O PT encerra hoje, 26, o seu 8ºCongresso, com a presença do seu líder maior, Luiz Inácio Lula da Silva. Esses encontros são importante para aferirmos aquilo que não mudou no partido ao longo de sua trajetória de 46 anos de vida. Análise de conjuntura, teses, resoluções, a essência dessa agremiação partidária desde a sua fundação, em 10 de fevereiro de 1980, numa histórica reunião no Colégio Sion, em São Paulo, com a presença do educador Paulo Freire. Houve um tempo em que, em razão dos nossos estudos sobre partido, colecionávamos todo o material produzido nesses encontros, embora não fôssemos militante. São aqueles cartas jogadas no início de uma instituição, aquilo que não muda, permanece perene, a despeito do inevitável processo de oligarquização a que o partido foi submetido ao longo de sua existência. É aqui onde "pulsa" o verdadeiro PT.
Democracia, soberania nacional, justiça social. Deste encontro devem sair as táticas de campanha para as eleições de 2026, assim como o programa de governo, que nem sempre é cumprido à risca, em razão dos constrangimentos institucionais, da correlação de forças em jogo, gerando, por vezes, os inevitáveis protestos da base. O mais visível desses protestos se referem à nevrálgica questão da reforma agrária no país, algo que se arrasta desde 1500, sem que se chegue aos avanços necessários mesmo sob governos de perfil progressista. Somos ainda um país de latifundiários, de grandes concentrações de terra nas mãos de poucas pessoas.
Neste intervalo de realização do 8º Congresso, a imprensa divulgou os nomes dos responsáveis pela campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Edinho Silva, Presidente Nacional do PT, ficará responsável pela coordenação geral da campanha. Sidônio Palmeira, que já ocupa a direção da SECOM, será o homem responsável pelo marketing político. Tem uma responsabilidade enorme pela frente, principalmente quando se sabe que a área de comunicação é uma das mais sensíveis. Pelo ausência de autocrítica, parte-se do pressuposto de que estamos fazendo tudo certo e o problema se resume às falhas na comunicação. É sempre assim.
