pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A falta de empenho do selecionado brasileiro
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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Editorial: A falta de empenho do selecionado brasileiro



O Brasil já é um país com mais de 200 milhões de técnicos e não queremos engrossar esta fileira, mas o Brasil poderia ter vencido o time da Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Assusta a falta de empenho, a desmotivação ou mesmo o medo do selecionado brasileiro desde algum tempo. Muito mais do que um bom técnico, com um currículo impecável, a exemplo de Carlos Ancelotti, acreditamos mesmo que estamos precisando de outros profissionais na equipe da comissão técnica. Salvo melhor juízo, rotineiramente, isto está previsto, mas os resultados efetivos não aparecem. Conforme expusemos, este comportamento vem de algum tempo. Não se pode perder uma penalidade máxima numa partida decisiva, o que nos colocaria com chances efetivas de chegar às quartas de final. O jogo seria outro. 

Quando o Brasil perdeu aquele pênalti, logo no início do jogo, pessoalmente, sacramentamos a sua derrota e demos adeus ao sonho do hexa campeonato. A sequência foi a crônica de uma derrota anunciada. Tinha algum batedor de pênalti oficial no selecionado brasileiro naquele momento, alguém que não desperdiçasse aquela oportunidade única. Ancelotti interveio na decisão sobre quem bateria o pênalti? Por que Vini, que chegou a tomar a iniciativa, recuou? Ele está sendo muito cobrado em relação a esta atitude. Até em nosso time de várzea, o glorioso, Monte Castelo Futebol Clube, tínhamos os jogadores definidos para momentos assim, como um cobrador de faltas, um batedor de pênaltis. Em toda a trajetória do clube, ao que recordamos, o Nego Tom nunca perdeu uma penalidade máxima. 

Há uma crise instaurada no futebol brasileiro, algo que implicaria numa profunda discussão, impossível de se esgotar num espaço como este. Aqui vale considerar as ações dos chamados "cartolas", que agem movidos por interesses esquizofrênicos aos gramados. Isso para não melindrar. Os selecionados mais recentes parecem desconhecer a mística, a responsabilidade e, principalmente, o respeito e ao uniforme verde e amarelo usado no passado por Pelé, Garrincha, Tostão, Dirceu Lopes, Rivelino, Clodoaldo, Zico, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, entre outros grandes craques de futebol. Não se trata de um problema relacionado à ausência de talentos. Alguns jogadores citados acima eram diferenciados, mas, na média, bons jogadores até estão surgindo. O problema é outro. 

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