Os eleitores que nos acompanham sabem que, muito raramente, há publicações por aqui acerca da situação política no estado de Alagoas. Nessas próximas eleições, porém, estamos sendo tentados a mudar um pouco este comportamento, principalmente em razão do intrincado jogo de xadrez político que está se configurando em relação àquelas eleições. Tem se mostrado bastante interessante a movimentação dos principais atores no tabuleiro político estadual. Até bem pouco tempo, por exemplo, falou-se num suposto encontro entre o ex-prefeito da capital, JHC(João Henrique Caldas) com o ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lyra. Especulou-se, então, sobre a possibilidade de uma aliança entre ambos, com o propósito de isolar os Renan, que estão concorrendo ao Senado e ao Governo do Estado.
Hoje, tanto JHC quanto Lyra seguem caminhos distintos, em raia própria, em busca do voto do eleitor alagoano. O deputado federal Alfredo Gaspar, que teve uma participação exemplar como relator da CPMI do INSS, teria sido sondado para a montagem de um palanque em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Neste caso, ele abdicaria de uma das vagas praticamente certa ao Senado Federal para disputar o Palácio dos Martírios. Por enquanto, algo não se ajustou e ele hoje é pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, aparecendo muito bem nas pesquisas de intenção de voto, num reconhecimento legítimo do eleitorado do estado, em função do seu trabalho como homem público, honrando cada voto que recebeu.
O mesmo reconhecimento esperamos que receba, lá pelas bandas das Alterosas, o senador Carlos Viana, que presidiu os trabalhos da CPMI do INSS. Até o momento ele está bem posicionado, mas o quadro lá está bastante disputado. A reeleição do senador Carlos Viana depende de uma série de arranjos e conformações no tabuleiro político de Minas Gerais. E, por falar em Minas Gerais, nos próximos dias o senador Rodrigo Pacheco deve manter um encontro com emissários do PT no sentido de definir sua situação política na disputa pelo Palácio Tiradentes. O próprio Rodrigo Pacheco, para sermos sincero, nunca demonstrou grande interesse nesta disputa.

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