Não deixa de ser interessante essas indisposições entre o que a imprensa já está tratando como PL Homem X PL Mulher. Depois de alguns aborrecimentos, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro parece um pouco desencantada com a política. Está deixando o PL Mulher, há grandes dúvidas se deve se engajar na candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e talvez não seja ela mesma candidata a uma vaga ao Senado Federal pelos distrito federal, conforme vinha sendo especulado. Segundo foi divulgado pela imprensa, o Presidente Nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, já teria dado aviso prévio aos integrantes da equipe que trabalhava junto à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, no núcleo feminino da legenda.
Pelo andar da carruagem política, é pouco provável que Michelle Bolsonaro se envolva com a campanha de Flávio Bolsonaro. Ele tem muito a perder. Desde de longas datas acompanhamos a performance da ex-primeira-dama nas pesquisas de intenção de voto e ela, a despeito das resistências da família, sempre esteve muito bem. O PL Mulher, por outro lado, ampliava a participação bolsonarista junto ao público feminino e evangélico, dois nichos eleitorais importantes, onde, inclusive, o petismo enfrentar algumas dificuldades. Não há dúvidas de que ela somaria. Sobretudo depois de algumas falas infelizes de aliados, o bolsonarismo corre o sério risco de ser identificado como um agrupamento político de orientação misógina.
Comunicação em política é algo que não se pode menosprezar. E hoje, para complicar, ainda estamos enfrentado o problema das "narrativas" que, quando bem( ou mal?) conduzidas, podem se tornar "verdades absolutas". É assim que as coisas funcionam hoje. Paulo Figueiredo é uma pessoa muito identificada com o bolsonarismo. De pouco adianta o Flávio Bolsonaro informar que o cidadão não integra a sua pré-campanha. Por outro lado, a extinção do PL Mulher pode não ter sido uma medida das mais acertadas.

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