pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: A covarde agressão aos turistas em Porto de Galinhas.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Editorial: A covarde agressão aos turistas em Porto de Galinhas.



Este não era um assunto que gostaríamos de tratar por aqui. Está repercutindo bastante nas redes sociais um vídeo onde dois turistas mato-grossenses denunciam as agressões sofridas quando curtiam um passeio pelo famoso e aprazível balneário de Porto de Galinhas, na cidade de Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco. Teríamos uma grande análise a fazermos a partir deste episódio específico, mas, como estamos passando por tempos bicudos, torna-se prudente não enveredarmos por esta seara. É possível que haja um componente de homofobia nesta agressão, mas não é apenas isso. Convém cercar-se de todos os cuidados possíveis em visita a balneários, como Pipa, Porto de Galinhas, Jericoacoara, Canoa Quebrada, Cumbuco. Os turistas precisam muito mais do que um guia sobre os atrativos desses lugares. A dinâmica é complexa. 

Antes, quando planejávamos nossas viagens, fatores como o período adequado, disponibilidade das crianças, os passeios programados, hospedagem em hotéis e pousadas eram as únicas preocupações. Hoje, não. Infelizmente.  Aos leitores mais curiosos, recomendamos a leitura de uma longa matéria da BBC sobre o que está ocorrendo nos famosos balneários brasileiros. Isso explica tudo. A ausência de policiais fazendo o patrulhamento rotineiro, eventuais cobranças indevidas dos barraqueiros e coisas assim. Depois do estrago de imagem  produzido, a governadora Raquel Lyra, que está sendo muito cobrada em relação ao assunto, pediu desculpas pelo ocorrido. Há outros vídeos circulando nas redes, elevando a imagem negativa do turismo no estado, com o seu principal ativo sendo enxovalhado pelos internautas. Viralizou um vídeo onde um internauta faz a comparação de João Pessoa com Porto de Galinhas, onde se é possível saborear um prato razoável de petisco por vinte reais, sem cobrança de mesas e cadeiras. 

Não sabemos de onde ele fez a filmagem, possivelmente de uma das praias centrais de Jampa, mas sabemos que as coisas não funcionam bem assim. Em Cabo Branco e Tambaú, por exemplo, cobra-se pelo uso das mesas e cadeiras, assim como em outras praias da Paraíba. Existem grupos especializados exclusivamente na exploração deste comércio, que é legal. O abusivo se refere ao se estipular um consumo mínimo, segundo a legislação do consumidor. Os valores, as reclamações são recorrentes, principalmente em balneários como Coqueirinho, no Conde. Em Cabedelo, recentemente, repercutiu o valor cobrado por uma cioba, que estava sendo comercializada ao valor de R$ 470,00 reais. 

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