pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
Powered By Blogger

quarta-feira, 15 de abril de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: palanque duplo em Pernambuco ainda não está descartado.


Até recentemente, a deputada estadual Cida Ramos(PT-PB), Presidente Estadual do PT da Paraíba, declarou que o partido apoiará o candidato Lucas Ribeiro(PP-PB), que concorre ao Governo do Estado com o apoio do ex-governador João Azevedo(PSB-PB), candidato a uma das vagas para o Senado Federal. Chegar a esta deliberação não foi tão simples, uma vez que o atual prefeito da capital, Cícero Lucena(MDB-PB), que também concorre ao Governo do Estado, havia proposto uma aliança com o PT, algo que chegou a ser negociado nos corredores de Brasília, com o Presidente Nacional da legenda, Edinho Silva. Cícero chegou ao oferecer partido, inclusive, uma das vagas ao Senado na sua chapa. As negociações não avançaram e o partido vai mesmo caminhar ao lado de Lucas Ribeiro. Como Lucas Ribeiro era o vice-governador que hoje comanda o Governo do Estado, o PT já negocia a participação na máquina estadual. O surpreendente dentro dos quadros do PT estadual foi o desligamento da legenda do deputado estadual Luciano Cartaxo, hoje no Republicanos, que defendia que o partido tivesse um nome próprio para a disputa. 

Cícero Lucena, o político mais manhoso do estado, não via problema algum em montar um outro palanque de Lula no estado. Acreditamos que ainda mantenha esta posição. Este prólogo é para entrar na seara complicada que está se tornando esta eleição em Pernambuco. Há dois fatos curiosos no dia de hoje. A governadora Raquel Lyra anda mantendo uma agenda inusitada no Sertão do São Francisco, mais precisamente em Petrolina, tradicional reduto da família Coelho. Antes disso, quando questionada acerca da definição de sua chapa ao Senado Federal, sugeriu que ficássemos atentos aos "sinais". Ela daria essas sinalizações. À medida em que estreitou os laços com os Coelho, manteve uma distância regulamentar do grupo da federação ligado ao deputado federal Eduardo da Fonte, afastando, inclusive, o diretor da CEASA, provocando uma verdadeira faísca na relação entre ambos, tendo como resultado a rebeldia dos deputados da federação na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco. Segundo o próprio Eduardo da Fonte, o episódio não pode ser traduzido como uma ruptura com o Palácio do Campo das Princesas. 

O impasse permanece, uma vez que o União Brasil está dentro, mas o PP continua nas cercanias, embora suas lideranças continuem acenando para a governadora. Hoje, 15, há uma entrevista com o Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Segundo o ministro, não há nada fechado em relação à possibilidade de construção de um palanque duplo de Lula no estado. Lula não deverá recusar apoios e a governadora é sensível a este apoio. A decisão sobre o assunto deve ficar com Lula, segundo Boulos. Não é possível que Boulos desconheça a composição da base de apoio ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra, que conta com políticos do núcleo duro do bolsonarismo no estado. 

Como conciliar? Como estamos discutindo sempre por aqui, palanques estaduais é isso mesmo. Na Paraíba os socialistas estão com os progressistas. Eleitor que votar em João e Lula ou em Raquel e Lula serão sempre bem-vindos. Lula irá precisar de cada voto para se contrapor à candidatura que representa o bolsonarismo. Salvo melhor juízo, essa foi uma das conclusões tiradas na última plenária do PT no estado. O Planalto está bastante preocupado com o avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro neste momento. Lula precisa reverter seus índices de rejeição se deseja continuar como inquilino do Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. 

Editorial: Quaest confirma Datafolha e aponta vantagem numérica de Flávio sobre Lula no segundo turno.



Salvo melhor juízo, quatro institutos de pesquisas já confirmaram uma vantagem numérica do candidato Flávio Bolsonaro sobre Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Todos eles dentro de uma margem de erro em média de 2pp, o que pode significar, inclusive, que o petista pode estar à frente do representante do bolsonarismo. Hoje, 15, saiu mais uma pesquisa sobre as intenções de voto para a Presidência da República, desta vez realizada pelo Instituto Quaest\Genial. Na pesquisa anterior, o Instituto registrou um empate técnico rigoroso entre os dois candidatos, cada um deles com 41% das intenções de voto. No dia 11, com ampla repercussão, o Instituto Datafolha já sinalizava uma vantagem numérica do candidato Flávio Bolsonaro sobre Lula, algo já observado pelos institutos AtlasIntel e Paraná Pesquisas. 

No primeiro turno permanece a vantagem de Lula sobre Flávio, mas convém esclarecer que teremos uma eleição em dois turnos. Outro dado preocupante para o Planalto é que, num eventual segundo turno - assunto tratado no editorial do Estadão no dia de hoje - candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema se tornam competitivos num enfrentamento ao presidente Lula. Até Romeu Zema, conforme o editorialista observa. E, por falar em candidaturas presidenciais, hoje voltou a circular a informação de que o deputado federal Aécio Neves voltou a formular o convite para que o ex-ministro Ciro Gomes volte a disputar uma eleição presidencial. Ciro, de fato, seria uma alternativa propositiva a esta disputa entre um modelo de gestão saturado e a ausência de propostas do outro lado. 

A pesquisa do Quaest\Genial está registrada no TSE-BR - 09285\2026, com margem de erro de 2pp e escore de confiabilidade de 95%. No segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Lula crava 40%. No primeiro turno, Lula ainda mantém a vantagem: 37% a 32% de Flávio Bolsonaro. A pesquisa também mostrou que 52% desaprovam o Governo Lula, enquanto 43% aprovam. Segundo o cientista político pernambucano, Antônio Lavareda, Lula teria dificuldades de uma reeleição ostentando esses indicadores de aprovação. Estaria quase no limite.  Salvo melhor juízo, de acordo com as avaliações do cientista político, o limite é de 40%. Abaixo disso, as possibilidades de uma reeleição são remotíssimas. Lula tem feito de tudo é tudo não tem sido suficiente para mudar este cenário. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Charge! Thiago Lucas via Jornal do Commércio

 


Editorial: O relatório da CPI do Crime Organizado.


O TSE proibiu a divulgação da pesquisa do Instituto Veritá sobre a corrida eleitoral em Pernambuco, sob o argumento de eventuais erros técnicos e metodológicos cometidos pelo Instituto. A pesquisa apontava um empate técnico entre a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife, João Campos. Ambos concorrem ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Se o TSE encontrou elementos técnicos para proibir a divulgação da pesquisa, não há o que discutirmos por aqui. Hoje, 14, o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, deverá apresentar o relatório da CPI do Crime Organizado. Está sendo contingenciado a isso em razão de não ter conseguido a prorrogação dos trabalhos da comissão. É mais uma comissão a encerrar os trabalhos de forma melancólica, assim como ocorreu com a CPMI do INSS. 

Ambas as comissões, que realizaram um trabalho importantíssimo para o país, foram interrompidas abruptamente em razão, sobretudo, da rede de proteção que se criou em torno de agentes públicos e privados envolvidos. Num dos seus diálogos com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, Alessandro Viera afirmou que ele estava prestando um desserviço ao país. Um exemplo claríssimo da consequência do que o senador Alessandro Vieira estava afirmando ocorre justamente no momento em que ele está entregando o seu relatório. No dia de hoje, 14, a Polícia Federal, juntamente com o Ministério Público da Paraíba, o GAECO e a CGU realizam uma mega operação na cidade de Cabedelo, afastando de suas funções o prefeito eleito no último domingo, Edvaldo Neto. 

O enredo já é bem conhecido, escancarando as evidências de como o crime organizado está entrando na máquina pública em todas as instâncias da República, desde simples prefeituras municipais às altas esferas de Brasília. Licitações fraudulentas e desvios de recursos, envolvendo agentes públicos e privados. Estima-se um rombo superior aos R$ 270 milhões de recursos públicos que, supostamente, foram utilizados de forma indevida. Estão sendo cumpridos 21 mandados de buscas e apreensões. Possivelmente, além do prefeito eleito no último domingo, 12, numa eleição suplementar, depois da cassação do titular, outros agentes públicos devem ser afastados de suas funções.  Fica evidente porque uma CPI com a finalidade de investigar o crime organizado não poderia ter sido interrompida antes das conclusões dos trabalhos.   

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Editorial: Petistas tentam se aproximar de tucanos... em São Paulo.



Os arranjos políticos regionais quase sempre não traduzem os grandes acordos celebrados nacionalmente. Recentemente, Aécio Neves, deputado federal tucano que deverá tentar a reeleição nas Alterosas, manteve um encontro privado com Ciro Gomes e o senador Tasso Jereissati, no Ceará, onde, especulou-se que ele teria cogitado de lançar o nome de Ciro para uma disputa presidencial. O objetivo seria "vingar-se" do PT. O mineiro, pelo andar da carruagem política, ainda tem mágoas dos petistas. Curiosamente, seu nome tem sido lembrado pelos mineiros para o Senado Federal, onde aparece bem nas pesquisas de intenção de voto. Seria uma loucura se Ciro Gomes embarcasse nesta canoa, quando se sabe que ele mesmo tentou, em vão, romper a bolha da polarização da política nacional todas as vezes em que disputou a Presidência da República. 

Um outro exemplo é que, para aplacar os ânimos da recém-criada federação União Progressista, o senador Ciro Nogueira deve assumir o controle da federação em São Paulo, configurando-se uma situação de uma "intervenção" branca. Isso talvez possa se reproduzir por todo o país, quando se sabe, por exemplo, que os problemas são inerentes em praticamente todos os estados da federação. Aqui mesmo em Pernambuco, o União Brasil está dentro da aliança com a governadora Raquel Lyra, enquanto o PP esboça uma rebeldia. Pois bem. Satisfeitos com os primeiros resultados das pesquisas de intenção de voto, que o mostra Fernando Haddad competitivo para a disputa do Palácio dos Bandeirantes - escores que não eram previstos nem pelo mais otimista dos petistas - Sugere-se que Fernando Haddad tentaria uma aliança regional com os tucanos, com o propósito de fortalecer-se na disputa.

Programaticamente, eles não são tão distantes assim. O que os separa mesmo é a luta pelo poder. No caso específico de São Paulo, talvez nem isso. Os tucanos ficaram muito fragilizados em seu ninho mais emplumado no passado. Curiosamente, eles tentam soerguer-se pelo Nordeste brasileiro. Estão bem articulados principalmente no Ceará e em Alagoas, onde possuem nomes competitivos ao governo. 

Editorial: Ainda os problemas no INSS

Crédito da Foto: Agência Senado e Presidência da República


Pelo andar da carruagem política, os problemas estruturais do INSS ainda vão se estender pelas próximas décadas. E não estamos tratando aqui apenas da corrupção sistêmica, mas de outros problemas que afetam o órgão desde algum tempo, a exemplo das intermináveis filas de espera de atendimento das demandas da população. Ficamos assustados com este número, mas estima-se que o órgão recebe, diariamente, algo em torno 61 mil novos pedidos de aposentadoria. O senhor Gilberto Waller, que dirigia órgão há 11 meses, foi exonerado no dia de hoje, 13, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os bastidores diziam que ele estaria sendo cobrado pelo Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em relação à melhoria do atendimento e diminuição dessa fila de espera. 

Está sendo substituído por Ana Cristina Viana Silveira, uma servidora de carreira do órgão. Waller esteve em audiência na CPMI do INSS, recentemente encerrada melancolicamente, depois de um trabalho sério realizado por parlamentares imbuídos de espírito público. Ele nos passou uma boa impressão. Infelizmente, por razões de natureza nada republicanas, o trabalho da CPMI não foi prorrogado, assim como seu relatório foi rejeitado. O que ocorre que Lula, contingenciado pela resiliência dos seus índices negativos de aprovação, é que sugere-se que estaria tomando medidas para estancar a sangria. Na outra margem do rio, a da corrupção no órgão, já está ajustada a delação premiada de um ex-presidente da autarquia, Maurício Camisotti, que já confessou a gatunagem e se propôs a devolver R$ 400 milhões. 

Por este patamar a devolução dá para entender que as maracutaias no órgão podem muito bem ultrapassar os R$ 6,5 bilhões reais calculados inicialmente. Para complicar o enredo, fruto de uma nova delação, desta vez envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pode-se respingar no famigerado empréstimo consignado, outra modalidade de fraudes dentro do INSS, conforme já havia sido verificada pelo trabalho da CPMI do INSS. Tudo isso como resultado do trabalho da comissão e da Polícia Federal. Já se sabe que outros envolvidos já declararam a intenção de entrar numa negociação de delação premiada. Quer dizer, mesmo que por vias tortuosas, boicotada em seus propósitos, a CPMI está produzindo os seus resultados, como afirma o senador Carlos Viana.  

Editorial: Com os atuais índices de aprovação, Lula corre o risco de não se reeleger.


Viktor Orbán, ícone da direita mundial e líder próximo ao bolsonarismo brasileiro, foi derrotado na Hungria. Ainda temos seis meses para as eleições de 04 outubro. Muita coisa pode mudar até lá, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se desejar ser reeleito, vai precisar melhorar seus índices de aprovação. Está no limite e, hoje, conforme análise do cientista político pernambucano, Antônio Lavareda, correria o risco de não se reeleger. Segundo o cientista político, numa entrevista concedida à revista Veja, Lula está no limite dos índices de aprovação compatíveis com uma reeleição. Trazendo esta avaliação para o cenário pernambucano, entende-se, portanto, considerando-se seus índices de aprovação, porque a governadora Raquel Lyra reúne as condições efetivas de se reeleger. 

O pior é que o Governo está tentando fazer de tudo e tudo não tem sido suficiente para reverter esta situação desconfortável. Esta prevista para logo mais - naturalmente sem a mesma repercussão da Datafolha do último dia 11, por razões já explicadas por aqui - a nova pesquisa do Paraná Pesquisas sobre a disputa presidencial de 2026. Parece que o eleitorado está saturado com esses pacotes de bondade, que antes surtia tantos efeitos positivos. Hoje eles não estão se traduzindo em votos, tampouco mudando o humor dos brasileiros em relação ao Governo. Há uma resiliência dos índice negativos de aprovação.. O governo precisa identificar urgentemente as causas deste fenômeno, sob pena de sucumbir a ele. Mesmo antes de disparar o arsenal contra o principal opositor, o candidato Flávio Bolsonaro, até porque isso pode não surtir os efeitos desejados. 

Até em redutos tradicionais petistas, a exemplo da região Nordeste, no caso do Maranhão especificamente, segundo pesquisa do Paraná Pesquisas, em relação aos escores obtidos nas eleições de 2022, Lula teria perdido muitos votos. Assim como o Ceará e a  Bahia, o Maranhão é um reduto forte do petismo, sobretudo pela ascendência do hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que construiu uma grande liderança no estado. O fenômeno se verifica até em Pernambuco, berço político do presidente Lula, estado onde ele nasceu. Em relação às eleições de 2022, a queda foi da ordem de 10%.  

domingo, 12 de abril de 2026

Editorial: Camilo Santana será o coordenador da campanha de Lula



Acabamos de ser informados que o ex-Ministro da Educação, Camilo Santana, será o coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Ontem, 11, saiu mais uma pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Datafolha, confirmando alguns indicadores que estão preocupando o Palácio do Planalto, como a resiliência negativa dos índices de aprovação do Governo, o que está se refletindo diretamente sobre o seu desempenho na campanha. Conforme comentamos no dia de ontem, não apenas o Datafolha, mas outros dois institutos já apontam uma vantagem do candidato Flávio Bolsonaro no segundo turno: AtlasIntel e Paraná Pesquisas. No Datafolha, Lula aparece tecnicamente empatado numa disputa de segundo turno não apenas com Flávio Bolsonaro, mas com Romeu Zema e Ronaldo Caiado. 

Perdeu a vantagem que mantinha sobre os seus concorrentes. Em Governo onde falta aprovação, todos brigam e ninguém tem razão. É mais ou menos esta a situação atual do Governo Lula 3. Embora não seja candidato, Camilo se desincompatibilizou do cargo, o que já significava um indicador de que teria uma missão na campanha. Missão espinhosa, aliás. Assume o leme em mar revolto, num cenário de mar agitado, nuvens carregadas, sem que se possa assegurar que irá desembarcar num porto Seguro ao final. Lula enfrenta uma fadiga de material, problemas na economia, desgaste de imagem e um escândalo gigantesco envolvendo aliados que, de alguma forma, acaba respingando no Governo. Nas eleições de 2022, na condição de candidato ao Senado Federal pelo Ceará, Camilo, literalmente, carregou nas costas o hoje governador Elmano de Freitas. 

Vai precisar de toda a sua habilidade para tentar reverter um cenário hoje desfavorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por outro lado, a confirmação do seu nome como coordenador de campanha do petista indica seu cacife em alta como um provável sucessor do morubixaba dentro da agremiação política. A estrela sobe, como se diz. Boa sorte ao atual coordenador, mas, se chegarmos a uma situação onde ele não consiga fazer muita coisa por Elmano de Freitas, no Ceará, e por Lula, como candidato à reeleição, pode-se concluir que ele talvez tenha recebido um presente de grego. 

sábado, 11 de abril de 2026

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Editorial: Saiu a Datafolha com intenções de voto para a Presidência da República.

Crédito da Foto: Presidência da República, Divulgação. 


A matéria de capa da Veja desta semana é sobre as dificuldades enfrentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu projeto de reeleição. Os articulistas da revista apontam problemas como a má avaliação do Governo; desgaste de imagem; problemas na condução da economia e crescimento da oposição como sendo os fatores que estão contribuindo para os precários índices de intenção de voto que o mandatário está obtendo em seu projeto de reeleição. Precários não seria bem o temo, mas "aquém" do esperado. A revista saiu na sexta-feira, 09, e, hoje, 11, saiu mais uma pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha, onde praticamente confirma-se, em números, os percalços enfrentados pelo Planalto neste momento. Num eventual segundo turno entre ambos, Lula e Flávio Bolsonaro, depois de um equilíbrio no primeiro turno, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula pontua com 45%. 

Estivemos lendo a matéria e, num determinado momento, hoje podemos afirmar, para desespero do Planalto, que o Datafolha confirma os dados já verificados por outros institutos, a exemplo do AtlasIntel e do Paraná Pesquisas. Ambos os institutos colocam Flávio na dianteira do segundo turno, embora numericamente, dentro de uma situação de empate técnico. No Quaest o empate é rigoroso. Nos levantamentos de primeiro turno, candidatos como Romeu Zema(Novo) e Ronaldo Caiado(PSD) apenas confirmam a tese de que não há futuro possível para a consolidação de uma terceira via. Seus escores ficam bem distantes dos obtidos por Flávio Bolsonaro e por Luiz Inácio Lula da Silva. Numa eventualidade de um segundo turno entre Lula e Romeu Zema ou entre Lula e Ronaldo Caiado, aí sim, esses candidatos se tornam competitivos. 

Durante esta semana, um dos fatos mais comentados no meio jornalístico é uma espécie de arsenal que está sendo preparado pelo Planalto com o propósito de desgastar o nome de Flávio Bolsonaro. Primeiro é preciso questionar, mesmo diante das dificuldades, a eficiência de algumas estratégias utilizadas. Depois, também é preciso ficar atento ao pouco tempo que teremos até 04 de outubro, assim como entender que, de fato, os problemas existem, precisam ser enfrentados, antes de se responsabilizar a área de comunicação institucional pelos percalços deste momento. Lula tem sido enigmático acerca de uma eventual desistência de candidatura. Ora se apresenta convencido de que tentará o seu quarto mandato, ora se mostra reticente em relação ao assunto. 

Editorial: Vem aí o Datafolha sobre a disputa em Pernambuco


Nos próximos dias os pesquisadores do Instituto Datafolha estarão desembarcando em Pernambuco para a realização de mais uma pesquisa de intenção de voto sobre a disputa estadual. Conforme já expusemos por aqui, o Datafolha é sempre aquele instituto que sintetiza um conjunto de pesquisas realizadas sobre uma determinada disputa. É aquele instituto com maior expertise,  credibilidade, confiabilidade. Existe uma série de institutos confiáveis operando no mercado de pesquisas de intenção de voto, mas o Datafolha continua sendo o Datafolha. Em princípio, os resultados devem ser divulgados no dia 16. Aqui em Pernambuco - como de resto em todo o Brasil - a polêmica em torno dos números apresentados até o momento continua rendendo muita tinta na crônica política local, quase sempre induzidas pelos critérios ideológicos ou de preferências pessoais, nunca em torno dos elementos técnicos, científicos ou metodológicos que ancoraram tais pesquisas divulgadas por esses institutos. 

Na realidade, o critério científico seria o único validado. As paixões e torcidas devem ser deixadas de lado, embora desconfiemos que essas "torcidas", na realidade, escondem ou são orientadas por interesse espúrios e corporativos, de caráter nenhum pouco republicano. Várias pesquisas já foram publicadas sobre a disputa em Pernambuco, algumas delas francamente favoráveis ao candidato João Campos, outras mostrando uma reação da governadora Raquel Lyra, que está equilibrando a disputa, possivelmente como reflexo dos seus índices de aprovação, que são importantes ou até determinantes numa eleição, conforme se verifica nas dificuldades enfrentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A disputa aqui no estado tende a ser acirrada.

A ausência do anúncio da chapa da governadora Raquel Lyra tem produzidos alguns ruídos em torno do seu grupo político. A chapa dos concorrentes ao Senado Federal está definida? Será mesmo composta por Miguel Coelho(UP) e Túlio Gadelha, do PSD? O grupo do deputado federal Eduardo da Fonte se sente representado na chapa com a indicação de Miguel Coelho? Como fica a situação do MDB na composição? E os bolsonaristas que apoiam o projeto de reeleição da governadora, a exemplo de Mendonça Filho e Anderson Ferreira? E, por falar nos bolsonaristas estaduais, aguarda-se, para os próximos dias, a presença do candidato Flávio Bolsonaro no Recife. Parece uma coisa de "birra" mais eles elegeram Pernambuco como um estado prioritário. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Editorial: A vitalidade de Lula

Crédito da Foto: Divulgação


Até recentemente, o Ministro-Chefe da SECOM, Sidônio Palmeira, afirmou que não haveria hipótese de o presidente Lula desistir de sua candidatura. O mandatário é candidatíssimo a um quarto mandado. Recai sobre Sidônio Palmeira uma responsabilidade imensa sobre os índices de popularidade do presidente Lula, uma vez que ele atua numa área nevrálgica, suscetível a uma enxurrada de críticas quando as coisas não vão bem. E, a rigor, embora não se possa responsabilizar a área de comunicação institucional por todos os problemas do Governo Lula3, de fato, as coisas não vão bem. O próprio Lula, numa fala recente, afirmou que precisava apresentar algumas novidades para a população, num reconhecimento de que o PT enfrenta, neste momento, um grave problema de fadiga de material. 

Se os eleitores já estão decididos a não permitir uma nova oportunidade ao PT, não vale a pena insistir. Não fosse suficiente os problemas inerentes à gestão, surgiram vários escândalos de corrupção envolvendo os Três Poderes da República e essa conta, direta ou indiretamente, acaba cobrando a fatura do Governo de turno. A saúde de Lula está muito boa para um cidadão de 80 anos. Os questionamentos sobre a sua condição física e mental é o de menos. Isso, inclusive, não deve ser o determinante em sua decisão de candidatar-se ou não. Pelo sim, pelo não, de qualquer forma, possivelmente sob a influência de Sidônio, Lula voltou a dá demonstrações de vitalidade, aparecendo publicamente em fotos praticando algum tipo de atividade física ou apresentando-se eventos públicos  correndo.

Considerando-se a hipótese de uma eventual desistência, é preciso deixar claro que os "substitutos" - hoje os mais cotados são Fernando Haddad ou Camilo Santana - precisam apresentar "novidades" para o eleitorado. Um dos pontos fracos do adversário que hoje ameaça a hegemonia do PT é exatamente a ausência de um programa, uma proposta de governo. Fica claro que as contingências o jogaram na arena sem que ele estivesse "pronto". Pela experiência na gestão do maior estado do país, o governador Tarcísio de Freitas não teria este problema. Flávio não tem nenhuma experiência com a gestão da máquina. Ele tem fragilidades inerentes, que poderiam ser questionadas civilizadamente, sem que se parta para os ataques pessoais. 

 

Editorial: Messias: a sorte está lançada


Ontem, 09, o Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, finalmente cumpriu os trâmites burocráticos junto a CCJ para a realização da sabatina de Jorge Messias, agendada para o dia 28 de abril. Conforme afirmamos, a sorte do pernambucano está lançada. Há um time em campo para fazer os últimos ajustes, aparando as arestas com o propósito de que corra tudo bem e o nome de Messias seja referendado pelos senadores. O relator já se comprometeu em recomendar a aprovação do nome de Messias, senadores aliados estão se mobilizando num trabalho de articulação e, dizem, que até o Ministro Cristiano Zanin teria comparecido a um desses encontros em apoio ao nome de Jorge Messias. Um rejeição seria vexatória. 

A torcida é que, mesmo diante das dificuldades, o nome de Jorge Messias seja aprovado. Um dos sites de notícia observou que o advogado passou por um verdadeiro calvário. É verdade. O termo se aplica perfeitamente. Imagino que alguns senadores de oposição sequer se dispuseram a ouvi-lo. Messias teria escrito uma carta onde reafirmar seu propósito de atuação republicana na Corte, independentemente de suas ligações pessoais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O problema é convencer os senadores da oposição sobre tais propósitos, sobretudo num momento de tantas indisposições políticas de lado a lado e entre os Três Poderes da República. 

Ontem comentamos por aqui um editorial do Estadão onde o jornal não recomenda a condução do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Pesa contra Messias as arestas de algumas decisões tomadas enquanto esteve à frente da AGU, assim como os questionamentos acerca do notório saber jurídico. O critério do notório saber jurídico é um requisito que vem perdendo fôlego nessas últimas indicações para o STF. As reticencias maiores dos senadores de oposição seria mesmo em relação às decisões tomadas pelo ex-Ministro da AGU, enquanto esteve no cargo, assim como sua afinidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 


quinta-feira, 9 de abril de 2026

A polêmica em torno do resultado das pesquisas de intenção de voto em Pernambuco



A polêmica em torno do resultado das pesquisas de intenção de voto é algo perfeitamente normal. Há alguns institutos consolidados, com larga expertise em pesquisas, atuando no mercado há décadas, como é o caso do Datafolha, do IPESPE e do IPEC, que era o antigo IBOPE. O IPESPE, hoje com atuação nacional, começou aqui em Pernambuco. Ainda hoje esses institutos funcionam como uma espécie de síntese entre os demais institutos, ou seja, seus índices são sempre aguardados como um tira-teima entre os demais. Nas últimas eleições, porém, institutos relativamente novos, a exemplo do Quaest e do Paraná Pesquisas deram um verdadeiro banho de acertos, cravando números quase exatos ao resultado da eleição em alguns estados da federação e até nacionalmente. Aliás, foram esses dois institutos que mais se aproximaram do acerto dos resultados. 

A maior preocupação desses institutos é exatamente em relação aos eventuais vieses dessas pesquisas de intenção de voto, o que poderia comprometer seus resultados. Os vieses são de toda a natureza. Se a pesquisa é aplicada pessoalmente; se as pessoas são ouvidas por telefone; se os dados populacionais são confiáveis para se determinar a amostragem correta, entre outros. Os dados do IBGE são confiáveis? Aqui em Pernambuco, por exemplo, são ouvidos um pouco mais de 2000 eleitores, distribuídos entre as mesorregiões do estado. Há de se tomar cuidados com a formação escolar do indivíduo,  idade, o sexo, amostragem por região, entre outros, tudo isso para evitar os vieses. Se você aplica uma pesquisa em Porto de Galinhas sobre os problemas de Ipojuca, por exemplo, pode se deparar com a ouvida apenas dos turistas que visitam o balneário, aquela população flutuante que frequenta o local apenas em suas férias, não traduzindo os reais problemas da cidade, como a questão de infraestrutura habitacional, saneamento, violência, etc. Os pesquisadores precisam arregaçar as mangar da camisa e adentrar em Rurópolis, Salinas, nas zonas de ocupação vulnerável de Maracaípe. 

No nosso tempo de estudante convencional - ainda continuamos estudando sempre para mantermos os neurônios ativos - embora não tivéssemos muita intimidade com os cálculos e os números das pesquisas - o que envolvia conhecimentos de matemática, com os quais nunca tivemos muita intimidade - considerávamos interessante uma termo usado n0 livro aplicado, denominado de variável interveniente, ou seja, uma variável que se joga na pesquisa realizada e, que, dependendo do resultado encontrado, pode comprometer as suas conclusões iniciais. Se você, por exemplo, tem uma avalição de um grupo de pessoas onde se conclui que os casados tem uma vida mais longa, quando se aplica à questão a prática do exercício físico, podemos chegar à conclusão de que aquele grupo não vivia mais por conta do casamento, mas em função do hábito regular do exercício físico. Há um cálculo para se concluir se essa variável interveniente é suficiente para comprometer os resultados inicialmente encontrados. 

Numa das pesquisas aqui em Pernambuco estranhou-se, por exemplo, o fato de o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, pontuar como candidato ao Governo do Estado. Não há nada de estranho aqui, uma vez que o questionário era espontâneo e o ex-prefeito já havia sido candidato ao Governo do Estado em eleições anteriores. O Mesmo Instituto Veritá, que mostrou um empate técnico entre a governadora Raquel Lyra(PSD-PE) e o candidato João Campos(PSB-PE), mudou completamente o cenário da disputa na Paraíba, apontando que o candidato Lucas Ribeiro(PP-PB), que seria uma espécie de candidato "oficial", apoiado pelo ex-governador João Azevedo, ocupa a primeira posição, seguido de Efraim Filho(PL-PB) e apenas na terceira posição aparece o nome do prefeito da capital Cícero Lucena(MDB-PB). Em todos os levantamentos anteriores Cícero aparecia em primeiro lugar na disputa pelo Palácio da Redenção. 

Possivelmente tais resultados devem estar produzindo muita tinta entre os cronistas políticos do estado, assim como  causando muita polêmica no meio político local, como ocorreu em Pernambuco, mas convém sempre ressaltar os trâmites legais e científicos seguidos pelo Instituto Veritá, com sua pesquisa seguindo os  critérios técnicos de praxe,  devidamente registrada no TSE. Não há nada a questionar por aqui, assim como ocorreu em relação ao Instituto Simplex, que também apontou um empate técnico entre os dois concorrentes ao Palácio do Campo das Princesas. Hoje, 09, um cientista político ouvido pelo Jornal do Commércio aponta a possibilidade, inclusive, de a governadora Raquel Lyra liquidar a fatura ainda no primeiro turno. Apesar dos números do Real Time Big Data, para apimentarmos a polêmica. Deixem suas considerações por aqui. 

P.S.: A inclusão ou exclusão de um nome na lista pode mudar completamente os escores ou índices apresentados. Vamos imaginar que aqui em Pernambuco, a título de exemplo, que seja constituída uma chapa conservadora, formada entre o Novo e o PL, tendo em sua liderança o vereador Eduardo Moura(Novo) como candidato ao Governo do Estado, acompanhado dos nomes de Anderson Ferreira e Mendonça Filho como concorrentes ao Senado Federal. Isso poderia mudar o cenário. Eduardo Moura, por outro lado, nunca afirmou que seria candidato e sempre pontua bem com 5% a 7% das intenções de voto. Em Minas Gerais ocorre outro fenômeno curioso. O senador Cleitinho, que nunca admitiu que é candidato ao Palácio Tiradentes, lidera todas as pesquisas. Seu nome fora da lista dos institutos muda radicalmente o ambiente da disputa. Suponho que aqui em Pernambuco uma candidatura de Eduardo Moura possa prejudicar João Campos, principalmente na capital pernambucana, onde o candidato tem um melhor desempenho. Eduardo Moura vem se constituindo como um notório adversário do prefeito.  

Editorial: A lista do Master


Depois dos conselhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a notícia que mais repercute na crônica política do país no dia de hoje, 09, é uma lista, obtida e divulgada por órgãos da chamada grande mídia, com nomes de políticos que teriam supostamente recebido dinheiro do Banco Master. Pensamos, a princípio, que se tratasse de algo relacionado à delação premiada que, aliás, ainda não teria sido homologada, mas sabe-se como as coisas ocorrem neste país. Antes do sujeito abrir a boca, já se sabe que o ele poderia delatar e a imprensa já teria uma lista de possíveis envolvidos. Neste caso em particular, no entanto, são dados obtidos através das declarações da própria instituição bancária aos órgãos de controle da União.  

Não vamos citar a lista por aqui, mas ela é bastante expressiva. Nunca tivemos uma instituição bancária que remunerasse tão bem os seus prestadores de serviço. As quantias são sempre vultosas, bem acima da média de pagamento do mercado. Cogitou-se a possibilidade de instauração de uma CPI do Banco Master - o que seria bem-vinda e necessária - mas, se depender de alguns atores políticos que hoje ocupam espaços relevantes de poder - e portanto de decisões - a CPI do Banco Master não vai deixar de ser apenas uma aspiração de homens públicos que preservaram a sua capacidade de indignação, sua honradez e espírito público. Há assinaturas mais do que  suficientes para sua instauração, mas sempre esbarra no crivo da interdição política, movida por interesses nenhum pouco republicano. 

A CPMI do INSS acabou de forma melancólica, depois de um trabalho primoroso realizado pelo seu presidente, o senador Carlos Viana, seu relator, o deputado Alfredo Gaspar, assim como por sua bancada de parlamentares. Isso é bem o retrato de quem luta por fazer as coisas certas num país com as características do Brasil. Manobraram até para deixar o senador Carlos Viana sem partido em seu reduto eleitoral, Minas Gerais. Ainda bem que ele está acomodado e com chances reais de renovar o mandato. A CPI do Crime Organizado, que trabalha com um dos temas mais nevrálgicos hoje no pais, já se sabe que não será prorrogada. No dia de ontem, o relator Alessandro Vieira praticamente admitiu que ela não será prorrogada, embora houvesse esta necessidade, imposta pela demanda dos trabalhos que poderão ficar inconclusos. 

Na Paraíba, recentemente, quatro jovens trabalhadores que vieram da Bahia foram encontrados mortos, com elevado estágio de decomposição dos corpos, numa mata do bairro de Brisa Mar. Já se tinha uma ideia do que poderia ter ocorrido e , hoje, 09, com a prisão de um suspeito de participação no crime, praticamente estão se confirmando as suspeitas iniciais de possível motivação com o envolvimento de facções do crime organizado. Um dos integrantes do grupo teria mantido uma desavença com um faccionado da cidade de Bayeux, onde ele estavam hospedados. Bayeux, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa, tornou-se uma das cidades mais violentas do estado, sobretudo em razão da presença e atuação do crime organizado na cidade. Em Alagoas, a famosa Rota dos Milagres, famosa por envolver um conjunto de praias paradisíacas do Litoral Norte do estado, está se tornando a Rota da Morte, uma vez que estão são recorrentes o desparecimentos de jovens por algum tipo de envolvimento com o tráfico de drogas. Algumas autoridades da capital federal parecem que estão alheias a estes sinais, senador Alessandro Vieira. Isso é gravíssimo. 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: pesquisa do Real Time Big Data indica tendência que o PT mais temia.



Dia chuvoso vai bem com um cafezinho quente acompanhado da bolacha Maragogi. Ainda fresca, a pesquisa realizada pelo Instituto Real Time Big Data sobre a disputa ao Governo de Pernambuco e a corrida ao Senado Federal. Já havíamos feito referência a esta pesquisa, depois de informado pela revista Carta Capital, que havia comunicado que os pesquisadores do instituto estavam em Pernambuco coletando esses dados. Hoje, 08, os dados foram divulgados. Para o Governo do Estado, o candidato João Campos(PSB-PE) aparece com 50% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra crava 38% das intenções. Muito mais do que a dianteira de João Campos, o que deve ser ressaltado aqui é a resiliência da governadora Raquel Lyra, gradativamente equilibrando a disputa, ampliando seus escores e se aproximando de João Campos, que já chegou a estabelecer uma diferença bem mais significativa quando foi lançado candidato lá atrás. 

Na pesquisa do Instituto Veritá, registrada no TSE, que cumpriu todos os requisitos de uma pesquisa de intenções de voto, ela já empata com o candidato João Campos. As intenções de voto para o Senado Federal, no entanto, é onde a porca começa a torcer o rabo, mesmo que a governadora ainda não tenha definido sua chapa oficialmente. Começa a se configurar aqui aquilo que o PT mais temia, ou seja, a possibilidade da candidata Marília Arraes atrair os votos do eleitorado mais progressista, enquanto se desenha no horizonte a eleição de um senador de perfil mais conservador. A pesquisa mostra exatamente isto neste momento. Marília Arraes e Miguel Coelho lideram a pesquisa para o Senado Federal. Marília pontua com 28% das intenções de voto, enquanto o representante do clã dos Coelho na chapa da governadora crava 21%. 

Na esteira de Miguel Coelho, outro nome de perfil conservador, ligado ao bolsonarismo estadual, Anderson Ferreira, pontua com 19% das intenções de voto. O senador Humberto Costa, que luta desesperadamente por sua reeleição, nesta pesquisa aparece com 17%. A rigor, o segundo pelotão está "embolado, configurando-se um empate técnico entre três candidatos ao Senado Federal. A pesquisa do Real Time Big Data, por outro lado, confirma a consolidação do isolamento da candidata Marília Arraes na primeira posição, indicando chances reais da neta do Dr. Miguel Arraes se tornar senadora pelo estado de Pernambuco. Esta tendência de comportamento do eleitorado pernambucano - que já teria sido detectada pelos petistas - poderia ser o motivo pelo qual surgiram as resistências ao nome de Marília na mesma chapa com Humberto Costa. 

O deputado federal Túlio Gadelha, recentemente filiado ao PSD, que entrou na chapa da governadora Raquel Lyra - é bom frisar sempre que a governadora Raquel Lyra tem um baita de um problema sobre bater o martelo acerca da real composição de  sua chapa  - já aparece com 7% das intenções de voto nesta pesquisa do Instituto Real Time Big Data - Túlio ainda insiste no argumento de que é o candidato de Lula na chapa da governadora Raquel Lyra, numa situação que poderia se configurar num surto de esquizofrenia política, principalmente se considerarmos as outras forças políticas que gravitam em torno da chapa que está sendo montada pelo Campo das Princesas. A pesquisa Real Time Big Data foi registrada no TSE sob o número: PE-05353\2026. A margem de erro é de 2pp e índice de confiabilidade de 95%. 

Editorial: Editorialista do Estadão vota contra a indicação de Jorge Messias ao STF.


Até recentemente, Lula teria mantido uma conversa com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, acerca das movimentações em torno da sabatina de Jorge Messias para o Senado Federal. Estima-se que isso ocorrerá apenas no segundo semestre. Davi Alcolumbre, que, num passado recente foi bastante atencioso com o pleito do Executivo envolvendo outros indicados, desta vez afirmou, assim como Pôncio Pilatos, que lavava as suas mãos quanto a aprovação do indicado de Lula ao STF. A indicação e Messias ao STF é um enredo de novela mexicana, que vai se arrastando indefinidamente, sem que se possa prevê algum final feliz para o protagonista. Cria-se tantas situações paralelas em torno do enredo principal que acaba por confundir os telespectadores. 

A relação de confiança de Lula em torno do seu indicado é a melhor possível. Mesmo com o lobby em torno da indicação do nome do ex-Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, Lula acabou optando por indicar o ex-chefe da AGU, oriundo do grupo Prerrogativas, que esteve ao lado do presidente nos seus piores momentos, quando ele esteve preso em Curitiba. Fora essa relação afetiva e de gratidão, o nome de Jorge Messias, por uma infinidade de razões, teria dificuldades de passar na sabatina do STF. Messias teria que se mostrar confiável a um número expressivo de senadores da Oposição, o que não está sendo fácil. Conta hoje com apenas 16 senadores certos. Fez um périplo pelos corredores do Senado Federal, conversou com os senadores, mas, mesmo assim, a resistência à sua indicação é notória. 

O curioso neste enredo de novela mexicana é que ele, depois das providências institucionais possíveis, como escrever uma carta falando de seus propósitos como eventual Ministro da Suprema Corte, já disse que está disposto a ir a sabatina independentemente do resultado. Vai arriscar. Nem ele mesmo está suportando este verdadeiro calvário. As manifestações públicas em apoio ao seu nome vieram de onde menos se esperava, a exemplo do Ministro André Mendonça, que desejou, durante um seminário onde estiveram juntos, que em breve eles poderiam se encontrar na Suprema Corte, assim como Valdemar da Costa Neto, Presidente Nacional do PL. Hoje, 08, o terrível editorialista do Estadão, produziu um editorial demolidor sobre o assunto, afirmando que o Senado Federal não poderia aprovar o nome de Messias para o STF. Invoca-se, entre outras questões, o chamado critério técnico do notório saber. Muito mais do que o notório saber, no entanto, o jornal faz referências às questões políticas. 

Em clima de normalidade institucional, a sabatina do Senado Federal é apenas uma formalidade. Na história da República, só há registro de um nome que foi rejeitado pela Casa Alta. Em clima de beligerância institucional, onde todos os Três Poderes tentam reafirmar as suas reais atribuições institucionais, a possibilidade de uma reprovação - que seria vexatória - existe. O país está passando por um momento muito delicado. Recentemente tivemos a rejeição do relatório da CPMI do INSS, depois de um trabalho minucioso de investigação, produzido por um ex-promotor de justiça, com atuação junto ao GAECO no seu currículo, que esquadrinhou a quadrilha que roubou os sagrados proventos dos aposentados e pensionista. 215 nomes arrolados e, apenas para salvar a pele de uns gatos pingados blindados pelo sistema, o relatório não foi aprovado. O interesse de grupelhos se sobrepôs ao interesse público. Foi triste vê o semblante de desolação do senador Carlos Viana, ao final dos trabalhos. É o Brasil. 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Editorial: "Eu sou o Camilo que vai continuar a obra de Lula"



Ontem, 06, assistíamos a um vídeo onde o presidente Lula, durante uma fala, faz referência a uma eventual candidatura do ex-Ministro da Educação, Camilo Santana, que se desincompatibilizou do cargo dentro dos prazos legalmente previstos. A rigor, há um incógnita acerca do futuro político de ambos, Lula e Camilo Santana. Nos últimos dias começaram a ganhar força uma preocupação do Palácio do Planalto em relação à candidatura à reeleição do presidente Lula. As condições já não são tão favoráveis como antes, sugerindo a possibilidade real de uma eventual derrota nas urnas. Cresce a desaprovação do Governo; há uma fadiga de material natural; além de dificuldades na comunicação, embora este último motivo seja questionável. Talvez seja o real problema " o que" comunicar, num país de endividados e com dificuldades de abastecer a geladeira. 

Derrapagens verbais e erros de posicionamento produzem seus estragos, mas, convenhamos isso talvez não seja o mais importante. Em sua fala, o presidente Lula deixa transparecer que o companheiro Camilo poderá ser candidato. A que é uma incógnita. Há quem diga que a sua missão será tentar salvar um eventual desastre do PT no Ceará, onde Elmano de Freitas, atual governador, menos competitivo, corre o risco de perder feio a eleição para o filho pródigo, Ciro Gomes, que, no passado, já foi um grande aliado de Camilo Santana. Coisas da dinâmica da política. Dois nomes surgem no horizonte como os eventuais substitutos de Lula: Camilo Santana e Fernando Haddad. Haddad talvez tivesse maior ascendência sobre o morubixaba petista, mas, no momento, depois da repercussão positiva de seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, é possível que ele ajude mais o PT como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. 

A despeito do avanço do nome do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto, sua candidatura apresenta fragilidades evidentes, como a ausência de um programa de governo para o país, assim como fatos de sua biografia que merecem passar pela clivagem do eleitorado. Outra gravíssima exposição do candidato são suas declarações polêmicas, principalmente em suas falas nos Estados Unidos, onde chegou a insinuar, supostamente, segundo editorial da Folha, que, se as eleições presidenciais não confirmarem a sua vitória já seria suficiente para o levantamento de alguma suspeita. Camilo Santana, por outro lado, diante das atuais circunstâncias do desgaste do Governo Lula 3, precisa dizer mais do que o apenas: "Eu sou o Camilo que vai continuar a obra de Lula".   

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Editorial: O PT antissistema?



Quando o PT foi fundado, ali na década de 80, foi apresentado como a grande novidade da política brasileira. Era um partido com características singulares, absolutamente distintas no contexto do sistema partidário brasileiro. Muitas dissertações de mestrado e teses de doutorado foram produzidas, explorando essa condição do partido. Tudo era muito simbólico em relação ao PT, suscitando atenções da sociedade sobre todos os seus atos, inclusive sobre as primeiras experiências de gestão da legenda. Os militantes mais exaltados queriam a implantação de uma espécie de "socialismo municipal", algo impensável num contexto de uma economia capitalista. Isso ocorreu em Santa Quitéria, no Ceará, quando o partido conseguiu eleger seu primeiro prefeito no Brasil, ou mesmo quando Luísa Erundina foi eleita para governar a maior cidade da América Latina. 

Na realidade, alguns assinalam, equivocamente, que teria sido Diadema a primeira cidade a ser conquistada pela legenda. A luta pelo voto e o exercício do poder, aliada ao processo natural de "oligarquização - conforme assinala o sociólogo alemão Robert Michels - foram moldando uma nova personalidade a legenda ao longo do tempo, com enormes prejuízos pela sua luta de base, esteio primordial do partido. Hoje se fala, por exemplo, que o partido distanciou-se dos evangélicos, num momento crucial, quando se sabe que este nicho eleitoral está se tornando fundamental para a definição de uma eleição presidencial. Em épocas passadas, o partido manteve até núcleos evangélicos atuando nas instâncias partidárias. Depois de 20 anos de exercício do poder no plano nacional, o PT é, de fato, um outro partido, sobre o qual a narrativa de partido antissistema talvez não se aplique mais. 

Aqui vamos concordar com o editorialista do jornal O Estado de São Paulo, ao afirmar ser um equívoco a fala do presidente nacional de legenda, Edinho Silva, apontando partido como um partido antissistema. Não é mais. Em certa medida já foi. Costumo muito mencionar aqui pelo blog duas situações emblemáticas ocorridas aqui no estado, ali pela década de 80, quando partido foi fundado. Fundado numa reunião ocorrida no Colégio Sion, em São Paulo, em 10 de fevereiro de 1980, aqui no estado o partido só seria criado no mês de junho daquela mesmo ano. Por essa época, segundo o professor Paulo Rubem Santiago, o partido se reunia no  Sindicato das Empregadas Domésticas. Nada mais simbólico. Outro dato emblemático é a expulsão sumária, sob a acusação de abuso do poder econômico, de um candidato que havia presentado um cabo eleitoral com um jerico para fazer a sua campanha no interior do estado. Vão longe esses tempos, meu caro editorialista do Estadão.  

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: disputa empatada entre João Campos e Raquel Lyra.



O presidente Lula parece que está enfrentando aquela fase de maré braba, onde tudo sugere-se que está dando errado. Agora é a polêmica de uma suposta carne de paca que a sua esposa, Rosângela da Silva, a Janja, estaria preparando para ele. Animal silvestre, a carne de paca seria proibida para o consumo, segundo a legislação ambiental. Num dos seus vídeos que circularam pelas redes sociais neste final de Semana Santa, a governadora Raquel Lyra aparece radiante, colhendo frutos enquanto caminhava num sítio da família, possivelmente em Caruaru, seu reduto eleitoral. Acreditamos que ainda não havia tomado conhecimento sobre os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Veritá, divulgada neste domingo, 07, onde ela aparece rigorosamente empatada com o candidato João Campos. Ambos disputam o Governo do Estado nas eleições de 2026. 

Lá atrás, quando começaram as especulações acerca de uma eventual candidatura do prefeito ao Palácio do Campo das Princesas, João abria uma vantagem enorme sobre a governadora, com indicadores de que poderia encerrar a eleição ainda no primeiro turno. Com trabalho, articulação política, entregas e uma melhoria significativa em sua diretriz de comunicação institucional - seguida à risca pela governadora - esta diferença foi caindo gradativamente e agora confirma-se o empate técnico, algo com o potencial de ser muito comemorado no Palácio do Campo das Princesas, assim como suscitar uma ampla reflexão no Palácio Capibaribe. Para esta semana aguarda-se uma nova pesquisa sobre a disputa no estado, desta vez realizada pelo Instituto Real Time Big Data. Hoje, 06, seus pesquisadores já devem estar em todo o estado coletando dados da disputa pelo Governo e pelo Senado Federal. Os resultados devem sair ainda esta semana. 

Geralmente se aconselha ficar atentos à série histórica, que seria uma média ponderada das diversas pesquisas realizadas sobre um determinada disputa, onde se pode inferir sobre tendências efetivas. Por outro lado, já se antecipando àqueles que advogam que não haveria grandes motivos para comemorações, convém frisar que as pesquisas anteriores já antecipavam que haveria uma tendência de a governadora equilibrar a disputa em Pernambuco. A pesquisa do Instituto Veritá, portanto, confirma esta tendência. Para o Senado Federal, um outro empate técnico, desta vez entre o senador Humberto Costa, que disputa a reeleição, e a candidata Marília Arraes. Ambos bebem na mesma fonte do eleitorado de perfil mais progressista, o que preocupou setores do PT desde o início. 

Na "cola" de ambos, os nomes de Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, que crava 13,8% das intenções de voto, assim como o nome de Anderson Ferreira, que aparece muito bem, tanto para o Senado Federal quanto para o Governo do Estado. Será que os bolsonaristas se animam para montagem de uma chapa que sirva de palanque de Flávio Bolsonaro no estado, conforme nos referimos em nosso último texto sobre este assunto? A questão aqui é a capacidade maior de atração de Marília Arraes em relação a este voto progressista e a entrada de um candidato de perfil mais conservador no circuito, atrapalhando a reeleição do real senador de Lula no estado. A pesquisa do Instituto Veritá foi realizada entre os dias 24 e 30 de março, ouviu 2.010 pessoas, com margem de erro de 2,5 pp, registrada no TSE\BR -0 4215\2026. 

Para o Governo do Estado: 

Raquel Lyra(PSD)              35,4%

João Campos(PSB)            35,4%

Para o Senado Federal: 

Humberto Costa(PT)           18,4%

Marília Arraes(PDT)            18,4%

sábado, 4 de abril de 2026

Editorial: Tucanos alçam voos pelo Nordeste


São Paulo sempre foi o ninho mais emplumado dos tucanos. Hoje esta situação mudou sensivelmente, acabando de forma melancólica quando os caciques da legenda resolveram contrariar as poucas vozes destoantes das bases que restavam no estado para encamparem a candidatura do apresentador José Luiz Datena. Datena era a grande aposta dos tucanos. Mesmo fragilizados no restante do país, governar uma cidade como São Paulo daria uma sobrevida à legenda. A debacle foi generalizada, vindo o partido a perder os três governadores que ainda estavam filiados à legenda, a exemplo de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul e, finalmente, a governadora Raquel Lyra, de Pernambuco. Neste último caso, os caciques da legenda fizeram um esforço enorme para mantê-la o partido. Tudo em vão. Raquel Lyra concorre à reeleição pelo PSD, de Gilberto Kassab. 

Curiosamente, o Nordeste está se tornando a região onde os tucanos podem ensaiar um novo voo, a partir das próximas eleições. Há, na região, duas liderança recém filiadas à legenda que reúnem condições de reiniciarem um processo de soerguimento do partido: Ciro Gomes, no Ceará, e JHC(João Henrique Caldas), em Alagoas. Os tucanos podem chegar ao Governo dos estados do Ceará e Alagoas. São duas lideranças políticas de peso. No Ceará as pesquisas apontam uma possível vitória de Ciro Gomes contra o atual governador, Elamano de Freitas. Cogita-se, inclusive, uma eventual substituição de Elmano de Freitas por Camilo Santana, numa tantativa desesperado do PT em não perder o controle sobre o Palácio da Abolição. 

No Ceará ocorre algo curioso. O presidente Lula vai bem nas pesquisas de intenção de voto, mas isso não se reflete em relação ao candidato do partido, Elmano de Freitas. Na Bahia, que era outro estado onde havia uma enorme preocupação do Planalto, as coisas parecem que estão se arrumando. Hoje já se fala num empate técnico entre o governador Jerônimo Rodrigues e ACM Neto. Esta diferença já foi bem mais substantiva. O PT montou no estado uma chapa puro-sangue, com Jaques Wagner e Rui Costa concorrendo ao Senado Federal. Certamente que esta composição ajudou - e muito - o candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues. No Ceará, embora o teste de Camilo Santana possa levar o PT a equilibrar o jogo, mesmo assim Ciro Gomes ainda leva vantagem.  

Editorial: Nova pesquisa eleitoral sobre a eleição em Pernambuco


No dia de ontem, 03, fomos informados sobre a pesquisa que o Instituto Real Time Big Data está preparando sobre as próximas eleições no estado. Possivelmente entre os dias 07 e 08 os dados coletados serão divulgados, suscitando muitas expectativas a respeito. A série histórica, reunindo pesquisas de outros institutos, mostra a governadora Raquel Lyra recuperando pontinhos preciosos em seu projeto de continuar como inquilina do Palácio do Campo das Princesas por mais quatro anos, diminuindo a diferença que a separava do prefeito João Campos. Ontem comentávamos sobre as dificuldades de formação de sua chapa, que deve ser anunciada nos próximos dias, independentemente dessas dificuldades. Muitos são os chamados e poucos os escolhidos, como ensina o Evangelho de Mateus. 

Há nomes para a formação de três chapas entre os aspirantes ao Senado Federal no seu grupo político. Pelo andar da carruagem política, sugere-se que os ungidos sejam o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o deputado federal Túlio Gadelha, recém-chegado ao grupo, depois de filiar-se ao PSD. Esta pesquisa é importante, uma vez que realizada depois da eventual acomodação das placas tectônicas das duas chapas, depois dos inúmeros atropelos, como a formação da União Progressista, a Convenção do PT, mudanças partidárias, entre outros fatos importantes. É aquela pesquisa que se assemelha ao tiro de largada, ou seja, em que condições os candidatos começam o jogo. Para se ter uma ideia dos indicadores de uma pesquisa neste momento, no caso do Ceará, pode selar até mesmo o destino de Elmano de Freitas, que vem levando uma surra de Ciro Gomes. São cada vez mais recorrentes as suspeitas de que ele possa ser substituído por Camilo Santana. 

A governadora está com astral excelente. Abandonou completamente aquele semblante fechado que não combinava nenhum pouco com a sua beleza. Ontem, por exemplo, logo cedinho, antes mesmo do café da manhã, foi surpreendida por um grupo de pescadores de Itapissuma, que a presentearam com um barco de ostras frescas, segundo eles, as melhores ostras do mundo, o que não seria nada improvável. A governadora recebeu o grupo na sede da fazenda Macambira, tradicional termômetro político do estado.   

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: o "simbolismo" da adesão de Túlio Gadelha ao projeto de reeleição de Raquel Lyra


Em Pernambuco, as placas tectônicas da política estão se movendo, contingenciando-nos a acompanhar tais movimentos, sob pena de, em não o fazendo, perder o rumos de tais movimentações e, consequentemente, seus resultados possíveis. Com todas as pompas, ladeado pelo candidato presidencial Flávio Bolsonaro, o deputado federal Mendonça Filho comunicou sua filiação ao PL, deixando o União Brasil, onde militou desde os tempos da antiga Arena. Mendonça tinha uma longa história neste agrupamento político de perfil conservador, como integrante de um clã  familiar tradicional do estado, Os Mendonça, de Belo Jardim. Deve ter tido bons motivos para se desfiliar da legenda, no momento em que seu ex-partido se une ao PP para a formação da União Progressista. Fez questão de reafirmar que seu projeto político no estado é ao lado da reeleição da governadora Raquel Lyra. 

Inquieta a este editor, por outro lado, um eventual arranjo no sentido de construção de um palanque bolsonarista raiz no estado, talvez como linha auxiliar ao Campo das Princesas. O nome de Mendonça foi encontrado, entre as anotações deixadas pelo candidato Flávio Bolsonaro, entre os nomes que poderiam concorrer ao Senado Federal por Pernambuco. Antes disso, Flávio apareceu ao lado do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, reafirmando que gostaria de vê-lo candidato ao Senado Federal por Pernambuco. Pelo andar da carruagem política, existem dificuldades enormes em acomodar tantos bolsonaristas na chapa da governadora Raquel Lyra. Embora a chapa ainda não tenha sido anunciada, os nomes mais cotados hoje é o de Miguel Coelho, representante da federação União Progressista, e, agora, Túlio Gadelha que, embora filiado ao PSD, segundo dizem, foi colocado na chapa por Raquel com o objetivo de "flertar" com um eleitorado mais à esquerda. 

O discurso de Túlio Gadelha, embora contraditório, é basicamente nesta linha,  procurando forçar a barra, como se diz.  É o senador de Lula na chapa de Raquel Lyra, que conta com apoio do núcleo duro do bolsonarismo no estado. Túlio já foi recebido como o eventual segundo nome ao Senado na formação de sua chapa, deixando no "sereno" muita gente que almejava esta indicação. Como estamos na Semana Santa, vale a advertência bíblica de não servir a dois senhores. E preciso ponderação sobre o propósito de se vender a imagem de Túlio Gadelha como um petista na chapa de Raquel Lyra, sobretudo em razão da "inflação" de bolsonaristas no Palácio do Campo das Princesas. 

Editorial: Sidônio "colou" no Lula.

 


Nos próximos dias, segundo especula a imprensa, poderemos ter uma série de torpedos disparados contra o candidato Flávio Bolsonaro, utilizando-se, sobretudo, das redes sociais. O Palácio do Planalto chegou a conclusão de que talvez já seja o momento de desconstruir a imagem do representante do bolsonarismo nas próximas eleições. A candidatura de Flávio Bolsonaro chegou a ser "alimentada" por segmentos petistas, sob o argumento de que seria uma candidatura relativamente fácil de ser enfrentada. Só que diante das fragilidades da candidatura de Lula neste momento, o bolsonarista parece agigantar-se e já ultrapassa Lula nas últimas pesquisas de intenção de voto, embora ainda numericamente. Lula não consegue baixar os índices de desaprovação, o que seria fundamentalmente importante para o seu projeto de reeleição.  

Na última reunião ministerial, por exemplo, comentou-se sobre um eventual esquenta rabo entre o Ministro Chefe da Casa Civil, Rui Costa,  e o marqueteiro Sidônio Palmeira, responsável pela Comunicação Institucional do Governo Lula 3. Com uma longa expertise nas redes sociais, os bolsonaristas já preparam uma contra ofensiva. Pelo sim, pelo não, o homem responsável pela comunicação institucional de Lula, Sidônio Palmeira, resolveu colar literalmente no presidente Lula, reforçando um pouco da tese levantada por aqui no último post, onde pontuávamos que o marqueteiro estava, na realidade, correndo atrás do prejuízo, tendo que apagar os incêndios provocados pelas declarações infelizes do próprio presidente Lula. É no mínimo injusto responsabilizá-lo pelos percalços que o Governo Lula 3 enfrenta nesta momento. 

Em princípio, em razão dos seus próprios afazeres, não seria natural vê-lo acompanhando o presidente Lula em suas aparições públicas, a exemplo do que ocorreu no dia de ontem, na cidade de Camaçari, na Bahia. Isso deve fazer parte de uma estratégia de "colar" no presidente Lula, talvez para evitar eventuais derrapagens verbais. Lula se empolga quando fala de improviso e acaba fazendo afirmativas infelizes, a exemplo condenar o "consumismo" feminino em pleno ano eleitoral. No evento da Bahia houve o flagrante de um momento onde o presidente Lula foi aconselhado por Sidônio Palmeira a falar sobre o PIX, defendendo-o como coisa nossa, onde os Estados Unidos não devem se meter. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Editorial: PL e União Progressista com Ciro no Ceará.



Para falarmos de pesquisas de intenção de voto precisamos observar se a mesma possui registro nos respectivos TRE's estaduais. Trata-se de uma exigência legal, possivelmente para que se evite a divulgação de pesquisas falsas - o que seria até recorrente nesses tempos bicudos - divulgadas com o objetivo de induzir o eleitor ao erro. Entre alguns entes federados, por exemplo, nesses tempos de eleições, é comum o aparecimento de "instituições de pesquisas" de ocasião, criados sob medida e com objetivos específicos. Nas pesquisas realizadas por institutos sérios que estão prospectando as intenções de voto no estado do Ceará, porém, Ciro lidera em todos os cenários, seja concorrendo com o atual governador, Elmano de Freitas, ou mesmo contra Camilo Santana, ex-Ministro da Educação. 

Ciro sempre teve algumas dificuldades em torno dos arranjos partidários. Por conveniência, mesmo políticos e agremiações partidárias simpáticas a ele, foram tentadas a compor com o governador Elmano de Freitas, em razão das melhores chances de reeleição. Ciro é filiado ao PSDB, um partido sem grande expressão no estado. Mantinha rusgas com o PL, em razão das desavenças pretéritas com a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ter o apoio da União Progressista era um outro problema, uma vez que nem seus líderes nacionais, Ciro Nogueira e Antonio Rueda, chegavam a um consenso sobra a formação dessa federação. Hoje, 02, no entanto, o martelo foi batido. O PL assume o apoio a Ciro no Ceará, assim como a União Progressista. 

Jair Bolsonaro, no passado, já havia se mostrado favorável à articulação do seu partido no Ceará. A reação contrária era apenas de Michelle Bolsonaro, o que não é pouco, mas ela foi vencida nesta querela. Nada como um candidato que lidera todas as pesquisas de intenção de voto para quebrar resistências. É este o caso do Ciro Gomes, que praticamente está mudando o perfil dos tucanos, antes hegemônicos na região Sudeste, mas especificamente em São Paulo. Ciro agora se vê na contingência de declarar apoio público ao nome de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.  E, por falar nessas querelas familiares, uma fala do Presidente Nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, sugere que tais querelas não foram completamente apaziguadas no clã familiar dos Bolsonaro. Valdemar chega a sugerir que isso pode, inclusive, prejudicar a candidatura de Flávio Bolsonaro. 

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Editorial: Ainda os problemas de comunicação institucional do Governo Lula 3



O publicitário Sidônio Palmeira teria chegado ao Planalto, segundo dizem, com o aval do núcleo baiano do governo petista,  ou seja, aqueles atores políticos do estado que ganharam uma grande capilaridade política depois que conseguiram a proeza da assegurar mais de 70% dos votos dos eleitores da Bahia para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A Bahia foi o estado que deu o maior percentual de votos ao presidente Lula. O ex-governador Rui Costa assumiu a Casa Civil e projetou-se, inclusive, como um dos possíveis nomes para segurar o bastão do petista depois que ele resolvesse se aposentar. Pelo andar da carruagem politica, porém, tudo leva a crer que Lula só deixa o Palácio do Planalto depois de morto. 

No núcleo que exerce ascendência sobre o presidente, hoje, sugere-se que o ex-Ministro da Educação, Camilo Santana, se configura como aquele ator político em melhores condições de ser ungido pelo morubixaba petista. Mas isso já é uma outra discussão. Sidônio Palmeira chegou ao Planalto como aquele bombeiro que chega apara apagar o incêndio. A comunicação institucional do Governo estava eivada de problemas e ele seria a solução mágica. A gente sabe que não é bem assim que funciona. Não se pode negar o seu empenho, inclusive tentando articular os diversos órgãos do governo no sentido de ajustaram o passo dentro das diretrizes ou políticas de comunicação institucional introduzida por ele na SECOM. 

Quando chegou ao órgão ele já tinha percebido alguns "gargalos" que precisariam ser corrigidos, como a lentidão com que as realizações do Governo chegavam à população, perdendo feio em termos da velocidade das redes sociais. Várias reuniões foram feitas, muitas mudanças introduzidas, inclusive um reforço expressivo no time que ficaria responsável pelas mídias sociais. Em vários momentos, para o seu desespero, o próprio presidente Lula deu com a língua nos dentes, fazendo algumas falas infelizes, obrigando Sidônio a correr atrás do prejuízo. Sobretudo quando as coisas não vão bem, a área de comunicação institucional é um das mais afetadas. Segundo a imprensa noticia, na última reunião ministerial o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, teria proferido algumas ponderações críticas acerca do trabalho da SECOM. Não temos conhecimento da fala exata do Ministro Rui Costa, talvez ele tenha feito as ponderações necessárias, mas soa um exagero responsabilizar Sidônio Palmeira por todos esses "tropeços", que não são apenas de comunicação.