pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Investigações sobre o Master tornou-se a "pêndulo" político de Brasília
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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Editorial: Investigações sobre o Master tornou-se a "pêndulo" político de Brasília


A rejeição à indicação do advogado Jorge Messias ao STF representou uma obra de engenharia política bem calculada, envolvendo atores dos Três Poderes da República, todos eles com objetivos bem definidos. O jornal Valor Econômico traz a informação dando conta de um jantar ocorrido dias antes da sabatina, onde o destino de Jorge Messias foi traçado. O jornal lista os convivas, mas não vamos expô-los por aqui. O que impressiona neste episódio é o feeling apurado do Centrão pelo poder. Onde há expectativa de poder eles estão dentro, desta vez já se articulando com uma eventual ascensão do candidato Flávio Bolsonaro, a julgar pelos indicadores das pesquisas de intenção de voto. O cálculo indica que eles já estão trabalhando com a hipótese de derrota de Lula nas urnas, em outubro e, consequentemente, descartando-o. 

O Planalto vai precisar de uma grande reação para desanuviar este ambiente, indicado que ainda está vivo. E olha que a caça às bruxas, embora simbólica, não muda nada o jogo, uma vez que as traições estão na ordem do dia. Há um grupo que votou contra a indicação de Messias e, ontem, novas defecções na base aliada, quando da votação do veto à dosimetria, que foi rejeitado, a despeito do atendimento de milhões em emendas pelo Planalto. A lista de traidores é muito grande. O resumo da ópera é o seguinte: o sistema está tentando se proteger em relação às investigação do rombo do Banco Master, que passou a ser usado como parâmetro para os movimentos estratégicos de atores nos Três Poderes da República. Essa movimentação de conveniência daria um bom estudo, uma vez que, maquiavelicamente, juntou inimigos impensáveis num mesmo propósito, se sobrepôs a fé, produziu concessões antes inimagináveis, como a redução das penas dos condenados pelo 08 de janeiro. 

A derrota do Planalto em relação à dosimetria foi negociada em função de fechar a pauta em relação a uma eventual criação da CPMI do Master, hoje completamente descartada. O pernambucano Jorge Messias foi, na realidade, uma vítima dessa engrenagem sórdida, onde o interesse público é abandonado em função de interesses vis. Com o êxito da manobra, André Mendonça fica praticamente isolado na Corte, movendo moinhos republicanos. Uma das respostas que está sendo pensada é a indicação de Messias para o Ministério da Justiça, dando total liberdade de atuação à Polícia Federal nas investigações conduzidas sobre o maior escândalo do sistema financeiro já ocorrido no país. 

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