O Ministro Kássio Nunes Marques, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ao que se sabe, pretende instituir uma espécie de reconhecimento institucional aos institutos de pesquisas que alcançarem os melhores índices de acertos em seus levantamentos de intenções de voto. Por alguma razão, os chamados "grandes" institutos não gostaram da proposta. Nas últimas eleições, coincidentemente, os institutos que ainda não alcançaram esse patamar foram os que mais acertaram nos resultados eleitorais. Um bom exemplo disso é o Paraná Pesquisas, o que mais acertou o resultado de alguns pleitos.
Hoje, 05, saiu mais uma pesquisa do Instituto Quaest|Genial, outro instituto que se enquadra neste segundo pelotão, atingindo um bom patamar de credibilidade. Entre uma pesquisa e outro, grosso modo, se o observador não ficar mais atento não percebe as nuances que tais indicam, como o número de eleitores que não acham razoável conceder um quarto mandato ao presidente Lula; a resiliência do candidato Flávio Bolsonaro, que, mesmo atropelado por uma série de percalços, mantém-se competitivo; assim como um dado crucial observado pelo jornalista Josias de Souza - não temos certeza se a partir desta pesquisa Quaest - de que os eleitores do chamado centrão sociológico inclinam-se para Flávio Bolsonaro neste momento. Isso é determinante, uma vez que são eles que definem o resultado do pleito.
Jogaram alguns petardos perigosos no colo do presidente Lula, como essas indisposições com o Governo dos Estados Unidos, assim como as investigações envolvendo o seu filho Lulinha. Será que ele terá a mesma resiliência de Flávio Bolsonaro? Vamos aguardar. Essa indisposição com o Governo dos Estados Unidos não é prudente. Em doses homeopáticas, gradativamente, o Governo Trump vem adotando medidas que acabam prejudicando o país sensivelmente. A tese do "soberanês", tão exaltada neste momento, pode vira contra Lula, sobretudo se considerarmos as consequências daí decorrentes. Questionado recentemente sobre uma eventualidade de intervenção americana o país, o Ministro da Defesa, José Múcio, supostamente teria afirmado: Se eles vierem, vamos precisar abrir os portões. A referência aqui está relacionada às nossas fragilidades de defesa.
