O senador Sérgio Moro, ao longo de sua vida pública, cometeu muitos erros de avaliação. Por vezes, estamos tratando de algum traço de personalidade que não se corrige. Por algumas ocasiões comentamos sobre este tema por aqui. Vamos poupar os leitores sobre as nossas ponderações acerca dos inúmeros equívocos de avaliação cometidos pelo senador paranaense. Sérgio Moro lidera, até o momento, as principais pesquisas de intenção de voto para o Governo do Paraná. É filiado ao União Brasil, mas, para que sua candidatura se confirme, precisaria do apoio do PP, em processo de formação da Federação Progressista. O deputado federal, do PP, Ricardo Barros, conhecido como grande articulador, vetou a candidatura de Sérgio Moro no estado. Ele precisará deixar o partido se insistir no objetivo de ocupar a cadeira do Palácio Iguaçu.
O danado é que ele está decidido a candidata-se. Trata sua candidatura como algo irreversível. Ainda é cedo para afirmar se estamos aqui diante de mais um desses erros de avaliação. Inúmeros prefeitos ligados ligados a este projeto de federação já deixaram seus partidos em razão de uma eventual candidatura do ex-juiz. Mas este imbróglio todo serve de alerta para os graves problemas enfrentados por esta Federação, inclusive no que concerne ao caso de Pernambuco, onde ela está dividida entre os comandos do deputado federal Romeu da Fonte, ligado a governadora Raquel Lyra, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que aspira a indicação para concorrer ao Senado Federal na chapa encabeçada pelo prefeito João Campos, do PSB.
Em tese, o comando da Federação Progressista em Pernambuco ficaria entregue a Eduardo da Fonte, que possui a maior bancada na ALEPE. Hoje, um blog local especulou que o senador Humberto Costa, supostamente, poderia está tentando trazer o deputado para uma aliança quem sabe com João Campos. Aí é que as esperanças de Miguel Coelho se esvaem. O prefeito João Campos, durante o dia de hoje, sinalizou que integrar a Federação ao seu projeto político seria interessante, principalmente se tal articulação for encetada por Miguel Coelho. Ocorre que Eduardo da Fonte já anunciou que o seu projeto político hoje é uma candidatura ao Senado Federal.

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