pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Editorial: 6º Fase da Operação Compliance Zero


Hoje a Polícia Federal realizou a 6º Fase da Operação Compliance Zero, que culminou com a prisão do pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, sobre quem pesa a suspeita de continuar operando na organização denominada de "A Turma", utilizando-se de expedientes como troca regulares de aparelhos celulares, assim como procedendo as ligações de outros países, a exemplo da Colômbia, financiando suas operações. A PF suspeita que, mesmo com a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, as operações da "Turma" continuaram. Já se imaginava a dimensão gigantesca da teia de irregularidades que estavam por trás das operações fraudulentas envolvendo o Banco Master. 

Num país como o nosso, não se trata de nenhuma surpresa que essa teia tem atraído tantos agentes públicos nos Três Poderes da República. Em certa medida, é a régua ou medida do que nós somos. Num país mais sério, já seria o momento de fechar o cabaré mas no Brasil eles dão sempre um "jeitinho". CPI's de "conveniência", longe de serem motivadas em defesa do interesse público, políticos legislando para favorecer as falcatruas - caso Master e INSS - ministros ordenando o arquivamento de provas obtidas com um esforço tremendo da Polícia Federal, entre outras espertezas. Não foi por acaso que admitimos, logo cedo, que essa acusação contra o candidato Flávio Bolsonaro possa ser creditada no arsenal da "perseguição política" e, num contexto de polarização esgarçante possa até "colar", principalmente junto ao seu eleitorado cativo, que atinge em média um pouco mais de 40% do eleitorado. 

A direita está dividida e alguns dos seus mais ilustres representantes até tentam tirar proveito da situação. Eduardo Bolsonaro e o Romeu Zema já andam trocando farpas nas rede sociais. Ronaldo Caiado foi mais discreto assinalando que o mais importante ainda é derrotar o PT. O próprio Flávio admitiu ter pedido dinheiro ao banqueiro para a realização do filme sobre o seu pai, Jair Bolsonaro. O áudio é autêntico. Ainda não se sabe com o Intercept teve acesso a ele antes de outros canais. Falou-se que poderia ter sido resultado das perícias da Polícia Federal nos aparelhos celulares do banqueiro, mas a informação não é oficial.  

Editorial: O diálogo cabuloso entre Flávio e Vorcaro



Hoje, 14, em operação da Polícia Federal, o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, foi preso. Segundo as primeiras informações, a PF suspeita que ele integrava aquela "turma" que havia prometido arrancar os dentes de um jornalista. Ontem, 13, já no final da tarde, começou a repercutir a divulgação de um áudio onde o pré-candidato às eleições presidenciais de 2026, Flávio Bolsonaro, aparece pedindo a quantia de 61 milhões de reais ao banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de um filme sobre o seu pai, Jair Bolsonaro. Durante o diálogo, Flávio Bolsonaro relata ao banqueiro as dificuldades com as faturas que precisam ser pagas com o objetivo de viabilizar a película. 

Ainda no dia de hoje teremos novas repercussões deste fato, mas já podemos tirar algumas conclusões depois que o próprio Flávio confirmou o diálogo e inúmeros órgãos de imprensa assegurarem a autenticidade do áudio obtido pelo site Intercept. É o que no jargão popular é conhecido como batom na cueca. Ontem mesmo o staff de campanha do pré-candidato teria se reunido para avaliar os danos colaterais produzidos pelo escândalo, com potencial, inclusive, de sepultar o seu projeto de tornar-se presidente da República Federativa do Brasil. A análise é feita tomando como parâmetro os princípios republicanos, mas no Brasil de uma polarização política esgarçante tudo é possível, inclusive nada. 

O PT já se movimento para instaurar uma CPMI do Banco Master, algo que abominava no início, com o objetivo de jogar o escândalo da maior fraude bancária do país no colo do bolsonarismo. Esta mesma CPMI que, num determinado momento político, o partido fez gestão para não aprová-la. A equação indica claramente as motivações do partido, que não são motivações republicanas. Ontem o Planalto conseguiu subir um pouco à superfície e dar aquela respirada do que estão se afogando. A pesquisa do Instituto Quaest mostra uma melhoria da avaliação de Lula, mesmo que pontual ainda; o "teto" de Flávio Bolsonaro - com uma torcida pela queda depois dos diálogos cabulosos -; e a vantagem numérica de Lula sobre Flávio num eventual segundo turno. 


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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Editorial: Ciro lança candidatura no Conjunto Ceará


A pauta de hoje, dia 13, a rigor, está até bem movimentada, com uma nova pesquisa do Instituto Quaest sobre a disputa presidencial e a avaliação do Governo Lula, assim como as repercussões em torno do "novo" plano de segurança pública para o enfrentamento do crime organizado. Já íamos esquecendo aqui da extinção da taxa das blusinhas - no bojo desse pacote de bondades pré-eleitoral - medida com o potencial de prejudicar os produtores locais, gerando desemprego no setor têxtil. Em relação à pesquisa, nada a comentar, exceto o fato de que Lula ultrapassou Flávio num eventual segundo turno, mas tudo dentro da margem de erro, ou seja, 42% a 41%. 

Depois de evitar a arapuca- e a tentação, registre-se - de mais uma candidatura presidencial, o ex-Ministro Ciro Gomes lança sua candidatura ao Governo do Ceará, no próximo dia 16, no Conjunto Ceará, em Fortaleza, tradicional reduto político do candidato. Ciro mantém com este bairro uma relação afetiva, desde as décadas de 80 e 90, quando ainda era prefeito de Fortaleza. Como prefeito, Ciro fez vários investimentos de infraestrutura no bairro, tornando-se uma referência de gestor público para os moradores locais. Não sabemos em que circunstâncias, mas o próprio Ciro admite que a sugestão para que ele assumisse uma candidatura ao Governo do Estado surgiu neste bairro. 

Ciro é meio doido, como ele mesmo admitiu. Quase aceitava a proposta de Aécio Neves para mais uma candidatura presidencial. Seria um melhor presidente do que as opções que estão sendo oferecidas aos eleitores neste momento. Mas, por algum motivo,  a centrífuga da polarização continua produzindo seus efeitos danosos para o país. A batalha pelo Palácio da Abolição poderá se tornar, com certeza, a campanha mais renhida que Ciro Gomes já enfrentou. Mantida a candidatura de Elmano de Freitas, ela terá toda a carga de apoios do Planalto. Se, mesmo assim, ele não reagir nas pesquisas de intenção de voto, sugere-se que Camilo Santana poderá entrar na disputa, tornado o pleito equilibradíssimo, disputado voto a voto.


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Editorial: Alcolumbre ainda está amuado com Lula


Política é feita de gestos. A ausência de um político em determinada cerimônia oficial é logo observada pela imprensa, daí se tirando as conclusões inevitáveis. Se deixou de comparecer é porque fez uma desfeita com o anfitrião. Se não foi convidado é porque o prestígio está em baixa. Ontem, 12, em dois episódios, o lançamento do programa de enfrentamento ao crime organizado do Governo Federal, assim como na posse de Nunes Marques no TSE, o comportamento do Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, foi observado pelos atentos repórteres. Alcolumbre, embora convidado, preferiu não comparecer ao lançamento do programa do Governo Federal. Foi à posse de Nunes Marques, mas não teria conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Por razões que interessam a ambos, este distencionamento deve ocorrer. O Governo optou por não entrar num confronto direto, mas, ao que sabe, mandou averiguar os cargos indicados pelo presidente do Senado Federal no segundo escalão do Executivo. Hoje, 13, o jornal O Estado de São São Paulo traz uma matéria sobre o PCC, apontando como esta organização cresceu desde 2o12. Hoje eles atuam em 14 tipos de negócios, com os seus chefes de departamento, que vão desde a coleta de lixo aos garimpos ilegais na Amazônia, e movimentam algo em torno de 10 bilhões de reais por ano. Ou seja, em apenas um ano eles arrecadam com suas operações todo o montante de recursos destinados a combatê-los.  

Um fato que chama a atenção é que algumas igrejas neopentecostais é hoje um desses "departamentos". Já foram publicados alguns livros tratando especificamente deste assunto. Existe o fato da proximidade geográfica, uma vez que a maior atuação dessas igrejas é exatamente em áreas também de atuação de milícias e o crime organizado, a exemplos das favelas, assim como a questão nevrálgica da lavagem da dinheiro. Em áreas controladas pelo TCP - Terceiro Comando Puro - segundo comenta-se, até as missas realizadas pela Igreja Católica estão sendo proibidas. Este componente é sensivelmente preocupante porque entramos aqui no terreno pantanoso do radicalismo religioso. 

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terça-feira, 12 de maio de 2026

Editorial: O colapso de Cabedelo



Vamos começar fazendo os elogios. Isto talvez atenue um pouco o que virá a seguir. Recomendamos a leitura de um artigo escrito pelo Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco, Áureo Cisneiro, publicado no blog do Magno Martins, hoje, dia 12. De fato, o crime organizado tornou-se uma grande organização empresarial, movimentando cifras astronômicas, sem que o Estado consiga manter um controle sobre tais movimentações. Um perfil de multinacional, para sermos mais precisos, uma vez que atua em vários países. O PCC, segundo suspeita-se, poderia ter o controle de drogas que abastecem o mercado europeu. Hoje eles atuam com CNPJ, como as investigações em São Paulo já indicaram, principalmente no transporte de passageiros. Na iniciativa privada, então, até um perfume que você compra naquela cadeia de perfumaria famosa pode ter ligação com a facção. 

O afastamento de suas funções de 25 servidores da Receita Federal que atuavam no Porto do Rio de Janeiro, que, supostamente, agiam de forma mancomunada com práticas ilícitas, dá uma dimensão da encrenca que temos pela frente quando estamos tratando do envolvimento dos agentes de Estado que, teriam, por dever de ofício, impedir essas práticas. Um dado que merece o nosso reconhecimento por aqui é o trabalho primoroso que vem sendo realizado pela Polícia Civil do Estado da Paraíba no tocante ao enfrentamento ao crime organizado, inclusive com um padrão excepcional de articulação com as polícias e órgãos federais. Se o Governo Federal deseja articular  bem essas ações é bom ficar atento ao que já vem ocorrendo na Paraíba. 

Infelizmente, o estado passa por um momento muito delicado neste sentido. Enquanto a reportagem do Fantástico sobre o o que ocorre em Cabedelo ia ao ar, facções rivais trocavam tiros no bairro da Colinas do Sul, Grande João Pessoa, pelo controle de territórios. Cabedelo é um caso emblemático de como o crime organizado saiu das periferias, dos bairros mais empobrecidos da cidade e chegou às altas esferas do poder público municipal, através de um conluio perpetrado entre agentes públicos e privados, atuando em licitações fraudulentas, práticas de rachadinhas, emprego de faccionados na máquina, entre outros expedientes. Inclusive um caso de logística curioso, porque, pelo que se sabe, o suposto operador comanda tudo a partir do Complexo do Alemão. 


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Editorial: O plano do Governo contra o crime organizado



30% do território brasileiro já estaria sob o comando do crime organizado; 41% da população reside em áreas onde já se observa a presença de facções ou milícias; Organizações como o PCC, antes vinculadas apenas a ilícitos e comércio de entorpecentes, agora, a exemplo do CV, começa atuar também no controle de territórios, determinando normas a serem cumpridas pelos moradores desses espaços; Alianças já estariam sendo celebradas entre essas duas organização pelo país inteiro. O maior eleitor das eleições presidenciais de 2026 é o medo. A população brasileira está assustada. A reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, do último domingo,  sobre uma cidade em estado de colapso na Região Metropolitana de João Pessoa, é um exemplo pavoroso do que estamos presenciando no país inteiro.  

Voltaremos a discutir o caso de Cabedelo num outro momento. Ontem, 11, o Governo Lula anunciou um audacioso plano de combate ao crime organizado, orçado em 11 bilhões de reais. Entre outros projetos, o plano prevê uma asfixia financeira das organizações criminosas, maior controle sobre a segurança das unidade prisionais, impedindo os trabalhos home office a partir dessas unidades. Não conhecemos o plano em sua inteireza, não sendo pertinente fazermos considerações sem conhecê-lo, mas é preciso dizer que estamos lidando com algo muito complexo, exigindo uma ação sistêmica, estratégia de longo prazo e liderança coordenada. Teríamos longas divagações pela frente para discutirmos cada uma dessa questões, algo que não seria possível num espaço de um editorial. 

Mas já vamos antecipar aqui as enormes dificuldades que a União hoje enfrenta em estabelecer um consenso mínimo sobre essas ações junto aos entes federados, assim como a infiltração do crime organizado no aparato de segurança do Estado, exigindo-se, por consequência, uma reestruturação das polícias estaduais, o que não é algo tão simples. Não fosse essa polarização entre petista e bolsonaristas, um candidato que oferecesse uma solução para este problema teria enormes chances eleitorais. Infelizmente chegamos a este estágio. 

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Editorial: Alfredo Gaspar lidera a corrida pelo Senado Federal em Alagoas


Os eleitores que nos acompanham sabem que, muito raramente, há publicações por aqui acerca da situação política no estado de Alagoas. Nessas próximas eleições, porém, estamos sendo tentados a mudar um pouco este comportamento, principalmente em razão do intrincado jogo de xadrez político que está se configurando em relação àquelas eleições. Tem se mostrado bastante interessante a movimentação dos principais atores no tabuleiro político estadual. Até bem pouco tempo, por exemplo, falou-se num suposto encontro entre o ex-prefeito da capital, JHC(João Henrique Caldas) com o ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lyra. Especulou-se, então, sobre a possibilidade de uma aliança entre ambos, com o propósito de isolar os Renan, que estão concorrendo ao Senado e ao Governo do Estado. 

Hoje, tanto JHC quanto Lyra seguem caminhos distintos, em raia própria, em busca do voto do eleitor alagoano. O deputado federal Alfredo Gaspar, que teve uma participação exemplar como relator da CPMI do INSS, teria sido sondado para a montagem de um palanque em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Neste caso, ele abdicaria de uma das vagas praticamente certa ao Senado Federal para disputar o Palácio dos Martírios. Por enquanto, algo não se ajustou e ele hoje é pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, aparecendo muito bem nas pesquisas de intenção de voto, num reconhecimento legítimo do eleitorado do estado, em função do seu trabalho como homem público, honrando cada voto que recebeu. 

O mesmo reconhecimento esperamos que receba, lá pelas bandas das Alterosas, o senador Carlos Viana, que presidiu os trabalhos da CPMI do INSS. Até o momento ele está bem posicionado, mas o quadro lá está bastante disputado. A reeleição do senador Carlos Viana depende de uma série de arranjos e conformações no tabuleiro político de Minas Gerais. E, por falar em Minas Gerais, nos próximos dias o senador Rodrigo Pacheco deve manter um encontro com emissários do PT no sentido de definir sua situação política na disputa pelo Palácio Tiradentes. O próprio Rodrigo Pacheco, para sermos sincero, nunca demonstrou grande interesse nesta disputa. 

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Charge! Aroeira via Brasil 247

 


Editorial: Balcão de negócios


A expressão "balcão de negócios" é relativamente antiga, usada para identificar as inúmeras maracutaias que se realizam na capital federal entre entes privados e parlamentares, sempre em prejuízo do interesse público. Ela voltou a ser usada por ocasião do estouro do escândalo do Banco Master, onde já se sabe que o CEO do banco utilizava-se, supostamente, de expedientes escusos para corromper autoridades e políticos de Brasília. Caiu um dos figurões do Centrão e o grande temor agora é em relação ao próximo da fila, uma vez que as ofertas - imóveis de luxo, cartões sem limites de gastos, festas da cueca com modelos internacionais - eram simplesmente irrecusáveis. Pelo andar da carruagem das investigações da Polícia Federal ninguém mais tem dúvidas de que a lista é enorme. 

A investigações apontam, inclusive, que alguns desses políticos teriam uma relação que poderia supostamente ultrapassar os limites de apenas suborno. Tornaram-se sócio das maracutaias do banqueiro. Membro da CPMI do INSS, a exemplo do  deputado federal Evair Vieira de Melo, já desconfiava da estratégia utilizada pelo banqueiro para não identificar e deixar rastros sobre as pessoas que utilizavam esses cartões do banco, com limites de gastos ilimitados, registrados no nome do próprio banqueiro. Caso a CPMI tivesse sido prorrogada, poderíamos ter contado, inclusive com a presença do próprio Daniel Vorcaro nos trabalhos da comissão. O sistema brecou. 

A conclusão hoje é que o banqueiro está oferecendo muito pouco em relação ao acordo de delação premiada. Segundo os observadores, a estratégia seria poupar alguns figurões que ainda poderiam ajudá-lo. Não terá acordo se a estratégia permanecer esta. A Polícia Federal já teria recomendado que ele voltasse à Papuda, uma vez que o acordo proposto não contribui para o avanço das investigações. Mesmo sem sua colaboração, as investigações avançam e não há dúvidas de que teremos novidades, talvez ainda nesta semana.

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domingo, 10 de maio de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: o incômodo "silêncio" dos bolsonaristas.



Num encontro bastante festejado, com a presença de correligionários de todo o estado, o Presidente Estadual da União Progressista, o deputado federal Eduardo da Fonte, anunciou, com bastante entusiasmo, o apoio da poderosa federação ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. Em seu discurso, como já era previsível, anunciou que está pronto para ser indicado para concorrer a uma das vagas ao Senado Federal na chapa a ser anunciada pelo Palácio do Campo das Princesas. Neste momento, sentimos um franzir de rosto da governadora, que sabe que terá um problemão pela frente no sentido de acomodar, em duas vagas disponíveis apenas, um séquito de desejosos pela indicação, integrantes de partidos que compõem a sua base de sustentação. 

Acompanhando as movimentações políticas pelos diversos estados da federação, algo nos chama a atenção. Os movimentos dos bolsonaristas aqui no estado são bastante discretos. Recentemente, numa visita ao polo têxtil do estado, o candidato João Campos foi ovacionado aos gritos de "Raquel"! Raquel"! "Raquel"!. Aquela área ali é um tradicional polo, na realidade de bolsonaristas. Numa das cidades integrantes desse polo, o ex-presidente Jair Bolsonaro deu, literalmente, uma surra em Lula na eleição passada. Salvo melhor juízo, em Santa Cruz do Capibaribe, uma cidade que integra este polo, o bolsonarista teve a maioria dos votos. Um dado a ser considerado é que cidade teria uma população flutuante, ou seja, muitos moradores provém de outras regiões do país e fazem apenas negócios na cidade. 

Este é um dado que pode indicar uma identificação desse eleitorado bolsonarista com a governadora Raquel Lyra. Mas nem precisávamos tanto, uma vez que a nata do bolsonarismo do estado, vinculada ao PL, está abrigada no guarda-chuva do Palácio do Campo das Princesas. Em princípio, a governadora não irá declarar um apoio ostensivo ao nome de Flávio Bolsonaro no estado, uma vez que flerta com o eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por outro lado, é pouco provável que os bolsonaristas sejam acomodados, em sua plenitude de interesse, na composição da chapa. Inclusive tratando-se aqui da montagem de um palanque em apoio a Flávio no estado. E agora? O que fazer? 

Gilson Machado já sinaliza que será candidato a deputado federal. Anderson Ferreira, por sua vez, participou de um churrasco e uma pelada na casa do candidato Flávio Bolsonaro, em Brasília, onde ficou ratificado que o candidato deseja os bolsonaristas melhor posicionados no estado para o enfrentamento das próximas eleições. O neobolsonarista, Mendonça Filho, já esteve nas anotações de Flávio como um potencial apoio ao Senado Federal em Pernambuco. Aventamos por aqui a possibilidade com uma união entre o PL e o Novo, através de um nome que, embora não assumisse que era pré-candidato, já contava com escores razoáveis de intenção de voto, o vereador Eduardo Moura, que já disse que é candidato a deputado federal. Vamos aguardar os próximos lances desse xadrez, mas acreditamos que ainda possamos ter algumas surpresas.  

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Editorial: STF suspende aplicação da Lei da Dosimetria



O Ministro Alexandre de Moraes suspendeu o cumprimento da Lei da Dosimetria, a despeito da promulgação pelo Senado Federal. Segundo a imprensa comenta, em seu despacho o magistrado aponta as dificuldades da execução da lei diante dos embaraços jurídicos já em andamento, com centenas de condenados em cumprimento de penas. Realmente, isso vai dá uma dor de cabeça jurídica pela frente, além do nó górdio que precisa ser desatado na relação entre os Três Poderes da República. Trata-se de mais um daqueles episódios onde essa relação complicada atinge momentos de agudeza. Logo em seguida à revogação, vários parlamentares de oposição se pronunciaram em protestos. 

O Ministro Alexandre de Mores teria atendido a requerimentos de contestação encetados por partidos como o PSOL e Rede. Salvo melhor juízo, o caminho agora é aguardar uma avaliação pelo pleno do Supremo Tribunal Federal. Não saberemos se o caso terá um desfecho até outubro, quando do primeiro turno das eleições presidenciais. O fato é que este será um dos temas interessantes no que concerne ao debate entre os pretendentes a ocupar a cadeira do Palácio do Planalto. Já há candidato prometendo subir a rampa com os envolvidos no 08 de janeiro, já então anistiados, no primeiro ato. Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e possivelmente Romeu Zema estão entre eles. 

Lula é contra. O veto presidencial, que foi rejeitado pelo Senado Federal, produziu um grande desconforto no Palácio do Planalto. Aliada à rejeição da indicação do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal, foi mais uma daquelas derrotas difíceis de assimilar. Ainda bem que o Governo refez os cálculos políticos e optou por adotar uma postura apaziguadora em relação ao Legislativo, evitando, assim, maiores consequências. Para esta missão foram escalados os dois "bombeiros" José Múcio e José Guimarães, que já teriam agendados um encontro entre Lula e Davi Alcolumbre. 

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sábado, 9 de maio de 2026

Charge! Borega via Tribuna Feirense

 


Editorial: Ciro Gomes confirma candidatura ao Governo do Ceará



No próximo dia 12 haverá um encontro dos parlamentares que apoiam o projeto da candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao Governo do Estado do Ceará. O encontro está agendado para a ALECE - a Assembleia Legislativa do Ceará. Dia 16, data que está sendo festejada nas redes sociais, no Conjunto Ceará, em Fortaleza, finalmente, Ciro Gomes dirá que concorre à cadeira do Palácio da Abolição. Gerou-se muita expectativa em torno deste assunto, sobretudo depois que começaram os rumores acerca de uma nova candidatura do cearense à Presidência da República, muito motivada pelo Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves. Melhor assim. Nesta semana, a revista Veja traz uma matéria apontando que o quadro da eleição de 2026 ainda não está completamente definido. De cada 10 eleitores, 4 estariam dispostos a mudarem de voto, segundo um levantamento realizado pelo Institutos Genial\Quaest e Meio e Ideia.  

Na realidade, o eleitorado está dividido entre o desgaste do petismo e as temeridades e incertezas concernentes ao bolsonarismo. Mesmo assim, a centrífuga da polarização fecha sua visão desses eleitores acerca dos graves problemas que enfrentamos em relação à condução da economia, cujas "bondades" estão sendo feitas sem lastro, assim como o negativo repertório para a saúde das instituições da experiência bolsonarista. Alguém estava perguntando ontem se, em algum dia, as nossas instituições estarão voltando aos patamares dos índices institucionais de antes do bolsonarismo. Ciro, inutilmente, tentou romper este ciclo. Os eleitores não o ouviram antes e, possivelmente, não o ouviria numa nova tentativa. 

Não se pode dizer que ele não combateu o bom combate, tentando abrir os olhos dos eleitores. No Ceará, a batalha não é menor, em razão dos problemas de gestão enfrentados, com a ampliação dos territórios de Estado sendo ocupados pelo crime organizado. Ciro, ao lado JHC de Alagoas, é a esperança de soerguimento ou volta ao protagonismo político dos tucanos, desta vez pelo Nordeste. Engolir sapos faz parte do mitiê político. Não é bem este o estilo de Ciro Gomes, mas ele vai precisar conviver com a fina flor do bolsonarismo, assim como articular o palanque de Flávio Bolsonaro no estado. 

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Editorial: Polícia Federal descobre como a mesada para a senador escapava da fiscalização.


Não faz muito tempo, uma quadrilha movimentou quase três milhões de reais aqui no Recife. A quantia, na realidade, é uma micharia diante do montante de recursos movimentados pelo crime organizado. O problema, neste caso, é que esta quantia foi sacada em espécie, na boca do caixa. Um cidadão comum que movimenta dez mil reais já precisa preencher um cadastro de controle de movimentação financeira. Muitos atores são envolvidos nessas maracutaias, burlando os procedimentos de praxe. A Polícia Civil do Estado, que já estava de olho, aprendeu a quantia mencionada.  Numa viagem que fizemos à Salvador, na Bahia, resolvemos esticar um pouco para a região do Recôncavo, para conhecermos a aprazível cidade de Cachoeira. 

Na volta, compramos um desses papéis prensados recheados de amendoim torrado, em formato de canudo, algo que era bastante comum na infância. Mantivemos um desses canudos dentro da bolsa de viagem, logo detectado pelas máquinas de Raio X, exigindo-se um exame minucioso da bolsa, talvez com a suspeição da possibilidade de que transportávamos alguma arma. Outros passam com maletas com toda a tranquilidade, onde nem precisam passar pelo Raio X, como a imprensa tem divulgado. Este prólogo é em razão das descobertas da Polícia Federal sobre a tal mesada paga pelo banqueiro ao senador. Já se sabe que os cartões que pagavam as orgias das viagens ao exterior ficavam, supostamente, em nome do próprio banqueiro ou do banco, não se identificando quem realizavam tais gastanças. 

Agora a Polícia Federal suspeita que a mesada, embora em valores altos, eram pagas fracionada, com valores um pouco abaixo dos dez mil reais para escapar do controle estatal sobre as movimentações financeiras. Diante desses novos fatos, o PT se empenha pela aprovação da proposta de uma CPMI do Banco Master, iniciativa que não contou com o apoio da legenda no início. Os bolsonaristas, por sua vez, veem com cautela algo que já estava em costura, ou seja, uma articulação com segmentos do Centrão. O que nenhum candidato deseja é ser associado ao escândalo há poucos meses da eleição presidencial. 

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Editorial: Delação à vista



Ontem, 7, comentávamos por aqui acerca dos problemas relativos à proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Tanto o Ministro André Mendonça, relator do caso no STF, assim como a Procuradoria-Geral do Estado e a própria Polícia Federal consideram insuficientes o que seus advogados estão oferecendo. Pelo menos no que concerne à Polícia Federal, no curso dessa operação denominada de Compliance Zero, é que se conclui que ele está oferecendo revelar tão somente o que a PF já sabe. Já há quem esteja propondo que o banqueiro volte a cumprir pena na penitenciária onde ele estava antes da transferência para a sede da Polícia Federal. 

E, por falar em transferência, O Ministro André Mendonça autorizou a transferência do ex-diretor do BRB, Paulo Henrique Costa, para a Papudinha, o que pode ser lido como um avanço nas negociações de uma nova delação premiada proposta pelos seus advogados. Há situações onde o sujeito está tão enredado que não existe outra alternativa. Ontem, 07, com a realização da quinta fase da Operação Compliance Zero, começamos a entrar nas entranhas de como este, que é considerado o maior escândalo de fraudes bancárias do país, contou com a ajuda providencial de nomes políticos de peso na capital federal. 

A PF desconfia que a redação da alteração da lei do FGC tenha sido redigida pelo próprio banco Master. "saiu exatamente como nós queríamos". Daniel Vorcaro é um grande arquivo vivo. Ainda jovem, é impressionante como este cidadão conseguiu montar uma estrutura tão articulada, capaz de penetrar e corromper atores no núcleo duro dos Três Poderes da República. Ele sabe muito coisa e a Polícia Federal tem consciência sobre o quanto ele pode revelar. É preciso que os advogados voltem a conversar com ele e apresentem uma nova proposta aos órgãos da República que investigam o caso.  

Editorial: Os senadores do PT na Paraíba


Um palanque duplo do PT em Pernambuco não está completamente descartado, segundo o próprio Presidente Nacional da legenda. Nas palavras de Edinho Silva, o PT no estado tem um candidato "preferencial", que seria o ex-prefeito João Campos. Não se descarta a possibilidade de uma composição com a governadora Raquel Lyra(PSD-PE), embora a conjuntura não seja a melhor possível, uma vez que o Palácio do Campo das Princesas tornou-se um ninho de bolsonaristas. Isso se torna ainda mais improvável depois dos últimos acontecimentos, envolvendo integrantes da poderosa federação União Progressista, que passou a ser um problema para o próprio Flávio Bolsonaro, que vinha de namoricos com o Centrão. 

Há algum tempo, o PT emitiu uma lista sobre os senadores da legenda para o pleito de 2026. Alguém observou que aqui em Pernambuco só aparece o nome do atual senador, Humberto Costa, que tenta renovar o mandato. O nome de Marília Arraes(PDT-PE), que integra a mesma chapa com Humberto, não apareceu nesta lista, sinalizando algum ruído. Na Paraíba, o PT vai apoiar senadores de chapas distinta, a despeito dos apelos do Presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, que gostaria que Lula emprestasse apoio ao nome do seu pai, Nabor Wanderley, ex-prefeito de Patos, que integra a chapa de Lucas Ribeiro(PP-PB), apoiada pelo PT, cujo outro nome ao Senado Federal é o ex-governador João Azevedo(PSB-PB), este sem "arestas", uma vez que é socialista. 

Por outro lado, abriu-se uma dissidência interna no PT estadual - a partir do diretório municipal de Campina Grande - que resolveu declarar apoio ao projeto de reeleição do senador Veneziano Vital do Rego(MDB-PB), mais identificado com o projeto petista e a reeleição de Lula. Ontem isso foi confirmado oficialmente, por Edinho Silva, que aparece numa foto ao lado de Veneziano Vital nas redes sociais. É uma atitude sensata e coerente do PT estadual. Um eventual acordo com Hugo Motta seria a partir de arranjos celebrados em Brasília, totalmente desconectado da realidade do estado da Paraíba. Vital do Rego, embora na composição da chapa do ex-prefeito Cícero Lucena(MDB-PB), é muito mais identificado com o PT. O PT do estado apoia senadores de chapas diferentes, o que se sugere que possa ter tentado a governadora Raquel Lyra com a inclusão de Túlio Gadelha em sua composição.

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Editorial: Zé Múcio põe panos mornos na briga entre Executivo e Congresso



O pernambucano José Múcio Monteiro é um conciliador por natureza, daqueles políticos que aparam as arestas entre as partes, construindo pontes, consensos mínimos. Neste sentido ele se parece muito com o ex-senador Marco Maciel, exímio articulador, apagador de incêndios. Pode-se dizer que são da mesma escola. Quando se aposentou do TCU poderia muito bem voltar ao seu reduto político, conviver mais com a família, ouvir os pássaros canoros pela manhã e ao final da tarde, comer mel de engenho com cuscuz, doce de leite preparado com leite ainda fresco e o tradicional bolo de rolo com bastante recheio de goiaba, uma "invenção" tipicamente pernambucana, uma vez que o original português era recheado com amêndoas e nozes. 

Dizem até que teria uma proposta irrecusável para atuar na iniciativa privada, mas atendeu ao pedido de Lula para assumir o Ministério da Defesa num dos momentos mais delicados, logo após o 08 de janeiro. Neste embate com o Congresso Nacional, principalmente em relação ao Senado Federal, se o Executivo não buscasse uma conciliação amargaria mais algumas dores de cabeça. Lula superestimou sua capacidade pessoal e subestimou os ardis e as armas do adversário. Ainda bem que seus assessores mais diretos o convencerem que o caminho - o único sensato, aliás - era a conciliação. Depois da rejeição do nome de Messias, há, pelo menos, oitenta outras indicações do Executivo que precisam de aprovação nas inúmeras comissões na Casa Alta. A governança, que não vai bem, poderia ficar pior. 

Lula escalou o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o Ministro da Articulação Institucional, José Guimarães, para esta missão. Neste terceiro mandato, Lula nunca acertou a mão em duas áreas estratégicas, a comunicação institucional e a articulação política, que vem dando dores de cabeça desde o início do governo. Gambiarras e panos mornos são utilizadas com frequência nestas áreas nevrálgicas. Pessoas sem know-how na comunicação já estiveram à frente da SECOM, assim como políticos de perfil radical quase sempre estiveram à frente da articulação, a exemplo de Gleisi Hoffmann e agora José Guimaraes. Uma vaselina política seria muito bem-vinda nessa área, alguém com a maleabilidade e o contorcionismo político de um Zé Múcio, que já ocupou o cargo no passado, descascando os abacaxis antes que eles chegassem ao mandatário. 


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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Editorial: As mesadas do Banco Master

Crédito da Foto: Cristiano Mariz\Agência O Globo



Hoje, 07, por ocasião da 5ª fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na casa do senador Ciro Nogueira(PP-PI), em Brasília. Sobre ele pesa a suspeita de ter recebido, de forma regular, uma mesada da ordem de R$ 300,00 mensais, podendo chegar a R$ 500,00. Esta fase da operação não integra, ainda, o acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, que, aliás, conforme informamos mais cedo, está com dificuldade de ser viabilizado porque eles estão oferecendo muito pouco em termos de informações. Eles querem informar o que a Polícia Federal já sabe sobre este enredo nebuloso da maior fraude bancária já ocorrida no Brasil. Aliás, a fraude contra o sistema bancário é apenas a ponta do iceberg, uma vez que outras tipificações de crimes foram cometidas pelo grupo. 

Ciro Nogueira é uma das principais referências do Centrão no país e preside a poderosa União Progressista, que integra o União Brasil e o Partido Progressista. Antes da operação ser realizada, por dever de ofício- e possivelmente evitar novos melindres - o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou ao Presidente do Senado Federal, David Alcolumbre, que um dos alvos da operação seria um senador da República. Ficamos aqui a imaginar quem seria atingido no curso dessas investigações, assim como até onde elas irão. Há muita gente graúda enredada, comprometida até a medula com essas maracutaias. 

Há pouco um jornal aventou a possibilidade de uma alta autoridade do Poder Legislativo ter feito gestões junto ao Chefe do Executivo no sentido de obter uma blindagem no que concerne a tais investigações. A mudança de comportamento do PT em relação à abertura de uma CPMI sobre o Master, reforça um pouco a tese levantada pelo jornal. Essas "coxias" teria, na realidade, influído decisivamente, conclui-se, na rejeição ao nome de Messias para o STF. Para os eleitores que desejam aprofundar este assunto, recomendamos a leitura da coluna da jornalista Malu Gaspar. Isso reforça a tese levantada por este blog, observando que as investigações sobre o Banco Master tornou-se o grande divisor de águas em Brasília. Toda trama se desenvolve sobre quem é contra e quem é a favor das investigações. Já íamos esquecendo. Os presentinhos com imóveis milionários sugere-se que, como suspeitava a PF, era uma prática recorrente. 


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Editorial: PGR e PF recusam os termos da delação premiada de Daniel Vorcaro.


Repercute desde ontem, 06, a informação de que a PGR e a PF teriam recusado os termos da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Perdoem os leitores a ausência dos termos jurídicos mais adequados, mas é como se o que eles estão propondo delatar não atendesse às expectativas das autoridades. O Ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no STF, inclusive, supostamente, teria mantido um diálogo ríspido com os advogados do ex-banqueiro. Este caso do Banco Master é bastante complicado, uma vez que envolve atores bem posicionados nos Três Poderes da República. Ontem mesmo, na quinta fase da Operação Compliance Zero, um senador da República foi arrolado numa operação de busca e apreensão.  

Supostamente há divergências, igualmente, no que concerne ao montante que seria devolvido aos cofres públicos. Somente um dos implicados no caso do escândalo do INSS se propôs a devolver a bagatela de R$ 400 milhões. O cidadão mantinha empresas que prestavam "serviços" aos segurados e pensionistas do INSS. Se os advogados continuarem nesses termos, talvez não se chegue a um acordo entre as partes. Ainda ontem um primo do banqueiro, Felipe Cançado Vorcaro,  foi preso pela Polícia Federal no curso da Operação Compliance Zero, que investiga esta fraude bancária gigantesca. A acusação é a de eventual pagamento de propina a um senador da república. 

Uma CPMI tratando sobre o escândalo do Banco Master ajudaria os pagadores de impostos a conhecer um pouco mais sobre o assunto. Seria muito bem-vinda, de preferência se os convidados não fossem blindados pelos habeas corpus, permitindo que tal comissão realizasse seu trabalho sem tais inconvenientes. Infelizmente, já perdemos as esperanças em torno deste assunto. Trata-se de uma proposta morta e enterrada. Agora é o PT que, tardiamente, manifesta interesse na apreciação do assunto, quando se colocou veementemente contra lá atrás. 

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: União Progressista recupera espaço no Governo Raquel Lyra.

Crédito da Foto: Blog do Magno Martis


Nossa crônica política local precisa tomar alguns cuidados para não se tornar uma versão da revista de fofocas TITITI. O assunto predominante hoje é um suposto namoro da governadora Raquel Lyra com um assessor especial do Palácio do Campo das Princesas, que seria o seu primo. Do ponto de vista político, o que está em jogo é uma reacomodação da poderosa União Progressista no governo estadual, recobrando espaços perdidos num passado recente, onde as indisposições entre a governadora e suas lideranças moveram as rotativas do Diário Oficial do Estado. Os progressistas poderão voltar a controlar a Copergás e haveria em curso negociações em relação a outros órgãos, a exemplo da CEASA e do Detran. 

A rigor, parte desses cargos já seriam ocupados pelo União Brasil, principalmente liderados pela família Coelho, grupo para o qual alguns desses cargos foram destinados. O problema é que a integração entre os dois grupos, o comandado pelos Coelho (UB-PE), e o comandado por Eduardo da Fonte(PP-PE) não seria tão harmônica assim. E este é um problema que transcende à ocupação de espaço na máquina. A governadora terá que ajustá-los também na disputa de 2026, onde ambos os partidos que integram a federação União Progressista tem seus pretendentes a ocupar um vaga na chapa, de preferência uma das vagas ao Senado Federal.

Na realidade, estão abrigados no Palácio do Campo das Princesas uma "penca" de candidatos ao Senado Federal. Sabe-se lá como a governadora irá se arranjar. Já existe alguns compromissos, a exemplo de Túlio Gadelha, que filiou-se ao PSD para se conformar ao perfil da chapa, com acenos a um eleitorado mais progressista, diluindo o perfil conservador dos apoios da governadora. Fernando Dueire deixou o MDB, filiou-se ao PSD também com este propósito. Dueire já foi tratado pela governadora, em eventos, como "meu senador". Muito em breve ela deverá bater o martelo em relação ao assunto e logo saberemos quem são os escolhidos. 


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Editorial: As pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República estão ficando muito parecidas.


O escritor paraibano Ariano Suassuna adorava tipos humanos engraçados, todos eles devidamente registrados em suas principais obras, a exemplo da peça O Auto da Compadecida. Em suas andanças pelo país, onde realizava as suas famosas aulas espetáculo, o escritor relata um caso ocorrido em sua cidade natal, Taperoá, no Cariri Paraibano. Na realidade, o escritor adotou Taperoá como sua cidade natal, embora tenha nascido em João Pessoa. Como toda cidadezinha do interior que se preze, ali existam alguns desses tipos esquisitos, como o bêbado, o ateu e o doido. Ele relata que, um certo dia, as pessoas da cidade encontraram o "doido" - Ariano, inclusive, tinha grande admiração pelos "doidos" - encostado em um muro tentando ouvir alguma coisa. 

Logo em seguida,  formara-se uma fila de outras pessoas que repetiam o ato automaticamente. Num determinado momento, depois de algum tempo tentando ouvir algo, um deles perguntou para o "doido": - Fulano, até o momento não ouvimos nada. Ele então responde: - Está assim desde as sete horas da manhã. Já passava do meio-dia. É mais ou menos esta a situação que está ocorrendo com as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República já há algum tempo. Os escores são sempre os mesmos, a avaliação do Governo Lula 3 oscila negativamente e abra-se a possibilidade do candidato Flávio Bolsonaro superar Lula num eventual segundo turno, mas ainda dentro de uma margem de erro dos institutos. 

Aliás, também em relação Flávio ele teria atingido o seu "teto". Ontem o Real Time Big Data,  apresentou o resultado de sua nova pesquisa. Praticamente as mesmas configurações de escores ou índices anteriores divulgados pelo instituto, . A metade da população brasileira não deseja mais outorgar um quanto mandato ao presidente Lula e não temos alternativas ao bolsonarismo - em razão da centrífuga da polarização - proporcionando ao eleitorado o surgimento de nenhum outro nome competitivo. Ciro passou a ser testado, mas o cearense não passa para o embate de um segundo turno com Lula. Desde sempre temos afirmado isso por aqui. Melhor ele se dedicar aos problemas paroquiais, que não são poucos. 


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Editorial: O destino de Rodrigo Pacheco



Depois de ocupar a Presidência do Senado Federal, talvez a última opção do senador Rodrigo Pacheco fosse entrar mais uma vez numa disputa eleitoral. Um cargo no TCU ou no STF seria um caminho com menos atropelos e dores de cabeça. Os amigos, a exemplo de Davi Alcolumbre, até tentaram viabilizar este processo, mas, como se sabe, o presidente Lula tinha outros planos. Após a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF, começou no PT uma espécie de caça às bruxas, ou seja, quem teria traído o governo entre os aliados e votado contra a indicação de Messias. A lista é enorme e a cada dia surge um personagem novo. Pacheco estaria entre eles e isso motivou um esfriamento do PT em relação à sua candidatura ao Governo de Minas Gerais, nas eleições de 2026. Os planos já estavam ajustados e Pacheco estava até se tornando um socialista, filiando-se ao PSB. 

Ainda não sabemos se a informação realmente procede, mas ontem começaram a circular rumores dando conta de que o ex-Presidente do Senado Federal estaria decidido a não mais entrar na disputa pelo Palácio Tiradentes. Na realidade a candidatura seria mais um sacrifício de Pacheco pelo presidente Lula, uma vez que ele sabe das dificuldades de viabilidade eleitoral do PT em Minas na atual conjuntura. Dizem que no calor das emoções - nunca se deve agir nessas ocasiões - Lula cogitou de indicar, mais uma vez, um nome ao STF. Não sabemos se seria realmente Messias ou outro nome, mas muito improvavelmente seria o do Rodrigo Pacheco, uma  vez que o plano do PT para ele já estava traçado. 

Agora é vê como o PT vai se arranjar diante das dificuldades, embora Lula, pessoalmente, apareça relativamente bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto naquele estado. Pacheco não deve ter gostado nenhum pouco das possíveis insinuações a seu respeito em relação ao voto sobre a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O que consideramos curioso neste episódio da rejeição do nome de Jorge Messias é que Rodrigo Pacheco teria uma indicação sem o menor atropelo, ajudou o Governo Lula enquanto esteve à frente do Senado Federal e seria muito bem-vindo ao STF, conforme falas de integrantes da Corte. Mesmo assim...

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Editorial: CPMI do Banco do Nordeste?



As CPI's, de forma geral, ficaram bastante desacreditadas em razão do que ocorreu com a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado, que tiveram seus relatórios rejeitados depois de ardis muito bem arquitetados. As investigações sobre a roubalheira do Banco Master tiveram uma influência direta sobre este desfecho, na medida em que tudo em Brasília hoje pode ser mensurado a partir deste episódio, dividindo aqueles atores que são favoráveis às investigações e aqueles atores que estão dispostos a tudo para impedir que as investigações sejam aprofundadas. O PT, que já foi contra a abertura de uma CPMI do Banco Master, agora está se mostrando favorável, sobretudo para atingir determinados atores sobre os quais pesa a suspeita de terem trabalhado contra a aprovação da indicação do nome de Jorge Messias ao STF. 

Um grande equívoco do PT é, mais uma vez, associar a roubalheira do Master ao Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Assim como ocorreu com o INSS, estamos tratando aqui, infelizmente, de um escândalo de proporção sistêmica, independentemente das colorações ideológicas. Soubemos a pouco que os celulares de Daniel Vorcaro estão sendo encaminhados aos Estados Unidos para serem periciados. São muitas as blindagens desses aparelhos, pois se sabia de seus conteúdos perigosos. Comenta-se que haveria três bloqueios ou barreiras de proteção dos dados. A CPMI do Master, pelo andar da carruagem política, tornou-se praticamente inviável. Não tem chances de ser pautada. 

Mas, para a nossa surpresa, os escândalos de corrupção não param por aí. Agora há pouco soubemos das movimentações oposicionista no sentido de propor uma CPMI do Banco do Nordeste do Brasil, onde, a partir de suspeitas levantadas por órgãos de controle sobre a eventualidade de licitações viciadas produzindo um rombo bilionário aos cofres públicos. Até bem pouco tempo a gestão do banco era bastante elogiada, mas, infelizmente, estamos no Brasil. 

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O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: O "hermano" pode reforçar o time de comunicação da governadora Raquel Lyra.


Oficialmente, a julgar pelas notícias que circulam na crônica política local, a governadora Raquel Lyra(PSD-PE) estaria promovendo mudanças em sua equipe de comunicação. O nome anunciado é o do publicitário Igor Paulin, residente em Maceió. Geralmente, quando uma nova equipe assume promove mudanças substantivas em relação à equipe anterior. Essas mudanças ocorrem por vários motivos, por vezes contingenciada por demandas técnicas que implicam na contratação de profissionais qualificados. Até aqui nenhuma novidade. A novidade mesmo foi publicada nas redes sociais de um blog local, assunto ainda sob suposições, onde especula-se que o mago das pesquisas do ex-governador Eduardo Campos, o marqueteiro argentino Diego Brandy, mais conhecido como o "hermano", responsável pelas duas vitórias de Eduardo ao Governo do Estado e à época já inserido em sua equipe de trabalho rumo à Presidência da República, poderá reforçar o time de Raquel rumo à reeleição. 

Eduardo Campos, segundo fomos informados, não se movia sem as orientações do marqueteiro argentino. Por alguma razão, João Campos resolveu não continuar com a assessoria de Brandy, embora ainda haja vínculos de empresas ligadas a ele operando no Recife. Quer dizer, ele ainda mantém vínculos não apenas afetivos, mas profissionais com a província pernambucana. Temos aprendido muito sobre este assunto, depois de acompanhamos algumas "feras" pelas redes sociais, a exemplo de Duda Mendonça e João Santana. São interessantes as intervenções de João Santana, sobretudo porque ele analise casos de comunicações institucionais específicos, como a comunicação da Presidência da República, sob a coordenação do conterrâneo Sidônio Palmeira.

Sidônio Palmeira não pode ser responsabilizado por todos os equívocos de narrativas do Planalto, principalmente em razão do "teimoso" Lula, que insiste em falar de improviso ou não seguir à risca as suas orientações. Como se sabe, ao assumir a pasta ele pegou um abacaxi difícil de descascar. Ainda hoje porém o Governo prefere a premissa do "como" e não "o que", se é que vocês nos entendem. Nossa avaliação - ainda que modesta - é que a equipe montada pela governadora Raquel Lyra tem trabalhado bem. A mudança possivelmente decorre da envergadura que se aproxima, quando a gestora precisa recuperar índices de intenção de voto suficientes para reeleger-se governadora do Estado. Ou melhor, converter os índices de aprovação em índices de intenção de voto. 

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