
Depois da DataPoder veio a Datafolha e, hoje, 09, foi a vez da divulgação do levantamento realizado pelo Instituto Atlas\Intel, onde o candidato bolsonarista aparece com 52,8% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula pontua com 47,2%. Exceto pela Datafolha, os dois institutos sugerem uma ligeira vantagem acima da margem de erro para Flávio Bolsonaro. Flávio encontra-se numa espécie de céu de brigadeiro, enquanto Lula enfrenta seu inferno pessoal. Nada acontece de positivo para o petista a essa altura do campeonato eleitoral. O Ministro André Mendonça, do STF, mandou suspender um vídeo onde o petista questiona sobre onde a tesoura afiada dos R$ 250 bilhões iria cortar, sugerindo que áreas como saúde e educação seriam penalizadas.
Não vamos entrar no mérito porque já há uma determinação judicial para não falar sobre o assunto, mas gostaríamos de lembrar que, no Governo Jair Bolsonaro, 95% das verbas de órgãos de fomento à pesquisa foram suspensas de uma canetada só. Alguém lembra disso? Hoje, 09, ouvimos uma entrevista do reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, onde ele informa que 200 teses de doutorado e dissertações de mestrado foram penalizadas com o incêndio ocorrido recentemente na instituição. Os órgãos federais estão se mobilizando para minimizar os danos, como a liberação de verbas para a reconstrução física do prédios e laboratórios e "prorrogando" as bolsas de pesquisas, numa demonstração inequívoca da importância do papel do aparelho de Estado nesses momentos. Essas questões não se pode perder de vista.
No contexto das velas aos ventos, a matéria de Veja desta semana é sobre supostos diálogos cabulosos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e gente ligada ao presidente Lula, tratando de questões relativas a um patrocínio do banqueiro a um filme sobre a vida de Lula. Diálogos, conforme já afirmamos, onde, supostamente, haveria negociações de caráter pouco republicanas, onde o banqueiro, na condição de agente privado, poderia auferir vantagens indevidas sobre os fundos de pensão em troca de financiamentos do filme. A matéria de capa é aberta a não assinantes. Leiam e tirem suas conclusões. O Grupo Prerrogativas está acionando a Polícia Federal para investigar como a imprensa teve acesso a esses diálogos. Sugere-se que já entramos naquele terreno pantanoso e institucionalmente doentio. Isso, infelizmente, tende a agravar-se daqui para a frente.

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