No dia de ontem, 02, a Polícia Federal e Controladoria-Geral da União desencadearam uma operação aqui no Recife, apurando supostas fraudes em processos licitatórios e apropriação indevida de recursos públicos, envolvendo um funcionário do alto escalão da Prefeitura da Cidade do Recife. Esta operação é um desdobramento de uma operação anterior, denominada de Firenze, que chegou a esta Operação Check-In através do exame de canhotos de cheques apreendidos na operação anterior. Checa-se o montante de R$ 25 milhões de recursos envolvidos, dos quais 17 milhões seriam de repasses federais.
Convém ressaltar que a PF e CGU estão realizando uma operação relacionada a fatos ocorridos em 2020, quando era prefeito do Recife o Geraldo Júlio. A Prefeitura do Recife, inclusive, emitiu uma nota afirmando que não há investigações envolvendo os gestores atuais. O ex-prefeito João Campos, que é candidato ao Governo do Estado, anda se queixando das milícias digitais, mas não se sabe se seria em relação aos fatos narrados acima. À medida em que a campanha efetivamente se aproxima, esta guerrilha digital deve aumentar sensivelmente, produzindo os estragos inevitáveis. A Justiça Eleitoral nunca teve tanto trabalho no Brasil. Entramos numa disputa não daquilo que é verdade ou mentira, mas das "narrativas", do assédio como "política" de Estado e de instituições. Um momento delicado.
Vamos aguardar os desdobramentos das investigações e que os responsáveis sejam devidamente punidos - como se diria antigamente - a bem do serviço público. Não faz muito tempo, a mesma incansável Polícia Federal esteve em Pernambuco, mais precisamente em Garanhuns - onde as maçarocas de notas foram encontradas, desta vez em sacos de lixo, fruto do desvios de recursos de aposentados e pensionistas. Esta "terceirização" - não estamos afirmando ou insinuando nada a respeito dessa Operação Check-In em particular - tornou-se, infelizmente, a porta de entrada do crime organizado na administração pública em todos os níveis. Todo tipo de falcatruas são encontradas por aqui, inclusive envolvendo o emprego de faccionados como mão-de-obra.
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