Possivelmente o TSE não é o melhor órgão para estabelecer os critérios de qualidade que devem reger os trabalhos dos institutos de pesquisa que atuam no país. Há uma grande discussão em torno do assunto, sobretudo depois que aquele órgão determinou a proibição de uma pesquisa realizada pelo Instituto Atlas\Intel, atendendo a um pleito da coordenação de pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Já há, inclusive, uma outra pesquisa do mesmo instituto contestada pelo equipe do pré-candidato. Comentamos o assunto por aqui. O consenso é que talvez precisemos de alguma regulamentação em torno da atuação desses institutos, o que seria bem-vinda.
Hoje, 21, surgiu mais uma pesquisa do Instituto Simplex acerca da disputa eleitoral em Pernambuco, envolvendo os pré-candidatos João Campos(PSB-PE), Raquel Lyra(PSD-PE) e Ivan Moraes(PSOl-PE). Como os ânimos estão acirrados, uma das possibilidades é um dos lados tentarem "descredenciar" o instituto que não os favorece na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Numa campanha política praticamente todos os expedientes são utilizados, principalmente quando se sabe que os eleitores respondem mais à emoção do que à razão. Daqui há dez dias devem ocorrer as convenções dos candidatos, onde perderemos as contas sobre agressões, traições, defecções, entre outros termos. Perdas e danos inerentes a uma campanha política.
Agora há pouco soubemos que o PP, comandado no estado pelo deputado Eduardo da Fonte, diante do impasse da escolha do seu nome para compor uma das vagas ao Senado Federal na chapa da governadora Raquel Lyra, prepara uma reunião definitiva com a sua base. Apesar de ainda jovem, sem delongas, Eduardo da Fonte é uma raposa política. Daquelas felpudas, que tem sempre uma carta na manga. Num estado com as caraterísticas de Pernambuco, onde até o PT sucumbiu ao eduardismo, ele seguiu numa raia própria. Sempre foi assim. Tem o apoio principalmente de uma bancada de parlamentares, além de uma penca de prefeitos e vereadores.
Independentemente das colorações políticas ou se ele vai ser aceito ou não na chapa da governadora, convenhamos, ele vem realizando um bom trabalho pelo estado, cumprindo um papel de um parlamentar que pode reivindicar a indicação. Muitos são os chamados, poucos os escolhidos. Não dá para acomodar tanta gente. Quem estaria considerando também a possibilidade de uma candidatura é o deputado federal Mendonça Filho(PL-PE). Vamos para a pesquisa do Instituto Simplex, que aponta que a governadora aparece com 48,2% das intenções de voto, enquanto o adversário socialista João Campos pontua com 36,5% das intenções. Ivan Moraes, do PSOL, pontua com 1,1% das intenções de voto. O instituto ouviu, por telefone, 1.067 eleitores, entre os dias 15 e 20 de julho de 2026. A pesquisa, que apresenta margem de erro de 3pp e escore de confiabilidade de 95% está registrada no TSE-PE: 03323\2026.


