pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Lula começa a escalar o time para 2026
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Editorial: Lula começa a escalar o time para 2026


Ao sinal verde de Lula - sempre ele - o PT começa a movimentar as peças no tabuleiro das quadras estaduais visando as eleições de 2026. Recentemente ele declarou que era preciso apresentar nomes com musculatura política suficiente para enfrentar os quadros da oposição. Precisa mesmo, uma vez que a Oposição concebeu a estratégia de se fortalecer para o Senado Federal já há algum tempo. As razões são por demais conhecidas e os leitores nos permitam avançar nessas discussões. Consideramos apenas que, mais uma vez, o PT perdeu a largada. Há algum tempo, uma matéria da revista Veja apontava, com base em pesquisas realizadas, que apenas nos estados de Pernambuco e Espírito Santo o Planalto tinha nomes competitivos na disputa pelo Senado Federal. Esta centralização do PT em torno de Lula atrapalha um pouco. 

Mas, antes tarde do que nunca. Especula-se que, em São Paulo, talvez possamos ter um timaço, ou seja, quatro Ministros de Estados na disputa. Em estados estratégicos do Nordeste, onde as coisas não vão bem, a exemplo do Ceará e da Bahia, os titulares dos cargos poderão não disputar a reeleição. Elmano de Freitas, no Ceará, e Jerônimo Rodrigues, na Bahia. Os atuais governadores disputariam uma vaga de senador, enquanto Rui Costa, na Bahia, e Camilo Santana, no Ceará, disputariam o Governo do Estado. Lula lidera todas as pesquisas de intensão de voto até este momento - já disse que enquanto for vivo não devolve o país aos bolsonaristas - mas a conjuntura atual não é das melhores. O país tem problemas e, somado a isso, não se pode ignorar essa onde conservadora em curso que anda apeando do poder lideranças de esquerda. 

No Paraná, por exemplo, onde a ex-Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, pretende disputar uma das vagas ao Senado Federal pelo estado, quem lidera a corrida para governador é o arqui-inimigo  Sérgio Moro. Sabe-se lá como está o PT na disputa. Naquele ente federado, por outro lado, temos um pré-candidato à Presidência da República que melhora seu ranking na proporção em que nomes como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas não chegam a um consenso. Ratinho Junior começou a crescer como opção, sobretudo em razão da firmeza com que se coloca como candidato. Outra vantagem é que não depende do sinal verde da família Bolsonaro, a exemplo de Tarcísio de Freitas. Embora seja viável, amplos segmentos conservadores rejeitam o nome de Flávio Bolsonaro. Rejeição a Flávio e dependência e indecisões de Tarcísio dão combustível ao avanço de Ratinho. 

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