Há alguns anos, quando a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda engatinhava nas ruas - apenas alguns raros carros portavam cartazes com a sua foto - escrevemos um longo artigo nos referindo àquela ameaça, confirmada em sua gestão, principalmente em relação ao flerte autoritário que pôs em cheque os valores de nossa incipiente experiência democrática. À época, aprendemos muito sobre a atuação de demonização ou cancelamento de adversários pelas hostes bolsonaristas. Para completar o enredo, o artigo foi ilustrado com uma charge de Quinho, assanhando ainda mais a ira. Assim como naquele período, hoje temos mais um bolsonarista pleiteando a Presidência da República. Flávio Bolsonaro é pré-candidato.
Ele ainda não é muito convincente, mas já começa a incomodar, principalmente em razão de sua ascensão nas primeiras pesquisas de intenção de voto. Lula lidera o pelotão, mas incomoda um bolsonarista fungando no seu congote. A candidatura de Flávio ainda é uma grande incógnita. Esses apoios iniciais estão se dando muito mais em razão de laços afetivos e ideológicos do que em relação à competitividade do candidato. A frase do senador Ciro Nogueira, do PP de Sergipe, em relação a este tema é bastante emblemática. Candidato à Presidência da República tem que ter viabilidade eleitoral. O crescimento de Flávio talvez ainda não ofereça esta segurança.
Nos últimos dias o comentário é que Lula está bastante preocupado com a estabilidade de sua popularidade. Há alguns meses ele esboçou uma reação mas foi só isso. Alguns institutos "insinuam", inclusive, uma tendência de queda de sua avaliação positiva. Na última reunião presidencial o recado foi um só. É preciso mostrar serviço ou mostrar o serviço. Ou ambas as coisas, para sermos mais precisos, uma vez que o presidente acredita que muito do que está sendo feito não chegou ao conhecimento da população. Sobrou até para Sidônio Palmeira, que parecia respirar aliviado depois da primeira recuperação de popularidade do presidente.

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