O que ocorre no plano nacional é que o marqueteiro Sidônio Palmeira tem grandes créditos junto ao presidente e alguns membros de sua equipe mais próxima, principalmente os baianos. Outro dia li uma matéria que aponta que Sidônio já estaria articulando com um colega a assessoria de comunicação do "candidato à reeleição" Luiz Inácio Lula da Silva. Nessas pesquisas internas, seria preciso identificar qual o peso da nevrálgica questão da segurança pública sobre os índices de desaprovação de Lula, sempre superiores aos de aprovação. Essa conta não bate deste algum tempo, a despeito dos esforços da equipe de comunicação institucional, sempre apontada como a responsável por isso. Aliás, foi o próprio Sidônio que havia apontado, no início de sua gestão, que os feitos do governo chegavam atrasados à população, sobretudo em função das redes sociais. Desde então, o Governo Lula 3 tem investido bastante nesta área.
No dia de ontem, 06, líamos uma informação - não deu para ler a matéria completa, em razão das assinaturas exigidas por esses órgãos de comunicação - que, se o governo Lula 3 continuar ignorando a questão da segurança pública poderá dá adeus às pretensões de um quarto mandato. Sugere-se que o Governo parece ter ouvido os conselhos desse especialista, pois, logo em seguida, durante inauguração de obras, este foi o mote do discurso do presidente Lula, afirmando que é preciso somar esforços para aprovar a PEC da Segurança e que irá criar o Ministério da Segurança Pública. Essa questão, infelizmente, não será resolvida até outubro. A reeleição de Lula enfrenta um problema grave. A oposição, bolsonarista ou não, irá explorar o tema como um mote de campanha, mancomunada com os parceiros do Legislativo, que vão dá aquela "maçada" costumeira.
Em alguns estados, onde o problema é mais grave, o PT terá enormes dificuldades pela frente, a exemplo da Bahia e do Ceará, entes federados na iminência de colapsarem. A ideia segundo se especula, seria mudar os "cabeças de chapa", ou seja, retirar Jerônimo Rodrigues e Elmano de Freitas do projeto de reeleição, escalando Rui Costa, na Bahia, e Camilo Santana, no Ceará. No Ceará, o ex-Ministro Ciro Gomes já lidera todas as pesquisas de intenção de voto realizadas até agora. Ciro tem dado declarações de que não tem dúvidas que a sua disputa pela Palácio da Abolição se dará com Camilo Santana. Elmano é carta fora do baralho. Tenho uma grande expectativa em torno daquelas eleições, principalmente para ouvir o que Ciro Gomes tem a dizer sobre este problema de segurança pública no país. O cara sabe das coisas.

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