pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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domingo, 5 de maio de 2013

Mulher de Eduardo Campos pode se candidatar à Câmara.

 

DANIEL CARVALHO
DE SÃO PAULO
FÁBIO GUIBU
DO RECIFE
Discreta, ela fala pouco, mas ouve e vê muito. Presente nos bastidores e ao lado do marido em eventos, Renata Campos, 45, pode trocar o papel de primeira-dama de Pernambuco pelo de candidata a deputada federal.
Com a bênção do marido e governador Eduardo Campos (PSB), ela é opção para dar sequência à tradição da família de ter representante no Congresso há quase 30 anos.
O ex-governador Miguel Arraes (1916-2005), avô de Eduardo Campos, foi eleito deputado federal três vezes, a exemplo do neto.
A mãe de Campos, Ana Arraes (PSB), foi eleita duas vezes para a Câmara. Em 2010, foi a deputada federal mais bem votada em Pernambuco, com 387.581 votos.
Mas não há ninguém da família na Câmara desde 2011, quando o governador garantiu à mãe uma vaga como ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). O espólio eleitoral de Ana, portanto, ainda não tem herdeiro.
A eleição de Renata manteria os votos "em casa" e ainda garantiria o espaço político do marido, caso ele perca uma provável disputa pela Presidência da República.
"Não seria estranho o governador apresentar a mulher como candidata. A relação familiar não foi impedimento para uma experiência ocorrida recentemente [as eleições de Ana Arraes]", disse Túlio Velho Barreto, cientista político da Fundação Joaquim Nabuco.
Barreto, contudo, diz acreditar que o governador ainda deverá calcular o impacto que a indicação da mulher e prováveis acusações de "nepotismo" e "coronelismo" terão sobre o seu voo nacional.
FAMÍLIA
Renata não costuma dar entrevistas --não aceitou, por exemplo, o pedido da Folha para falar a esta reportagem. Também não gosta de ver os filhos, Maria Eduarda (21), João (19), Pedro (17) e José (8), expostos nos jornais.
Uma pessoa próxima à família afirmou que a primeira-dama teme prejudicar o marido e, por isso, é arredia com jornalistas.
encontro na infância
Campos e Renata eram vizinhos quando crianças. Começaram a namorar quando ele tinha 15 anos e ela, 13. Entre namoro e casamento, estão juntos há 32 anos.
O governador se refere a ela como "dona Renata", expressão que caiu no gosto da presidente Dilma Rousseff, que também a trata dessa forma quando vai ao Estado.
A exemplo do marido, é economista. Funcionária de carreira do Tribunal de Contas do Estado, licenciou-se em 2007, quando o marido assumiu o governo de Pernambuco e ela foi cedida à administração estadual.
Na gestão de Campos ela comanda o "Mãe Coruja", programa de assistência a grávidas pobres. Seu salário de R$ 13,7 mil (já com os descontos) continua sendo pago pelo tribunal --ela não recebe pelo governo.
Renata procura projetar a imagem de pessoa simples, que não abre mão do papel de mãe e dona de casa. Não tinge os cabelos e evita roupas de grife. Usa adornos regionais e comanda uma grande feira anual de artesanato.
Mas quem convive com Renata a descreve também como exigente e detalhista, alguém que fala com desenvoltura sobre qualquer assunto e tem opiniões levadas em conta por secretários e assessores do marido.

Lula admite equívocos do PT


 

Será lançado no próximo dia 13 o livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma.” Em meio a duas dezenas de textos analíticos, a obra traz uma entrevista de Lula. Ocupa 20 das 384 páginas. Foi concedida ao educador argentino Pablo Gentili e ao sociólogo Emir Sader, organizador do livro, em 14 de fevereiro –nas pegadas das condenações do mensalão.
Em vários pontos da conversa, Lula fez algo muito parecido com uma autocrítica. A certa altura, disse que “o PT cometeu os mesmos desvios que criticava” nos outros partidos. Atribuiu o rebaixamento ético ao peso do dinheiro nas eleições. Disse que seu partido precisa voltar a acreditar nos “valores” que o inspiravam no passado, para “provar que é possível fazer política com seriedade.”
De repente, Lula saiu-se com essa: “Você pode fazer o jogo político, pode fazer aliança política, pode fazer coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política. O PT precisa voltar urgentemente a ter isso como uma tarefa dele e como exercício prático da democracia.”
O Lula do livro destoa do Lula que, em nome dos arranjos de 2014, aconselhou Dilma Rousseff a devolver à Esplanada representantes dos esquemas partidários que haviam sido varridos na pseudofaxina de 2011. Esse Lula que dá aulas de balcão não orna com o Lula da entrevista: “Às vezes tenho a impressão que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade.”
Em todo o livro, a expressão “mensalão” foi utilizada uma mísera vez. Pingou dos lábios do próprio Lula. Ainda assim para insinuar que a mídia e a oposição se portaram mal. “Tentaram usar o episódio do mensalão para acabar com o PT e, obviamente, acabar com o meu governo.”
Nesse ponto, Lula carregou na ironia para alfinetar FHC, recém-retirado do armário pelo tucanato: “Na época, tinha gente que dizia: ‘O PT morreu, o PT acabou.’ Passaram-se seis anos e quem acabou foram eles. O DEM nem sei se existe mais. O PSDB está tentando ressuscitar o jovem Fernando Henrique Cardoso porque não criou lideranças.”
Lula chamou de “tropeços” os crimes em série que renderam no STF a condenação de 25 pessoas. “Tivemos tropeços, é lógico. Muitos tropeços. O ano de 2005 foi muito complicado.” Contou que parou de acompanhar o noticiário nessa época. “Se não tivéssemos cuidado, não iríamos discutir mais nada do futuro, só aquilo que a imprensa queria que a gente discutisse.”
Numa passagem que beirou o sincericídio Lula confessou que foi radicalmente contra a divulgação da célebre “Carta ao pobo brasileiro” –aquele documento veiculado na campanha de 2002 em que assumiu compromissos como honrar contratos, combater a inflação e conservar o equilíbrio fiscal. “Ela dizia coisas que eu não queria falar, mas hoje reconheço que ela foi importante.” Vão abaixo trechos da entrevista.
Qual o balanço que o sr. faz dos anos de governo do PT e aliados?Esses anos, se não foram os melhores, fazem parte do melhor período que este país viveu em muitos e muitos anos. Se formos analisar as carências que ainda existem, as necessidades vitais de um povo na maioria das vezes esquecido pelos governantes, vamos perceber que ainda falta muito a fazer para garantir a esse povo a total conquista da cidadania. Mas, se analisarmos o que foi feito, vamos perceber que outros países não conseguiram, em 30 anos, fazer o que nós conseguimos fazer em dez anos.
Qual foi o grande legado dos dez anos de seu governo?
[...] As pessoas sabem que este país tem governo, que este país tem política, que este país passou a ser tratado até às vezes como referência para muitas coisas que foram decididas no mundo. Esse é um legado que vai marcar esses dez anos. E eu tenho convicção de que, com a continuidade da companheira Dilma no governo, isso vai ser definitivamente consagrado. Parto do pressuposto de que chegaremos a 2016 como a quinta economia do mundo.
Quando começou o governo, o sr. devia ter uma ideia do que ele seria. O que mudou daquela ideia inicial, o que se realizou e o que não se realizou, e por quê?Tínhamos um programa e parecia que ele não estava andando. [...] Eu lembro que o ministro Luiz Furlan, cada vez que tinha audiência, dizia: “Já estamos no governo há tantos dias, faltam só tantos dias para acabar e nós precisamos definir o que nós queremos que tenha acontecido no final do mandato. Qual é a fotografia que nós queremos.” E eu falava: “Furlan, a fotografia está sendo tirada” [...] Tem que ter paciência. Eu acho que fui o presidente que mais pronunciou a palavra “paciência”. Senão você fica louco.
Quando o sr. perdeu a paciência?
[...] No começo tinha muita ansiedade. “Será que nós vamos dar conta de fazer isso? Será que vai ser possível?”, eu me perguntava. Tivemos tropeços, é lógico. O ano de 2005 foi muito complicado. Quando saiu a denúncia (do mensalão) foi uma situação muito delicada. Se não tivéssemos cuidado, não iríamos discutir mais nada do futuro, só aquilo que a imprensa queria que a gente discutisse. Um dia, eu cheguei em casa e disse: “Marisa, a partir de hoje, se a gente quiser governar este país, a gente não vai ver televisão, a gente não vai ver revista, a gente não vai ler jornal.” Eu tinha uma equipe e criamos uma sala de situação, da qual participavam Dilma, Ciro (Gomes), Gilberto (Carvalho) e Márcio (Thomaz Bastos). E era muito engraçado: eu chegava ao Palácio e eles estavam todos nervosos. E eu estava tranquilo e falava: “Vocês estão vendo? Vocês leem jornal… Vocês estão nervosos por quê?”
Por que seu governo provocou tanta reação da elite e da mídia? A reação das oposições aos governos do PT não é desproporcional, tendo em vista os resultados que foram apresentados?
[...] Eles achavam que nós não passaríamos de uma coisa pequenininha, bonita e radical. E nós não nascemos para sermos bonitos, nem radicais. Nós nascemos para ganhar o poder.
Mas vocês nasceram radicais… O PT era muito rígido, e foi essa rigidez que lhe permitiu chegar aonde chegou. [...] Eu era um indesejado que chegou lá. Sabe aquele cara que é convidado para uma festa, e o anfitrião nem tinha convidado direito? [...] E depois, tentaram usar o episódio do mensalão para acabar com o PT e, obviamente, acabar com o meu governo. Na época, tinha gente que dizia: “O PT morreu, o PT acabou.” Passaram-se seis anos e quem acabou foram eles. O DEM nem sei se existe mais. O PSDB está tentando ressuscitar o jovem Fernando Henrique Cardoso porque não criou lideranças.
A negociação é a pré-condição para a solidez do governo?
[...] Nós aprendemos a construir as alianças necessárias. Se não for assim, a gente não governa (…). O meu medo é que se passe a menosprezar o exercício da democracia e se comece a aplicar a ditadura de um partido sobre os demais. Não gosto muito da palavra hegemonia, sabe. O exercício da hegemonia na política é muito ruim. Mesmo quando você tem numericamente a maioria, é importante que, humildemente, você exerça a democracia. É isso que consolida as instituições de um país e foi isso que eu exercitei durante o meu mandato, e que a Dilma está exercitando agora com muita competência.
Os tabus foram quebrados à direita e à esquerda? Como se sentia com isso? [...] Foram oito anos que permitiram que a gente, ao concluir, pudesse dar de presente ao Brasil a eleição da primeira mulher presidenta. Essa foi outra coisa muito difícil de fazer. Eu sei o que aguentei de amigos meus, amigos mesmo, não eram adversários, dizendo: “Lula, mas não dá. Ela não tem experiência, ela não é do ramo. Lula, pelo amor de Deus.” E eu: “Companheiros, é preciso surpreender a nação com uma novidade.”
O Brasil mudou nesses dez anos.
E o sr., também mudou?
[...] Mudei porque eu aprendi muito, a vida me ensinou demais, mas continuo com os mesmos ideais. Só tem sentido governar se você conseguir fazer com que as pessoas mais necessitadas consigam evoluir de vida.
E o PT mudou?
[...] Hoje, ou nós fazemos uma reforma política e mudamos a lógica da política, ou a política vai virar mais pervertida do que já foi em qualquer outro momento. É preciso que as pessoas compreendam que não só a gente deveria ter financiamento público de campanha, como deveria ser crime inafiançável ter dinheiro privado nas campanhas; que você precisa fazer o voto por lista, para que a briga se dê internamente no partido. Você pode fazer um modelo misto – um voto pode ser para a lista, o outro para o candidato. O que não dá é para continuar do jeito que está.
Por quê?Às vezes tenho a impressão de que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade.
O PT não mudou necessariamente para melhor?
O PT mudou porque aprendeu a convivência democrática da diversidade; mas, em muitos momentos, o PT cometeu os mesmos desvios que criticava como coisas totalmente equivocadas nos outros partidos políticos. [...] Você começa a ser questionado quando vira alternativa de poder. Então, o PT precisa saber disso. O PT, quanto mais forte ele for, mais sério ele tem que ser. Eu não quero ter nenhum preconceito contra ninguém, mas acho que o PT precisa voltar a acreditar em valores que a gente acreditava e que foram banalizados por conta da disputa eleitoral. É o tipo de legado que a gente tem que deixar para nossos filhos, nossos netos. É provar que é possível fazer política com seriedade. Você pode fazer o jogo político, pode fazer aliança política, pode fazer coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política. O PT precisa voltar urgentemente a ter isso como uma tarefa dele.

(Publicado originalmente no blog do Josias de Souza, Portal UOL)

sábado, 4 de maio de 2013

Júlio Lóssio: surge um nome contra a hegemonia socialista no Estado.




Lançado a candidato a governador, em primeira mão pelo nosso blog, crescem as expectativas em torno de uma possível candidatuta do prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, ao Governo do Estado, em 2014. Estimulado pela Direção Nacional do PMDB, Lóssio espera contornar as arestas locais com o partido no Estado, controlado pelo senador Jarbas Vasconcelos. Há indícios de que as negociações entre Lóssio e a Direção Nacional da legenda estão em estado avançado. Peemedebistas ligados ao senador Jarbas Vasconcelos já teriam percebidos as nuvens se formando no céu da rainha do Sertão do São Francisco. Lóssio teria levado "falta" numa reunião recente entre os caciques regionais da legenda.Conforme costumo repetir, o jovem médico já infringiu duas derrotas ao Palácio do Campo das Princesas nas últimas eleições. No último pleito, o rolo-compressor incluia uma oposição forte de uma das alas dos Coelhos - liderada pelo Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho - o Governo do Estado, que colocou o município como prioridade das prioridades - e o Governo Federal. Lóssio vem realizando uma gestão que conta com a aprovação da população e é bom de briga. Compara a situação de uma candidatura sua à condição enfrentada por Eduardo Campos como virtual candidato à Presidência da República, ou seja, há problemas, mas isso não quer dizer que eles não possam ser superados. O Palácio do Campo das Princesas já teria colocado as barbas de molho. Há especulações dando conta de que o PT e o PSDB poderiam compor com o prefeito de Petrolina.

Novo Secretário de Educação do Paulista promete recuperar o parque escolar.



Já na condição de Secretário de Educação de Paulista, o vereador licenciado Antonio de Lima Valpassos, em reunião com os professores, colocou como uma de suas prioridades a recuperação do parque escolar da cidade, hoje bastante comprometido, apesar de duas gestões socialistas anteriores. Não sei qual era a relação do então presidente do Legislativo Municipal com os gestores socialistas da cidade. Ives Ribeiro foi prefeito por dois mandatos, entregando a prefeitura a Júnior Matuto. Ontem, aqui mesmo pelas redes sociais, discutindo questões ambientais, surgiram uns "ressentidos" das gestões anteriores afirmando que "abandonaram" o barco em razão de divergências, uma das hipóteses menos prováveis. Sou franco e não tenho a menor expectativa da gestão de Júnior Matuto. Há décadas o município vive uma profunda crise de representatividade. Os cargos são ocupados unicamente para satisfazer arranjos políticos de natureza pouco republicana. A Mata do Frio agoniza e os poderes públicos fecham os olhos para o problema. Para não dizer que não falei das flores, num ponto o Secretário de Educação acertou: Quando, no Governo FHC ocorreu a "desfederalização" das nossas criancinhas, os muncípios tiveram que arcar com espaços físicos improvisados, além de outros problemas, comprometendo ainda mais a qualidade do ensino. O que seria uma situação transitória, acabou se tornando permanente.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Candidatura presidencial de Eduardo Campos desarruma a fila de seus possíveis sucessores.




O projeto de candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, literalmente, desarrumou a fila de seus possíveis sucessores no Palácio do Campo das Princesas. Vislumbra-se, possivelmente, abertura de uma cisão na sua base de apoio no Estado, em virtude da necessidade quase inatingível de conciliar tantos interesses. Neste cenário, é bastante compreensível as movimentações do Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, em torno de um possível plano "B". O senador Armando Monteiro "colou" nas andanças que o governador vem fazendo pelo Agreste do Estado, acompanhado-o nas cerimônias de inaugurações de obras. Salvo engano, a última estação é Garanhuns, no Agreste Meridional, também conhecida como a "terrinha da garoa". Na cozinha do Palácio do Campo das Princesas, uma penca de candidatos que estão sendo preparados como "solução caseira', no caso dos arranjos políticos se complicarem. Correndo por fora, o nome de José Múcio Monteiro, sempre apresentado como um coringa nas mãos do governador. Fala-se até no nome de Geraldo Júlio, mas é pouco provável que ele abandone sua "missão" em relação à cidade do Recife, cidade estratégica nos planos presidenciais de Eduardo Campos.

Governador, vamos discutir as críticas de Michel Zaidan no campo das ideias!


Curioso o expediente utilizado pelas oligarquias políticas pernambucanas para responder às críticas do professor Michel Zaidan Filho. Nesses últimos anos, nós, que acompanhamos esses embates, nunca vimos um artigo assinado por aqueles que se sentiram diretamente atingidos ou réplicas de caráter republicano, respeitando-se o direito do dissenso, a liberdade de expressão de um cidadão em externar seus pontos de vista. Nenhuma reposta que trate diretamente das questões que estão sendo apontadas pelo professor. Acintosamente, esse áulicos, bajuladores, assessores ou outro bicho que o seja, partem para a agressividade, atacam a honra do professor ou disseminam informações capciosas sobre o seu perfil psicológico, algo que mereceria uma representação das entidades que disciplina a atuação desses profissionais. Que nos conste, nenhum deles tem formação em psicologia ou psiquiatria para emitirem laudos nessa área específica do conhecimento. Vamos debater, caros, no terreno das idéias. Ainda prefiro com o acento. Uma das questões apontadas pelo professor no seu último artigo dizia respeito à política de isenção fiscal praticada no Estado de Pernambuco. Ele, que anda de ônibus, afirmou que até as empresas de transporte coletivos estão sendo beneficiadas. De acordo com Michel, o Governo do Estado comete uma contradição. Fala num novo Pacto Federativo, advogando que os tributos da União sejam melhor distribuídos, e aqui, no província, deixa de recolher impostos que poderiam ser financiadores de políticas públicas para atender as demandas sobretudo dos estratos populacionais mais empobrecidos. Se o "dono do cofre', um dos nomes que estão cotados para suceder Eduardo Campos for consultado, é bem possível que estabeleça o mesmo raciocínio. Quem se incomoda com isso, possivelmente, são aqueles coronéis representantes das oligarquias políticas do Estado, que consideram que recursos públicos são para cavar poços em suas propriedades ou adquirir terrenos superfaturados. É muito difícil conviver num Estado forjado numa cultura hierarquizada, demarcada em pólos tão díspares: senhores e escravos. Ou se é Cavalcanti ou se é cavalgado. Encasteladas nas estruturas do Estado, essas oligarquias políticas passam vaselina nos "novos" discípulos e usam de todos os expedientes para silenciar quem naõ se submete às suas razões. Até bem pouco tempo, o governador Eduardo Campos falava em mudar os "costumes" políticos onde, apenas orientadas pelo critério político, são indicadas pessoas para ocuparem funções públicas. Falava-se até mesmo nos chamados comitês de busca que, se merece alguns aperfeiçoamentos, ainda assim é melhor do que a simples indicação por algum coronel. Logo ele percebeu que não teria como enfrentar os Sarney da vida, quem mantém suas capitanias hereditárias e alguns feudos intocáveis nesse arremedo de república. À época, 
um dos senadores de Pernambuco falava na nessidade de, em algum momento, alguém emendar o bigode com Sarney. Quanto ao outro tema, tratado pelo professor Michel, é um fato que a saúde virou um grande negócio nas mãos de capitalistas inescrupolosos, que se tornaram detendores do direito de viver ou de morrer. Tudo isso com a leniência ou complacência do Estado. O professor usa o SUS, mas vocês que possuem plano de saúde sabem disso. Enquanto você só faz exames de rotina para conhecer os andamentos das taxas de glicose, colesterol está tudo bem. Precisando de uma UTI, somente recorrendo à Justiça. Basta fazer uma pesquisa simples junto aos leitos dos hospitais da elite pernambucana, localizados notadamente na Ilha do Leite. Convidamos os senhores secretários da Fazenda Estadual e da Saúde para se pronunciarem sobre as críticas do professor. Agora, por favor, utilizem um procedimento mais republicano. Não fiquem atacando a honra ou fazendo ilações descabidas, assinadas por bajuladores de plantão.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Michel Zaidan critica José Adalberto Ribeiro, assessor de Inocêncio.



Por Michel Zaidan

Quando o atual líder do Partido Republicano (PR) em Pernambuco, o deputado Inocêncio de Oliveira se bandou para o lado do governador e do governo Lula, incumbiu ao seu assessor de imprensa, um antigo colunista do Diario de Pernambuco, de contactar os intelecutais e analistas políticos da cidade, para uma reunião social num restaurante do Paço da Alfândega. O assessor, depois de ter perseguido pela sua coluna vários dos convidados, se viu na contingência de ter que convidá-los para o convescote, onde o ilustre deputado de Serra Talhada, iria anunciar as razões de sua mudança de orientação política.

Depois de se dizer um homem realizado na vida e na política, afirmou que agora ia se dedicar a fazer bem a humanidade, e começaria a nova carreira como aliado de Eduardo Campos e do presidente Lula. Naturalmente, que os presentes ouviram, comeram mas não se convenceram da súbita conversão do depu tado ao evangelho social . E não foi por puro preconceito pelo aspecto de coronel bem sucedido que o parlamentar sempre teve (e de que se queixou, na reunião).

Mas essa introdução foi feita para contextualizar o reaparecimento do citado assessor de Inocêncio de Oliveira. Eis que discutindo a ambivalência tributária e fiscal (para não dizer federativa) do governador de Pernambuco, o camarada aparece para defender o governandor e me atacar, como sempre fêz, quando era jornalista.
Eduardo e Dilma, adversários cordiais
Não tenho nada contra quem é simpatizante, seguidor, admirador, eleitor ou fâ do atual mandatário pernambucano. Outra coisa bem diferente é ser criticado, só pelo fato de não concordar com as atitudes e as palavras sofísticas do dirigente político, em plena campanha eleitoral para presidencia da República.

Ao que eu saiba não está proibida a liberdade de opinião em nosso estado, embora outros governadores já tenham querido cassá-la. E estranho muito esse método de áulicos, comissionados ou favorecidos tomarem a defesa desabrida do chefe, as vezes com ataque pessoal á hon ra dos críticos da política do Imperador. Se fôsse em outros tempos, diria que se trata de uma prática fascista essa, com o beneplácito dos donos do poder.

Mas vamos aos fatos.

Fui injustamente acusado de "desconstruir o governo de Eduardo Campos" e de não concordar com a renúncia fiscal praticada, pelo dirigente político, como política de desenvolvimento regional e industrial. E que, como devo ganhar muito dinheiro, deva estar satisfeito com a política tributária brasileira, me preparando para pagar as minhas dívidas fiscais ao Leão.

Aviso aos navegantes que sou usário do SUS, servidor público e ando de transporte público. Logo, sou o maior interessado que os agentes públicos respeitem os chamados "direitos republicanos", entre os quais está a combrança devido dos impostos, sem os quais não há como financiar os serviços públicos. Naturalmente, a classe média brasileira (onde se inclui o citado jornalista) não usa o SUS, não anda de ônibus ou metrô nem valoriza o serviço público, que deve confundir com uma mera "prebenda" ou um "cargo" ou " emprego".

Nunca escondi que sou a favor de uma reforma tributária, de caráter progressivo, que poupe os assalariados, a cesta básica, a produção e que grave mais pesadamente os que ganhem mais, os que especulam, que vivem parasitariamente da renda da terra, as grandes heranças etc. E que se faça uma regionalização do orçamento para se corrigir as disparidades regionais.

Em suma, sou contrário a iníqua e injusta política tributária brasileira: regressiva, indireta e ineficaz.

Mas confundir reforma tributária como "guerra fiscal", "renúncia fiscal" unilateral é uma modalidade de hobinhoodismo" de cabeça para baixo. Tira de quem não tem para dar a quem tem muito.

E que nem precisa dessa cortesia, com chapéu alheio. Essa política já mereceu um estudo do tribunal de contas da União e chegou a conclusão que o custo do emprego gerado com renúncia fiscal é tao alto, que seria melhor dar o dinheiro direto ao s trabalhadores. Além de prejudicar os entes subnacionais e a sociedade como um todo. É um jogo de soma zero, como dizem os politicólogos americanos. Pior: essa política é praticada por quem defendem nacionalmente um novo pacto federativo e uma reforma tributária. Afinal, como quem está a razão?

Como um simples servidor público que nem possui carro, casa e plano de saúde (o milagre distributivo do PT) pode desconstruir a obra faraônica da "Arena de Pernambuco", os fabulosos corredores da mobilidade, a educação tecnológica e internacional dos nossos secundaristas? - Deve haver algo de podre no reino da Dinamarca, para uma simples crítica de um blog ameaçar uma gestão tão extraordinária assim!
 
 
(Publicado originalmente no blog do Jamildo)

Júlio Lóssio candidato ao Governo do Estado com o apoio do PT?




Um dos assuntos mais comentados da crônica política pernambucana no dia de hoje é a situação do prefeito de Petrolina Júlio Lóssio. O médico peemdebista infringiu duas derrotas ao Palácio do Campo das Princesas nas últimas eleições, tornando-se uma estrela ascendente na constelação política do Estado. Em pernambuco, o nosso blog foi o primeiro a alertar sobre a contra-hegemonia criada a partir de sua liderança, abrindo espaço para voos mais alta, para além da rainha do Sertão do São Francisco. Habilidoso, a exemplo do governador Eduardo Campos, tem fama de agregador. Alinhavado com um tronco do clã da família Coelho, sempre se que refere ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho - da outra ala dos Coelhos - é sempre de uma maneira respeitosa e polida. Vem fazendo uma boa gestão na cidade, e, hoje, desponta como um ator político estratégico nos planos da agremiação. Os arranjos internos é que são bastante complicados. Embora seja estimulado nacionalmente pelo presidente da legenda, Valdir Raupp, ala expressiva do PMDB local, que segue a orientação de Jarbas Vascocncelos, está com o governador Eduardo Campos. Por enquanto, são apenas especulações, mas, comenta-se entre os convivas do Bodódromo, que é cada vez mais estreita as relações entre o PMDB local e o PT, suscitando uma discussão no PMDB Estadual.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sessão da Assembleia venezuelana termina em pancadaria.

Agência Estado
CARACAS - A briga entre a oposição e o governo na Venezuela se intensificou nesta terça-feira e acabou em pancadaria durante sessão da Assembleia Nacional. Pelo menos 17 deputados da oposição e cinco governistas ficaram feridos após confronto físico. A confusão começou depois que os partidários do governo, que são maioria na Assembleia de 165 deputados, negaram pela segunda sessão ordinária consecutiva o direito de palavra à oposição, até o reconhecimento dos resultados eleitorais.
O deputado da oposição, Julio Borges, ficou com o olho esquerdo inchado - Boris Vergara/Efe
Boris Vergara/Efe
 
O deputado da oposição, Julio Borges, ficou com o olho esquerdo inchado
O presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, disse que suspenderia o direito de palavra da oposição até que ela reconheça o herdeiro político de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, como presidente eleito.
Nas eleições de 14 de abril, Maduro venceu por uma apertada margem de votos o candidato de oposição, Henrique Capriles, atual governador do Estado de Miranda. Contudo, a oposição não reconhece a vitória e pediu logo em seguida recontagem de votos, que foi negada. Nesta semana, Capriles anunciou que pedirá a impugnação das eleições por acreditar ter vencido as eleições. Ele diz que Maduro é um líder "ilegítimo".
Em entrevista concedida à AP por telefone, o deputado da oposição Ismael García relatou o confronto. "Sem mediar palavras, feito covardes vieram pelas costas, eram várias pessoas, nos bateram brutalmente, inclusive nas deputadas María Corina Machado e Nora Bracho. Atacaram o deputado Julio Borges, que ficou ferido no rosto", disse.
Borges apareceu pouco depois na televisão privada Globovisión com o rosto ensanguentado e inchado. Os parlamentares governistas também apareceram na TV acusando membros da oposição de atacá-los. As informações são da Associated Press.

Fernando Bezerra Coelho, o vermelho.


Fernando Bezerra Coelho já enfrentou alguns desgastes no Governo Federal. Não o suficiente, porém, para perder as rédeas da pasta da Integração Nacional, sob seu comando. Comenta-se que ele não entra em bola dividida. Em suas articulações visando uma possível ruptura com o PSB e filiação ao PT para habilitar-se a concorrer ao Governo do Estado pela legenda, em 2014, teria feito algumas exigências ao Planalto. Entre as quais, a confirmação da candidatura em qualquer circunstância, independentemente do resultado do cabo de guerra entre Eduardo Campos e Dilma Rousseff. Conhecendo bem o PT no Estado, também teria pedido garantias de que não enfrentaria problemas em relação à indicação do seu nome. Em off, alguém nos confidenciou que, de fato, o ministro entra em campo em 2014 com a camisa vermelha. Vamos aguardar.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Pernambuco: desde 2004, 1º dia inteiro sem homicídios

PE247 - É um fato a ser comemorado. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), o Estado de Pernambuco passou um dia inteiro sem que fosse registrado um único homicídio em todos os 184 municípios. Esta foi a primeira vez que a marca foi alcançada nos últimos nove anos.
"É algo muito importante. Pernambuco conquista um resultado histórico no enfrentamento à violência. Essa é uma vitória da sociedade pernambucana, que deve nos estimular. Sabemos que temos muitos desafios pela frente, mas estamos motivados a continuar, e vamos seguir em frente buscando repetir essa marca", afirmou o governador Eduardo Campos que atribui o resultado a uma série de ações integradas entre os diversos poderes e a sociedade civil. O índice de regsitro zero de homicídios foi alcançado nesta segunda-feira (29).
Desde o início de 2013, 43 municípios pernambucanos das diversas regiões do Estado não possuem registros de homicídios. Já o Recife contabiliza 52 dias sem crimes de morte no período compreendido entre janeiro e abril deste ano, segundo a SDS.
Em 2007, o Governo do Estado lançou um programa para reduzir os índices de violência. Desde então, o Pacto pela Vida aponta que o número de homicídios caiu 35,4% em Pernambuco. No Recife, esta queda chega a 52% no mesmo período.  O último balanço do programa,  datado de janeiro deste ano, mostrou que Pernambuco teve 2.721 homicídios em 2012, 186 a menos do que em 2011. As estatísticas para uma redução de 6,3% na taxa de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) por grupo de 100 mil habitantes.

Repercutiu nas redes: A imprensa, os fatos e a política.


Por Michel Zaidan

A semana passada foi pródiga em expor modelos de relacionamento dos meios de comunicação entre os fatos sociais e a política.
Toda e qualquer tentativa de regulamentação ou controle de conteúdo da mídia e rejeitado liminarmente em nome da liberdade de expressão e dos direitos e garantias constitucionais de cada cidadão. Ocorre que a mídia, seja ela impressa, radiofônica ou televisiva, se comporta como empresa, com patrocinadores, com trabalhadores assalariados e a necessidade de obter lucros. Senão, fecha. Nesses casos, a imprensa não é tão isenta ou imparcial, como diz que é. Vamos analisar dois exemplos eloquentes da participação da mídia da veiculação de fatos ocorridos na semana passada.

Primeiro, a questão da delinquência juvenil e a campanha televisiva pela antecipação da maioridade penal. Só que nunca foi preso (ou acha que nunca será) ou desconhece por completo o universo do sistema carcerário brasileiro (inclusive aqueles destinados ao cumprimento de medidas sócio-educativas por parte de menores de 18 anos) pode achar que a cadeia antecipada é a solução ideal para os problemas da violência no Brasil. Se há uma palavra de conteúdo semãntico indefinido, vago ou inexistente, é o da palavra: "ressocialização". As cadeias do Brasil servem para tudo ( e são escolas de primeiríssima linha) menos para "ressocializar" quem quer que seja.

Tive oportunidade, como docente da pós-graduação de Direito, de examinar uma tese sobre o sistema penitenciário de Pernambuco, de autoria de uma brilhante defensora pública. O inferno de Dante perderia em muito para o ambiente carcerário das nossas prisões. Superlotadas, ociosas, para ali sobreviver os detentos ou apenados têm que se submeter ao que a autora chama ded "cultura caracerária", ou uma espécie de "ressocialização pelo aavesso", para terem cidadania nessas masmorras. Não há esperanças, salvo raras exceções, para os que ali são enviados. Se não morrerem, sairão piores do que entraram.

Por outro lado, não se discute nunca a causa da criminalidade (cada vez mais precoce) no Brasil. Quem produz os criminosos, de todas as idades? São chocadeiras especialmente criadas para isso? - Claro que não. Os criminosos não são seres de outro mundo, são pessoas normais que saem de lares normais e que, um dia, cometem delitos. Disse, uma vez, um delegado da Polícia Civil, do alto de sua competencia policial: a sociedade é em si mesmo CRIMINÓGENA. Ou seja, os seus valores, as suas fórmulas de sucesso, de êxito ou reconhecimento social estimulam as pessoas a cometerem crimes, sobretudo de acham que sairão impunes. De nada adianta combater os efeitos, as consequências de uma patologia social. É necessário buscar as causas do problema, como disse sabiamente uma policial militar entrevistada na rua.

Fazer campanha explícita, como vêm fazendo algumas emissoras de Televisão, em horário nobre, através de seus apresentadores pela redução da maioridade penal é a confissão pública da impotência , do fracasso no nosso modelo de família, de escola, de igreja e de trabalho. Se a sociedade, pelos seus bem pensantes, só tiver a oferecer a cadeia (pior do que a de Dante) para os nossos jovens e infantes, temos de convir que falhamos enquanto sociedade civilizada. Oficializamos a guerra de todos contra todos e transformamos o estado num mera guarda noturno à espera do nosso chamado para prender e torturar esses jovens "delinquentes".

Pior a violência, a ilicitude, o roubo, a corrupção de autoridades públicas, quando se trata para viabilizar acordos, contratos ou negócios milionários, por parte de nossos "empresários" não merecem o mesmo rigor, a mesma indignação por parte da sociedade que merece o roubo de um celular por um "moleque". Certamente que os grandes ladrões do erário público (de "colarinho branco", como se diz), como são amigos do rei, merecem um tratamento diferenciado, mesmo que sejam corruptores, que se apropriam de recursos públicos, através de relações promíscuas com o Poder Público. Seria mais honesto por parte dos que defendem a antecipação da maioridade penal, que defendessem a pena de morte, a faxina social ou a eliminação pura e simples desses jovens "infratores". Porque é isso que no íntimo eles defendem, mas não teêm coragem de dizer.

O outro exemplo é a curiosa inversão que vem ocorrendo na relação entre os meios de comunicação de massas (que são concessões do Poder Público) e a fala dos governantes. Ao invés da cobrança, da fiscalização e da responsabilização penal que deveriam fazer dos atos de governo, a imprensa tornou-se o palco, o teatro, por excelência, das performances retóricas e televisivas dos gestores públicos. Como se vivéssemos numa ilha da fantasia (eletronica), os nossos telejornais foram inundados de propaganda, farta publicidade da cidade do futuro, de belos corredores, bons transportes, boas escolas, boa vida, tudo na propaganda, enquanto os apresentadores se limitam a ouvir pacientemente as eternas promessas que vão redimir o mal sobre a terra e implantar o paraíso terrestre em Pernambuco.

Porque não se pedem a esses alquimistas dos dinheiro público que desçam do palanque dourado da propaganda pré-eleitoral e vão trabalhar, com discrição e competência, em prol dos interesses públicos? - Quando o teórico alemão W. Benjamin vaticinou que os nossos homens públicos se tornariam atores, em face do impacto da reprodução tecnológica na sociedade moderna, certamente não tinha pensando ainda em nossos prefeitos e governadores. A diferença é que existe atores e atores. Os nossos governantes são péssimos atores, estipendiados com o dinheiro público.
  • Lela Luiza Luiza e Selma Mello curtiram isso.
  • José Luiz Silva Bom dia, Selma. Trata-se de uma homenagem a um pensador coerente, natural da "terrinha da garoa". Um forte abraço!
  • Carlos Pereira Ás vezes o sujeito parece inteligente e escreve um monte de bobagens. Vamos lá: 'a mídia visa lucro e tem patrocinadores por isso não é neutra'. E qual o problema? É assim que funciona mesmo. Ou vamos proibir as empresas de patrocinar a mídia? Essa não é a questão. A questão é: deve continuar a mídia denunciando a corrupção dos governantes? Acho que sim. Se o Assessor do Deputado é pego com dólares na cueca deve a mídia dizer isso? Sim, claro faz bem para a Democracia. Porque proibi-la? Depois no texto o menor vai pro crime por causa da sociedade. Outra bobagem muita gente boa é pobre e não foi para o crime não. Esse é um conceito preconceituoso contra a pobreza. Se fosse assim porque tantos ricos ou remediados vão para o crime? E quanto o menor tortura e queima viva uma dentista devemos fazer o que? Uma tese sociológica e deixar o menor por aí, ameaçando queimar viva pessoas? Isso é uma tese meio que demoníaca.
  • Carlos Pereira Quanto a mídia eudeusar os governantes, bem aí até concordo mas esse não é um problema apenas dos municipios e dos estados, também o Governo Federal através das Estatais investe muito dinheiro em propaganda, seria melhor menos propaganda e mais ações concretas. Enfim, um texto que parece inteligente mas que não é. Não foi a filha do colunista que foi queimada viva e essa dor da vítima não parece sensibilizar o missivista. Ele não partilha da dor da vítima do crime, infelizmente.
  • Carlos Pereira Rapaz e a foto do sujeito? O sorriso é cínico, o olhar maquiavélico. Não precisa ser um grande fisionomista para observar. Cruz Credo! Saravá meu Pai. Vai justificar menor criminoso longe de mim! Te esconjuro!!
  • Carlos Pereira Na minha página está a foto dos pais que tiveram sua filha 'isqueirada' por um menor. Minha página é pública. Caso alguém queira ver o resultado dessas idéias de deixar os menores fazerem o que quer (porque são vítimas da sociedade desumana que os fez ficarem 'malvados') favor ir até minha página para ver o que é a dor dos pais que tiveram sua filha 'isqueirada'. Se vc tem filhos, imagine se fosse com vc. E favor deixem de acreditar nesses juízes das vítimas que transformam bandidos 'di menor' em heróis e vítimas 'isqueiradas' em culpados. Aderir a isso é aderir ao discurso da crueldade!!!
  • José Luiz Silva Boa noite, Carlos Pereira. Sou amplamente defensor das liberdades democráticas. um ardoroso defesnsor da liberdade de expressão.Apurar, investigar, denunciar desmandos na república é uma das missões mais mais nobres da mídia, contribuindo para o princípio da transparência da gestão pública. A mídia, entretanto, num sistema do capitalista, onde são oferecidas melhores condições para a sua atuação, sofre, entretanto, os constrangimentos impostos pelo capital, estabelecendo sua "pauta" a partir dessas imposições. Não é raro você enviar um artigo para um jornal e ser informado que não se pode falar disso ou daquilo, limitando as nossas possibilidades de expressão. De fato, como afirma Michel, ela não é neutra. No último domingo, o Jornal Folha de São Paulo trouxe uma longa matéria sobre a questão do desempenho dos cotistas nas universidades. Nenhuma linha sobre o que o ProUNI representou em termos de acesso de jovens empobrecidos ao ensino superior. É o maior programa já desenvolvido no Brasil de inserção de jovens entre 18 e 22 ao ensino superior. Uma matéria caprichadamente tendenciosa.A liberdade de expressão também é passivel de cometer injustiças. Quando estourou o escândalo dos Anões do Orçamento, a revista Veja veiculou uma longa matéria sobre Ibsen Pinheiro, então presidente da Câmara, envolvendo-o nas maracutais em razão de um repórter ter encontrado uma conta poupança de milhões em seu nome. A manchete dizia: Até tu Ibsen? Logo em seguida, o repórter confessou que, antes da revista ser distribuída, se descobriu que se tratava de conta poupança semples, absolutamente compatível com os seus rendimentos, mas a editora resolveu colacar a revista em circulação, uma vez que a reimpressão poderia representar um enorme prejuízo. No prejuízo de Ibsen, ninguém pensou. Foi cassado.Depois de muitos anos, teria voltado à vida pública como vereador. Neste caso, em particular, cometeu-se uma grande injustiça. Alguém precisava ser punido. Há dispositivos para isso? Ou qualquer expediente nessa direção seria analisado como "tolhimento" à liberdade de expressão?Quanto à questão da redução da idade penal, esse, de fato, é um assunto polêmico, que exige um análise bastante racional e menos emotiva. Não consideramos prudente os argumentos do tipo: se fosse a sua esposa agredida por um menor...essas varipaveis do tipo: oportunidades/criminalidade ou então pobreza/criminalidade, até mesmo estatísticamente, são passíveis de críticas. Talvez possamos falar em "populações mais vulnerávies". Aqui em São Lourenço, uma adolescente de 12 anos foi morta a pauladas. Essa garota era conhecida como "um real", uma referência ao valor que ela cobrava para fazer programa. Viciada em crack, não conseguiu pagar as dívidas e foi assassinada. sinceramente, Carlos Pereira, eu penso que todos nós falhamos com essa jovem. Falhou a família, a escola, o Estado. O caso nunca foi esclarecido. Quanto a Zaidan, trata-se de um grande sujeito, de convicções democráticas, profundamente sensível. Pode ter certeza de que não há nada de cinismo ou do maquiavelismo negativo que você empresta à obra do mestre florentino. Um forte abraço!

Paulista: Júnior Matuto empossa novos secretários.

 
 
Mesmo sob circunstâncias complicadas - uma vez que a Executiva Estadual do partido ainda não julgou os problemas das atas de adesão ou rejeição ao apoio do PT à gestão do prefeito Júnior Matuto, tomaram posses os novos secretários do município. O professor Antonio de Lima Valpassos assume a secretaria de Educação e, o ainda petista Fabio Barros, a secretaria de Meio Ambiente. O município apresenta sérios problemas na área de educação. Nas últimas décadas nada foi feito no sentido de reverter esse quadro. Nem mesmo as gestões socialistas trataram a questão com os cuidados que ela requeria. Os indicadores de escolha dos nomes, no nosso entendimento, não são requisitos exigidos de quem, de fato, deseja enfrentar o problema. Quando o seu secretariado foi anunciado, já prevíamos isso. "Trânsito" junto à categoria pode significar, no máximo, se tanto, algumas dores de cabeça a menos com a pasta de Educação. Nada mais que isso. Gostaria muito de saber qual a proposta concreta de Tonico para tirar a educação do município da rabeira dos indicadores do MEC. Abrimos, através desse grupo de discussão, um canal para que os gestores e homens públicos expusessem suas propostas. A população tem o direito de conhecer essas propostas. Ninguém se pronuncia? Vamos continuar cobrando.
 

Charge!Paixão! Gazeta do Povo

Paixão

Dilma cobra satisfações de André Puccinelli


Comenta-se que a presidente Dilma Rousseff anda muito irritada nos últimos dias. Não era para menos. Para variar, não se trata da crise aberta entre o Legislativo e o Judiciário ou, muito menos, os ataques desferidos pela oposição. A irritação de Dilma é com o fogo amigo, ou seja, ataques lançados pela sua própria base de apoio. Já se disse que em política o cidadão precisa "engolir sapos". É mais ou menos essa a situação que se aplica à sua reação diante do último programa de televisão do PSB. Comenta-se que ela estaria na iminência de apertar o torniquete, afastando do Governo os socialistas. Ontem, em visita à cidade de Campo Grande, produtores rurais teriam vaiado ela e o governador do Estado, André Puccinelli(PMDB). Isso, no entanto, a incomodou menos do que a "traquinagem" do chefe do Executivo em trocar o patrocínio dos ônibus escolares de federal para estadual, numa clara manobra para se promover politicamente. Os ônibus foram doados pelo Governo Federal ao Estado do Mato Grosso do Sul.