pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: O realinhamento de Ciro Nogueira.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Editorial: O realinhamento de Ciro Nogueira.



Os alinhamentos das quadras politicas estaduais nem sempre reproduzem as alianças políticas celebradas no plano nacional. No Brasil, cada caso é um caso. O MDB, por exemplo, que se articula para uma eventual aliança com o PT visando as próximas eleições presidenciais, praticamente deixou a critérios das executivas regionais a decisão sobre que rumo tomar. Enquanto em alguns estados - principalmente nas regiões Norte e Nordeste esta aliança é dada como praticamente certa - em São Paulo, por exemplo, não se pode nem falar sobre este assunto, completamente fora de discussão para Ricardo Nunes. Mesmo construindo não uma, mas três alternativas a Lula e Flávio Bolsonaro, o PSD de Gilberto Kassab pode celebrar algumas articulações com o PT no plano estadual. 

No Piauí, por exemplo, onde tem o governador, o que se comenta é que haveria a costura de um acordo entre as duas legendas no sentido de "isolar" o PP de Ciro Nogueira, figura de proa do Centrão. Ciro Nogueira já foi Ministro da Casa Civil do Governo de Jair Bolsonaro e, até onde se sabe, nunca nutriu alguma simpatia pelo PT. Foi ele quem afirmou que nas últimas eleições municipais  O PT não faria nenhum prefeito de capital. Quase acertou o prognóstico. O PT só conseguiu fazer o prefeito de Fortaleza.  Agora vem o mais interessante. Segundo se especula, um dos homens fortes do Centrão teria entabulado algumas conversações com o presidente Lula no sentido de, quem sabe, afastar o PP da candidatura de Flávio Bolsonaro. O que passa a entrar em jogo é uma arranjo que pudesse viabilizar sua reeleição no Piauí, onde o PT é forte. 

Isoladamente, o Piauí, juntamente com a Bahia, onde o PT teve mais de 70% dos votos, é um dos estados onde o partido teve mais votos na última eleição presidencial, alçando Wellington Dias , Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, como uma liderança nacional. Sugere-se que o Piauí, felizmente, ainda não enfrenta os mesmos problemas de segurança pública do Ceará e da Bahia, onde o PT hoje atravessa grandes dificuldades. Aqui em Pernambuco, mesmo com o prefeito João Campos consolidando a sua aliança com Lula - por uma dessas ironias do destino político, pelo andar da carruagem política, talvez seja João que venha precisar mais de Lula - no plano nacional a legenda petista ainda não fechou as portas para a governadora Raquel Lyra. 

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