pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: As placas tectônicas do sistema se movimentam neste final de ano.
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sábado, 27 de dezembro de 2025

Editorial: As placas tectônicas do sistema se movimentam neste final de ano.

 


Muito feliz a matéria da Veja desta semana, observando que o ano de 2025 não termina daqui há alguns dias. Vamos entrar em 2026 com os problemas ali produzidos, sabe-se lá com alguma possibilidade de equacionamento no ano vindouro. Neste período, sempre surgem aqueles oráculos ou futurólogos fazendo previsões para o próximo ano, mas, pelo andar da carruagem política, as grandes decisões de 2026 já estão sendo tomadas em 2025. Um bom exemplo disso são as condições sob as quais o Brasil fechou um acordo com os Estados Unidos, dentro de um escopo geopolítico dos mais complexos, que vão muito além dos interesses comezinhos do continente Latino Americano. Isso apenas numa referência aos componentes políticos, sem referência às cobiçadas terras raras. 

Os Estados Unidos tem projetos bem definidos para o continente e desejam realizá-los de preferências sem embaraços diplomáticos ou militares. O alinhamento do Brasil à Venezuela poderia ser um desses empecilhos. Internamente, o país passa por um tsunami institucional. Ajustar isso não está sendo fácil. Outro dia acompanhávamos o raciocínio de um jornalista conhecido, cujo nome não vamos mencionar o por aqui. Segundo ele, essas placas tectônicas já indicam que o sistema já teria "abandonado" alguns atores importantes. As sinalizações estão sendo produzidas pelos editoriais da grande imprensa. Os próximos passos seriam a abertura de uma nova vaga na Suprema Corte, com a indicação de Rodrigo Pacheco ao cargo, dando uma satisfação ao Presidente do Senado Federal, que sempre desejou sua indicação ao posto. Isso seria um maneira de se conseguir uma reconciliação entre o Executivo e o Senado Federal. 

O Senado Federal, aliás, encontra-se literalmente em pé de guerra. Estão pensando até no sacrifício de cortar o recesso apenas para dar prosseguimento aos trabalhos. O tsunami é tal monta que até decisões técnicas, de caráter republicano, tomadas por órgãos como o Banco Central, podem ser revertidas no sentido de "acomodar" essas placas. Dentro desses grandes acordos, as condições de cumprimento de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro poderiam ser reavaliadas. Não está sendo fácil para o ex-presidente. Já enfatizamos isso por aqui, mas não custa repetir. Ele não reúne as condições de cumprimento de pena num regime convencional. Suas condições de saúde não permitem. 

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