Em princípio, setores evangélicos não se mostraram simpáticos à candidatura de Flávio Bolsonaro como representante do bolsonarismo ou dos setores conservadores, para sermos mais genéricos. Salvo melhor juízo, o próprio pastor Silas Malafaia andou externando essa preocupação através de um pronunciamento. Por essa época acreditava-se que já haveria algum compromisso selado entre tais segmentos com o então governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O tempo passou e a candidatura de Tarcísio não vingou para a Presidência da República. Tarcísio vai tentar a reeleição num momento onde já não se pode falar, como antes, de céu de brigadeiro. Por alguma razão, o candidato Fernando Haddad, que se lançou como azarão, vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto, trazendo algumas preocupações ao Palácio dos Bandeirantes.
Hoje já existe uma preocupação do governador em estancar o crescimento de Fernando Haddad, principalmente na capital, onde o prefeito Ricardo Nunes foi convocado para entrar em campo. Nada melhor para a aparar arestas do que um candidato bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, com expectativas reais de chegar ao poder. A desenvoltura das movimentações de Flávio Bolsonaro em Brasília, articulando votações importantes, a exemplo da rejeição do veto presidencial à Lei da Dosimetria é um bom exemplo do que estamos afirmando. Amplos segmentos do Centrão já namoram o novo aspirante ao Palácio do Planalto. É neste contexto que se explica o encontro recente entre ele, Flávio, e o pastor Silas Malafaia, que fez questão de afirmar que estava entre amigos.
Lula está vivíssimo para a disputa da reeleição. Há condições efetivas de reverter esta situação que hoje é considerada incômoda. Agora é preciso ajustar muita coisa, inclusive entendendo que receituários antigos baseados no assistencialismo não estão produzindo os resultados esperados, a exemplo da isenção de impostos para quem ganha até cinco mil reais. Hoje se fala em programas para atenuar a vida dos endividados, sempre dentro desta mesma perspectiva. O melhor programa agora é a adoção de medidas que contenha a inflação, acabe com a carestia e permita, de fato, que o cidadão comum possa ter acesso a tão sonhada picanha prometida lá atrás.

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