pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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domingo, 26 de abril de 2026

Editorial: O 8º Congresso do PT



O PT encerra hoje, 26, o seu 8ºCongresso, com a presença do seu líder maior, Luiz Inácio Lula da Silva. Esses encontros são importante para aferirmos aquilo que não mudou no partido ao longo de sua trajetória de 46 anos de vida. Análise de conjuntura, teses, resoluções, a essência dessa agremiação partidária desde a sua fundação, em 10 de fevereiro de 1980, numa histórica reunião no Colégio Sion, em São Paulo, com a presença do educador Paulo Freire. Houve um tempo em que, em razão dos nossos estudos sobre partido, colecionávamos todo o material produzido nesses encontros, embora não fôssemos militante. São aqueles cartas jogadas no início de uma instituição, aquilo que não muda, permanece perene,  a despeito do inevitável processo de oligarquização a que o partido foi submetido ao longo de sua existência. É aqui onde "pulsa" o verdadeiro PT.  

Democracia, soberania nacional, justiça social. Deste encontro devem sair as táticas de campanha para as eleições de 2026, assim como o programa de governo, que nem sempre é cumprido à risca, em razão dos constrangimentos institucionais, da correlação de forças em jogo, gerando, por vezes, os inevitáveis protestos da base. O mais visível desses protestos se referem à nevrálgica questão da reforma agrária no país, algo que se arrasta desde 1500, sem que se chegue aos avanços necessários mesmo sob governos de perfil progressista. Somos ainda um país de latifundiários, de grandes concentrações de terra nas mãos de poucas pessoas. 

Neste intervalo de realização do 8º Congresso, a imprensa divulgou os nomes dos responsáveis pela campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Edinho Silva, Presidente Nacional do PT, ficará responsável pela coordenação geral da campanha. Sidônio Palmeira, que já ocupa a direção da SECOM, será o homem responsável pelo marketing político. Tem uma responsabilidade enorme pela frente, principalmente quando se sabe que a área de comunicação é uma das mais sensíveis. Pelo ausência de autocrítica, parte-se do pressuposto de que estamos fazendo tudo certo e o problema se resume às falhas na comunicação. É sempre assim. 

sábado, 25 de abril de 2026

Editorial: O "efeito Ciro" no Ceará

Crédito da Foto: O Povo


Do ponto de vista político, uma eventual candidatura de Ciro Gomes(PSDB-CE) ao Governo do Ceará já produziu um tsunami na política local. O PSDB hoje possui o mesmo número de deputados que o PT na ALECE. A poderosa federação União Progressista e o PL já estão fechados com o apoio ao ex-governador, independentemente das questiúnculas nacionais. O pai do deputado André Fernandes, assim como o capitão Wagner - quem diria! - podem compor a chapa ao Senado. Roberto Cláudio, homem da estrita confiança de Ciro, seria o candidato a vice na chapa. Há uma coalizão de forças que se uniu para apear o PT do Palácio da Abolição e isso já vem se refletindo nas ações do Governo Elmano de Freitas(PT-CE), que resolveu retomar os territórios ocupados pelas facções no estado. Nos últimos dias têm circulado ações neste sentido, numa evidente demonstração de que Elmano de Freitas vem tentando dá uma resposta à população. 

O grande problema é que essa prática já está enraizado no estado, não sendo possível equacioná-la até às eleições. Ao contrário, o Ceará é um forte candidato a um colapso na área de segurança pública. Até uma inocente água de coco que o turista toma numa barraca de praia de Iracema, por exemplo, precisa ser fornecida pelo crime organizado. Elmano de Freitas já anunciou investimento pesados na área de saneamento básico, assim como prometeu construir um presídio, algo que não entrou nas preocupações da gestão do PT no Palácio da Abolição. Foram dois governos de Camilo Santana e um de Elmano de Freitas. 

Política tem umas coisas curiosas. O feeling político local sugere que o seu irmão, Cid Gomes, anda um pouco amuado com o andamento das negociações para a formação da chapa governista. Andaram até sugerindo que ele poderia se reconciliar com o irmão Ciro. É mais um efeito desses arranjos, uma vez que há dissidências dentro do seu PDT, ou seja, companheiros que estão desejosos a apoiar o nome de Ciro Gomes. Ciro, por sua vez, mantém mistério sobre sua candidatura, se ao Governo do Ceará ou se à Presidência da República. Em qualquer situação, os efeitos já estão sendo sentido, seja no Palácio da Abolição, seja no Palácio do Planalto. 

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Editorial: Lula apoiará Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba?



A aliança política montada pelo ex-governador João Azevedo foi uma das mais ecléticas. Reunia praticamente todas as tribos políticas do estado da Paraíba. Há alguns meses atrás, quando o nome de Lucas Ribeiro(PP-PB) ainda não havia sido ungido por João para ser seu substituto no Palácio da Redenção, Cícero Lucena, moveu moinhos políticos para ser o indicado daquela coalizão de forças ao Governo do Estado. Lucas Ribeiro, que é filiado ao PP, com o apoio da família Ribeiro agigantou-se no contexto da coalizão, tornando-se o indicado. Cícero Lucena abriu uma dissidência e lançou o seu nome ao Governo do Estado, empreendendo grandes esforços, juntamente com o MDB, para ter o apoio do PT. O partido chegou a considerar tal possibilidade, mas, no final, fechou com a chapa de Lucas Ribeiro, muito em função da força e do DNA do ex-governador João Azevedo, que é filiado ao PSB, partido com o qual o PT tem grandes afinidades e, principalmente, compromissos eleitorais. 

A questão que se coloca é no que se refere ao apoio de Lula ao palanque de um candidato do PP, assim como o PP assumir a candidatura de Lula no estado, uma vez que, nacionalmente, estão tomando rumos distintos para as eleições de 2026. Lucas Ribeiro assegura que o partido está ciente de que ele apoiará Lula como candidato presidencial. Alfinetando o debate, Cícero sugere que procuremos onde está dito que Lula apoiará o nome de Lucas Ribeiro. Aqui em Pernambuco poderia ter ocorrida uma situação semelhante, embora menos traumática, porque o PP não seria o cabeça de chapa. Por pouco não houve uma aliança entre o PP e os socialistas, onde o principal ator político do PP no estado poderia ter assumido uma das vagas ao Senado Federal. 

Situações assim devem ocorrer em toda a quadra nacional, como reflexo do nosso sistema partidário. Aqui em Pernambuco, embora com uma penca de apoiadores de perfil conservador\bolsonaristas, a governadora Raquel Lyra, ao que se sugere, ainda não perdeu completamente as esperanças de um eventual apoio do Planalto em seu projeto de reeleição. Lula, mais do que nunca, precisa fazer jus aos companheiros sobre uma fala durante uma entrevista, ainda na década de 80, a um jornal do ABC Paulista, onde afirma: "Não importa a cor do voto se ele cai na urna". 

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Editorial: Qual é mesmo o endereço do Banco Master?


Aconselha-se não entrar em bola dividida, mas não é este o nosso caso, embora este assunto tenha produzido uma polêmica recente entre uma jornalista e uma alta autoridade da República. É difícil predizer qual o endereço mais privilegiado do Banco Master, se nos corredores de Brasília ou se na Faria Lima, sobretudo quando a própria Polícia Federal começa a lançar suspeitas acerca dos presentinhos de imóveis de luxo doados pelo banco para corromper agentes públicos. O que ocorreu me relação ao ex-presidente do Banco BRB pode ter se reproduzido a outros figurões da República. Daniel Vorcaro está preso, negociando sua delação premiada, ao passo que Paulo Henrique Costa, ex-diretor do BRB, segundo ficamos sabendo no dia de ontem, 25, teria mudado sua banca de defesa, contratando um escritório também especializado neste procedimento, indicando sua disposição para fazer, igualmente, uma delação premiada. 

Pelo andar da carruagem jurídica, estamos observando apenas a ponta do iceberg. Em ambos os casos, são situações que não tem mais retorno, sendo este o único expediente que pode minimizar as penalidades imputadas aos acusados. O empresário Maurício Camisotti está entregando tudo e se propôs a devolver a bagatela de R$ 400 milhões de reais aos cofres públicos. No caso do Banco Master, uma CPI seria muito bem-vinda, pois poderia ajudar a desvendar as maracutaias por trás dos famigerados empréstimos consignados, uma das fontes de operações do Banco Master, inclusive junto a aposentados e pensionistas do INSS. Estima-se que cifras milionárias possam ter sido desviadas e apropriadas indevidamente através deste expediente. 

Infelizmente, esta barreira não será ultrapassada se depender de alguns homens públicos com atuação na capital federal, que movem moinhos para impedir as investigações. Até recentemente, a imprensa andou divulgado uma lista de políticos que, segundo o empresário Maurício Camisotti, teriam sido os responsáveis por ajustar os mecanismos pelos quais a roubalheira se tornou possível. Inclusive um senador da República com acesso privilegiado ao núcleo duro do Poder Legislativo.  

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Editorial: Lula apresenta seu time de campanha

 


Aos poucos vão se diluindo a possibilidade de uma reviravolta sobre o projeto de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é mais candidato do que nunca, a despeito dos índices ainda desfavoráveis no quesito avaliação de governo. Como o PT ainda é um partido que respeita a vontade da militância - a despeito do crescente processo de oligarquização - as teses formuladas no "encontrão" deverão nortear o programa de governo do petista. Já está definido que o Presidente Nacional da legenda, Edinho Silva, deverá ser o coordenador geral da campanha. Quando Lula fez gestões para que ele ocupasse a presidência do partido é bem possível que tal plano já estivesse sendo amadurecido. Dois outros nomes se destacam nesta coordenação, o do ex-Ministro da Educação, Camilo Santana, e Wellington Dias, responsável pela melhor colheita de votos do petista no Nordeste. Melhor ainda que a safra obtida na Bahia. 

A coordenação de marketing político ficará sob a responsabilidade do publicitário Sidônio Palmeira, o que não se constitui nenhuma surpresa. Se Lula cometeu algumas derrapadas durante todo este processo, o outro lado também cometer erros. Começou a vazar eventuais medidas de um futuro programa de governo, ainda em esboço por Flávio Bolsonaro, anunciando cortes de verbas para saúde, educação. Estávamos ouvindo agora um comentário do marqueteiro João Santana, onde ele trata o assunto como uma verdadeira sandice que pode ser magistralmente explorada pela equipe de Lula. Maldades assim precisam ser feitas e não ditas, principalmente antes das eleições. O que tem que ser proposta agora são as medidas para conter a carestia, que está assustando os brasileiros nas gôndolas dos supermercados. 

Em relação ao programa de governo estamos aguardando as novidades, conforme o próprio presidente prometeu que irá propor. Num comentários sobre as próximas eleições, Wellington Dias afirmou que esta seria mais fácil do que a realizada em 2022. Ficamos por aqui tentando imaginar de onde ele tirou tais conclusões. Pelo andar da carruagem política, vamos ter um embate duríssimo. 

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Charge! Kleber via Correio Braziliense.

 


Editorial: A "bukelização" do continente americano

 


Ontem, 23, estávamos acompanhando um minidocumentário - talvez uma reportagem fosse o termo mais adequado -  produzido pelo jornal Folha de São Paulo acerca do CECOT - o famigerado Centro de Confinamento de Terroristas - uma prisão de segurança máxima erguida em El Salvador, na gestão do presidente Nayib Bukele, festejado recentemente quando de um encontro promovido nos Estados Unidos por Donald Trump, denominado "Escudo das Américas", que prevê ações conjuntas entre os países do continente no enfrentamento das organizações narcoterroristas. O modelo CECOT está fazendo escola, o que se poderia ser traduzido como processo de bukelização do continente. Talvez não aja hoje no continente um outro país mais afinado com a geopolítica dos Estados Unidos. 

O Equador está construindo um presídio nos mesmo modelo do CECOT, A Costa Rica pretende fazer o mesmo, Chile e a Argentina despacharam consultores para examinar aquele modelo de prisão. Uma missão de parlamentares brasileiros, entre eles o candidato Flávio Bolsonaro, estiveram em comitiva naquele país para conhecer mais sobre a prisão e as conclusões foram favoráveis, de acordo com a matéria referida. Há uma série de violações de direitos humanos nessas prisões, de acordo com organismos internacionais. Esses mesmos organismos concluem que, a curto prazo, isso pode ser uma "solução" para o problema da violência, mas, a longo prazo não se sustenta. Basta uma tatuagem para o indivíduo ser classificado como integrante de uma dessas gangues e acabar confinado para o resto de sua vida no CECOT. Hoje a discussão no país é baixar a maioridade penal para confinar adolescentes nessa prisão. 

No Brasil, o avanço dessas organizações criminosas na máquina pública é algo cada dia mais preocupante. Rio de Janeiro e São Paulo são casos emblemáticos, mas o fenômeno já se observa em estados vizinhos, a exemplo da Paraíba. Bahia e Ceará estão na iminência de um colapso, como ocorreu em El Salvador antes da tomada dessas decisões radicais. O Estado precisa retomar o controle da situação. É um fato. Entre 2024 a 2026 vinte e um jovens simplesmente "sumiram" nas imediações da Rota dos Milagres - ou seria Rota da Morte? - no estado de Alagoas. O cara sai para o colégio e não mais retorna ao lar. 

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Editorial: Boulos já está em Pernambuco



Guilherme Boulos ocupa um cargo estratégico no Governo Lula 3, o de Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Quando ele assumiu o cargo, dada a sua importância, ficava claro que Lula pretendia harmonizar os diálogo com os movimentos sociais, que já então criticavam os eventuais desvios de rota do governo. Por alguma razão, Guilherme Boulos fugiu dos holofotes, atuando discretamente nos bastidores. Recentemente esteve na Paraíba, sendo bem recebido por figuras históricas do PT, a exemplo do ex-governador Ricardo Coutinho, hoje candidato a deputado federal, sempre uma figura de referência da legenda no estado.  Como é até natural, o PT do Estado anda um pouco dividido. Apoia Lucas Ribeiro(PP-PB) ao Governo do Estado, mas se divide em relação ao voto ao Senado no candidato Nabor Wanderley, optando por indicar o nome de Veneziano Vital do Rego, que pertence à chapa encabeçada pelo adversário, o ex-prefeito da capital, Cícero Lucena(MDB-PB), que até hoje não entende porque o partido resolveu apoiar um nome do PP. Mas isso já é uma outra discussão. 

Hoje, 24, Guilherme Boulos já amanheceu na capital pernambucana, ao lado do candidato do PSOL ao Governo do Estado, o jornalista Ivan Morais. Na realidade, tratou-se de um encontro não apenas do PSOL de Pernambuco, mas da esquerda pernambucana, uma vez que ali estavam reunidos outros movimentos e agremiações partidárias. Depois do encontro com os "companheiros" o psolista deve cumprir uma agenda institucional numa escola pública do bairro da Macaxeira, onde lança uma espécie de mutirão de cidadania, envolvendo vários órgão públicos para atender as demandas imediatas da população. Neste encontro, Boulos será acompanhado da governadora Raquel Lyra, do PSD, atirada nos braços da direita pernambucana em função das contingências impostas pela política local.

Esta situação está se tornando quixotesca ou engraçada. Nos encontros com a presença do deputado federal  Túlio Gadelha(PSD-PE) ele flerta com um discurso de corte progressista, mais afinado com o lulismo. Nos encontros onde a presença majoritária é de gente de direita - e até de bolsonaristas autênticos - eles identificam a governadora como uma representante legítima deste grupo, demonizando o petismo.  

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Editorial: Lula convoca policiais federais para combater o crime organizado


Policiais afastados dos seus cargos para assumirem outras atividades funcionais é algo relativamente comum. Dentro do próprio serviço público tal procedimento é permitido. Há cessões de servidores de um órgão para outro e alguns policiais acabam sendo destinados, ao final das contas, às funções meramente burocráticas. O efetivo de policiais em operações específicas é um dado importante no enfrentamento da criminalidade. Há cálculos até mesmo sobre uma proporção ideal em relação ao número de habitantes de uma determinada região geográfica. O pedido de Lula no sentido de convocar este efetivo e colocá-los em operação é um dado que integra as ações visando o enfrentamento do crime organizado, mas a situação é bem mais complexa. 

Chegamos a um estágio complicado, onde essas facções estão operando dentro da máquina pública, num conluio entre agentes privados e agentes públicos mancomunados. Todos os dias ocorrem registros de pseudo agentes públicos policiais agindo em conluio com grupos faccionados. Não vamos nem mencionar alguns casos aqui para não melindrarmos. Mais recentemente, ocorreu uma conversa reservada entre o promotor Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação no combate ao PCC, e a Rota, uma tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo. Depois se soube que os planos ali traçados chegaram ao comando desta facção criminosa, negociado, supostamente, por cinco milhões de reais. Tentaram imputar a responsabilidade pelo vazamento a um agente penal que acompanhava Lincoln, mas este assegura ter plena confiança no servidor.  

Quando um ex-delegado da Polícia Federal afirmou que precisaríamos proceder uma grande reestruturação das policiais estaduais, como pré-condição para o enfrentamento do crime organizado, entende-se a que ele se referia. Trata-se de uma tarefa hercúlea, a começar pela indisposição da oposição em sentar à mesa com a União para construírem um consenso mínimo sobre o assunto. Vocês conhecem bem o resultado de uma reunião entre o ex-Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e os governadores estaduais. Um deles foi logo afirmando que quem mandava em sua polícia era ele e que não aceitaria ficar subordinado às determinações da PF.

P.S.: A notícia ainda é melhor do que observamos por aqui. Na realidade, trata-se da ampliação de vagas relativas ao concurso realizado em 2025. Serão convocados mais mil aprovados entre os diversos cargos.  

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Editorial: No Ceará, os tucanos montam o seu ninho mais emplumado


Na política, por vezes, falas de atores que chegam ao domínio público - antes dos cortes ou das censuras, é bem verdade - são mais importantes para procedermos as análises de algumas situações do que mesmo os acordos fechados publicamente entre lideranças políticas. De público, por exemplo, se sabe que Cid Gomes(PDT-CE) manifestou alguma preocupação sobre os rumos da economia do país, assim como em relação aos arranjos do grupo que ele apoia no Ceará. Ontem comentamos sobre a possibilidade de uma reaproximação entre ele e o irmão, Ciro Gomes(PSDB-CE), algo impensável até bem pouco tempo. Um vídeo que assistimos hoje, onde um vereador do PDT - partido de Cid - confessa que votará em Ciro Gomes nas próximas eleições estaduais, abre um outro franco de análise da situação: eventuais debandadas da base de apoio do PDT que se vincula ao projeto do PT no estado. 

Ou seja, além dos ruídos, Cid Gomes pode está enfrentando uma situação inusitada. Não existe uma posição ainda definitiva, mas possivelmente Ciro Gomes será candidato ao Palácio da Abolição, em 2026. Embora há quem diga que os tucanos estão tentando uma última cartada no sentido de convencê-lo a disputar o Palácio do Planalto. Estão conversando com o presidente emérito da legenda, Tasso Jereissati, que possui grande ascendência sobre Ciro. E, por falar em Tasso Jereissati, está se desenhando uma aliança entre o PSD e o PSDB. Recentemente, um colaborador ilustre do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Roberto Brant, está elaborando o programa do pré-candidato Ronaldo Caiado à Presidência da República. Cogita-se, igualmente, a indicação do nome de Tasso para ocupar a vaga de vice na chapa do goiano. 

Não muito distante, quando perguntado sobre o que ele pensava sobre Ronaldo Caiado, Ciro teria sido até simpático em sua fala. Em política acontece essas coisas. Até bem pouco tempo, ninguém imaginaria que os tucanos começassem alçar voos novamente exatamente no Nordeste, um reduto tradicional petista. Pois é exatamente isso o que está ocorrendo, sobretudo em estados como o Ceará e em Alagoas, com JHC(João Henrique Caldas). No Ceará, ainda dentro da janela partidária, com o apoio decisivo de Ciro Gomes, os tucanos conseguiram se igualar ao número de representantes do PT na Assembleia Legislativa do Estado.  O deputado federal Aécio Neves, que hoje dirigir a legenda tucana, faz algumas previsões otimistas acerca do crescimento do partido a partir das próximas eleições. 

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Editorial: A retaliação do Governo brasileiro


Há muita coisa a ser devidamente esclarecida no que concerne à medida tomada pelo Governo dos Estados Unidos em relação ao descredenciamento de um delegado da Polícia Federal que atuava naquele país, envolvendo o episódio da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Algum tempo depois Ramagem foi solto e o ICE informou que ele pode aguardar a análise do pedido de extradição em liberdade. Assim que tomou conhecimento da medida, o presidente Lula informou que iria analisar a situação e que, se percebesse que se tratava de algum exagero, medidas de retaliação poderiam ser tomadas pelo Governo brasileiro. Ontem foi anunciado que um agente americano que trabalha no Brasil perdeu suas credenciais. 

O presidente Lula fez questão de elogiar a medida tomada pelo diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os jornais de hoje também informa o presidente teria autorizado a contração de novos policiais federais, dentro de um esforço para o enfrentamento do crime organizado no país. Sabe-se, entretanto, que não se trata apenas de aumento de contingente. As indisposições entre os dois países permanece, sem que se vislumbre, a curto prazo, alguma solução no campo diplomático. Há rumores de que os Estados Unidos, independentemente do desejo do Governo brasileiro, possa decretar como organizações narcoterroristas facções como o PCC e o Comando Vermelho, outro fator de estremecimento da relação entre os dois países.

Uma das primeiras lições de Sun Tzu, no texto clássico A Arte da Guerra, livro muito utilizado no mundo corporativo, é sobre a necessidade de conhecermos bem o adversário. Hoje, no continente, os Estados Unidos tem se comportando como uma nação que praticamente ignora as negociações diplomáticas e passam por cima da soberania dos países quando está em jogo seus interesses estratégicos. É muito complicada esta situação. Como critica Lula, tem que ser o que eles querem. 

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Editorial: Ciro e Cid juntos no Ceará?



Uma das premissas mais efetivas da política foi dita por um ex-governador de Pernambuco, Paulo Guerra, que, uma vez afinado com as oligarquias açucareiras do estado, foi mantido no cargo depois da deposição do Dr. Miguel Arraes, como consequência do Golpe Civil-Militar de 1964. A rigor, não era simplesmente porque se tratava de um rebento desta oligarquia, mas, sobretudo, porque tal aristocracia açucareira apoiou a ruptura institucional. Paulo Guerra dizia que, em política, não existem nunca nem jamais. A possibilidade de uma reaproximação entre os irmãos Ciro Gomes e Cid Gomes, até bem pouco tempo, era algo impensável, considerada bastate improvável. A briga foi feia e eles nem estavam se falando. 

Recentemente, houve um encontro familiar onde eles voltaram a se falar. Logo em seguida, Cid reuniu-se com lideranças políticas expressivas da cidade de Juazeiro do Norte, um dos termômetros políticos mais importantes da política cearense. Trata-se de um encontro emblemático e, por alguma razão que não apenas torcida, voltou-se a se falar na possibilidade de reaproximação entre os irmãos, de olho no Palácio da Abolição. Parafraseando outra raposa da política, desta vez mineira - o ex-governador Magalhães Pinto - vamos observar o formato das nuvens neste momento. Até bem pouco tempo elas indicavam numa quase impossível reaproximação, uma vez que Cid ainda fazia juras de amor eterno ao grupo liderado no Ceará pelo ex-Ministro da Educação, Camilo Santana. 

Há um certo pragmatismo no lance de Cid. Se, de fato, Ciro Gomes assumir sua candidatura ao Governo do Estado, será muito provável o futuro ocupante da cadeira do Palácio da Abolição. Ele anda meditando sob a maçaranduba do tempo, estudando o terreno, analisando as condições de apoio. Já foi convidado até a pensar sobre uma nova candidatura à Presidência da República. Não será uma disputa simples, uma vez que o Planalto faz realizar todos os seus esforços para impedir que ele volte a governar o estado. Camilo Santana está se aquecendo para entrar em campo. 

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Editorial: João Santana adverte Lula sobre o "fogo amigo".


Na realidade, não seria uma advertência, mas apenas o conselho de quem possui uma larga experiência em marketing eleitoral e que, inclusive, já trabalhou em campanhas do petista. Estávamos assistindo a um vídeo nas redes sociais do marqueteiro, onde ele observa que, neste momento da pré-campanha, 0nde Lula, definitivamente, enfrenta algumas turbulências, mantida a situação atual dos índices desfavoráveis de aprovação, não surpreenderia ao marqueteiro que o presidente passe a sofrer um bombardeio do chamado fogo amigo. Possivelmente muito aliados vão observar, ao seu critério, aquilo que estaria errado, oferecendo os caminhos possíveis para uma eventual reversão da situação. Seria, em tese, mais uma fonte de dor de cabeça para o petista. 

Ontem comentávamos por aqui que talvez o próprio Sidônio assuma a campanha presidencial de Lula em 2026. Há quem esteja sugerindo que ele possa deixar a SECOM para se dedicar integralmente a esta missão. Quanto a João Santana, o que se especula é que ele estaria sendo sondado pelo grupo político de ACM Neto, candidato ao Palácio de Ondina. Pela manhã comentamos sobre ausência de programa do candidato Flávio Bolsonaro, e, já à tarde, começaram os "vazamentos" de eventuais trechos do que seria um suposto programa de governo do candidato. Enquanto não houver uma posição oficial da campanha, nos recusamos a comentar por aqui.

E, por falar na Bahia, as intrigas políticas estão em alta, expondo relações promíscuas entre agentes públicos e privados. Os arrolados, naturalmente, se recusam a admitir seus equívocos, se limitando a atacar a honra dos adversários. Essas reações já são esperadas. O gravíssimo neste episódio é o nível de comprometimento do aparelho de Estado com o  crime organizado. 16 presos faccionados, de alta periculosidade, saíram pela porta da frente da unidade prisional sob o pagamento de mais de dois milhões de reais em propina.  

Editorial: Qual, afinal, é o programa de Flávio Bolsonaro para o país?



Soubemos há pouco que o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, estaria entabulando conversas com um ex-assessor do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de construir o seu programa de governo. É salutar que ele tome tal iniciativa, com respeito ao eleitorado, como convém a quem deseja seu voto para habilitar-se a ocupar a cadeira do Palácio do Planalto. Sobre Flávio Bolsonaro, há uma grande incógnita em torno do assunto. O que se sabe mesmo são promessas pontuais, como a de anistiar os envolvidos no episódio do 08 de janeiro, entre eles, o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Numa matéria recente, o jornalista Élio Gaspari questionou a sua experiência administrativa, que se resumia a gerência de uma loja de chocolates. Flávio realmente não possui nenhuma experiência no Executivo. 

Lula possui experiência de sobra, mas, mesmo assim, precisa apresentar algo novo à população, algo que justifique a sua permanência no Palácio do Planalto, conforme ele mesmo admite. Por enquanto, a pré-campanha permanece circunscrita à troca de farpas, à guerra das torcidas organizadas pelas redes sociais. O editorial do Estadão do dia de hoje, 22, é dedicado a este assunto, ou, para sermos mais precisos, à ausência deste assunto no debate político, onde se critica a inexistência de uma discussão mais consequente acerca dos grandes gargalos do país. E olha que são inúmeros, como a crescente infiltração do crime organizado nas instituições públicas, solapando os alicerces democracia, como é o caso do Rio de Janeiro e de cidades menores, a exemplo de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Um dos ministros da Suprema Corte informou ter ouvido de fontes da Polícia Federal que entre 32 e 34 parlamentares da Alerj, supostamente, auferiam algum suborno do jogo do bicho. Na Bahia, o assunto do momento é uma fuga de 16  prisioneiros do sistema penal, num conluio entre agentes públicos, políticos e facções do crime organizado. No Ceará, depois de um ano de expedido um mandado de prisão, não se sabe o paradeiro de Bebeto do Choró, político ligado ao PSB, envolvido até a medula em ilícitos, segundo as investigações da Polícia Federal. 

Editorial: As polêmicas interessantes da política paraibana.


No dia ontem, 20, ocorreu uma festividade dos índios Potiguares de Baía da Traição, guerreiros que já enfrentaram até os portugueses durante o período da colonização. Como estamos num momento de movimentação política intensa, estiveram presentes o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, que concorre a uma vaga de deputado federal, e o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, que concorre ao Governo do estado nas eleições deste ano. Ambos, civilizadamente, trocaram cumprimentos, acendendo as especulações acerca de uma costura de parceria entre ambos. Depois do episódio, o próprio Ricardo Coutinho, em suas redes sociais, andou explicando que se tratou apenas de uma mera formalidade entre dois políticos. Nada mais do que isso, desaconselhando especulações a respeito do assunto. 

Ambos estão politicamente rompidos. Na Paraíba, no entanto, isso não quer dizer muita coisa. Aliás, diz quase nada, uma vez que políticos rompidos num momento, fazem juras de amor num outro momento, tudo em nome dos arranjos políticos de conveniência. João Azevedo, por exemplo, foi escolhido por Ricardo Coutinho como seu sucessor, que entregou a ele uma super secretaria de infraestrutura, nadando em verbas, tudo com o objetivo de que ele se projetasse e fosse eleito governador da Paraíba. Acabaram rompendo algum tempo depois. Ricardo, que era inimigo figadal dos Cunha Lima, acabou fazendo uma aliança com a família, onde Cássio Cunha Lima se elegeu senador com mais de um milhão de votos. Hoje Cássio cuida apenas de orientar a terceira geração da família, que já atua na seara política.    

Um dia antes desta ocorrência de Baía da Traição, o PT de Campina Grande havia tomado uma resolução de apoiar os nomes do ex-governador João Azevedo e do senador Veneziano Vital do Rego, que concorrem ao Senado Federal nas eleições deste ano. Com isso, o PT de Campina Grande deixa de apoiar os dois candidatos ao Senado Federal que concorrem na chapa de Lucas Ribeiro, ou seja, João Azevedo e Nabor Wanderley. É como se aqui em Pernambuco, caso se viabilizasse a composição da chapa de João Campos com a federação União Progressista, e os dois senadores fossem Humberto Costa e Eduardo da Fonte, os militantes petistas de algum diretório municipal importante entendesse que apenas Humberto Costa representaria os interesses do campo progressista, não recomendando o voto em Eduardo da Fonte, e escolhendo alguém de perfil igualmente progressista, mas integrado a uma outra chapa. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Editorial: Chamem o Sidônio Palmeira, por favor.




 A Bahia é terra de grandes estrategistas políticos. A chegada de Sidônio Palmeira ao cargo de Ministro das Comunicações Institucionais do Governo Lula 3 foi bastante festejada e, dizem, contou com o lobby dos baianos no Palácio do Planalto. Dizem que ele faria milagres. Até o momento, por inúmeros fatores, este milagre ainda não ocorreu, recaindo, injustamente sobre a SECOM, tal responsabilidade. Houve um esquenta rabo na última reunião ministerial do Governo Lula, mas, os créditos do marqueteiro permanecem. Na realidade, este quarto mandato de Lula precisa ser melhor costurado e explicado, ou seja, o Governo enfrenta sérios problemas na economia - 2 em cada 3 brasileiros estão endividados - assim como  próprio Lula admitiu, precisa apresentar algo novo para os seus eleitores, ou seja, as razões pelas quais os eleitores brasileiros se sintam à vontade de lhes conferir um quarto mandato.  

Num projeto de reeleição, o mais importante, conforme observa o cientista político Antonio Lavareda, na Veja, é a aprovação do postulante. Se ele não obtiver índices razoáveis de aprovação - a partir dos 45% - pode preparar sua caixinha com os pertences pessoais. É neste sentido que se diz, por exemplo, no caso de Pernambuco, que a governadora Raquel Lyra tem espaço para crescimento nas pesquisas de intenção de voto, em função de sua boa aprovação. Diante das dificuldades enfrentadas pela candidatura de Lula neste momento, o que se diz nas coxias de Brasília é que haveria um movimento entre os palacianas no sentido de convocar Sidônio Palmeira para se dedicar exclusivamente à pré-campanha de Lula, ou seja, assumir já como seu marqueteiro.

O que se diz é que tal missão poderia ser entregue a alguém da confiança de Sidônio Palmeira, possivelmente baiano. Mas, pelo andar da carruagem política - que anda rangendo muito, em razão do maquinário sem lubrificação - talvez ele possa assumir a função imediatamente. A crônica política de hoje repercute uma decisão do Governo dos Estados Unidos sobre um delegado da Polícia Federal que esteve envolvido no episódio da prisão de Alexandre Ramagem. A conclusão do Governo Americano é que, supostamente, possa ter havido algum equívoco ou precipitação da autoridade brasileira no caso. O Governo Lula fala que pode retaliar, reacendendo os bons momentos do "soberanês". 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: quem herda os votos de Eduardo Moura?



Conversamos pela manhã acerca das dificuldades que enfrenta,  neste momento, a pré-candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os problemas são preocupantes, uma vez que o petista está perdendo influência sobre nichos estratégicos do eleitorado, antes afinado com o petismo, a exemplo dos jovens. Mas esta já é uma outra discussão. Vamos voltar ao xadrez da cena política pernambucana. Salvo em algumas situações - como a de uma grande comoção pública - a transferência de votos não é algo automático. Há aqui algumas variáveis que podem interferir neste processo. Ilustres burocratas do corpo técnico do Palácio do Campo das Princesas, a exemplo de Paulo Câmara e Geraldo Júlio, foram eleitos, respectivamente, sem muitas dificuldades, para o Palácio do Campo das Princesas e para o Palácio Capibaribe. 

Paulo como resultado de uma grande comoção pública provocada pela morte prematura do ex-governador Eduardo Campos, e Geraldo Júlio, por interferência direta deste no processo eleitoral. No segundo turno das eleições passadas, o grupo Coelho, através do ex-candidato ao Governo do Estado, Miguel Coelho, conseguiu transferir 80% dos votos do Sertão do São Francisco para a governadora Raquel Lyra. Segundo algumas avaliações, a própria governadora foi beneficiada com a morte prematura do seu esposo, durante o processo eleitoral. No Ceará e na Bahia o PT conta com o engajamento de Camilo Santana, Jaques Wagner e Rui Costa para reverter situação desfavorável aos seus candidatos. Nos dois estados, em eleições passadas, a estratégia se mostrou exitosa. 

Na semana passada o vereador Eduardo Moura, do Novo, que mesmo sem se apresentar como pré-candidato ao Governo do Estado pontuava entre 5% e 8% das intenções de voto, desistiu de sua candidatura e declarou apoio ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. Eduardo Moura será candidato a deputado federal. A questão que se coloca é se a governadora Raquel Lyra herda automaticamente os índices de voto de Eduardo Moura. Sim e não, para não nos comprometermos. Não seria improvável que a governadora herde esses percentuais, por dois motivos: pela identidade política\ideológica do vereador, que se situa ali do centro para a direta do espectro. 

Depois, por sua conhecida combatividade oposicionista contra o prefeito do Recife, João Campos, onde se notabilizou dentro e fora dos contornos da Casa de José Mariano. Possivelmente boa parte desse eleitorado - em princípio, devem estar concentrado na Região Metropolitana do Recife, que concentra o maior número de eleitores do Recife, onde João Campos vai muito bem, sobretudo em razão do alcance de sua propaganda institucional. Hoje, por exemplo, o seu perfil tece duras críticas a um suposto atraso na entrega de material escolar para os alunos da rede pública municipal. Possivelmente esses seus posicionamentos c0ntundentes devem ser explorados no guia eleitoral da chapa do Campo das Princesas. 


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Editorial: Lula perde tração junto a jovens, mulheres e eleitores de classe média.



Nas eleições presidenciais de 2022 o PT encontrou enormes dificuldades em relação a um nicho eleitoral específico: os evangélicos. Esse nicho cresce continuamente no Brasil e, acreditam os especialistas, pode determinar o rumo de uma eleição presidencial no país a partir de 2030. Quer dizer, vamos chegar a um momento em que, sem as bençãos dos irmãos, o cidadão não senta na cadeira do Palácio do Planalto. De lá para cá as coisas não mudaram significativamente nesta relação. Talvez tenham até se agravado, depois dos episódios da Marquês de Sapucaí. São questões que não se resolvem apenas no período eleitoral. O próprio Lula chegou a espantar-se com o fato de o PT ter perdido essa liga com os evangélicos, uma relação tão harmoniosamente construída em tempos idos. As explicações para este fenômeno daria uma tese de doutorado, algo não possível de ser tratada apenas num simples editorial. 

As questões internas de uma pesquisa de intenção de voto, mais do que os números apresentados em si, podem ser ainda mais importantes numa campanha. Os escores podem mudar ao longo do processo, desde que o diagnóstico dos problemas sejam elencados e as providências adotadas. O cientista político Felipe Nunes, diretor do Instituto Quaest, concedeu uma entrevista ao Jornal da Globo, onde elenca, com base nas pesquisas realizadas pelo instituto, os nichos ou grupos de eleitores que não estão demonstrando grande simpatia por conceder um quarto mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre esses eleitores, os jovens, as mulheres e segmentos da classe média. Possivelmente apenas as pesquisas qualitativas, ouvindo os grupos de eleitores específicos, possa realizar um diagnóstico mais preciso acerca da razão desse hiato entre tais eleitores e o presidente Lula. 

Algo sugere que a medida adotada no que concerne a isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais não está produzindo os efeitos esperados. Mas uma pesquisa do Datafolha onde evidencia-se que 70% dos brasileiros estão endividados -afetando o bolso a parte mais sensível, portanto - pode ser um bom prenúncio para entenderemos esse mau humor do eleitorado com o presidente Lula neste momento. Fala-se num eventual controle inflacionário, mas o brasileiro médio sente que tem sido cada vez mais complicado manter a geladeira abastecida.  

domingo, 19 de abril de 2026

Editorial: A preocupação do PT com o Nordeste



Há pouco comentávamos sobre a possibilidade de montagem de um palanque bolsonarista genuíno aqui no estado. Como se sabe, Pernambuco tem uma boa representação ou base bolsonarista, hoje abrigada com dificuldade no Palácio do Campo das Princesas. Sugere-se que poderia haver alguma pressão do PL nacional em relação ao assunto. Afinal, o candidato Flávio Bolsonaro escolheu justamente o Nordeste, tradicional reduto petista, para intensificar a sua campanha. Há, inclusive, uma visita já programada para Pernambuco, agendada pelo deputado federal Mendonça Filho, recentemente filiado ao PL. Há muito tempo batemos na tecla por aqui que o PT precisa refazer os seus cálculos eleitorais em relação ao Nordeste, onde já não desfruta do apoio de antes, quando as eleições passadas. 

É suficiente para isso observarmos a situação de estados como o Ceará, a Bahia, o Maranhão e, também Pernambuco, berço político de Luiz Inácio Lula da Silva, onde o Datafolha estima que o presidente possa ter perdido 10% dos seus eleitores. Tentar equilibrar as forças no chamado Triângulo das Bermudas - aqueles estados da região Sudeste do país, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e São Paulo - sem manter os mesmos escores de eleições anteriores aqui no Nordeste é uma aposta arriscada. Em São Paulo, por exemplo, ocorre um lance curioso. Fernando Haddad vai relativamente bem na disputa - até surpreendendo - mas os jornais hoje estampam a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro. 

Na Bahia, até bem pouco tempo, considerávamos que Jerônimo Rodrigues, que concorre à reeleição, estava equilibrando o jogo na disputa com ACM Neto. As últimas pesquisas dizem que não. A diferença entre ambos ainda é significativa. No caso da Bahia, duas situações precisam ser consideradas. ACM Neto ainda não declarou apoio a nenhum candidato à Presidência da República. Estima-se que possa apoiar, inclusive, Ronaldo Caiado. Por outro lado, o PT acredita que, quando Jaques Wagner e Rui Costa entrarem em campo, o cenário tende a mudar completamente. O resumo da ópera é que os cálculos do PT sobre o seu desempenho eleitoral no Nordeste precisam ser refeitos. Pode evitar algumas surpresas desagradáveis. 

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Editorial: A todo mundo eu dou psiu. Ciro! Ciro! Ciro!

 



Hoje, 19, a crônica política nacional está um pouco complicada. Um dos jornais da grande mídia traz, em seu editorial,  os conselhos de um ex-presidente sobre o momento atual do país. Um pouco demais para digerir o café da manhã num dia de domingo. Mas vamos lá. Como gostamos muito do cantor Raimundo Fagner - da impagável interpretação de "As velas do Mucuripe" - circula a informação de que ele deve participar do lançamento da candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Ceará, nas eleições de 2026. Ciro é um político íntegro, preparado e dotado de espírito público. Poderia servir ao país da melhor maneira possível, evitando muitos dos descalabros que ora enfrentamos. Infelizmente, os eleitores não lhes deram esta oportunidade. 

Ele ficou assanhado com o convite recebido pelo Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, para tentar, pelo quinta vez, uma candidatura presidencial. Mas a ponderação deve dizer a ele que esta não seria a sua melhor alternativa. Melhor concorrer ao Governo do Ceará. O anúncio oficial dessa candidatura deve ocorrer em Sobral, tradicional reduto político da família Ferreira Gomes. A sua família, è exceção do irmão Cid Gomes, que permanece com o grupo do PT no estado, está toda envolvida com o projeto de levar de volta Ciro Gomes a ocupar a cadeira do Palácio da Abolição. Nessas buscas pela rede, encontramos uma foto das antigas, onde o político participa de uma lual com o cantor, ainda jovens, num momento de grande descontração. 

A foto que ilustra este editorial é também das antigas, quando um grupo de políticos e empresários se uniram para desbancar do poder as velhas oligarquias carcomidas que ocupavam o Palácio da Abolição há décadas, algumas delas ainda "cevadas" na ditadura militar. Tasso Jereissati continuou como amigo de Ciro e o trouxe para o seu PSDB. Hoje o projeto é retomar o poder, que se encontra hegemonizado pelo PT. Apesar do capital político de Ciro, não se trata de uma tarefa das mais simples, uma vez que o Planalto vai dá a carga toda naquela eleição, pois se trata de uma região estratégica para o PT. Vamos ter uma das disputas mais acirradas do país. Em todo caso, os cearenses já estão entoando: "A todo mundo eu dou psiu. Ciro! Ciro! Ciro!". 

Editorial: A terceira via pernambucana?



Há muitos anos, ainda calouro dos bancos universitários, tivemos acesso a um texto onde o autor tratava das dificuldades de construção de uma "terceira via" em Pernambuco. Assim como ocorre no Rio Grande do Sul, dizia ele, onde ou o sujeito é gremista ou colorado, Pernambuco era um estado marcado por esta polarização política desde longas datas, antes mesmo que este fenômeno tivesse se consolidado nacionalmente, dividindo petistas, de um lado,  e bolsonaristas, do outro lado.  Mas, a rigor, os bolsonaristas ainda estão órfãos em Pernambuco, uma vez que, embora abrigados no guarda-chuva do Palácio do Campo das Princesas, não há como acomodá-los satisfatoriamente na formação da chapa, assim como algo sugere que a governadora Raquel Lyra não pretende apoiar o palanque nacional dos bolsonaristas no estado, representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro. 

A rigor, o que estaria de fato em jogo seria a formação de uma terceira chapa, não necessariamente uma terceira via. Especula-se sobre uma eventual articulação entre os partidos PL e PP no sentido de constituição de uma chapa para disputar o Palácio do Campo das Princesas. Eduardo Moura, do Novo, que nunca se colocou como pré-candidato, mas sempre pontuou bem nas pesquisas de intenção de voto, em nossas conjecturas, poderia ser um nome que reuniria condições de viabilidade, tanto em razão de sua performance nas pesquisas de intenção de voto, tanto pela ausência de arestas ideológicas entre essas legendas. Ontem, porém, o vereador declarou que seria candidato a uma vaga de deputado federal, assim como vinculou-se ao projeto de reeleição de Raquel Lyra. 

Por outro lado, a governadora ouviu do filho de Eduardo da Fonte, Lula da Fonte, que o PP estaria fechado com seu projeto de reeleição. Recentemente, em Xexéu, Raquel Lyra esteve ao lado de Anderson Ferreira, do PL, um dos representantes mais autênticos do bolsonarismo no estado. O que está em jogo é possivelmente articulações do PL nacional no sentido de construção de um palanque bolsonarista autêntico no estado. Existe uma inflação de bolsonaristas no Palácio do Campo das Princesas e, muito dificilmente, a governadora terá como conciliar tantos interesses. 

sábado, 18 de abril de 2026

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: Novo adere à candidatura de Raquel Lyra.


Pelo menos por enquanto, pelo andar da carruagem política, não teremos uma terceira chapa concorrendo ao Palácio do Campo das Princesas, em 2026. O Novo, que poderia aliar-se ao PL e constituir uma eventual chapa concorrente ao Governo do Estado, acaba de declarar apoio ao nome da governadora Raquel Lyra(PSD-PE). O Novo, através do combativo vereador Eduardo Moura, pontua bem nas intenções de voto ao Governo do Estado, oscilando, de acordo com os institutos, entre 5% e 7% das intenções de voto. Ao longo da campanha, pelo ritmo de entregas e índices aprovação, a governadora tende a tirar a diferença que a separa hoje do candidato João Campos, que, pela última Datafolha, ficou em 12%. Esta diferença tende a cair sensivelmente. 

Vamos ter uma eleição bastante equilibrada para o Governo do Estado. Com os treinos em dia, Raquel Lyra continua seu périplo pelo interior do estado, sempre entregando obras, distribuindo simpatias junto ao eleitorado. Quando questionada acerca da diferença que a separa do ex-prefeito do Recife, afirmou que responde com trabalho. O que consideramos interessante, é que, nessas últimas incursões pelo interior, ela esteve colada junto ao senador Fernando Dueire, hoje filiado ao PSD, tratando-o como meu senador. Podemos ter algumas surpresas por aqui, uma vez que, sobre nomes a princípio consolidados, a exemplo do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, começam a pairar dúvidas. A governadora teria ficado aborrecida com medidas apoiadas pelo grupo Coelho na ALEPE. 

Há muitas incertezas acerca da composição da chapa da governadora Raquel Lyra. Diante dos novos fatos, a grande dúvidas é como ela pretende administrar as demandas representadas pela União Progressista, mesmo em ratificando o nome de Miguel Coelho, uma vez que permanecem as rusgas entre o antigo União Brasil e o Progressistas, aqui no estado representado por um conjunto de forças políticas estratégicas. Soma-se a isso os arranjos envolvendo os bolsonaristas, que ela, certamente deseja o apoio, mas não deseja declará-lo tão explicitamente, compondo a chapa com seus representantes no estado. 

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Editorial: Dez anos do impeachment de Dilma Rousseff



No dia de ontem, 17, completaram-se dez anos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Teríamos outro termo para tratar o assunto, mas, para não melindrar - sobretudo nesses tempos bicudos - vamos manter o termo impeachment. Repercute bastante uma entrevista concedida pelo ex-Presidente da Câmara dos Deputados à época, Eduardo Cunha, ao jornal O Tempo, de Minas Gerais. Eduardo Cunha, como se sabe, está tentando retomar sua carreira política candidatando-se a uma vaga de deputado federal nas próximas eleições. Experiente, tem feito o dever de casa de sempre, adubado as bases, o que significa dizer que pode voltar à ribalta de Brasília na próxima legislatura, sobretudo se conhecemos bem o nível de "exigência" do eleitorado brasileiro.  

O curioso nesta entrevista é que ele fala sobre fatos gravíssimos, que corroeram o tecido democrático brasileiro depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, como se ele, na condição do cargo relevante que ocupava, não tivesse absolutamente nada a ver com isso. O que ele admite é que o país, de fato, enveredou para um desmonte institucional e trilhou um caminho de autoritarismo logo após o episódio,  culminando com a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2016, que já governou sobre uma estufa autoritária. O pacto pela democracia que existia antes teria sido quebrado. De fato sim, com reflexos até nos nossos dias. A saúde da nossa democracia ainda não foi completamente restaurada desde então. É uma democracia em convalescência. 

Salvo melhor juízo, Eduardo Cunha escreveu um livro com as suas memórias políticas. Acompanhamos todos os passos da agonia política a que foi submetida a ex-presidente Dilma Rousseff, traduzida num livro reportagem que permanece em nossos arquivos de computador. O tempo vai passando e esses assuntos acabam caindo no esquecimento e não mais despertam o interesse do público. Os assuntos do dia a dia acabam por ofuscar esses episódios, embora eles sejam relevantes e nos transmitam tantas lições. O que veio depois do impeachment de Dilma Rousseff corroeu de forma indelével os alicerces de nossa democracia e isso não é pouco, se considerarmos as consequências de um país onde a solidez democrática é apenas uma força de expressão, uma narrativa sem sustentação no nosso cotidiano. 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Editorial: Temporada de delações


Parece que entramos mesmo numa espécie de temporada de delações premiadas. O ex-diretor do BRB, detido ontem pela Polícia Federal, no curso da Operação Compliance Zero,  Paulo Henrique Costa, segundo dizem, já estaria acenando com a possibilidade de negociar um acordo de delação premiada. Está tudo certo para a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que pode abalar os alicerces de nossa já frágil república, pois envolveria nomes dos Três Poderes, uma vez que o acordo só está sendo viabilizado diante dessa condição. É a medida toda, como diria o radialista Geraldo Freire. Hoje, 17, voltou a repercutir o acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor do INSS, Maurício Camisotti, que sugeriu devolver aos cofres públicos a bagatela de R$ 400 milhões. 

Somete por este montante, os leitores podem imaginar o estragos que os gatunos produziram nos cofres públicos, penalizando os pobres velhinhos aposentados e pensionistas. Vorcaro teria acordado em devolver outra cifra estratosférica, que seria utilizada, em princípio, para ressarcir o prejuízo produzido junto aos aplicadores em seus papéis podres. Muito mais escandaloso do que esses escândalos de desvios de recursos públicos, somente as manobras escusas perpetradas nos corredores de Brasília no sentido de blindar alguns atores envolvidos. As manobras são explícitas, escancaradas, desavergonhadas, praticados por atores que, neste momento, estão cuidando de suas campanhas para se reelegerem como representantes dos interesses da sociedade.

Sabotou-se duas CPI's importantíssimas. A do INSS e a do Crime Organizado. Alfredo Gaspar, Carlos Viana e Alessandro Viera - que fizeram um esforço tremendo para desnudar a podridão envolvendo agentes públicos e privados, estão pagando um ônus enorme por desafiar os poderosos. Numa entrevista recente, o ex-Presidente da CPMI do INSS,   o senador Carlos Viana, afirmou que nós não tínhamos a dimensão exata do quanto ele foi perseguido. Podemos imaginar. Estou torcendo que ele seja reeleito senador pelo seu estado, Minas Gerais, que ele representou tão bem como parlamentar. Torçamos que ele tenha o reconhecimento dos seus eleitores. 

Editorial: O avanço do crime organizado na Paraíba



Estávamos lendo há pouco uma entrevista com uma autoridade do GAECO, onde ele demonstra sua preocupação com o avanço do crime organizado no estado da Paraíba. O quadro é preocupante não apenas no interior do estado - onde se tornaram frequentes as abordagens da PF em prefeituras municipais, seja por desvios de conduta de autoridades locais, seja em razão do plantio de entorpecentes - mais na Grande João Pessoa e Região Metropolitana, envolvendo, notadamente, as cidades de Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Conde. São recorrentes as ocorrência de chacinas em Bayeux - como a ocorrida com os quatro jovens baianos recentemente -  assim como todos tomaram conhecimento do que ocorreu em Cabedelo, onde um prefeito foi cassado e, logo em seguida, seu sucessor, eleito em eleição suplementar, teve o mesmo destino, em razão de suposto envolvimento com o desvio de recursos públicos em favorecimento de facções do crime organizado. 

Uma das pessoas detidas na operação em Cabedelo forneceu informações sobre como a engrenagem criminosa moía na prefeitura municipal, num conluio entre agentes públicos e privados. Gente ligada à facção vencia licitações fraudadas e os "terceirizados" eram pessoas ligadas e contratadas pelas  facções Quer dizer, em última análise, um munícipe poderia ser atendido num posto de saúde por um faccionado. Vejam em que estágio nós chegamos. Já desconfiávamos de eventuais procedimentos desta natureza, sobretudo no quesito de contratação de serviços de segurança privada. A fala da depoente apenas confirma esses conluios ou entranhas. Nas eleições de 2022 denúncias desta natureza atingiram até a administração municipal da capital João Pessoa. 

Hoje, 17, no bairro de Colinas do Sul, uma família teve que deixar a sua residência às pressas, por determinação de um grupo faccionado. Quando a Polícia Militar teve acesso ao imóvel, ele já havia sido saqueado. A expulsão ilegal dos moradores de uma região é um dos índices mais seguro para se checar o avanço do crime organizado numa determinada área. Na Bahia e no Ceará isso já se tornou rotina, sendo esses estados fortes candidatos a um colapso em termos de segurança pública. O que ocorreu no bairro Colinas do Sul já foi verificado em zonas da Grande João Pessoa, indicando, de fato, que faz todo o sentido as preocupações da autoridade do GAECO.