Por dois momentos já foram anunciadas intervenções militares dos Estados Unidos no espaço territorial da Venezuela. Uma delas perpetrada pela CIA, produzindo estragos consideráveis num alvo que, a princípio, seria um local de produção ou refino de drogas. Quando os Estados Unidos e o Brasil sentaram à mesa de negociações, este foi um dos temas mais especulados. Os Estados Unidos teriam fechado algum acordo com o Brasil no tocante as eventuais intervenções militares no país vizinho? Nunca vamos saber exatamente o que foi negociado, mas sugere-se que os Estados Unidos irão cumprir à risca seus objetivos em relação ao continente latino-americano, especialmente na Venezuela. Hoje o site Metrópoles traz uma matéria acerca das possíveis recomendações de Lula aos seus assessores em relação ao assunto: repelir ou condenar as eventuais agressões.
Tudo dentro da linha do que defende o seu assessor direto para assuntos internacionais, Celso Amorim. Não há como esta situação terminar bem. No caso da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, o que se sabe é que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, teria fechado um acordo nada interessante, apenas para evitar maiores problemas. Num primeiro encontro na Casa Branca ele se mostrou bastante contrariado com a proposta. Desta última vez ele se mostrou mais conformado ou resiliente. Segundo alguns observadores, os planos de Donaldo Trump para o continente são gigantescos. Há suspeitas, inclusive, de operação de grupos terroristas financiados pelo Irã operando na região. São informações da unidade de inteligência dos americanos. Algo que não pode ser descartado.
Trata-se de uma luta contra o terrorismo, uma vez que os traficantes também estão sendo enquadrados neste perfil. O Governo dos Estados Unidos até sugeriram que o Brasil enquadrasse as facções do crime organizado neste escopo, mas não houve um consenso em torno do assunto. Apenas para fecharmos o editorial, acabamos de saber que centenas de presos soltos na saidinha de Natal não se apresentaram às suas unidades prisionais de origem, reforçando as teses da Oposição e ampliando o hiato desta com o Governo Lula 3.

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