pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Quem será o vice de Lula?
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Editorial: Quem será o vice de Lula?


Comenta-se que, até recentemente, o prefeito do Recife, João Campos(PSB-PE), teria mantido um encontro com Lula, onde teria reforçado o desejo do seu PSB de que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, fosse mantido na chapa de reeleição do petista na mesma condição. Há algum tempo que os socialistas cobram uma participação maior no Governo Lula 3 e tais expectativas não são atendidas. Em discurso recente, praticamente Lula descartou a possibilidade de manter Geraldo Alckmin na chapa na condição de vice, ao afirmar que tanto Geraldo quanto Fernando Haddad teriam missões a cumprir em São Paulo. Como bom entendedor, Geraldo Alckmin já teria antecipado a petistas mais próximos que não tem qualquer interesse em participar das eleições paulistas. 

Lula, por usa  vez, tenta negociar a vice em sua chapa de reeleição com um mundo de gente. Já conversou com o MDB, onde há forte resistência da ala que não se coaduna com o Planalto, a exemplo de Ricardo Nunes, Michel Temer, entre outras figuras de proa da legenda. Por outro lado, Lula sempre teve aliados na legenda, principalmente nas federações do Norte e Nordeste. Para esses aliados, a oferta de uma vice em sua chapa seria muito bem-vinda. Ontem se especulou que, até com Gilberto Kassab, Lula teria conversado sobre o assunto. Kassab recusou de pronto, pois está aquecendo seu time para entrar em campo em carreira solo, ou seja, constituir uma alternativa à polarização entre Lulistas e Bolsonaristas. 

Já houve um tempo em que a vice de Lula era procurada entre os representantes de setores fortes do capital, principalmente com o propósito de aparar eventuais arestas ideológicas. Hoje o sistema já sabe que Lula não oferece perigo algum. Neste momento, a estratégia que está em curso é a de composição política mesmo. Setores do partido, inclusive, como é o caso de Alagoas, torcem que as negociações prosperam já de olho em 2030, quem sabe com um candidato do partido à Presidência da República, o hoje ministro Renan Filho. Aqui no Norte e Nordeste, pelo andar da carruagem política, Lula não teria grandes dificuldades de formalizar tal composição. O problema está em outras praças. 



 

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