Ontem falávamos aqui sobre os padrões de "insatisfações" dos brasileiros, que extrapolavam um descontentamento orgânico com a experiência do bolsonarismo no poder. Foi o desequilíbrio dessa "equação" que derrotou Lula no primeiro turno e acena para nuvens cinzentas para o dia 25 de outubro, quando da realização do segundo turno. Hoje, 08, saiu a primeira pesquisa de intenções de voto, numa iniciativa do site PoderData, onde o bolsonarista aparece com 53% das intenções de voto, enquanto o petista crava 47%. Uma diferença de 6%, um pouco acima da margem de erro. Logo mais deve sair a pesquisa do Datafolha, por vezes já no finalzinho da tarde. Pelo andar da carruagem, os bolsonaristas já agem ou tomam iniciativas como quem já estivesse liquidado a fatura, articulando novas alianças, adesões, eventuais ocupações de pastas e até sondagens acerca dos comandantes militares.
A essa altura do campeonato político, Flávio já não esconde suas intenções de mexer na Constituição, acenando para uma mudança no Judiciário, reforma política, extinção da reeleição e sabe-se lá o que mais. A tesoura promete cortar R$ 250 bilhões, possivelmente de áreas como saúde, educação e previdência. Dias difíceis pela frente, pois já assistimos a este filme. Com uma tesoura tão afiada, teme-se até mesmo pelo destino do maior e melhor sistema de saúde do mundo, o SUS. Acreditamos que o vice, Alfredo Gaspar, deva assumir a nevrálgica área de Justiça, se considerarmos a sua experiência como Promotor Público. Ronaldo Caiado já está sendo cotado para assumir uma pasta na área do agro, um setor que, mesmo depois de quatro anos, Lula não conseguiu demover as resistências.






