Primeiro é preciso reconhecer o mérito de duas matérias recentes, publicadas por órgãos da chamada grande mídia, sempre associada ao sistema. Numa delas, O Estadão, através de um jovem repórter, revela detalhes do esquema nebuloso acerca daquele resort do Paraná. Numa outra matéria, desta vez de O Globo, a abordagem se deu em relação às ramificações perigosas do maior escândalo de fraudes bancárias da Historia do país. O site Metrópoles está fazendo "Escola de Jornalismo". Do bom ou autêntico jornalismo. São placas tectônicas que estão se movendo e deve haver algum motivo. Em última análise, atores estratégicos podem estar perdendo a blindagem. O sistema deve entregar os anéis para não perder os dedos. Sistema é sistema.
Hoje, 03, o presidente da CPMI do INSS, o senador mineiro Carlos Viana, deve ter um encontro com o Ministro Dias Toffoli, do STF, onde irá solicitar a liberação do sigilo das investigações da Polícia Federal sobre eventual envolvimento do Banco Master em fraudes com os empréstimos consignados de aposentados e pensionistas. E, por falar em Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro está sendo convocado à sessão da CPMI do próximo dia 5, quinta-feira. Grande expectativa em relação ao assunto. Já compramos o nosso ingresso. Mas, em relação ao tema do editorial, cumpre registrar aqui um outra matéria de O Globo sobre as viagens de Zema pelo país, segundo a matéria, cumprindo agenda governamental, mas aproveitando essas andanças para encontros políticos. Esse é o bom jornalismo. Diz aquilo que os atores não gostariam que fosse dito. Tudo mais é publicidade, segundo ensinava o britânico George Orwel.
Na ribalta, como pré-candidato à Presidência da República, o nome de Zema está nas negociações de grupos conservadores, assim como entre as preocupações do Palácio do Planalto. Comanda uma máquina bem-avaliada e pilota a gestão do segundo colégio eleitoral do país, assim como São Paulo, fundamental para quem deseja ocupar a cadeira do Palácio do Planalto. E está na dele, tentando cavar um espaço entre o que ele denomina de radicalização entre o bolsonarismo e o petismo. Afirma que está mais para o bolsonarismo como se isso fosse alguma novidade. O PL percebeu que seria uma grande sacada oferecer a ele a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Soube recentemente que o prefeito do Recife, João Campos, deve visitar o estado nas próximas horas, com o propósito de articular alianças que podem minimizar a situação do PT naquele estado. Aliás, o PT não vai bem nos três maiores colégios eleitorais do país. Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, onde o melífluo Eduardo Paes, espertamente, amplia suas alianças com o bolsonarismo.

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