Hoje, dia primeiro, saiu mais uma pesquisa apontando que os índices de desaprovação do Governo Lula permanecem inalterados, índices que se repetem desde algum tempo, superando todas as tentativas do Planalto em tentar demovê-los. Lula afirmou recentemente que iria "fazer o diabo para ganhar no primeiro turno". Aqui teríamos uma série de conjecturas a fazer, a começar pelo conselho do velho Garrincha, quando fez aquele questionamento sobre a estratégia que seria recomendada pelo técnico para vencer o adversário: Isso já foi combinado com o adversário. É quase impossível que esta eleição presidencial se conclua no primeiro turno, principalmente agora quando se observa uma eventual reação da terceira via, através da candidatura de Augusto Cury, do Avante, que já aparece com 11% das intenções de voto.
Neste momento, a situação da candidatura de Lula não é nada confortável. A avaliação do seu terceiro governo nunca permitiu que ele se descolasse efetivamente do seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro, e, agora, começa a pagar um ônus pesado em relação ao episódio envolvendo o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", que está respondendo a três inquéritos na Polícia Federal. É uma eleição difícil para o morubixaba, que corre o risco de deixar a vida pública com uma derrota. Isso foi dito lá no início, quando ainda se especulava em torno de uma eventual candidatura. Lula recebeu conselhos de raposas felpudas, a exemplo de José Sarney e Michel Temer. Essas raposas tem um faro apurado.
O cálculo de Lula é que as coisas serão complicadas num eventual segundo turno. Comentamos isso por aqui no dia de ontem. Até por osmose, todos os demais candidatos deverão compor com quem liderar contra ele. Hoje o mais provável é Flávio Bolsonaro, caso a bolha da polarização não seja furada por algum azarão. Depois de três mandatos, o que se esperava é que o PT já tivesse construído uma alternativa a Lula. Não o fez, talvez em função da própria personalidade de Lula. Especula-se hoje sobre 2030 porque, caso ele não seja eleito, não pode mais candidatar-se. Se ele perder essa eleição, não duvidamos de que ele volte a pensar em candidatar-se.

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