pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Sanções dos Estados Unidos a empresários ligados ao PCC
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sábado, 4 de julho de 2026

Editorial: Sanções dos Estados Unidos a empresários ligados ao PCC


Até recentemente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um operador financeiro da facção criminosa venezuelana, Tren de Aragua, que também atua no Brasil, a partir de Roraima, junto ao PCC e o CV. O Governo dos Estados Unidos sancionou dois empresários que mantinham atividades ilícitas ligadas ao PCC, principalmente no que concerne à lavagem de dinheiro. Estamos tratando aqui de medidas efetivas de combate ao crime organizado, o que impõe ações dessa natureza, de caráter cooperativo entre as nações, sem que isso possa ser interpretado como violações de soberania. O Diretor-Geral da Polícia Federal, o delegado Andrei Rodrigues, afirmou que as sanções impostas acabaram por atrapalhar as investigações da própria PF, que já estavam monitorando a empresa do empresário, suspeita de lavar dinheiro para o PCC. A partir das sanções adotadas pelos Estados Unidos, o empresário se encontra hoje foragido. Pontualmente, é possível que isso tenha ocorrido, mas, no geral, essa cooperação é sempre bem-vinda. 

Várias ações conjuntas entre as polícias do Brasil e do Governo da Bolívia foram exitosas no sentido de capturar foragidos ligados a fações criminosas que atuam no país. Existe há suspeita de que criminosas que figuram na lista dos mais procurados do país possam estar escondidos na Bolívia, que passou a ser uma espécie de esconderijo utilizado pelos faccionados. Quando hoje falamos em cooperação no combate ao crime organizado, é claro que estamos diante de ações bem mais amplas e efetivas do que as já existentes entre as polícias de diversos países, em certa medida traduzidas nas ações da Interpol. O quadro hoje é mais preocupante. 

Salvo melhor juízo, num gesto de descompressão em relação a esta discussão sobre ingerência em soberania alheia, o Governo Trump soltou uma notinha informando que as ações contra empresários e empresas brasileiras não podem ser interpretadas como ações que interfiram no respeito à soberania do país. O Governo Lula tem criticado bastante as atitudes do pré-candidato Flávio Bolsonaro, que, segundo especulou-se, supostamente, poderia ter oferecido, caso eleito, a indicação do gabinete de transição ao Governo dos Estados Unidos. Aí sim nossa soberania estaria irremediavelmente comprometida.  

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