pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Caiado filia-se ao PSD
Powered By Blogger

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Editorial: Caiado filia-se ao PSD



Há poucos dias, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, demonstrou publicamente sua insatisfação com os dirigentes do União Brasil, que não se definiam em relação ao apoio efetivo ao seu projeto de candidatar-se à Presidência da República. O processo foi mais rápido do que imaginávamos. Hoje, 28, ele já anuncia sua filiação ao PSD, dirigido nacionalmente por Gilberto Kassab. O PSD agora tem três governadores que estão numa disputa interna por uma indicação como candidato oficial da legenda à Presidência da República. Já teria sido firmado um acordo interno entre eles no sentido de que a definição se dê a partir da viabilidade de cada um deles, ou seja, aquele que melhor aparecer nas intenções de voto, será o ungido. Kassab é aquele político pragmático, que se move consoante conveniências bem específicas. Em princípio, o seu nome é o de Tarcísio de Freitas, mas há fortes indícios de que o governador possa mesmo disputar sua reeleição ao Palácio Bandeirantes. Ele é muito dependente do bolsonarismo e o bolsonarismo já tem candidato. Trata-se do senador Flávio Bolsonaro.  

Os nomes do PSD estão mais livres dessas amarras, caso do próprio Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite. O próprio Caiado estava apontando algumas fragilidades da candidatura de Flávio Bolsonaro, principalmente em relação à sua inexperiência no Executivo. Há muitas críticas e resistências à candidatura de Flávio Bolsonaro, mas, a rigor, a maioria delas não procedem, como se dizer, por exemplo, que não se trata de uma candidatura viável ou inconsistente. Há até jornais italianos, com pesquisas duvidosas, afirmando que ele já teria superado Lula. Quando os seus adversários internos o criticarem seria bom apresentar argumentos mais consistentes. Ele é competitivo no escopo do bolsonarismo. 

E, por falar em Kassab, aqui em Pernambuco, que tem uma governadora do PSD, o mundo parecer ter desabado sobre a cabeça de Raquel Lyra. Há uma campanha sistemática de ataques à governadora, dirigida por seus adversários, apoiada numa espécie de indignação seletiva. Eventuais equívocos na condução de investigações encetadas pela Secretaria de Segurança Pública estão sendo creditadas diretamente às suas ordens. É como se a governadora tivesse dado o aval ou sinal verde para essas práticas execráveis, o que é improvável que tenha ocorrido. No estado, aí sim, existem oligarquias políticas muito mais familiarizadas com tais procedimentos, daí o uso da expressão "indignação seletiva". Ontem citamos por aqui uma ocorrência dos tempos sombrios de um período de exceção - a Ditadura do Estado Novo - mas, em plena normalidade democrática, adversários e críticos dos governos de turno são submetidos aos "pelourinhos" psicológicos, expostos à execração pública e assédios institucionalizados. Naturalmente que os áulicos, cupinchas, bajuladores de turno ou homens "rapariga", como diria o comendador Arnaldo, desconhece o que estamos falando. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário