| Crédito da Foto: Cristiano Mariz\Agência O Globo |
Hoje, 07, por ocasião da 5ª fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na casa do senador Ciro Nogueira(PP-PI), em Brasília. Sobre ele pesa a suspeita de ter recebido, de forma regular, uma mesada da ordem de R$ 300,00 mensais, podendo chegar a R$ 500,00. Esta fase da operação não integra, ainda, o acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, que, aliás, conforme informamos mais cedo, está com dificuldade de ser viabilizado porque eles estão oferecendo muito pouco em termos de informações. Eles querem informar o que a Polícia Federal já sabe sobre este enredo nebuloso da maior fraude bancária já ocorrida no Brasil. Aliás, a fraude contra o sistema bancário é apenas a ponta do iceberg, uma vez que outras tipificações de crimes foram cometidas pelo grupo.
Ciro Nogueira é uma das principais referências do Centrão no país e preside a poderosa União Progressista, que integra o União Brasil e o Partido Progressista. Antes da operação ser realizada, por dever de ofício- e possivelmente evitar novos melindres - o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou ao Presidente do Senado Federal, David Alcolumbre, que um dos alvos da operação seria um senador da República. Ficamos aqui a imaginar quem seria atingido no curso dessas investigações, assim como até onde elas irão. Há muita gente graúda enredada, comprometida até a medula com essas maracutaias.
Há pouco um jornal aventou a possibilidade de uma alta autoridade do Poder Legislativo ter feito gestões junto ao Chefe do Executivo no sentido de obter uma blindagem no que concerne a tais investigações. A mudança de comportamento do PT em relação à abertura de uma CPMI sobre o Master, reforça um pouco a tese levantada pelo jornal. Essas "coxias" teria, na realidade, influído decisivamente, conclui-se, na rejeição ao nome de Messias para o STF. Para os eleitores que desejam aprofundar este assunto, recomendamos a leitura da coluna da jornalista Malu Gaspar. Isso reforça a tese levantada por este blog, observando que as investigações sobre o Banco Master tornou-se o grande divisor de águas em Brasília. Toda trama se desenvolve sobre quem é contra e quem é a favor das investigações. Já íamos esquecendo. Os presentinhos com imóveis milionários sugere-se que, como suspeitava a PF, era uma prática recorrente.

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