pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : agosto 2026
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domingo, 2 de agosto de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: a batalha pelo voto conservador ao Senado Federal.


O eleitorado pernambucano tem dado demonstrações de que pretende eleger um senador de perfil progressista e um senador de perfil conservador para o Senado Federal. No passado, os analistas políticos analisavam essa tendência como algo positivo, pois representava uma evidência de que tais eleitores procuravam estabelecer um equilíbrio de forças, não apostando todas as fichas num único grupo político. Neste caso, se essas fichas fossem creditadas em apenas um grupo, poderíamos ter a Frente Popular com a eleição dos nomes de Marília Arraes e o senador Humberto Costa, que tenta a reeleição. Marília, como se sabe, foi definida pelo eleitorado pernambucano como a representante desse campo progressista. Falta o eleitorado definir quem será o nome que representa as hostes conservadoras do estado. 

Muitos são aos chamados, poucos os escolhidos, conforme o Evangelho de Mateus, nas Sagradas Escrituras. Depois do imbróglio envolvendo os nomes do deputado Eduardo da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, na composição da chapa da governadora Raquel Lyra, o jogo foi praticamente zerado. Miguel, como vinha acompanhando a governadora a mais tempo, sendo assegurado que ele seria um dos candidatos ao Senado Federal, poderia ser esse representante das hostes conservadoras, como um ilustre representante do clã Coelho, de Petrolina. Eduardo da Fonte, embora com grande capilaridade política, ainda não definiu se será ou não candidato, uma vez que já foi prejudicado pelo impasse e amarga uma situação onde o seu nome, embora aceito com o aval da federação União Progressista, já possui uma imagem de rejeição na composição da chapa da governadora. 

Os Coelho, por sua vez, se sentem traídos e políticos traídos é complicado. Desde de ontem se fala sobre os eventuais rumos que o grupo poderia tomar. Miguel, pessoalmente, tem demonstrado o desejo de apoiar a reeleição da governadora, independentemente do ocorrido. Mas o seu partido, o União Brasil, tem dado demonstrações de que não deseja apoiar a governadora. Antonio Rueda, Davi Alcolumbre e ACM Neto pediram explicações para o ocorrido em Pernambuco. Fala-se que Marília Arraes poderia ter sondado os Coelho para uma suplência em sua chapa; Hoje, 02, surgiu a notícia de Mendonça Filho(PL-PE), que aparece bem nas pesquisas de intenção de voto, pode habilitar-se como candidato ao Senado Federal com o apoio da família Coelho. São muitas as especulações em torno do assunto. 

Pelo menos formalmente, Eduardo da Fonte é candidato ao Senado Federal na chapa da governadora Raquel Lyra, ao lado do deputado federal Túlio Gadelha. Todos os seus passos, no entanto, são bem calculados. Não se arriscará a ficar sem mandato. Muito além da composição com a governadora, outras variáveis precisam ser observadas nessa conjuntura, como as eventuais costuras da Frente Popular em alianças com segmentos conservadores do estado, em alguns casos, até alinhavados com o projeto de reeleição da governadora. Em teses, essas bases podem estar "minadas". Essa observação é válida, sobretudo se mantidos ou ampliados os escores do segundo senador da Frente Popular.  

Editorial: Por que o Centrão resiste em apoiar Flávio Bolsonaro?



Primeiro, gostaríamos de corrigir uma informação. A Senadora Tereza Cristina é filiada ao PP e não ao Republicanos, conforme havíamos divulgado. Tereza é senadora pelo Mato Grosso do Sul e ocupou o cargo de Ministra da Agricultura no Governo Jair Bolsonaro, tendo um desempenho muito elogiada na pasta, daí se entender o entusiasmo do candidato Flávio Bolsonaro com a hipótese de a senadora compor a sua chapa na condição de vice. Reticente no início, Tereza Cristina acabou vencendo as resistência e já havia concordado em aceitar o convite, quando foi vetada pela legenda à qual está filiada. Este é um daqueles assuntos onde as explicações podem ser divididas entre o que pode ser dito e o que não pode ser dito ou as coisas que são ditas por cima ou as coisas que são ditas por baixo. Nunca vamos saber ao certo. 

Por vezes, o "não dito" se constitui em elemento mais confiável para entendermos as reais razões de algumas atitudes. Ontem comentávamos por aqui que achávamos estranhos alguns comportamentos dos caciques do PP e dos Republicanos em relação aos arranjos eleitorais das próximas eleições. O PP vetou a aliança com o PL, impedindo que a senadora Tereza Cristina fizesse uma composição com o candidato Flávio Bolsonaro. O que se diz explicitamente, é que o senador Ciro Nogueira, teria ficado magoado com a reação dos bolsonaristas quando o seu seu nome foi envolvido no escândalo do Banco Master. Ciro Nogueira foi um dos nomes mais importantes do Governo Bolsonaro, ocupando o cargo de Ministro da Casa Civil. 

Nos bastidores, no entanto, voltou a ganhar força a tese de um eventual acordo com o Planalto para ele não ser prejudicado em seu projeto de se reeleger senador pelo Piauí, algo crucial neste momento, concedendo-lhe um foro privilegiado como senador da República. O Republicanos, por sua vez, além de recusar uma aliança com o candidato sob o argumento de que se trata de uma candidatura fraca, impediu, estranhamente, que o senador Cleitinho tenha sua candidatura ao Governo de Minas Gerais homologada pela legenda.  Cleitinho não teria cumprido um rito burocrático, ou seja, não participou da convenção partidária. Neste caso, pesaria um suposto acordo com o Planalto para facilitar a vida de Lula num dos estados mais estratégicos para a sua reeleição. Com Cleitinho fora do páreo, o jogo fica embolado, favorecendo até mesmo o "azarão" Patrus Ananias.  

sábado, 1 de agosto de 2026

Drops Político: Rafael Greca fecha acordo com Ratinho Junior


O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, acaba de anunciar que fechou um acordo com o governador do Paraná, Ratinho Junior, e será candidato a vice na chapa encabeçada por Sandro Alex, apoiado pelo Palácio do Iguaçu. No Paraná ocorre um fenômeno curioso nas eleições deste ano. O ex-Ministro da Justiça e ex-Juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro, lidera todas as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado do Paraná, mesmo enfrentando nomes fortes da política local, a exemplo do ex-prefeito de Curitiba. Sobretudo com esses novos arranjos, a possibilidade de Sérgio Moro liquidar a fatura ainda no primeiro turno torna-se mais improvável. Ratinho Junior conta com a máquina do estado, uma gestão bem avaliada e, agora, com o concurso de Rafael Greca. A tendência natural é que o nome de Sandro Alex cresça nas pesquisa de intenção de voto com o decorrer do pleito. 

Editorial: Temporada de convenções



Vamos ter um final de semana cívico, repletos de convenções partidárias por todo país. Ontem, no Ceará, foi a vez do grupo ligado ao governador Elmano de Freitas(PT-CE) realizar sua convenção, com a presença, inclusive, do presidente Lula, que prometeu que, enquanto estiver vivo, os "fascistas" não voltam a governar o estado. Ainda pairavam dúvidas sobre a composição da chapa, mas nesta convenção foi anunciada o nome de Gabriella Aguiar, vice-prefeita de Fortaleza, como candidata a vice-governadora na chapa de Elmano de Freitas. Hoje é a vez da convenção do PT na Bahia, em apoio ao nome de Jerônimo Rodrigues à reeleição. Na Bahia ocorre um fenômeno curioso. O PT amarga o desgaste natural de 12 anos no poder, índices de violência altíssimos, mas permanece competitivo para continuar como inquilino do Palácio de Ondina. 

Em princípio, grosso modo, sugere-se que os baianos têm muitas dificuldades em devolver o poder aos herdeiros do babalorixá Antônio Carlos Magalhães. João Santana, marqueteiro de ACM Neto, vai precisar usar de toda a sua competência para reverter tal situação. Anda circulando pela cidade uma espécie de tribuna contra Jerônimo, onde estão sendo disponibilizados um microfone, em local público, onde o povo pode se manifestar contra o governador. Não sabemos se isso não fere algum princípio da legislação eleitoral. As falas estão sendo exibidas nas redes sociais de ACM Neto. Amanhã, domingo, é a vez de Ciro Gomes, no Ceará, que concorre ao comando do Palácio da Abolição. Ciro vem embalado pelo apoio popular, traduzido nos bons índices alcançados nas pesquisas de intenção de voto. 

Em Pernambuco, é vez da governadora Raquel Lyra realizar a sua convenção, com chapa completa, concorrendo à reeleição. Ontem, 31, o Datafolha confirmou sua liderança nas pesquisas de intenção de voto, avalizando várias pesquisas anteriores realizadas por outros institutos. A governadora reverteu um favoritismo do ex-prefeito do Recife, João Campos, que espera contar com a presença de Lula em seu palanque no estado. É curioso como há tantas dúvidas ainda em torno deste assunto, mesmo depois do vídeo e dos compromissos assumidos durante a convenção do PSB, em Brasília.  

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: Liderando as pesquisas, Raquel fecha a chapa.



Ontem, 31, o deputado federal Eduardo da Fonte(PP-PE) foi recebido no Palácio do Campo das Princesas, onde a governadora Raquel Lyra(PSD-PE), finalmente, fez os ajustes finais na composição da chapa que concorrerá à reeleição. Priscila Krause permanece como vice, Túlio Gadelha é um dos candidatos ao Senado Federal, e, depois de uma longa discussão interna na relação entre a gestora e a federação União Progressista, o martelo foi batido em favor do nome do deputado federal Eduardo da Fonte, que deve ocupar a outra vaga na disputa à Casa Alta. Hoje a crônica política local e as redes sociais trazem a fala do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, afirmando que não mais irá concorrer ao Senado Federal, mas continua identificado com o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. 

Miguel Coelho, na realidade, era o nome da preferência da governadora, fato demonstrado em inúmeras ocasiões, mas as contingências politicas apontavam para uma consolidação do nome de Eduardo da Fonte, com maior força política no contexto da federação União Progressista. A União Progressista não abdicava de sua indicação, o que poderia criar alguns embaraços para a governadora. Liderando as pesquisas de intenção de voto para continuar ocupando a cadeira do Palácio do Campo das Princesas, com um adversário competitivo na sua cola, tudo o que ela não desejava era mais encrencas. A federação tem recursos, tempo de propaganda no rádio e TV, e agora um nome consolidado no cenário político do estado concorrendo ao Senado Federal. 

Eduardo da Fonte entra na disputa com alguns trunfos e alguns percalços, uma vez que, em razão das indefinições sobre o seu nome, possivelmente ele foi prejudicado no ranqueamento dos institutos de pesquisas. Em política isso pode ser determinante. A tendência no estado é a eleição de um nome do campo progressista e um nome de perfil conservador, mais ao centro do espectro político. Neste intervalo, o "vácuo" foi ligeiramente preenchido pelo senador Humberto Costa, que concorre à reeleição, conforme demonstram as últimas pesquisas.