pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Por que o PT não assinou a CPI do Master?
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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Editorial: Por que o PT não assinou a CPI do Master?



É curioso como a imprensa tem especulado acerca das motivações que levaram os senadores a rejeitaram a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Algumas atitudes são emblemáticas, como a precisão com que o Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, cravou o número de votos pelos quais o indicado de Lula seria reprovado. "Ele vai perder por oito votos". O áudio vazou num momento em que ele conversava com o líder do Governo no Senado Federal, o senador baiano Jaques Wagner, cujo comportamento durante o episódio tem sido questionado pelos aliados no Governo.  Jaques teria convencido Lula de que Jorge Messias teria 45 votos, quatro a mais do que precisava para ser aprovado. 

Outro dado curioso é que, Jorge Messias, a despeito da emoção daquela momento, enigmaticamente, parecia muito convencido sobre quem seria o traíra. Quem teria trabalhado pela sua rejeição ao Supremo Tribunal Federal. Hoje, alguns setores da imprensa teria identificado este "traíra", mas não vamos polemizar por aqui. Há muitos interesses envolvendo este escândalo do Banco Master, envolvendo atores dos Três Poderes da República. Em princípio, o PT não assinou a proposta de uma CPI do Master em razão dos danos colaterais que uma CPI deste quilate poderia produzir negativamente num ano eleitoral. Hoje, porém, numa entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo, o Presidente Nacional do PT, Edinho Silva, num ato de sinceridade, admitiu que foi um erro o PT não ter assinado esta proposição de CPI. 

De fato foi um erro. O pior é que pouco importou ter assinado ou não, uma vez que o fantasma do escândalo do Banco Master está cobrando sua fatura, inclusive foi determinante na rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. Montou-se uma articulação de blindagem sobre esta CPI que esta prejudicando sensivelmente o Governo. A derrota do veto do Executivo da dosimetria também entra nesta fatura. O PT acabou, de forma indireta, fazendo o jogo do Centrão, que foge dessa CPI como o diabo foge da cruz.  Neste jogo de soma zero, Alcolumbre marcou três golaços. Rejeitou Messias, impediu a instauração da CPI e derrubou o veto da dosimetria, acenando para as negociações futuras com o bolsonarismo. Coisa de raposa bem cevada. 



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