No próximo dia 12 haverá um encontro dos parlamentares que apoiam o projeto da candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao Governo do Estado do Ceará. O encontro está agendado para a ALECE - a Assembleia Legislativa do Ceará. Dia 16, data que está sendo festejada nas redes sociais, no Conjunto Ceará, em Fortaleza, finalmente, Ciro Gomes dirá que concorre à cadeira do Palácio da Abolição. Gerou-se muita expectativa em torno deste assunto, sobretudo depois que começaram os rumores acerca de uma nova candidatura do cearense à Presidência da República, muito motivada pelo Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves. Melhor assim. Nesta semana, a revista Veja traz uma matéria apontando que o quadro da eleição de 2026 ainda não está completamente definido. De cada 10 eleitores, 4 estariam dispostos a mudarem de voto, segundo um levantamento realizado pelo Institutos Genial\Quaest e Meio e Ideia.
Na realidade, o eleitorado está dividido entre o desgaste do petismo e as temeridades e incertezas concernentes ao bolsonarismo. Mesmo assim, a centrífuga da polarização fecha sua visão desses eleitores acerca dos graves problemas que enfrentamos em relação à condução da economia, cujas "bondades" estão sendo feitas sem lastro, assim como o negativo repertório para a saúde das instituições da experiência bolsonarista. Alguém estava perguntando ontem se, em algum dia, as nossas instituições estarão voltando aos patamares dos índices institucionais de antes do bolsonarismo. Ciro, inutilmente, tentou romper este ciclo. Os eleitores não o ouviram antes e, possivelmente, não o ouviria numa nova tentativa.
Não se pode dizer que ele não combateu o bom combate, tentando abrir os olhos dos eleitores. No Ceará, a batalha não é menor, em razão dos problemas de gestão enfrentados, com a ampliação dos territórios de Estado sendo ocupados pelo crime organizado. Ciro, ao lado JHC de Alagoas, é a esperança de soerguimento ou volta ao protagonismo político dos tucanos, desta vez pelo Nordeste. Engolir sapos faz parte do mitiê político. Não é bem este o estilo de Ciro Gomes, mas ele vai precisar conviver com a fina flor do bolsonarismo, assim como articular o palanque de Flávio Bolsonaro no estado.

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