pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: "A Lula o que é de Lula"
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terça-feira, 5 de maio de 2026

Editorial: "A Lula o que é de Lula"


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é muito grato aos seus amigos baianos Jaques Wagner e Rui Costa. Graças ao empenho desses dois aliados, a Bahia deu ao presidente nas últimas eleições mais de 70% dos votos. Isso não é pouco em se tratando do quarto colégio eleitoral do país. Assim que ocorreu a rejeição da indicação do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal começaram a surgir especulações acerca de quem seriam os culpados. A lista não para. A cada dia surge um novo nome entre esses possíveis Judas Iscariotes. Já foi os Renan, em Alagoas, o próprio Jaques Wagner, e, mais recentemente passaram a especular sobre o nome do senador Randolfe Rodrigues. Nunca saberemos, uma vez que a votação foi secreta. O próprio Messias chegou a sugerir que poderia ter perdido votos até entre os evangélicos. Não sabemos se virão novos nomes por aí. 

Chamamos a atenção, no entanto, para o editorial do jornal O Estado de São Paulo, hoje, 05, com o título: A Lula o que é de Lula. O "terrível" editorialista, que sempre acompanhamos, observa que, embora existam muitas hipóteses a respeito da rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF - isso ainda vai render muita tinta nas redações - o que houve, na realidade, é que Lula, embora tivesse sido informado sobre as dificuldades da aprovação do indicado, resolveu pagar para ver e apostar todas as fichas no seu capital político. Ou seja, superestimou a sua condição de líder político. Por outro lado, talvez não dimensionou corretamente os ardis que poderiam ser perpetrado pelos seus adversários. Ao fim e ao cabo, segundo o editorialista, Lula foi o responsável direto pela não aprovação de Messias, ao cometer um erro de avaliação.

Esta conclusão é uma das primeiras lições de um texto básico da Ciência Política, A Arte da Guerra, onde o general Sun Tzu é categórico ao afirmar que é preciso se conhecer e conhecer o adversário. Sem esses pré-requisitos, a derrota é inevitável. A quem diga que Lula deseja retaliar, tirando os cargos indicados por Davi Alcolumbre no Governo, assim como peitar uma nova indicação de um nome ao STF de imediato. Um grave equívoco em ambas as estratégias. Nas atuais circunstâncias, se Lula indicar um outro nome, ele só irá sabatinado depois de outubro, como se configura pelo acordo. Vai ficar "cozinhando" até lá. Se Lula fizer uma devassa nos cargos ocupados por indicados de Davi Alcolumbre corre o risco de travar a pauta do Congresso, onde mais de 80 indicações teriam que passar pelo aval do Congresso. Vamos perder as mínimas condições de governança. 

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