Há menos de um mês das eleições de 04 de outubro, a boca do jacaré voltou a se fechar, conforme os índices apontados pela nova pesquisa de intenções de voto para a Presidência da República, divulgada ontem pelo Instituto Quaest, onde os candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva aparecem rigorosamente empatados com 41% das intenções de voto. Já fizemos algumas ponderações acerca das dificuldades enfrentadas pelo presidente Lula em seu projeto de reeleição, o que não nos aconselha a voltarmos a tratar deste assunto por aqui. Lula amarga alguns problemas desde o início, o que desaconselha, inclusive, tentar se manter ocupando a cadeira do Palácio do Planalto.
A rigor, o país está pagando um ônus pesado em função dessa polarização política. Quando o indivíduo olha para o outro lado, só enxerga incertezas e insegurança, agravadas pelos vícios dos homens públicos brasileiros, independentemente das ideologias que professam. Estamos caminhando para uma situação institucional e política bastante complicada. Houve um tempo em que o eleitorado nutria a expectativa de, em votando num determinado candidato, os graves problemas do país pudessem ser, finalmente, enfrentados. Hoje, estamos diante de um jogo de insegurança absoluta acerca do que virá por aí. Isso ainda acaba mal, com um dos polos destruindo o outro, conforme profetizava o sociólogo jamaicano Stuart Hall.
Nos últimos levantamentos, os índices de intenção de voto do "novato" Augusto Cury, do Avante, oscila entre 8% e 11%, o que implica dizer que, pelo andar da carruagem, ele está longe de trabalhar essa briga de cachorros grandes. Ele cumpre o papel que antes já pertenceu ao hoje candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, que tentou a Presidência da República por quatro vezes. Há quem afirme, inclusive, que Augusto Cury está caindo, depois de uma arrancada surpreendente. Se considerarmos as margens de erro, é precipitado fazer tal afirmação, embora a tração inicial, verificada depois do debate da Band, sugere-se que não tenha sido mantida.

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