Este não era um assunto que gostaríamos de tratar por aqui. Está repercutindo bastante nas redes sociais um vídeo onde dois turistas mato-grossenses denunciam as agressões sofridas quando curtiam um passeio pelo famoso e aprazível balneário de Porto de Galinhas, na cidade de Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco. Teríamos uma grande análise a fazermos a partir deste episódio específico, mas, como estamos passando por tempos bicudos, torna-se prudente não enveredarmos por esta seara. É possível que haja um componente de homofobia nesta agressão, mas não é apenas isso. Convém cercar-se de todos os cuidados possíveis em visita a balneários, como Pipa, Porto de Galinhas, Jericoacoara, Canoa Quebrada, Cumbuco. Os turistas precisam muito mais do que um guia sobre os atrativos desses lugares. A dinâmica é complexa.
Antes, quando planejávamos nossas viagens, fatores como o período adequado, disponibilidade das crianças, os passeios programados, hospedagem em hotéis e pousadas eram as únicas preocupações. Hoje, não. Infelizmente. Aos leitores mais curiosos, recomendamos a leitura de uma longa matéria da BBC sobre o que está ocorrendo nos famosos balneários brasileiros. Isso explica tudo. A ausência de policiais fazendo o patrulhamento rotineiro, eventuais cobranças indevidas dos barraqueiros e coisas assim. Depois do estrago de imagem produzido, a governadora Raquel Lyra, que está sendo muito cobrada em relação ao assunto, pediu desculpas pelo ocorrido. Há outros vídeos circulando nas redes, elevando a imagem negativa do turismo no estado, com o seu principal ativo sendo enxovalhado pelos internautas. Viralizou um vídeo onde um internauta faz a comparação de João Pessoa com Porto de Galinhas, onde se é possível saborear um prato razoável de petisco por vinte reais, sem cobrança de mesas e cadeiras.
Não sabemos de onde ele fez a filmagem, possivelmente de uma das praias centrais de Jampa, mas sabemos que as coisas não funcionam bem assim. Em Cabo Branco e Tambaú, por exemplo, cobra-se pelo uso das mesas e cadeiras, assim como em outras praias da Paraíba. Existem grupos especializados exclusivamente na exploração deste comércio, que é legal. O abusivo se refere ao se estipular um consumo mínimo, segundo a legislação do consumidor. Os valores, as reclamações são recorrentes, principalmente em balneários como Coqueirinho, no Conde. Em Cabedelo, recentemente, repercutiu o valor cobrado por uma cioba, que estava sendo comercializada ao valor de R$ 470,00 reais.

Nenhum comentário:
Postar um comentário