou ao plenário da CCJ acompanhado do Ministro da Defesa, Múcio Monteiro, além de outros integrantes do Governo Lula 3. O prefeito do Recife, João Campos, segundo a fala de um dos senadores, também estaria na sala da CCJ. Vamos aguardar o resultado. É muito interessante como os senadores de Oposição estiveram atentos à produção acadêmica do sabatinado, questionado algumas posições do autor. Parece até que estamos numa defesa de tese acadêmica. 

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O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: Raquel: longe das controvérsias, dialogando com o povo, entregando obras.




Soubemos, através das redes sociais, que o PT não descarta a possibilidade de aplicar algum tipo de punição aos "dissidentes" ou seja, algum companheiro que decida não apoiar a resolução da Executiva Estadual da legenda, negociada nacionalmente, que recomenda o voto no candidato João Campos(PSB-PE) ao Palácio do Campo das Princesas. Até recentemente tivemos um caso parecido na Paraíba, quando o diretório municipal de Campina Grande decidiu que os candidatos do partido ao Senado Federal seriam João Azevedo(PSB-PB) e Veneziano Vital do Rego(MDB-PB). Sabe-se que a chapa montada por João Azevedo, liderada por Lucas Ribeiro, que é do PP, tem um outro nome na composição, ou seja, o outro candidato ao senador talvez seja mesmo Nabor Wanderley(Republicanos-PB), ex-prefeito de Patos e pai do Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Isso causou uma polêmica danada, mas logo foi posto panos mornos no assunto, acatando-se a decisão municipal e encerrando a questão.

Há aqui algumas questões interessantíssimas, reflexo dos arranjos políticos articulados em Brasília que, não necessariamente, refletem a dinâmica política local. O arranjo de Hugo Motta para favorecer seu pai, Nabor Wanderley, previa, inclusive, que Lula pudesse apoiá-lo, literalmente "rifando" nome mais afinado aos seus projetos políticos, a exemplo do senador Veneziano Vital do Rego, de um comportamento irrepreensível neste sentido. Na realidade, neste caso, convenhamos, a coerência está com o PT de Campina Grande. A deputada Cida Ramos, que preside o PT no estado, por conhecer tão bem essas nuances, mostrou-se compreensível em relação a tal polêmica. Aqui em Pernambuco permanece a querela entre os dissidentes locais, ou seja, um grupo de militantes e parlamentares que se identificam com o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra(PSD-PE). A princípio não imaginávamos que isso estivesse produzindo tanto desconforto na legenda, mas está. Vamos aguardar os próximos movimentos. 

Hoje saiu mais uma pesquisa sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco, realizada pelo Instituto Quaest, onde o candidato João Campos, abre 8 pontos de diferença em relação à sua principal concorrente, a governadora Raquel Lyra. Se os assessores de Lula ouvissem o marqueteiro João Santana já poderiam está afiando melhor o violino da comunicação política. E olha que João Santana, em princípio, não vai trabalhar para a campanha de Lula - o que já fez no passado - uma vez que, para a função,  Sidônio Palmeira já foi indicado.  Sugere-se que a governadora Raquel Lyra, a esta altura do campeonato, já anda moldando suas narrativas possivelmente consoante a orientação dos seus assessores de comunicação. Tem adotado a estratégia de ser indiferente em relação às especulações sobre os resultado das pesquisas de intenções de voto,  críticas ou algo parecido que provém do staff de João Campos ou a ele ligado

Raquel trabalha exaustivamente, faz suas entregas, conversa com as autoridades de Brasília de uma forma republicana, institucional, priorizando o atendimento às demandas públicas, que não podem estar subordinado a essas picuinhas. Assim como ocorreu na Paraíba, quando o candidato Cícero Lucena(MDB-PB) questionou um eventual apoio de Lula ao candidato Lucas Ribeiro. "Lula nunca disse isso", dizia ele. Aqui no estado, Raquel também nunca ouviu da boca de Lula que o seu palanque único é o do socialista João Campos. Comparando as duas pesquisas realizada pelo Instituto Quaest, uma diferença que já foi de 31 pontos, na primeira pesquisa, realizada ainda em 2025, hoje, 28, foi reduzida para apenas 08 pontos. Outro dado alvissareiro para a governadora é que ele conta com 62% de aprovação - num crescente - reunindo as credenciais fundamentais para uma reeleição. Tem crédito para renovar o contrato de locação do Campo das Princesas. A pesquisa do Instituto Quaest está registrada no TSE-PE 08904\2026.

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terça-feira, 28 de abril de 2026

Editorial: Saiu a Atlas\Boomberg sobre a corrida presidencial de 2026


Acabou de sair - e está ainda quentinho- o levantamento realizado pelo Instituto Atlas\Boomberg sobre a corrida presidencial de 2026 ao Palácio do Planalto. A própria chamada do editorial sugere que estamos diante de dados que pudessem suscitar um debate mais aprofundado sobre o tema. Infelizmente não há nada de novo no front da disputa. Lula parece à frente de Flávio Bolsonaro no  primeiro e, no segundo, empata com o representante do bolsonarismo e com Romeu Zema, candidato do Novo, sempre dentro da margem erro do instituto, de 2.pp, sugerindo que o presidente pode perder a eleição. Acreditam os especialistas que a birra de Romeu Zema com o STF possa atrair a simpatia de alguns eleitores, embolando o meio de campo da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. As pesquisas de intenção de voto ainda não indicam isso. Zema já foi ameaçada até de prisão. 

Ontem, 27, líamos um excelente artigo, onde a autora discute o esgotamento do modelo petista de atendimento a determinados extratos sociais, baseados no triplé: Bolsa Família, concessões de créditos consignados e aumento real do salário mínimo. O artigo foi interessante para entender um pouco porque o petismo está perdendo capilaridade entre eleitores, sobretudo entre os jovens, as mulheres, e os evangélicos. Na realidade, o brasileiro está à procura de "melhores oportunidades", conclui a autora, o que esses programas não asseguram. O Bolsa Família impede que o indivíduo possa trabalhar para aumentar seu perfil de renda; os créditos consignados deixaram 2 em cada 3 brasileiros endividados e o salário mínimo não permite uma boa relação com as gôndolas dos supermercados para abastecer a geladeira. Os jovens terminam seu curso superior, por vezes através de financiamento do Estado, mas acabam se tornando "entregadores". 

Picanha? Nem pensar. Vamos mesmo de costela no bafo ou de um chambaril, que leva a vantagem do colágeno, com o caldo de osso no pirão.  Um salário mínimo justo já estaria acima dos sete mil reais, conforme os cálculos do DIEESE. Por mais que ele seja aumentado acima dos índices inflacionários, ainda está muito longe de atingir os objetivos de atender dignamente uma família de quatro pessoas. O próprio Lula já entendeu que precisa apresentar algo "novo" para a sociedade brasileira. Algo que justifique um quarto mandato. 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Editorial: Messias a um passo do Supremo Tribunal Federal.



Está programada para amanhã, 28, a sabatina do pernambucano Jorge Messias, na CCJ do Senado Federal. O evento, como os anteriores, deve ser transmitido pela TV Senado. Será uma ótima oportunidade para acompanharmos os debates em torno de sua condução a ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, uma vaga aberta com a aposentadoria do ex-Ministro Luís Roberto Barroso. Não conhecemos nenhum outro indicado que tenha sofrido tanto quanto Jorge Messias. Um verdadeiro martírio que deve chegar ao seu final no dia de amanhã. A despeito da forte resistência de setores importantes da grande mídia e da oposição no Congresso, seu nome deve ser aprovado sem maiores dificuldades. Ele precisa de 41 votos, mas, segundo o site Metrópoles, ele já teria assegurado 47 votos. 

Chegou-se a um momento de se refletir acerca da possibilidade de ele não ser aprovado, mas, ao longo dessa via crucis, o Executivo mobilizou sua tropa de choque na Casa para aparar as arestas e convencer os oposicionistas menos radicais a mudarem de posição. Uma rejeição seria vexatória e, assim como foram bem-sucedidos na rejeição dos relatórios das duas últimas CPI's, a articulação governista deve lograr mais um êxito. A bem da democracia, não será uma sabatina fácil. Ele enfrentará forte resistência de alguns senadores, que não admitem a indicação do seu nome ao STF. Questiona-se o seu notório saber jurídico, do ponto de vista dos critérios técnicos, assim como sua demasiada aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Outro fator de instabilidade de sua indicação recaía sobre algumas medidas tomadas por ele na condição de Ministro-Chefe da Advocacia-Geral da União, assim como as reticências do senador Davi Alcolumbre, que gostaria que nome de Rodrigo Pacheco fosse o indicado. Em termos da grande mídia, o jornal O Estado de São Paulo chegou a publicar um editorial onde advoga que o Congresso não deveria aprovar sua indicação.  

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Editorial: BTG\Nexus aponta empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno.


Saiu há pouco a pesquisa da BTG\Nexus sobre a corrida presidencial de 2026, que aponta, sem novidades, uma empate técnico entre os concorrentes Lula e Flávio Bolsonaro. Esta polarização política produz algumas situações curiosas, como um empate técnico entre Lula e os demais concorrentes na eventualidade de um segundo turno. Candidatos como Romeu Zema(Novo-MG) e Ronaldo Caiado(PSD-GO), por exemplo, que pontuam com índices ainda irrisórios no primeiro turno, conseguem a proeza de empatarem com o petista no segundo turno. Acreditamos que, se até o cabo Daciolo fosse testado ele empataria com Lula no segundo turno. 

Estávamos ouvindo há pouco o marketeiro João Santana, que já esteve trabalhando na comunicação de Lula em eleições anteriores. Ele analisa o périplo de Lula no exterior, seus enfrentamentos diretos ao presidente Donald Trump, a "pose" de líder mundial, quando, na realidade, o eleitorado está interessado em saber mesmo o que ele irá fazer contra as facções do crime organizado - que continuam espalhando o terror -, a carestia, o endividamento, a falta de oportunidades. Ele tem razão. Há muitas falhas de comunicação que precisam ser corrigidas nessas narrativas ou bravatas do presidente. O dado positivo é que há tempo para essas correções. 

Quem irá ficar encarregado do marketing eleitoral de Lula é o também baiano, Sidônio Palmeira, bem conceituado na área. Não há muita coisa a dizer sobre essa pesquisa, uma vez que ela não traz novidades em relação às anteriores. Amanhã deve sair os resultados da Atlas\Intel, com uma amostragem de mais de cinco mil eleitores. Quem sabe por aqui possamos encontrar alguma novidade. Por enquanto, a centrífuga da polarização está moendo a todo vapor, não permitindo que nomes como os de Romeu Zema ou Ronaldo Caiado melhorem os seus índices.

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Editorial: Temporada de pesquisas eleitorais


Hoje, 27, deve sair o resultado de uma pesquisa do Instituto Nexus, contratado pelo BTG\Pactual. Amanhã, 28, o Instituto Atlas\Intel divulga a sua pesquisa, com um universo amplo de amostragem, acima de cinco mil eleitores ouvidos, projetando um cenário de segundo turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Ciro Gomes, que pode habilitar-se a uma quinta disputa presidencial, ainda não foi testado em nenhuma delas. Segundo fomos informados, ele teria autorizado o seu PSDB a testar sua performance nas urnas. O PT lançou um documento que está repercutindo bastante, possivelmente como resultado das teses aprovadas no seu 8º Congresso, realizado recentemente em Brasília. 

Assim que essas pesquisas forem divulgadas, faremos nossas avaliações por aqui. Elas estão produzindo as polêmicas de sempre, algumas delas estão sendo questionadas pelas autoridades eleitorais e até sendo proibidas de divulgarem seus resultados. Ainda bem que os motivos de impugnação estão sempre relacionados aos eventuais equívocos técnicos. Sugere-se que o candidato Flávio Bolsonaro esteja preparando o seu time de campanha, pois já anda vazando algumas eventuais propostas de governo, o que poderá gerar uma grande dor de cabeça para o candidato, pois se refere àquelas medidas salgadas, que dói no bolso, como cortar isso e aquilo, o que não se poder dizer antes de fazer. 

Há aqui uma espécie de "sincericídio" que pode ser magistralmente explorado pelos adversários. Verdade ou não já está sendo, na realidade. Nas redes sociais, alguns adversários já estão se referindo ao assunto. O programa de Governo de Lula estão concentrados nas teses do 8º Congresso da legenda, enquanto a equipe já foi escalada, tendo Edinho Silva como o coordenador geral, assim como Sidônio Palmeira deverá assumir o marketing da campanha. Alguns petistas estão sugerindo que, diante das dificuldades de Lula neste momento, ele deixe a SECOM a assuma tão somente a comunicação da campanha.

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domingo, 26 de abril de 2026

Editorial: Tenha juízo, Ciro.


Ter um cidadão como Ciro numa campanha presidencial engrandeceria enormemente o debate. Tê-lo na Presidência da República, significaria ter alguém preparado para enfrentar nossos principais gargalos, um gestor íntegro e dotado de espírito público. Talvez fosse tudo que nós precisássemos neste momento. Porém, Ciro já ofereceu suas propostas à população brasileira por quatro vezes, não sendo bem-sucedido em nenhuma delas. Não acreditamos que seria desta vez, numa quinta candidatura, que as coisas pudessem ser diferentes. Em São Paulo, no dia de hoje, onde participa de evento com os tucanos paulistas, Ciro voltou a falar sobre o assunto, argumentando que uma decisão sobre se seria candidato ao Planalto ou ao Palácio da Abolição só será definida na primeira semana de maio. Paulo Serra será o candidato dos tucanos ao Palácio dos Bandeirantes. 

Por incrível que possa parecer, ele ainda está tentado ao Palácio do Planalto. Se tivesse juízo, não pensaria mais no assunto. Soubemos que ele teria autorizado o seu nome para testagens nas novas sondagens das pesquisas de intenção de voto. Tanto um palácio quanto o outro são dois grandes abacaxis que o cearense terá que descascar. No caso do Governo do Ceará, por exemplo, ele sempre enfatiza a necessidade de ter o apoio necessário para viabilizar um eventual governo. Não é coisa simples. Ontem mesmo, em Caicó, membros de uma facção que realizam uma festa foram atingidos por balas - possivelmente num atentado de grupos rivais - um cidadão morreu e outros seis encontram-se sob cuidados médicos. Ou seja, mais uma "tentativa" de chacina. 

Furar a bolha dessa centrífuga da polarização não é tarefa simples. Se os eleitores tivessem preocupados com um programa de governo para país, encabeçado por alguém que faz a lição de casa e conduz a gestão sem os famigerados escândalos de corrupção, ele já teria sido eleito. Tenha juízo, Ciro. A gente sabe que não há como você deixar a vida pública, mas vamos esperar 2030. 

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Editorial: A força dos Cunha Lima na política paraibana


Os Cunha Lima é uma das famílias mais tradicionais da política paraibana. Houve um tempo em que, sob a liderança do poeta Ronaldo Cunha Lima, a família exerceu uma espécie de hegemonia na política paraibana. O poeta foi embora, mas deixou seus descendentes atuando na política local, tendo a cidade de Campina Grande como o grande reduto eleitoral do grupo. Cássio Cunha Lima, filho de Ronaldo Cunha Lima, foi eleito prefeito da cidade com apenas 20 anos de idade e, segundo dizem, com mais de 80% dos votos válidos. Depois Cássio foi eleito governador por dois mandatos e, finalmente, senador. Hoje ele permanece na política, mas atua nos bastidores, de forma discreta, preparando uma espécie de transição geracional, a partir dos seus descendentes, entre eles Pedro Cunha Lima e Diogo Cunha Lima. 

Vive em paz, na tranquilidade do lar, cuidando da saúde, dos netos, preparando os churrascos nos finais de semana. Foi a melhor opção que ele fez na vida, pois não há melhor coisa do que viver em paz. Nas eleições estaduais de 2022, Pedro Cunha Lima foi o segundo mais votado, perdendo apenas para o ex-governador João Azevedo. À época Pedro era filiado ao PSDB, uma geração que poderia ter salvo os tucanos naquele momento, conforme enfatizamos num artigo publicado aqui no blog. Até hoje não entendemos porque os tucanos perderam aquela geração, que tinha ainda os governadores Eduardo Riedel, Raquel Lyra e Eduardo Leite. Pedro, hoje filiado ao PSD, está alinhado ao projeto do ex-prefeito Cícero Lucena, filiado ao MDB, juntamente com Veneziano Vital do Rego. Diego Cunha Lima, irmão de Pedro e filho de Cássio, será confirmado na vice de Cícero Lucena. 

O prefeito de Campina Grande atualmente é Bruno Cunha Lima, que segue outro rumo, ou seja, abriu uma dissidência na família e deverá apoiar o nome do senador Efraim Filho(PL-PB) ao Governo do Estado. Sua esposa, Juliana Cunha Lima, deverá a ser a vice de Efraim Filho. No geral, os Cunha Lima estão muito bem representados, indicando a força da família na política paraibano desde Ronaldo Cunha Lima. Não seria nenhuma surpresa se a chapa encabeçada por Lucas Ribeiro(PP-PB) ainda abra algum canal de articulação com a família Cunha Lima. Como senador, são conhecidas as intervenções poéticas de Ronaldo Cunha Lima no plenário do Congresso Nacional, mesmo quando ofendido pelos adversários. 

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