pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Nunca foi pela democracia II
Powered By Blogger

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Editorial: Nunca foi pela democracia II



O presidente Donald Trump já emitiu várias sinalizações de que a transição que deve ocorrer na Venezuela, depois da deposição de Nicolás Maduro, não passa por Maria Colina Machado, tampouco pelo presidente legitimamente eleito na última eleição, Edmundo Gonzáles, ainda exilado no exterior. Existem algumas bravatas públicas em relação a vice, Delcy Rodrígues, mas sugere-se que seja tudo ensaiado, ao estilo do Estado Espetáculo. Na realidade, as costuras bilaterais são sólidas no sentido de que ela assuma o comando do país. Os interesses norte-americanos na região estarão assegurados, o que inclui a permissão para empresas americanas exploraram a produção de petróleo, assim como possíveis reorientações da política comercial e do exterior, principalmente com países como a China, o Irã e a Rússia. Isso nos faz lembrar da década de 60, quando a antiga União Soviética instalou mísseis com ogivas nucleares na ilha cubana, provocando um grande embate diplomático entre os Estados Unidos e aquele país, episódio que ficou conhecido como A Crise dos Mísseis Cubanos. 

Além da questão crucial do petróleo venezuelano, assim como na década de 60, existe ali uma questão geopolítica de suma importância para os interesses norte-americanos no continente. A presença comercial da China, a "assessoria" militar russa e, possível lavagem de dinheiro que financiam grupos terroristas islâmicos. A China foi um dos países que mais condenaram a ação dos Estados Unidos. Não foi por acaso. Os Estados Unidos devem limpar o terreno, tudo consoante acordos já firmados com o governo de transição. Uma nova Invasão da Baía dos Porcos nem pensar. Uma solução caseira esta de bom tamanho. O nome de Delcy Rodrigues atende a esses requisitos. O judiciário está com ela, as forças armadas chavistas, além do parlamento. O mais inusitado desta situação é que núcleo duro do chavismo continua intacto, seja em relação ao comando das forças militares, os serviços de inteligência e os milicianos. O seja, a ditatura chavista não caiu com a captura de Nicolás Maduro, o que significa dizer que nunca foi pela democracia. 

Existe, por outro lado, um caminho aberto para um novo golpe de Estado no país,  se considerarmos o conjunto de forças que gravitavam em torno de Nicolás Maduro e que hoje estão órfãos, a exemplo, dos serviços de segurança e inteligência que operavam dentro e fora do país, integrado por cubanos e venezuelanos. Seria aquela núcleo duro, menos infenso às ordens de Delcy Rodrigues. O que se diz é que Delcy Rodrigues era de uma ala chavista ainda mais radical do que aquela representada por Nicolás Maduro. Outro grande problema é ela não cumprir com o acordado, o que significaria uma intervenção ainda de maior proporção, conforme já antecipada por Donald Trump.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário