No último dia 04 saiu uma pesquisa de intenções de voto do Instituto Datafolha sobre a disputa no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, colégio eleitoral estratégico para todo candidato a inquilino do Palácio do Planalto. Nesta pesquisa, o atual governador, Tarcísio de Freitas, aparece com 46% das intenções de voto no primeiro turno, conforme divulgamos ontem por aqui. Seu principal concorrente e "trunfo" do petismo naquela quadra, Fernando Haddad, pontua com 3o% das intenções de voto. Tarcísio abre, portanto, 16 pontos de diferença em relação ao petista, mostrando um crescimento de 2 pontos em relação ao último levantamento do próprio Datafolha.
Hoje, 06, o jornalista Josias de Souza, em sua coluna do Portal Uol, levanta uma questão ao mesmo tempo que pertinente, preocupante para o Palácio do Planalto. Mantida as atuais tendências de intenções de voto, o republicano Tarcísio de Freitas poderia liquidar a fatura da eleição ainda no primeiro turno, pondo uma pá de cal na estratégia montada por Lula para aquela quadra política. Se isso de fato ocorrer, estamos tratando aqui de um duro golpe para as pretensões de reeleição de Lula, em 2026. Há muitas variáveis em jogo, como uma reação de Fernando Haddad, por exemplo, o que se afina com a discussão de ontem, quando tratamos deste assunto, onde o papel exercido por Haddad ali nunca foi vencer as eleições, mas assegurar um percentual de votos ao presidente Lula no maior colégio eleitoral do país.
Como, muito provavelmente, vamos ter uma eleição em dois turnos para a Presidência da República, é fundamentalmente importante que Haddad esteja no segundo turno daquelas eleições. Como há males que vem para pior, soma-se a esta pesquisa o enrosco que o PT enfrenta no segundo colégio eleitoral mais importante do país, Minas Gerais, onde nenhum nome aceitou até o momento a missão de assegurar o palanque de Lula naquele estado. As sondagens permanecem.

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