Esta notícia passou a repercutir hoje à tarde, mas as informações ainda são desencontradas. Consideramos, a princípio, uma notícia estranha, sobretudo por conhecermos a competência do senhor Sidônio Palmeira, convidado ao Palácio do Planalto justamente para estancar a sangria dos índices de aprovação do Governo Lula. Concretamente, não ocorreram mudanças significativas por aqui, mas o problema não pode ser creditado à área de comunicação institucional, assumida por Sidônio. Nunca foi apenas um problema de comunicação institucional, conforme insistimos desde o início. Por outro lado, responsabilizar a área de comunicação é relativamente comum.
Numa das últimas reuniões ministeriais, acreditamos que realizada no final do ano, esta questão foi levantada e, segundo os bastidores daquela reunião, teria ocorrido uma discussão entre Sidônio e o Ministro da Casa Civil, Rui Costa. O mais interessante é que Sidônio, além de ser baiano, tem reconhecida competência e, possivelmente, já esteve relacionado às campanhas dos petistas do estado. Em tese, a relação de Sidônio Palmeira com a campanha era orgânica. Sidônio esteve à frente de todas as iniciativas ou estratégias para reverter os índices de desaprovação de Lula. Há de se considerar um desgaste natural do Governo Lula. Tudo levar a crer que 50% da população brasileira não deseja que Lula continue no poder.
Quando se toma dos dados do segundo turno, se brincar até o cabo Daciolo ameaça o Lula. São exatamente esses 50% que não desejam outorgar mais um mandato ao petista. Vamos ser francos. Isso não tem Sidônio que dê jeito. Recentemente Lula apresentou o seu Programa de Governo, mas bate nas teclas de sempre. Não há novidade, algo que estimule o eleitorado a creditar alguma expectativa quanto ao futuro. O que os economistas preveem, na realidade, é uma baita de uma recessão, motivada pelo descontrole das contas públicas. Consideramos injusto o afastamento de Sidônio Palmeira.
Pelas informações mais recentes, Sidônio Palmeira permanece na Secretaria de Comunicação Institucional, mas afastado do marketing político da campanha presidencial do petista, que foi entregue a um sócio de Sidônio, Raul Rabelo. As duas áreas não estavam trabalhando harmoniosamente, produzindo divergências de estratégias, o que Lula a bater o martelo sobre a questão. Sidônio cuida agora apenas da comunicação institucional. Por falar em campanha, não sei quem teve a infeliz ideia de "explorar" de forma indevida o caso envolvendo o vice na chapa de Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar. Pode ter consequências graves.
