Pelo menos duas pessoas foram identificadas pela Polícia Federal como facilitadores da fuga do ex-deputado federal, Alexandre Ramagem. Não é improvável que, no decorrer das investigações, a PF chegue a mais nomes. Fugas não ocorrem com facilidade. Envolvem planejamento, logística e estratégia de sobrevivência. No caso de Ramagem, por exemplo, foi aplicado um torniquete tão severo que ele perdeu sua condição de delegado da Polícia Federal e o mandato de deputado federal. Soubemos no dia de ontem que ele vai se dedicar às mentorias online. Seu pedido de extradição já foi protocolado e não seria improvável que seja concedido, diante do armistício das relações entre Brasil e Estados Unidos. Hoje, 26, mais uma tentativa de fuga entre os condenados pela tentativa de golpe do 08 de janeiro.
Silvinei Vasques, ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal na gestão de Jair Bolsonaro, rompeu a tornozeleira e tentou fugir através de um voo do Paraguai com destino a El Salvador. Possivelmente o seu destino final não seria El Salvador. Certamente uma escala. Silvinei Vasques, no contexto da trama golpista, salvo melhor juízo, esteve rigorosamente mais identificado em relação a uma suposta operação realizada em estados da região Nordeste, que tinha como propósito, segundo supõe-se, dificultar a vida de eleitores sabidamente identificados com a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Falou-se à época numa operação com o objetivo de fiscalizar os ônibus com pneu careca. Por muito pouco Lula não ficou "careca" de votos.
O bolsonarismo estragou a vida de muita gente. Seja os inocentes úteis - como a horda que pensou que escaparia impune depois dos atos de vandalismo perpetrados na capital federal - até gente de boa formação, como é o caso de Silvanei Vasques, pelo currículo, um estudante aplicado. Mesmo em condições sensivelmente adversas, ao que se sabe, foi aprovado no concurso da OAB. Entrou em problemas psicológicos durante este período e resolveu tentar a fuga malograda do dia de hoje. Sua prisão preventiva já foi decretada pelo Ministro Alexandre de Moraes, do STF. Assim que foi identificado os danos à tornozeleira eletrônica, a PF acionou seus "dispositivos".

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